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domingo, 31 de maio de 2020

Artigo de Dom Walmor

Reaprender a gratuidade


    “De graça recebestes, de graça deveis dar”, eis a recomendação do Mestre Jesus, dirigindo-se a seus discípulos, pouco antes de enviá-los em missão. Uma exortação com força de interpelação, remetendo às lições do Sermão da Montanha, compartilhadas com maestria por Jesus Cristo. A gratuidade é, pois, virtude essencial. Mas muitos vão considerar atitude inusitada incluí-la nos protocolos de providências e recomendações para este momento pandêmico. Provocará questionamento dos que calculam valores e resultados a partir de dividendos a serem recebidos, de quem só quer ampliar, sempre mais, a própria lista de itens a serem consumidos. Reconhecer a importância da gratuidade parece também algo distante de ambientes do poder marcados pela dinâmica do “toma lá da cá”.  Pode, ainda, ser considerado tema secundário quando são exigidas urgentes soluções sanitárias e econômicas para enfrentar este momento de pandemia. Mas a ausência da gratuidade acirra violências, impede o surgimento de um novo ciclo para a humanidade.
    Constata-se o grave distanciamento da sociedade atual das atitudes orientadas pela gratuidade quando se verifica, por exemplo, a crescente disseminação de notícias falsas. Mentiras elaboradas e propagadas em larga escala para fragilizar instituições, desmoralizar pessoas e incitar o ódio e, assim, de modo imoral, gerar algum ganho pessoal aos seus disseminadores.  Até discursos sobre o ciclo novo a ser vivido pela humanidade, capaz de livrá-la do caos, reservam espaço minúsculo ao tema da gratuidade. Mas essa virtude, de caráter espiritual e humanitário, é determinante. Contém as propriedades para recuperar o altruísmo que ilumina olhares e fecunda a inteligência possibilitando mais assertividade na tarefa de repensar os caminhos da humanidade.
    Embora importante, a dinâmica da gratuidade ausentou-se, velozmente, do cotidiano. Deixou de ser fermento no coração humano. Chegou-se ao extremo de até se pensar que gratuidade seja sinônimo de ingenuidade ou falta de esperteza. Equivocadamente, passou-se a considerar como “virtude” o que se opõe à gratuidade: conseguir manipular tudo em troca de algum ganho pessoal. Essa perspectiva egoísta é permissiva até com a distorção de funcionamentos sociais, políticos, jurídicos, religiosos e culturais para se conquistar benesses, vantagens, dinheiro. A raiz dos venenos que corroem o sentido da gratuidade merece ser estudada e conhecida para, assim, ser devidamente combatida, pois essa virtude é indispensável à vida cotidiana – a gratuidade gera equilíbrio. Sua ausência alimenta patologias, a exemplo das mentes dominadas por processos sedutores e hegemônicos que levam ao consumo sem limites.
    Impressiona o domínio do egoísmo na configuração de hábitos da civilização contemporânea. As relações são orientadas e estabelecidas a partir de um jogo de interesses – circunstâncias, situações e pessoas são reduzidas a instrumentos para se alcançar o que se quer. Um sintoma dessa situação: filhos que não conseguem cuidar de seus pais idosos e dependentes porque querem permanecer em situação de conforto. Falta-lhes a virtude da gratuidade, imprescindível para que uma pessoa seja capaz de cuidar, sem nada receber. Não conseguem amparar até mesmo quem sempre lhes dedicou especial cuidado. Da mesma forma, falta gratuidade em muitas relações de pessoas que se dizem amigas. E a amizade sem gratuidade é incapaz de inspirar palavras certas, necessárias, com força para devolver alento, sustentar interioridades, no contexto relacional. Sem gratuidade, não se enxerga o essencial nos vínculos fraternos, pois as atitudes deixam de ser orientadas pelos princípios da fidelidade e da generosidade.
    A ausência da gratuidade configura-se em desafio também na relação do ser humano com o meio ambiente, o que se comprova nas atitudes que depredam a Casa Comum. Os resultados são esgotamentos da natureza, que reage agressivamente. A natureza é comprovadamente pródiga, compartilha seus bens, mas requer que a humanidade reconheça: tudo está interligado.  Exemplo criminoso da falta desse reconhecimento é a mineração que se coloca no horizonte hermético das lógicas do lucro e da idolatria do dinheiro. Historicamente, esse tipo de empreendimento oferece uma lista menor de benefícios diante do muito que extrai da natureza, provocando tragédias, cenários desoladores, empobrecimentos.
    Uma conclusão precisa ser alcançada: sem reaprender o sentido da gratuidade a humanidade avançará nos seus adoecimentos pandêmicos gravíssimos, comprovando que não adianta os “bolsos cheios” de alguns enquanto a grande maioria vive na miséria. Esse cenário leva ao fracasso humanitário – é receita homicida. Gratuidade é exigência na pauta das aprendizagens necessárias à construção urgente de um novo tempo. Nesse horizonte educativo fundamental, torna-se importante recorrer à maestria de Jesus, de modo especial aos seus ensinamentos reunidos no Sermão da Montanha, narrado pelo evangelista Mateus, capítulos quinto ao sétimo. O Sermão da Montanha apresenta dinâmicas que podem levar mentes e corações a redescobrirem riquezas indispensáveis. Entre as preciosidades está o remédio eficaz no combate ao adoecimento da humanidade: reaprender a gratuidade.
    Dom Walmor Oliveira de Azevedo
    Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
    Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
     
