Postagens populares

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Imagine Dragons - Believer

Marcus Viana e Isadora Ferreira - Anel Mágico

"A guerra é um lugar onde jovens que não se conhecem e não se odeiam se matam entre si, por decisão de velhos que se conhecem, se odeiam, mas não se matam". Erich Hartmann.

Meditação Diária
Dom, 27 – Domingo VIII do Tempo Comum – Ano C

Sir 27, 5-8 / Slm 91 (92), 2-3.13-16 / 1 Cor 15, 54-58 / Lc 6, 39-45

É preciso provar o fruto para saber se uma árvore é boa. As aparências, não raras vezes, enganam-nos. Quantas das nossas «boas ações», motivadas por boas intenções, não nos provocaram amargos de boca? Quantas vezes não fomos cegos à nossa própria realidade no desejo de motivar outros a levar uma vida «exemplar»?

Na sabedoria do Antigo Testamento, o «fruto» é uma metáfora clássica para a ação humana: com os nossos gestos e feitos, revelamos a nossa interioridade. Como nos recorda o Evangelho de hoje, «a boca fala do que transborda do coração». E isto não é sentimentalismo, pois para a cultura judaica de então, o coração não é o lugar do mero sentimento, mas o lugar da consciência, da decisão, da reflexão.

O coração é lugar de encontro entre o pensamento – que estaria na cabeça – e as entranhas, onde dominam os sentimentos. É aí que pensamentos e sentimentos devem ser ponderados, pesados, medidos, vistos à luz da vida de Cristo. E, uma vez postos à prova e considerados conformes à nossa fé, então sim devem levar-nos à ação.

Cristo é a lente através da qual vemos o mundo. E para evitar cegueiras e autoenganos, o Evangelho de hoje desafia-nos a assumir duas atitudes: ter uma visão espiritual sobre o que acontece e o que nos acontece, isto é, identificar a graça, o convite que Deus nos faz em cada situação; testar se, entre o que vai no nosso coração e o que é expresso pela nossa boca, há coerência, pois poderemos estar cegos aos nossos próprios limites, enquanto pretendemos ensinar outros a viver.

Não nos fiquemos por uma vida de fé que se resuma a uma moral de boas ações, imposta a outros ou autoimposta, tendo como único juiz as nossas próprias convicções. Ofereçamos os nossos pensamentos e sentimentos a Cristo, deixemos que Ele os peneire e os prove no seu amor. Examinemos o que entendemos como bom à luz da vida de Cristo e tenhamos uma vida que se alimenta da graça da presença de Deus em nós.

O mestre do outro nunca serão as nossas palavras, mas as nossas vidas. O nosso testemunho, com toda a fragilidade e vulnerabilidade de cada um dos nossos gestos, é o grande livro e a única palavra que podemos oferecer aos outros para que se convertam, se apaixonem e adiram a Cristo.

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1612

 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

 Dom, 20 – Domingo VII do Tempo Comum – Ano C

1 Sam 26, 2.7-9.12-13.22-23 / Slm 102 (103), 1-4.8.10.12-13 / 1 Cor 15, 45-49 / Lc 6, 27-38

David é uma daquelas personagens que não pode deixar de nos maravilhar. Ele é capaz de gestos que ilustram a fé mais profunda; e é protagonista das maiores incoerências de um crente. Na 1.ª Leitura de hoje, Saul, rei de Israel escolhido por Deus, outrora aliado de David, vai com um exército até ao deserto para o matar.

David entra de noite no acampamento desse exército e encontra Saul a dormir profundamente, com uma lança ao seu lado. E, surpreendentemente, recusa-se a matar quem o persegue. Leva com ele a lança do rei, desarmando Saul.

A uma distância segura do acampamento, anuncia a todos o que fez, dizendo que devolverá a lança do rei, pois é ao Senhor que cabe decidir o destino de cada um. David poderia ter matado o seu agressor, mas prefere não tirar a vida daquele que, como ele, tinha sido escolhido por Deus. David denuncia, com este episódio, a esterilidade e cegueira da violência da humanidade.

