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quarta-feira, 21 de março de 2018
Jeremias3
1
Eles dizem: Se um homem despedir sua mulher, e ela o deixar, e se
ajuntar a outro homem, porventura tornará ele outra vez para ela? Não se
poluirá de todo aquela terra? Ora, tu te prostituíste com muitos
amantes; mas ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR.
2
Levanta os teus olhos aos altos, e vê: onde não te prostituíste? Nos
caminhos te assentavas para eles, como o árabe no deserto; assim
poluíste a terra com as tuas fornicações e com a tua malícia.
3
Por isso foram retiradas as chuvas, e não houve chuva serôdia; mas tu
tens a fronte de uma prostituta, e não queres ter vergonha.
4 Ao menos desde agora não chamarás por mim, dizendo: Pai meu, tu és o guia da minha mocidade?
5 Conservará ele para sempre a sua ira? Ou a guardará continuamente? Eis que tens falado e feito quantas maldades pudeste.
6
Disse mais o Senhor nos dias do rei Josias: Viste o que fez a rebelde
Israel? Ela foi a todo o monte alto, e debaixo de toda a árvore verde, e
ali andou prostituindo-se.
7 E eu disse: Depois que fizer tudo isto, voltará para mim; mas não voltou; e viu isto a sua aleivosa irmã Judá.
8 E
vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde
Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa
Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.
9 E sucedeu que pela fama da sua prostituição, contaminou a terra; porque adulterou com a pedra e com a madeira.
10
E, contudo, apesar de tudo isso a sua aleivosa irmã Judá não voltou para
mim de todo o seu coração, mas falsamente, diz o Senhor.
11 E o Senhor me disse: Já a rebelde Israel mostrou-se mais justa do que a aleivosa Judá.
12
Vai, pois, e apregoa estas palavras para o lado norte, e dize: Volta, ó
rebelde Israel, diz o Senhor, e não farei cair a minha ira sobre ti;
porque misericordioso sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a
minha ira.
13 Somente
reconhece a tua iniqüidade, que transgrediste contra o Senhor teu Deus; e
estendeste os teus caminhos aos estranhos, debaixo de toda a árvore
verde, e não deste ouvidos à minha voz, diz o Senhor.
14
Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor; pois eu vos desposei; e
vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a
Sião.
15 E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.
16 E
sucederá que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra,
naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá: A arca da aliança do
Senhor, nem lhes virá ao coração; nem dela se lembrarão, nem a
visitarão; nem se fará outra.
17
Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor, e todas as nações
se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, em Jerusalém; e nunca mais
andarão segundo o propósito do seu coração maligno.
18
Naqueles dias andará a casa de Judá com a casa de Israel; e virão juntas
da terra do norte, para a terra que dei em herança a vossos pais.
19
Mas eu dizia: Como te porei entre os filhos, e te darei a terra
desejável, a excelente herança dos exércitos das nações? Mas eu disse:
Tu me chamarás meu pai, e de mim não te desviarás.
20
Deveras, como a mulher se aparta aleivosamente do seu marido, assim
aleivosamente te houveste comigo, ó casa de Israel, diz o Senhor.
21
Nos lugares altos se ouviu uma voz, pranto e súplicas dos filhos de
Israel; porquanto perverteram o seu caminho, e se esqueceram do Senhor
seu Deus.
22 Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões. Eis-nos aqui, vimos a ti; porque tu és o Senhor nosso Deus.
23 Certamente em vão se confia nos outeiros e na multidão das montanhas; deveras no Senhor nosso Deus está a salvação de Israel.
24
Porque a confusão devorou o trabalho de nossos pais desde a nossa
mocidade; as suas ovelhas e o seu gado, os seus filhos e as suas filhas.
25 Deitemo-nos em nossa
vergonha; e cubra-nos a nossa confusão, porque pecamos contra o Senhor
nosso Deus, nós e nossos pais, desde a nossa mocidade até o dia de hoje;
e não demos ouvidos à voz do Senhor nosso Deus.
Jeremias 4
1
Se voltares, ó Israel, diz o SENHOR, volta para mim; e se tirares as
tuas abominações de diante de mim, não andarás mais vagueando,
2 E jurarás: Vive o Senhor na verdade, no juízo e na justiça; e nele se bendirão as nações, e nele se gloriarão.
3 Porque assim diz o Senhor aos homens de Judá e a Jerusalém: Preparai para vós o campo de lavoura, e não semeeis entre espinhos.
4
Circuncidai-vos ao Senhor, e tirai os prepúcios do vosso coração, ó
homens de Judá e habitantes de Jerusalém, para que o meu furor não venha
a sair como fogo, e arda de modo que não haja quem o apague, por causa
da malícia das vossas obras.
5
Anunciai em Judá, e fazei ouvir em Jerusalém, e dizei: Tocai a trombeta
na terra, gritai em alta voz, dizendo: Ajuntai-vos, e entremos nas
cidades fortificadas.
6 Arvorai a bandeira rumo a Sião, fugi, não vos detenhais; porque eu trago do norte um mal, e uma grande destruição.
7
Já um leão subiu da sua ramada, e um destruidor dos gentios; ele já
partiu, e saiu do seu lugar para fazer da tua terra uma desolação, a fim
de que as tuas cidades sejam destruídas, e ninguém habite nelas.