     Ilustração: Jornal Estado de Minas

    sexta-feira, 29 de maio de 2020

    Oração de Paulo VI

    Eis a oração que Paulo VI rezava nos momentos de dificuldade:

     Senhor, eu creio; eu quero crer em vós.
    Senhor, fazei que a minha fé seja plena.
    Senhor, fazei que a minha fé seja livre.
    Senhor, fazei que a minha fé seja firme.
    Senhor, fazei que a minha fé seja forte.
    Senhor, fazei que a minha fé seja alegre.
    Senhor, fazei que a minha fé seja ativa.
    Senhor, fazei que a minha fé seja humilde.
    Amém.

     https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/05/29/s--paulo-vi--papa.html

    N UNCA
    OUVIDE
    SUPLIQUE
    SOCORRO 
    AMOROSO

    SEMPRE
    ÉS 
    NOSSA
    HONORÍFICA
    Ó
    RAINHA 
    AMADA

    A
    ÙNICA,
    XODÓ,
    IGUAL
    LUZ
    IMORTAL
    ANUNCIADA
    DE
    ORDINÁRIO
    RAINHA
    ANSIADA.
    Sirlene Silva dos Santos
    24/05/2020 - DIA DEDICADO Á NOSSA SENHORA AUXILIADORA -
    POSTAGEM: 29/05/2020- 20HE25MIN

    terça-feira, 26 de maio de 2020

    Oração de São Filipe Néri



    “Ser misericordioso com os que caíram é o melhor meio para não cairmos nós mesmos!” (São Felipe Neri). O não julgamento começa quando olho para o meu eu interior, verifico minhas ações, meus erros e imperfeições e, da mesma maneira que me aceito e me perdoo pelas falhas cometidas, olho para o meu irmão e mantenho o silêncio, pois posso até não compreendê-lo, mas posso fazer o exercício de não julgá-lo. É importante aprender a não julgar a postura alheia e a não criar rótulos sobre as pessoas. Todos somos passíveis de erro e quando caímos no pecado, o que mais desejamos encontrar é misericórdia.





    Postagem: 12he43min. 

