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domingo, 29 de setembro de 2019

Divulgado o tema para o 54º Dia Mundial das Comunicações

"Para que contes aos teus filhos e aos teus netos. A vida se faz história”, extraído do Livro do Êxodo 10,2, será o tema para o próximo Dia Mundial das Comunicações.
Cidade do Vaticano
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou neste sábado, 28, o tema da Mensagem do Papa Francisco para o 54º Dia Mundial das Comunicações, celebrado em 2 de junho: "Para que contes aos teus filhos e aos teus netos. A vida se faz história”.
O tema escolhido é extraído de uma passagem do Livro do Êxodo (10,2): "Para que contes aos teus filhos e aos teus netos. A vida se faz história”.
Com este tema o Papa afirma que a herança da memória é particularmente preciosa na comunicação. Francisco recordou muitas vezes, que não há futuro sem o enraizamento na história vivida. Desta forma, ele nos leva a entender que a memória não deve ser considerada um "corpo estático", mas uma "realidade dinâmica". Através da memória, se dá a transmissão de histórias, esperanças, sonhos e experiências de uma geração à outra.
Este tema do próximo Dia Mundial das Comunicações também nos recorda que toda história nasce da vida, do encontro com o outro. Portanto, a comunicação é chamada a colocar a memória em contato com a vida, mediante a narração.
Para comunicar a força vital do Reino de Deus, Jesus recorreu ao uso de parábolas, deixando aos ouvintes a liberdade de aceitar ou não suas narrações , assim como também de transmiti-las.
A força de uma história é expressa pela capacidade de gerar mudanças. Uma história exemplar, tem uma força transformadora. É o que experimentamos quando nos deparamos, através da história, com a vida dos Santos. Um aspecto que o Santo Padre adotou ao comunicar a "grande riqueza" oferecida pelo testemunho da vida dos mártires.
Mais uma vez, portanto, o Pontífice coloca ao centro da sua reflexão a pessoa com seus relacionamentos e sua capacidade inata de se comunicar.
Por isso, com o tema que escolheu para o próximo Dia Mundial das Comunicações, o Papa pede a todos, sem exceção, para frutificar seu talento: fazer da comunicação um meio para construir pontes, unir e compartilhar a beleza de ser irmãos em um tempo marcado por contraposições e divisões.
28 setembro 2019, 12:00