8 Por isto cingi-vos de sacos, lamentai, e uivai, porque o ardor da ira do Senhor não se desviou de nós.
9 E
sucederá naquele tempo, diz o Senhor, que se desfará o coração do rei e
o coração dos príncipes; e os sacerdotes pasmarão, e os profetas se
maravilharão.
10 Então
disse eu: Ah, Senhor DEUS! Verdadeiramente enganaste grandemente a este
povo e a Jerusalém, dizendo: Tereis paz; pois a espada penetra-lhe até à
alma.
11 Naquele tempo
se dirá a este povo e a Jerusalém: Um vento seco das alturas do deserto
veio ao caminho da filha do meu povo; não para padejar, nem para limpar;
12 Mas um vento mais veemente virá da minha parte; agora também eu pronunciarei juízos contra eles.
13
Eis que virá subindo como nuvens e os seus carros como a tormenta; os
seus cavalos serão mais ligeiros do que as águias; ai de nós, que somos
assolados!
14 Lava o teu
coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva; até quando
permanecerão no meio de ti os pensamentos da tua iniqüidade?
15 Porque uma voz anuncia desde Dã, e faz ouvir a calamidade desde o monte de Efraim.
16
Lembrai isto às nações; fazei ouvir contra Jerusalém, que vigias vêm de
uma terra remota, e levantarão a sua voz contra as cidades de Judá.
17 Como os guardas de um campo, estão contra ela ao redor; porquanto ela se rebelou contra mim, diz o Senhor.
18 O teu caminho e as tuas obras te fizeram estas coisas; esta é a tua maldade, e amargosa é, que te chega até ao coração.
19
Ah, entranhas minhas, entranhas minhas! Estou com dores no meu coração! O
meu coração se agita em mim. Não posso me calar; porque tu, ó minha
alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da guerra.
20
Destruição sobre destruição se apregoa; porque já toda a terra está
destruída; de repente foram destruídas as minhas tendas, e as minhas
cortinas num momento.
21 Até quando verei a bandeira, e ouvirei a voz da trombeta?
22
Deveras o meu povo está louco, já não me conhece; são filhos néscios, e
não entendidos; são sábios para fazer mal, mas não sabem fazer o bem.
23 Observei a terra, e eis que era sem forma e vazia; também os céus, e não tinham a sua luz.
24 Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam.
25 Observei, e eis que não havia homem algum; e todas as aves do céu tinham fugido.
26
Vi também que a terra fértil era um deserto; e todas as suas cidades
estavam derrubadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira.
27 Porque assim diz o Senhor: Toda esta terra será assolada; de todo, porém, não a consumirei.
28
Por isto lamentará a terra, e os céus em cima se enegrecerão; porquanto
assim o disse, assim o propus, e não me arrependi nem me desviarei
disso.
29 Ao clamor dos
cavaleiros e dos flecheiros fugiram todas as cidades; entraram pelas
matas e treparam pelos penhascos; todas as cidades ficaram abandonadas, e
já ninguém habita nelas.
30
Agora, pois, que farás, ó assolada? Ainda que te vistas de carmesim,
ainda que te adornes com enfeites de ouro, ainda que te pintes em volta
dos teus olhos, debalde te farias bela; os amantes te desprezam, e
procuram tirar-te a vida.
31
Porquanto ouço uma voz, como a de uma mulher que está de parto, uma
angústia como a de que está com dores de parto do primeiro filho; a voz
da filha de Sião, ofegante, que estende as suas mãos, dizendo: Oh! ai de
mim agora, porque já a minha alma desmaia por causa dos assassinos.
Prece ao Espírito Santo (Santo Agostinho)
Derramai vosso doce orvalho sobre esta terra deserta, a fim de fazer cessar sua longa aridez. Enviai os dardos celestes de vosso amor até o santuário de minha alma, de modo que nela penetrando acendam chamas ardentes que consumam todas as minhas fraquezas, minhas negligências e meus langores.
Vinde, vinde doce Consolador das almas desoladas, refúgio no perigo e protetor na aflição desamparada.
Vinde, Vós que lavais as almas de suas manchas e que curais suas chagas.
Vinde, força dos fracos, apoio daqueles que caem.
Vinde, doutor dos humildes e vencedor dos orgulhosos.
Vinde, pai dos órfãos, esperança dos pobres, tesouro dos que estão na indigência.
Vinde, estrela dos navegantes, porto seguro dos náufragos.
Vinde, força dos vivos e salvação dos moribundos.
Vinde, ó Espírito Santo, e tende piedade de mim.
Tornai minha alma simples, dócil e fiel, e condescendei com minha fraqueza. Condescendei com tanta bondade, que minha pequenez encontre graça diante de vossa grandeza infinita, minha impotência diante de vossa força, minhas ofensas diante da multidão de vossas misericórdias.
Amém.
Extraído do folder Novena para pedir os sete dons e os doze frutos do Divino Espírito Santo
quinta-feira, 8 de março de 2018
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