    3ª-feira da 7ª Semana da Páscoa

    26 de Maio de 2020
    Cor: Branco

    1ª Leitura - At 20,17-27

    Contanto que eu leve a bom termo a minha carreira
    e realize o serviço que recebi do Senhor Jesus.
    Leitura dos Atos dos Apóstolos 20,17-27
    Naqueles dias:
    17De Mileto, Paulo mandou um recado a Éfeso,
    convocando os anciãos da Igreja.
    18Quando os anciãos chegaram, Paulo disse-lhes:
    'Vós bem sabeis de que modo me comportei
    em relação a vós, durante todo o tempo,
    desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia.
    19Servi ao Senhor com toda a humildade,
    com lágrimas e no meio das provações
    que sofri por causa das ciladas dos judeus.
    20Nunca deixei de anunciar
    aquilo que pudesse ser de proveito para vós,
    nem de vos ensinar publicamente
    e também de casa em casa.
    21Insisti, com judeus e gregos,
    para que se convertessem a Deus
    e acreditassem em Jesus nosso Senhor.
    22E agora, prisioneiro do Espírito,
    vou para Jerusalém sem saber o que aí me acontecerá.
    23Sei apenas que, de cidade em cidade,
    o Espírito Santo me adverte,
    dizendo que me aguardam cadeias e tribulações.
    24Mas, de modo nenhum, considero a minha vida
    preciosa para mim mesmo,
    contanto que eu leve a bom termo a minha carreira
    e realize o serviço que recebi do Senhor Jesus,
    ou seja, testemunhar o Evangelho da graça de Deus.
    25Agora, porém, tenho a certeza que vós
    não vereis mais o meu rosto,
    todos vós entre os quais passei anunciando o Reino.
    26Portanto, hoje dou testemunho diante de todos vós:
    eu não sou responsável se algum de vós se perder,
    27pois não deixei de vos anunciar
    todo o projeto de Deus a vosso respeito.
     Palavra do Senhor.
    https://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php


    • ANTIGO TESTAMENTO
      • LIVROS PROFÉTICOS
        • HABACUC
    Precedente - Sucessivo


    2

    A resposta definitiva -* 1 Vou ficar de guarda, em sobre a muralha; vou ficar espiando para perceber o que Javé vai me falar, para ver como vai responder à queixa que eu fiz.
    II. MALDIÇÕES CONTRAO OPRESSOR
    O tirano devorador -* 5 Na verdade, o vinho é falso: o homem arrogante não pára em , ele que escancara a garganta como o túmulo, como a morte que nunca se sacia. Ajunta para si todas as nações e se apossa de todos os povos. 6 Por acaso, eles todos não caçoarão dele, dizendo piadas contra ele?
    Até as pedras gritarão -* 9 Ai de quem ajunta dinheiro injusto em sua casa, para colocar bem alto o seu ninho, tentando fugir das garras da desgraça! 10 Você decretou a vergonha para a sua casa; destruindo muitas nações, você fez o mal contra si mesmo. 11 Pois agora, a pedra da parede gritará e as vigas do telhado responderão.
    Tanto esforço em vão -* 12 Ai de quem constrói com sangue uma cidade, e com o crime funda uma capital! 13 Não provém de Javé dos exércitos que os povos trabalhem para o fogo e que as nações se afadiguem inutilmente? 14 Pois a terra inteira estará repleta do conhecimento da glória de Javé, tal como as águas enchem o mar.
    A degradação máxima -* 19 Ai de quem fala a um pedaço de madeira: ‘Acorde!’ E à pedra muda: ‘Desperte!’ Pode o ídolo ensinar? Veja! Está coberto de ouro e prata, mas dentro dele não nenhum sopro de vida. 18 De que serve um ídolo, para que um artista se ao trabalho de fazê-lo? De que serve uma imagem, um mestre de mentiras, para que o artista nela confie e continue fabricando ídolos mudos?


    * 12-17: Habacuc sabe que Javé é o Senhor da história e que um dia fará justiça. Mas o problema continua: o ímpio devora o justo como um pescador que apanha peixes para se alimentar. O ímpio se satisfaz e ainda presta culto a seus instrumentos de opressão. Até quando isso vai acontecer?

    * 2,1-4: Até quando Deus vai esperar para agir? Agora vem a resposta definitiva de Deus sobre o problema da opressão e da injustiça: Deus agirá no tempo certo. O que importa é que o justo tome consciência e se mantenha fiel, pois é através da fidelidade do justo que Deus agirá, realizando a justiça: libertará os oprimidos e injustiçados e punirá os opressores. Se há um prazo que às vezes parece longo, é porque Deus quer agir com o homem, respeitando-lhe a liberdade.

    * 5-20: Certo da ação de Deus através dos justos, Habacuc declara a condenação ao opressor: os oprimidos voltarão contra este todos os males que causou. Não se trata de vingança, é o próprio julgamento de Deus que instaura a justiça. E diante do Senhor da história todos devem calar-se.
    5-6a: Habacuc compara o tirano insaciável com o bêbado que não pára em pé após ter-se embriagado com vinho de má qualidade. O tirano é como o túmulo que não se cansa de devorar; mas os que foram devorados acabarão voltando-se contra ele.
     