Ouvidos aos clamores

Ouvir os clamores é indispensável para combater indiferenças que configuram uma ordem social e política contrária à dignidade humana neste complexo momento da contemporaneidade. Verifica-se que há grande dificuldade para escutar clamores dos sofredores, pobres, enfermos, indefesos e idosos. Comprometida a escuta, consequentemente, estarão também prejudicados os diálogos e entendimentos. “Quem tem ouvidos, ouça”. Exercer a escuta é a recomendação pedagógica de Jesus.
Com frequência, dá-se ouvidos a muitas coisas que alimentam o mal. De maneira patológica, dedica-se atenção ao cardápio de perversidades que alimentam sentimentos destrutivos. Um sinal desse comportamento é a consideração, popularizada, de que “notícia boa é notícia ruim”. Configura-se, assim, um inconsciente coletivo que gera interesse e envolvimento com o que é cruel e tem força destrutiva sobre imagens e reputações, ainda mais quando se ancora em inverdades. Há uma crescente perda do encantamento pelo bem. E é o bem que gera o sentido necessário para o sustento da vida, a inspiração para intuições que renovam dinâmicas, permitindo encontrar caminhos e respostas novas ante as carências de toda a sociedade.
A escuta daquilo que alimenta o mal compromete uma indispensável competência humana: dar ouvidos aos clamores que brotam das diferentes formas de sofrimento. Há de se recuperar essa capacidade. Ao se dar ouvidos aos clamores dos que sofrem, nas muitas periferias – geográficas e existenciais -, ocorrem transformações profundas na interioridade humana, na espiritualidade de cada pessoa, nas sinapses cerebrais. São alimentados os muitos sentimentos que podem sustentar o sentido do viver, inspirar escolhas, qualificar processos e garantir competência assertiva no exercício de responsabilidades legislativas, judiciárias e executivas. Permite também a qualificação da insubstituível competência cidadã de ser solidário e de cultivar a compaixão. Certamente, aí está um dos remédios para curar a sociedade da violência.
A insensibilidade para se ouvir os clamores explica também o enfraquecimento de mentes, que se tornam incapacitadas para lidar com desafios mais exigentes. Por isso, há tanta impaciência e precipitações, que levam a escolhas cegas e desistências fatais ante a nobreza e o dom que é viver. Não menos suicida é a configuração de situações regidas pelas inteligências e escolhas, decisões e orientações de quem, ainda que ocupando cargos importantes, não tem a necessária sensibilidade cultivada a partir da prática espiritual e cidadã de se dar ouvido aos clamores.
Sábia é a mãe que sai à procura de oportunidades para que seus filhos exercitem, por inserções no mundo dos pobres e sofredores, a capacidade de ouvir clamores, enquanto prestam serviço abnegado e oblativo.  Assim, não se deixa assorear a fonte do sentimento de compaixão e de solidariedade, tão, e quase sempre mais importante, que a fonte luminosa da razão. Práticas religiosas, exercício de poderes em governos, relacionamentos sociais e humanitários não podem dispensar o recurso simples, mas com força educativa e terapêutica, que é ouvir os clamores.
É significativa a referência religiosa dos primeiros cinco livros da Sagrada Escritura, o Pentateuco, ao indicar rumos na busca de equilíbrio na ordem social e política do povo de Deus: indispensável é o exercício permanente de se ouvir os clamores dos pobres e sofredores. E não se trata, absolutamente, de conivência com algum tipo de configuração meramente ideológica. Trata-se de caminho em direção a Deus e para conquistar uma espiritualidade necessária na relação entre semelhantes e com o Criador de todas as coisas. Os ouvidos dados aos clamores dos sofredores e pobres permitem a arquitetura do genuíno sentido da pobreza – remédio para a doentia mesquinhez que enjaula almas e corações sob a égide da idolatria do dinheiro. O destrutivo apego aos bens leva à indiferença. Orienta posturas de quem até fala sobre os pobres, tem discursos em sua defesa, mas, mesmo com os cofres cheios, não abre mão de centavos para ajudá-los.
Ora, no coração de Deus, os pobres e sofredores ocupam lugar preferencial. Ele escuta seus clamores e deles se compadece. Sobre eles se debruça. Dedica-se à humanidade pobre, pecadora e esgarçada por se distanciar de seu amor. Sua compaixão se desdobra em gestos de salvação, no ato maior e perfeito de amor, a oferta de seu filho amado, Jesus Cristo, o Salvador. O mundo doente, homens e mulheres doentes, necessitados de fecunda terapêutica para mudar rumos e recompor cenários, podem encontrar saídas, soluções e conquistar um tempo novo. Mas, para isso, devem investir na experiência-exercício de se dar ouvido aos clamores dos pobres.
O convite é dirigido a todos, sem exceção: dar ouvido aos clamores que vêm de longe e de perto, de muitos lugares. Os resultados serão surpreendentes no coração de cada pessoa, tocado pelo bálsamo da compaixão. Será alcançado o sentido para se lutar e se fazer o bem, impulsos para novas práticas, a partir da solidariedade. É uma experiência espiritual para dar sustento ao viver, com mais sabedoria nos diferentes modos de agir no mundo. Hoje, agora, não feche os seus ouvidos. Por um novo tempo na sua vida e na qualificação de sua cidadania, de toda a sociedade, dê ouvidos aos clamores. “Quem tem ouvidos, ouça”.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Festa dos Santos Arcanjos: São Miguel, São Gabriel e São Rafael - Padre ...