Cristo, no Evangelho de hoje, chama-nos a ser igualmente disruptivos, recorrendo a quatro imperativos: amem os vossos inimigos; façam o bem a quem vos odeia; abençoem os que vos amaldiçoam; rezem por quem vos difama. Não são conselhos do Senhor, são ordens.

O que Cristo nos diz é: desarmem, interrompam e denunciem, com gestos de amor e confiança em Deus, o círculo vicioso de violência. Todo o mal que fazemos, até quando nos sentimos justificados, alimenta somente a dinâmica de destruição, medo, imprevisibilidade, caos. A violência nada resolve.

Evidentemente, não podemos ficar mudos e imóveis diante do abuso e da injustiça. Mas da nossa reação depende a salvação: a compaixão deve ser sempre maior que o nosso ressentimento. A indignação, mesmo quando legítima, não deve ser o motor das nossas vidas. É o amor, mesmo pelo opressor, que nos deve levar a atuar.

A única forma de mostrar a esterilidade da violência é sermos amorosamente criativos diante dela. Só a força da misericórdia sana e cura. Só a compaixão permite futuro.


https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1605

Oração da tarde

Com Jesus à tarde

“O bom Deus é mais rápido para perdoar um pecador arrependido que uma mãe para puxar o seu filhinho para fora do fogo” (São João Maria Vianey). A bondade de Deus me desconcerta quando penso nos meus inúmeros pecados e em todas as graças que recebo no meu dia a dia, ainda que seja imperfeito e volte a pecar. Deus, de facto, olha-me com a ternura e a atenção de um olhar de mãe, que está sempre disposto a perdoar, a ensinar e a amar. 

 https://clicktopray.org/

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Meditação Diária

Dom, 13 – Domingo VI do Tempo Comum – Ano C

Jer 17, 5-8 / Slm 1, 1-4.6 / 1 Cor 15, 12.16-20 / Lc 6, 17.20-26

Com este Sermão da Planície, Lucas coloca-nos diante do drama das nossas escolhas. Cristo abençoa a pobreza, a consciência da necessidade, as lágrimas e a incompreensão. E convida-nos a olhar com suspeição a riqueza, a satisfação, a felicidade fácil, os aplausos. O paradoxo com que nos deparamos pretende evidenciar uma só coisa: somos responsáveis pelas nossas vidas, e o drama da escolha é inevitável. E desse drama brotará a bênção ou a maldição, a alegria ou a desolação.

Há uma decisão a tomar. E, para a tomar, Cristo desafia-nos a viver três grandes liberdades: ser livre de possuir; ser livre do mero «apetecer»; ser livre da aprovação de outros. Estas liberdades não são uma rejeição, não são um «não». São o resultado de uma opção radical por fazer o bem. É esta a decisão, uma determinação deliberada que implica que rejeitemos todo o tipo de dependências e enganos.

Cristo deseja que assumamos que o que determina o nosso caminho não é o «que» nos acontece, mas sim a forma como caminhamos através das circunstâncias das nossas vidas. E, para isso, não podemos alimentar dependências. Desejar tudo ter, desejar tudo ser é uma dependência, é um engano, e faz-nos mal.

Jesus quer-nos livres e ligeiros para poder abraçar o bem, mesmo que tal nos traga incompreensões, mesmo que tal nos traga prejuízo, mesmo que tal nos traga lágrimas e mesmo até que tal leve ao afastamento dos nossos amigos. Porque viver sem ser capaz de pagar o custo do amor, um amor gratuito e universal como o de Cristo, viver dominado pelos nossos interesses e preferências, é desperdiçar a vida.

Só sendo livres para o bem a nossa vida será bela e fecunda. Não tenhamos medo da cruz da incompreensão, da pobreza, do choro ou de passar por necessidades, materiais ou afetivas. Confiemos no Senhor, que ressuscitou e assim derrotou a morte, e todas as pequenas mortes da nossa vida, como nos recorda Paulo na 2.ª Leitura.