    * 6b-8: O opressor insaciável acaba sendo despojado pelas próprias vítimas que ele tinha dominado.

    * 9-11: A casa construída com bens roubados acaba delatando o próprio roubo: até os materiais usados na construção tornam presente o clamor dos que foram pilhados.

    * 12-14: Uma política cimentada às custas da vida alheia e da injustiça será aniquilada e, então, todos hão de reconhecer a justiça de Deus.

    * 15-17: A humilhação que o dominador causou aos dominados volta-se agora contra ele: também isso é justiça de Deus.

    3
    III. CONFIANÇA NA INTERVENÇÃO DE JAVÉ
    Manifesta-te, Javé
    1*       Oração do profeta Habacuc, em tom de lamentação.
    2         Javé, ouvi falar da tua fama;
    Ao correr dos anos, faze-as reviver;
    manifesta-as no curso dos anos.
    Na ira, lembra-te de ter compaixão.
    Como no êxodo
    3*       Deus vem lá de Temã,
    e a terra se enche com o seu louvor.
    4         Seu brilho é como o sol,
    e sua mão cintila,
    5         À frente dele vai a peste,
    6         Ele pára, e a terra treme;
    7         Vejo as tendas de Cusã apavoradas,
    Javé, liberta o teu povo!
    8*       É contra os rios, Javé, é contra os rios
    que tua ira se inflama?
    É contra o mar que arde o teu furor,
    e sobes em teus carros vitoriosos?
    9         Levantas o teu arco
    e carregas de flechas a sua corda;
    10        Ao ver-te, as montanhas estremecem;
    levantando seus braços para o alto.
    11        O sol e a lua ficam em casa,
    ao clarão do relâmpago de tua lança.
    12        Caminhas furioso pela terra,
    13        Tu sais para salvar o teu povo,
    para libertar o teu ungido.
    Destróis desde o telhado a casa do ímpio,
    14        Com teus dardos atravessas o chefe,
    e suas tropas se dispersam,
    15        Pisas o mar com teus cavalos,
    Nós confiamos em ti!
    16*     Eu escutei. Minhas entranhas tremeram;
    ao ouvi-lo, meus lábios estremeceram,
    um calafrio entrou-me pelos ossos
    e minhas pernas vacilaram.
    Eu gemo pelo dia de angústia
    que de vir para esse povo que nos oprime.
    17        Ainda que a figueira não brote
    18        eu me alegrarei em Javé
    e exultarei em Deus, meu salvador.
    19        Meu Senhor Javé é a minha força,
    ele me pés de gazela
    e me faz caminhar pelas alturas.
    de corda.


    * 18-20: A idolatria é o máximo da degradação, pois significa adorar aquilo que não tem vida e confiar naquilo que não tem poder algum. Em contraste, resplandece a glória do Deus vivo, Senhor do universo e da história, sempre pronto para fazer justiça. * 3,1-19: O livro de Habacuc se encerra com este salmo de confiança, onde são recordadas as ações de Deus no passado, que são fundamento da ação e vitória de Deus no futuro. Trata-se de um canto litúrgico: é na liturgia que os justos celebram a esperança, certos de que ela vai se realizar.
    1-2: O salmo relembra as obras que Deus já realizou, pedindo que realize uma nova libertação no presente.
    * 3-7: A comunidade fundamenta seu pedido na lembrança do êxodo, quando Javé realizou proezas para libertar o seu povo. A vinda de Javé é como furacão que agita o universo criado e abala toda a história. * 8-15: Com imagens grandiosas, o salmo descreve Javé como Senhor do universo e da história. Assim como ele doma e governa as forças da natureza, também dirige a história, intervindo para salvar seu povo oprimido pelos grandes impérios, cuja ambição transforma a história em verdadeiro caos.
     http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PUD.HTM

    http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PUE.HTM
    Postagem às 12he41min.



