O GOVERNADOR QUE DEU SUA VIDA
PARA TIRAR JESUS SACRAMENTADO DE UM INCÊNDIO
No Brasil dizemos Estados: por ex., Estado de São Paulo. No Canadá, é Província.
Pois
bem: no dia 21 de fevereiro de 1966, o Governador da Província de
Quebec, de 70 anos, acordou com a casa em chamas. Depois de salvar a
esposa, a filha, os empregados e os hóspedes, o governador, tenente PAUL
COMTOIS, voltou àquele inferno em chamas para tirar Jesus Sacramentado,
de sua capela privada. Infelizmente, não conseguiu. Mas, o Santíssimo
Sacramento foi encontrado intacto em suas mãos, sob seu corpo calcinado.
À
época, nem a imprensa católica deu a devida ênfase ao ato heróico de
Sua Excelência Paul Comtois. Já dominava os corações a apostasia
silenciosa contra a qual Sua Santidade João Paulo II nos advertiu.
Essa
apostasia que consiste em transformar a obra da Igreja em uma obra
meramente terrena. Mas, a Verdade é que a obra da Igreja é uma obra
sobrenatural. É A CONTINUAÇÃO DA VIDA E DA OBRA DE CRISTO, DE SEUS
ENSINAMENTOS; É A GRANDE OBRA DA REDENÇÃO DOS HOMENS QUE SE PERPETUA.
Há
poucas semanas, nos dizia Cardeal Cipriani, sobre esta situação de
tentativa de demolição da Igreja, pelos que estão do lado de dentro:
“Em
todos os tempos a tivemos, não pensemos que a Igreja começa conosco.
Isto é muito antigo. Mas, qual é a diferença? Que antes, quem dissentia,
ia embora da Igreja; hoje fica dentro e isto me parece que requer de
nós, por amor à Igreja, um pouco mais de firmeza.
“Olhemos
algumas destas situações diante de Jesus, na Eucaristia e na cruz, e
digamos: “Senhor, isto é como em teus tempos, nem mais nem menos. Mas
como respondiam teus discípulos? Primeiro com temor, logo com dor e
depois com martírio. Pois se estes são os tempos; aqui estamos, Senhor,
para que, por amor a ti e à Igreja, ao teu corpo místico, tenhamos a
coragem de defendê-la até o final”.
A
dor e o martírio que temos o dever de abraçar, é a defesa da Verdade
Revelada por Deus, Doutrina da Igreja. Seremos perseguidos pelos
inimigos internos da Igreja e pelos que se dizem católicos, mas na
verdade aceitaram a Doutrina por imposição de pais, padres e freiras, e a
têm como um peso...
Já
a dor e o martírio pelos quais o Governador Paul Comtois optou,
elevam-no ao nível dos Mártires: por isto ele é chamado por quem gosta
de justiça, de Mártir da Eucaristia.
Hoje
nem se fala da maneira como morreu o Governador Paul Comtois: talvez
não fique bem, em época de ecumenismo (ecumenismo diferente daquele que a
Igreja ensina), falar que uma alta autoridade deu sua vida para salvar
algo que não tem o menor valor para nossos irmãos protestantes.
Quase que somente o jornal americano, de Minnesota, Wanderer, publicou um elucidativo artigo de autoria do Padre J. M. Laplante.
Paul
Comtois era um ótimo católico, inclusive pelo fato de não temer
aborrecer a quem ele era subordinado: a rainha da Inglaterra, a qual,
apesar de ser uma pessoa de excelente caráter, é anglicana.
http://www.ultimasmisericordias.com.br/
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