Confiemos no Ressuscitado e juntemo-nos ao coro da Criação, com Jeremias, que canta na 1.ª Leitura que «quem confia e põe a sua esperança no Senhor será como árvore plantada à beira da água, que não se inquieta e que sempre dá fruto».

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1598


 Oración de la tarde 13/02/2022

Con Jesús por la tarde

Verdadera alegría Toma un descanso en esta tarde. Profundiza lo que enseña el Papa Francisco: “En ocasiones, Dios elige caminos difíciles de entender…por ejemplo, el de nuestros propios límites y el de nuestras derrotas, pero es allí donde manifiesta la fuerza de su salvación y nos concede la verdadera alegría”. Trae a la memoria alguna dificultad en donde experimentaste lo que dice Francisco, y renueva tus fuerzas en las pruebas que estás atravesando. Comparte este mensaje de esperanza con otros y reza para que las consagradas sean reconfortadas en los combates propios de la misión.

https://clicktopray.org/ 

 Oração da tarde

Com Jesus à tarde

“Sim, tudo está bem, quando só se busca a vontade de Jesus” (Santa Teresinha do Menino Jesus). Conformar-se à vontade de Deus não significa lutar pelo que desejamos ou desistir dos nossos objetivos. É compreender que, se já fiz o que é necessário e, ainda assim, as situações se encaminharem de outro modo, é porque tudo está exatamente como deve ser. Estar em sintonia com Deus é justamente acolher o presente e me colocar em ação para realizar um futuro melhor, na sua companhia. 

 https://clicktopray.org/

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Meditação Diária

Dom, 6 – Domingo V do Tempo Comum – Ano C / Dia da Universidade Católica Portuguesa

Is 6, 1-2a.3-8 / Slm 137 (138), 1-5.7c-8 / 1 Cor 15, 1-11 / Lc 5, 1-11

O que fazer diante da invasão da graça? No Evangelho deste domingo há uma multidão que se junta para ouvir Jesus, vemos pescadores a lavar as redes – sinal de que o seu dia acabou –, e temos Jesus a entrar no barco de Pedro sem pedir licença, pedindo-lhe para se afastar um pouco de terra. Pedro está fora do barco, a lavar as redes, pelo que tem de se levantar, ir para o barco e remar.

Ao entrar no barco de Pedro, Jesus entra na vida de Pedro, pois o barco de Pedro é muito mais que um instrumento de trabalho ou fonte de sustento. Como pescador, o barco define o seu estilo de vida: as horas que trabalha, as pessoas com quem fala, as suas alegrias e os seus cansaços. Enquanto ele limpa as redes, preparando o amanhã da sua rotina, Jesus entra na sua vida e interrompe-a. É assim que a graça entra nas nossas vidas: sem avisar, pedindo-nos que deixemos o que estamos a fazer. A graça entra pedindo que assumamos a nossa vida inteira, tal qual é – o barco –, e que nos afastemos um pouco de terra firme, para que Jesus se faça ouvir.

Quando deixa de falar à multidão, Jesus lança um desafio a Pedro, um desafio que soa insensato aos ouvidos de um pescador experimentado: «vai até águas profundas e lança as redes». Depois do fracasso da noite anterior, voltar a lançar as redes? E, para mais, durante o dia? Pedro, com as suas legítimas dúvidas, confia. E o resultado vai contra todas as expectativas: a pesca é tão abundante que tem de pedir a outros que se juntem e ajudem.

Diante do extraordinário, Pedro diz «Senhor», sinal de que reconhece que está diante de um enviado de Deus, talvez até o Messias esperado por Israel. E o sentimento de que é indigno, de que não merece esta visita, de que é pecador, invade-o. É o mesmo sentimento que encontramos em Isaías, na 1.ª Leitura, e em Paulo na 2.ª: a surpresa de, na sua vida, serem escolhidos pela graça. Isaías, Paulo e Pedro, todos escolhidos por Deus para o anunciar.