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Papa: não podemos não chorar, não podemos não reagir diante destes pecados

"Como cristãos não podemos permanecer indiferentes diante do drama das velhas e novas pobrezas, das solidões mais sombrias, do desprezo e da discriminação de quem não pertence ao “nosso” grupo. Não podemos permanecer insensíveis, com o coração anestesiado, diante da miséria de tantos inocentes. Não podemos não chorar. Não podemos não reagir. Não podemos não chorar, não podemos não reagir. Peçamos ao Senhor a graça de chorar, aquele choro que converte o coração diante destes pecados", disse o Santo Padre em sua homilia.
Cidade do Vaticano
Na manhã deste domingo, 29, o Papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística na Praça São Pedro, por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Eis a sua homilia:
"O Salmo Responsorial recordou-nos que o Senhor defende os estrangeiros, juntamente com as viúvas e os órfãos do povo. O salmista faz explícita menção daquelas categorias que são particularmente vulneráveis, frequentemente esquecidas e expostas a abusos. Os estrangeiros, as viúvas e os órfãos são os que não têm direitos, os excluídos, os marginalizados, pelos quais o Senhor tem uma especial solicitude. Por isso, Deus pede aos Israelitas que tenham para com eles uma atenção especial.
No livro do Êxodo, o Senhor adverte o povo que não maltrate de nenhuma forma as viúvas e os órfãos, porque Ele escuta o seu clamor (cf. 22,23). A mesma advertência é retomada duas vezes no Deuteronómio (cf. 24,10; 27,19), com o acrescento dos estrangeiros entre as categorias protegidas. E a razão de tal advertência é claramente explicada no mesmo livro: o Deus de Israel é Aquele que «faz justiça ao órfão e à viúva, ama o estrangeiro e dá-lhe pão e vestuário» (10,18). Esta preocupação amorosa para com os menos privilegiados é apresentada como um traço distintivo do Deus de Israel, e é também exigida, como um dever moral, a todos quantos querem pertencer ao seu povo.
Eis a razão pela qual devemos ter uma atenção especial para com os estrangeiros, como também pelas viúvas, os órfãos e todos os descartados dos nossos dias. Na Mensagem para este 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado repete-se como um refrão o tema: “Não se trata apenas de migrantes”. E é verdade: não se trata apenas de estrangeiros, trata-se de todos os habitantes das periferias existenciais que, juntamente com os migrantes e os refugiados, são vítimas da cultura do descarte. O Senhor pede-nos que ponhamos em prática a caridade para com eles; pede-nos que restauremos a sua humanidade, juntamente com a nossa, sem excluir ninguém, sem deixar ninguém de fora.
Mas, simultaneamente ao exercício da caridade, o Senhor pede-nos que reflitamos sobre as injustiças que geram exclusão, em particular sobre os privilégios de uns poucos que, para se manterem, resultam em detrimento de muitos. «O mundo atual vai-se tornando, dia após dia, mais elitista e cruel para com os excluídos. Os países em vias de desenvolvimento continuam a ser depauperados dos seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de poucos mercados privilegiados. As guerras abatem-se apenas sobre algumas regiões do mundo, enquanto as armas para as fazer são produzidas e vendidas noutras regiões, que depois não querem ocupar-se dos refugiados causados por tais conflitos. Quem sofre as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, a quem se impede de sentar-se à mesa deixando-lhe as “migalhas” do banquete» (Mensagem para o 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado).
É neste sentido que se compreendem as duras palavras do profeta Amós proclamadas na primeira Leitura (6,1.4-7). Ai dos despreocupados e dos que vivem comodamente em Sião, que não se preocupam com a ruína do povo de Deus, visível aos olhos de todos. Eles não se apercebem do colapso de Israel, pois estão demasiado ocupados a garantir uma boa vida, comidas deliciosas e bebidas refinadas. É impressionante como, à distância de 28 séculos, estas advertências conservam intacta a sua atualidade. Também hoje, na verdade, «a cultura do bem-estar […] nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis aos gritos dos outros, […] leva à indiferença a respeito dos outros; antes, leva à globalização da indiferença» (Homilia em Lampedusa, 8 de julho de 2013).