    domingo, 24 de maio de 2020


    • ANTIGO TESTAMENTO
      • LIVROS PROFÉTICOS
        • JEREMIAS
    Precedente - Sucessivo


    30
    3. Livro da consolação
    A volta da esperança -* 1 Palavra que Javé dirigiu a Jeremias: 2 Assim diz Javé, o Deus de Israel: Escreva num livro tudo o que eu vou lhe dizer, 3 pois virão dias - oráculo de Javé - em que mudarei a sorte do meu povo, Israel e Judá, diz Javé. Farei com que voltem ao país que eu dei a seus antepassados e que tomem posse dele.
    12 Assim diz Javé: Sua ferida é incurável, sua chaga é muito grave. 13 Não remédio para sua chaga, nem emplastro para fechar sua ferida. 14 Todos os seus amantes se esqueceram de você e não o procuram mais. Pois eu feri você como se eu fosse inimigo seu, e dei-lhe um castigo terrível, porque eram muitos os seus erros e seus pecados pesavam muito. 15 Por que você grita por causa da sua ferida? A sua chaga é incurável. Foi porque seus erros eram muitos e seus pecados pesavam demais que eu tratei você assim. 16 Mas todos os que devoram você, serão devorados; todos os seus inimigos serão levados para o exílio; os que saqueiam você, serão saqueados; os que despojam você, serão despojados. 17 Eu cicatrizarei a sua ferida e curarei as suas chagas - oráculo de Javé. Porque chamam você de «Rejeitada», «A Sião de quem ninguém pergunta». 18 Mas assim diz Javé: Agora vou mudar a sorte das tendas de Jacó, terei compaixão de suas moradas. A cidade será reconstruída sobre suas ruínas, e o palácio se erguerá de novo no seu lugar. 19 Daí sairão ação de graças e gritos de alegria. Eu vou multiplicá-los, e eles nunca mais diminuirão; vou devolver-lhes a honra, e eles nunca mais serão humilhados. 20 Seus filhos serão como antigamente e a sua assembléia continuará firme diante dos meus olhos; mas castigarei todos os seus opressores. 21 Dela surgirá o seu chefe, e do seu meio sairá o seu governante. Eu farei que ele se aproxime e chegue até junto a mim. Pois quem iria arriscar a vida, chegando perto de mim? - oráculo de Javé. 22 Vocês serão o meu povo e eu serei o Deus de vocês. 23 Eis a tempestade de Javé, seu furor se desencadeia, um furacão gira sobre a cabeça dos ímpios. 24 A ira ardente de Javé não recuará enquanto não realizar, enquanto não executar os projetos do seu coração. Nos últimos dias, vocês compreenderão tudo.


    * 30,1-31,22: A ação profética de Jeremias é dupla: para o reino do Sul (Judá), ele anuncia o julgamento e o castigo; para o reino do Norte (Israel), que há um século sofre por seus erros, ele anuncia a volta do exílio na Assíria e a restauração do país. Efraim é considerado de maneira particular, talvez porque tenha sido uma das regiões atingidas pela reforma promovida pelo rei Josias em 622 a.C. (cf. 2Rs 22-23). O profeta anuncia a restauração da Aliança: será uma nova criação (31,22) em que a mulher (Israel) cativará o homem (Javé). Não é mais Javé que tentará seduzir o seu povo; o povo é que procurará seduzir Javé.
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    • NOVO TESTAMENTO
        • EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS
    Precedente - Sucessivo

    28
    Jesus é o Senhor da história - * 16 Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17 Quando viram Jesus, ajoelharam-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram. 18 Então Jesus se aproximou, e falou: «Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra. 19 Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, 20 e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo


    * 28,* 16-20: Doravante, Jesus é a única autoridade entre Deus e os homens. Ele dá apenas uma ordem àqueles que o seguem: fazer com que todos os povos se tornem discípulos. Todos são chamados a participar de uma nova comunidade (batismo), que se compromete a viver de acordo com o que Jesus ensinou: praticar a justiça (3,15; 5,20) em favor dos pobres e marginalizados (25,31-46).
    O Evangelho se encerra com a promessa já feita no início: Jesus está vivo e sempre presente no meio da comunidade, como o Emanuel, o Deus-conosco (1,23).

    http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PVY.HTM