A graça invade-nos de maneira inesperada, entra sem pedir licença e lança o convite: «arriscas ir mais longe, mais fundo, com as tuas dúvidas, mas além delas? Arriscas?» Poderá parecer insensato. Jesus tem somente duas palavras para nós: «nada temas».

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1591


 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Pelas religiosas e consagradas – O Vídeo do Papa 02 – Fevereiro de 2022

Intenções
20222023
JFMAMJJASOND

Intenção

Pelas religiosas e consagradas

Rezemos pelas religiosas e consagradas, agradecendo-lhes a sua missão e a sua coragem, para que continuem a encontrar novas respostas diante dos desafios do nosso tempo.

Reflexão

O VALOR DAS CONSAGRADAS 

 Neste mês de fevereiro, o Papa Francisco apresenta como sua intenção de oração o tema da vida consagrada feminina. Vivemos num tempo em que, felizmente, há cada vez uma maior sensibilidade para o papel da mulher na vida na Igreja e, obviamente, neste caminho que se está a fazer, é essencial valorizar ainda mais a missão de muitas consagradas e religiosas que se consagram a Deus, ao serviço d Igreja e dos outros.

 Muitas congregações e institutos têm como carisma trabalhar em campos de fronteira, como a educação, a saúde, a assistência a idosos e doentes, exercem as suas missões em locais com muita pobreza e dramas sociais, são responsáveis pastorais de muitas comunidades. O Papa Francisco quer chamar a atenção para alguma tendência latente que pode existir em considerar o trabalho das consagradas como um simples serviço assistencialista ou uma pastoral necessária quando existem poucos sacerdotes. Esta intenção de oração estrutura-se numa ideia central: a missão das religiosas é indispensável para a Igreja. São estas mulheres que mostram a atenção materna e ternurenta de Deus sobre a humanidade mais frágil e vulnerável, situada nas periferias existenciais. 

 Mas os desafios que a Igreja enfrenta neste tempo são enormes e precisam de outras respostas, para mostrar o amor de Deus que acompanha todos os seus filhos e deseja um mundo mais reconciliado e justo. Por isso, a parte essencial da Igreja que é a vida consagrada feminina também precisa de encontrar as respostas mais profundas que nascem dos seus próprios carismas, da sua sensibilidade, um modo de estar que cresça em novas dimensões, como a presença de consagradas em cargos de responsabilidade na Igreja ou no campo da reflexão teológica. A Igreja verdadeiramente precisa desta presença. Rezemos para que assim aconteça.

Oração

Senhor Jesus,

 Tu chamas a tua Igreja a ser sinal no mundo 

da presença do teu amor e da ternura do Pai

 num mundo tão necessitado como aquele em que vivemos. 

Pedimos-Te que toques o coração das mulheres 

 que consagram as suas vidas ao serviço do Evangelho, 

para que o teu Espírito as anime e as inspire nos caminhos 

que são chamadas a percorrer 

 nos desafios do nosso tempo. 

Por intercessão de Maria, tua e nossa mãe, 

pedimos-Te que as abençoes e recompenses 

com as graças do entusiasmo e da caridade. 

Avé, Maria...

Desafios

- Agradecer a vocação das religiosas e consagradas, como parte essencial da missão da Igreja, manifestando este agradecimento de forma pessoal às consagradas que conheço. 

 - Dar valor à missão das consagradas, dando-se conta da sua presença nas periferias existenciais, junto dos mais pequenos, frágeis, vulneráveis, em lugares tão escondidos e discretos.

 - Considerar como a presença das consagradas na Igreja, enquanto mulheres, é essencial para ganhar novos horizontes no campo das instâncias de governo, na reflexão teológica, etc... 

 - Prestar atenção à beleza da consagração, de modo a que esta vida se torne mais cativante, rezando pelas vocações à vida consagrada feminina.

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/rezar-com-o-papa/intencoes/2022/2