No final, corremos o risco de nos tornarmos, também nós, como aquele homem rico de que nos fala o Evangelho, o qual não se importa com o pobre Lázaro «coberto de chagas [e que] bem desejava […] saciar-se com o que caía da mesa» (Lc 16,20-21). Demasiado absorvido a comprar vestidos elegantes e a organizar esplêndidos banquetes, o rico da parábola não vê os sofrimentos de Lázaro. E também nós, demasiado ocupados a preservar o nosso bem-estar, corremos o risco de não nos darmos conta do irmão e da irmã em dificuldade.
Contudo, como cristãos não podemos permanecer indiferentes diante do drama das velhas e novas pobrezas, das solidões mais sombrias, do desprezo e da discriminação de quem não pertence ao “nosso” grupo. Não podemos permanecer insensíveis, com o coração anestesiado, diante da miséria de tantos inocentes. Não podemos não chorar. Não podemos não reagir.
Se queremos ser homens e mulheres de Deus, como pede São Paulo a Timóteo, devemos «guardar o mandamento […] sem mancha e acima de toda a censura» (1Tm 6,14); e o mandamento é amar a Deus e amar o próximo. Não se podem separar! E amar o próximo como a nós mesmos quer dizer também comprometer-se seriamente pela construção de um mundo mais justo, onde todos tenham acesso aos bens da terra, onde todos tenham a possibilidade de se realizar como pessoas e como famílias, onde a todos sejam garantidos os direitos fundamentais e a dignidade.
Amar o próximo significa sentir compaixão pelo sofrimento dos irmãos e irmãs, aproximar-se, tocar as suas feridas, partilhar as suas histórias, para manifestar concretamente a ternura de Deus para com eles. Significa fazer-se próximo de todos os viajantes maltratados e abandonados pelas estradas do mundo, para aliviar os seus ferimentos e os conduzir ao local de hospedagem mais próximo, onde se possa dar resposta às suas necessidades.
Este santo mandamento foi dado por Deus ao seu povo, e foi selado com o sangue do seu Filho Jesus, para que seja fonte de bênção para toda a humanidade. Para que juntos possamos empenhar-nos na construção da família humana segundo o projeto originário, revelado em Jesus Cristo: todos irmãos, filhos do único Pai.
Confiamos hoje ao amor materno de Maria, Nossa Senhora da Estrada, os migrantes e os refugiados, juntamente com os habitantes das periferias do mundo e quantos se fazem seus companheiros de viagem."
 https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-09/papa-francisco-missa-dia-mundial-migrante-refugiado.html
Meditação Diária
Dom, 29 – Domingo XXVI do Tempo Comum – Ano C
Am 6, 1a.4-7 / Slm 145 (146), 7-10 / 1 Tim 6, 11-16 / Lc 16, 19-31
O profeta Amós sacode a sonolência dos que vivem no luxo, preocupados somente com os seus prazeres e desprezando os pobres e necessitados. As suas palavras são muitos fortes, como quem grita aos que se estão a aproximar de um abismo, a fim de que não caiam nele. Todo o egoísmo é como um veneno doce que, com sabor agradável, acaba por matar. Amós prevê a invasão dos Assírios, que levarão como escravos os que agora se divertem em orgias, à custa de explorar os pobres.
S. Paulo escreve uma carta a Timóteo, bispo de Éfeso, preocupado com falsos mestres que se infiltraram na comunidade cristã. Manter a unidade da fé é uma luta que temos de travar também hoje, cumprindo o que nos pediu o mestre Jesus: «Que todos sejam um». Importa estarmos atentos para não nos deixarmos levar por teorias da moda, sedutoras mas desviantes da unidade da fé, que nos arrastam por atalhos de facilitismo. Oiçamos esta exortação de Paulo, como dita para nós hoje: «Combate o bom combate da fé».
Jesus apresenta-nos a parábola do rico avarento e do pobre Lázaro como um desafio à nossa capacidade de partilhar e de criar fraternidade. Assim nos recorda o Papa Francisco: «Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer com gratidão o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e a mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom».
O nome «Lázaro» na língua hebraica significa «Deus ajuda». Deus no Céu e os que na terra estão do lado de Deus ajudam quem precisa de ser ajudado. Esta parábola é um desafio a sermos sensíveis às desgraças humanas e a tentarmos ser parte da solução e não da consolidação das desigualdades e injustiças. O rico avarento que vivia no luxo e no esbanjamento, pois «se banqueteava esplendidamente todos os dias», nada tinha para oferecer ao pobre Lázaro que sobrevivia à sua porta. Mais fraternos e sensíveis eram os cães que «vinham lamber-lhe as chagas». Todos certamente conhecemos «Lázaros» que, perto de nós, precisam da partilha do que somos, sabemos e podemos.

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/685

A eficácia da Palavra no caminho de conversão

 

Bíblia online - Editora Ave Maria

I São João - Capítulo 4

1Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo.2Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus;3todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo.4Vós, filhinhos, sois de Deus, e os vencestes, porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo.5Eles são do mundo. É por isto que falam segundo o mundo, e o mundo os ouve.6Nós, porém, somos de Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos; quem não é de Deus, não nos ouve. É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do erro.7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.8Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.9Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele.10Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.11Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros.12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito.13Nisto é que conhecemos que estamos nele e ele em nós, por ele nos ter dado o seu Espírito.14E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo.15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.16Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.17Nisto é perfeito em nós o amor: que tenhamos confiança no dia do julgamento, pois, como ele é, assim também nós o somos neste mundo.18No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor.19Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro.20Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.21Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão.

I São João - Capítulo 5

1Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado.2Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.3Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos,4porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.5Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?6Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade.7São, assim, três os que dão testemunho:8o Espírito, a água e o sangue; estes três dão o mesmo testemunho.9Aceitamos o testemunho dos homens. Ora, maior é o testemunho de Deus, porque se trata do próprio testemunho de Deus, aquele que ele deu do seu próprio Filho.10Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus. Aquele que não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho.11E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho.12Quem possui o Filho possui a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.13Isto vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus.14A confiança que depositamos nele é esta: em tudo quanto lhe pedirmos, se for conforme à sua vontade, ele nos atenderá.15E se sabemos que ele nos atende em tudo quanto lhe pedirmos, sabemos daí que já recebemos o que pedimos.16Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não o conduza à morte, reze, e Deus lhe dará a vida; isto para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado que é para morte; não digo que se reze por este.17Toda iniqüidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte.18Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o Maligno não o toca.19Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno.20Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos!

 



A Igreja confessa a sua fé nos Anjos da guarda
 
O Papa Bento XVI disse que: “Eliminaríamos uma parte do Evangelho se deixássemos fora esses seres enviados por Deus, que anunciaram sua presença entre nós e que são um sinal dela”. E pediu a intercessão dos anjos “para que nos sustenham no empenho de seguir Jesus até nos identificarmos com Ele” (Zenit.org, março 2009). A Bíblia e a Tradição da Igreja mostram amplamente que os anjos têm participação ativa na história da salvação dos homens, nos momentos em que Deus quer.


“Não são eles todos espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”, pergunta o autor da Carta aos Hebreus, capítulo1, versículo 14.
E nisso crê e isso ensina a Igreja; sabemos que é tarefa desses seres celestes bons a proteção dos homens e a sua salvação. Diz o Salmo: “Mandou aos seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te levarão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90/91,11-12). [www.arcanjomiguel.net]

O próprio Jesus, falando das crianças e recomendando que não se lhes desse escândalo, faz referência aos “seus anjos” (cf. Mt 18,10). Ele atribui também aos anjos a função de testemunhas no supremo juízo divino sobre a sorte de quem reconheceu ou negou Cristo: “Todo aquele que se declarar por Mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8-9; cf. Ap 3,5). [www.arcanjomiguel.net]

Se os esses seres celestes tomam parte no juízo de Deus, logo, estão interessados pela vida do homem. Isso se pode ver também no discurso escatológico em que Jesus os faz intervir em Sua vinda definitiva no fim da história (cf. Mt 24,31; 25,31-41). Muitas vezes, a Bíblia fala da ação dos anjos pela defesa do homem e sua salvação: o Anjo de Deus liberta os Apóstolos da prisão (cf. At 5,18-20) e antes de tudo Pedro, que estava ameaçado de morte por parte de Herodes (cf. At 12, 15-10). Guia a atividade deste a respeito do centurião Cornélio, o primeiro pagão convertido (cf. At 10,3-8. 12-13), e a atividade do diácono Filipe no caminho de Jerusalém para Gaza (cf. At 8,26-29).

Foi um anjo que encontrou Agar no deserto (cf. Gn 16); os anjos tiraram Lot de Sodoma; assim como foi um anjo que anunciou a Gedeão que devia salvar o seu povo; um anjo anunciou o nascimento de Sansão (cf. Jz 13); e o anjo Gabriel instruiu a Daniel (cf. 8,16). Este mesmo anjo anunciou o nascimento de São João Batista e a encarnação de Jesus; esses seres enviados por Deus também anunciaram a mensagem aos pastores (cf. Lc 2,9) e a missão mais gloriosa de todas, a de fortalecer o Rei dos Anjos em Sua Agonia no Horto das Oliveiras (cf. Lc 22, 43).

Os anjos estão presentes na história da humanidade desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terrestre (cf. Gn 3, 24); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (cf. Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (cf. At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (cf. Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (cf. Jz 13); indicam vocações importantes (cf. Jz 6, 11-24; cf. Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (cf. 1 Rs 19,5).

Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, beneficiando-a com a sua ajuda poderosa e misteriosa (cf. At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (cf. At 5, 19); encorajam Paulo (cf. At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (cf. At 8,26s), entre outros.
A Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa própria e recomendando o recurso à sua proteção com uma oração freqüente, como na invocação do “Anjo de Deus”. São Basílio Magno, doutor da Igreja, escreveu: “Cada fiel tem ao seu lado um anjo como tutor e pastor, para o levar à vida” (cf. 5. Basilius, Adv. Eunonium, III, 1; cf.Sto. Tomas, Summa Theol. 1, q. II, a.3).

São Jerônimo, doutor da Igreja, afirmou que: "A dignidade de uma alma é tão grande, que cada um tem um anjo guardião desde seu nascimento".
A Igreja honra com culto litúrgico três anjos. O primeiro é Miguel Arcanjo (cf. Dn 10,13-20; Ap 12,7; Jd 9). O seu nome exprime a atitude essencial dos espíritos bons. “Mica-El” significa, de fato: “Quem como Deus?”. O segundo é Gabriel: figura ligada sobretudo ao mistério da encarnação do Filho de Deus (cf. Lc 1,19-26). O seu nome significa: “O meu poder é Deus” ou “poder de Deus”. O terceiro arcanjo chama-se Rafael. “Rafa-El” significa: “Deus cura”; o conhecemos pela história de Tobias (cf. Tb 12,15-20), entre outros. [www.arcanjomiguel.net]

O famoso Bossuet dizia que: "Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos... Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos".

Os santos todos foram devotos desses seres celestes. Os anjos assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. São eles que protegem Jesus na infância (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que O servem no deserto (cf. Mc 1, 12); e O reconfortam na agonia mortal (cf. Lc 22, 43); eles poderiam salvar o Senhor das mãos dos malfeitores se assim Cristo quisesse (cf. Mt 26, 53).

Toda a vida de Jesus Cristo foi cercada da adoração e do serviço dos anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles O acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus "introduziu o Primogênito no mundo afirmou: "Adorem-no todos os Anjos de Deus" (cf. Hb 1, 6). Alguns teólogos acham que isso motivou a queda dos anjos maus, por não aceitarem adorar a Deus Encarnado na forma humana.

A Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: "Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina" (cf. Lc 2, 14). A Bíblia não só os apresenta como nossos guardiães, mas também como nossos intercessores. O anjo Rafael diz: "Ofereci orações ao Senhor por ti" (Tob 12, 12). "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus" (Ap 8,4).[www.arcanjomiguel.net]

Santo Ambrósio, doutor da Igreja, declarou: "Devemos rezar aos anjos que nos são dados como guardiães" (De Viduis, IX); (cf. S. Agostinho, Contra Fausto, XX, 21). A Igreja acredita que, no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando-o e inspirando-o.

Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja põe diante dos nossos olhos o texto do Êxodo que diz: "Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários.
O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis" (Ex 23,20-23). Além de tudo isso, a Bíblia frequentemente mostra os poderes dos anjos na natureza, e afirma São Jerônimo que eles manifestam a onipotência de Deus (cf. S. Jerônimo, En Mich., VI, 1, 2; P. L., IV, col. 1206). [www.arcanjomiguel.net]
Créditos:http://www.arcanjomiguel.net
Clevinho Maia (Combatentes de São Miguel Arcanjo)

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Salmo - Sl 121 (122), 1-2. 3-4a. 4b-5 (R. Cf. 1)

R. Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor!

1Que alegria, quando ouvi que me disseram:*
'Vamos à casa do Senhor!'
2E agora nossos pés já se detêm,*
Jerusalém, em tuas portas.R.

3Jerusalém,cidade bem edificada *
num conjunto harmonioso;
4apara lá sobem as tribos de Israel,*
as tribos do Senhor.R.

4bPara louvar, segundo a lei de Israel,*
o nome do Senhor.
5A sede da justiça lá está *
e o trono de Davi.R.
 http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php

NÃO SE TRATA APENAS DE MIGRANTES. Trata-se também dos nossos medos.

NO SE TRATA SOLO DE MIGRANTES. Se trata de no excluir a nadie.

IT IS NOT JUST ABOUT MIGRANTS. It's also about charity.

sábado, 21 de setembro de 2019

Salmo - Sl 18(19A),2-3.4-5 (R. 5a)

R. Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

2Os céus proclamam a glória do Senhor, *
e o firmamento, a obra de suas mãos;
3o dia ao dia transmite esta mensagem, *
a noite à noite publica esta notícia.R.
4Não são discursos nem frases ou palavras, *
nem são vozes que possam ser ouvidas;
5seu som ressoa e se espalha em toda a terra, *
chega aos confins do universo a sua voz.R.
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Artigo de dom Walmor


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Liderar com leveza

O terceiro milênio pede qualidades singulares para que as diversas iniciativas desse novo tempo tenham êxito. Velocidade e multiplicidade estão entre essas qualidades, mas a leveza é uma característica fundamental que merece a atenção e o esforço cidadão. É sabedoria essencial a todos, particularmente no exercício da liderança. Liderar com leveza é uma ciência que se aprende, uma arte a ser praticada. A desconsideração dessa qualidade explica a razão pela qual alguns líderes não conseguem conquistar os prometidos êxitos. De fato, trata-se de uma arte a ser alcançada por meio da aprendizagem e da experiência, que conferem a envergadura necessária. Caso contrário, se verificará o atabalhoamento de pronunciamentos e a falta de clareza a respeito de processos que supõem um passo a passo que leve a um bom termo.
Entenda-se que leveza na liderança não inclui, absolutamente, negociação de valores e princípios intocáveis. Aliás, leveza supõe domínio ético de valores e princípios que arquitetem e edifiquem uma postura condizente com as missões assumidas e papéis a serem desempenhados. Qualidade também importante para o cotidiano dos cidadãos. Infelizmente, ao invés de leveza, constata-se um “peso” nos contextos em que há reações e posicionamentos marcados pelas polarizações e radicalismos alimentados por belicosos e rancorosos modos de pensar e agir. Sabe-se que, cedo ou tarde, esse tipo de postura leva ao descrédito. A incompetência humana e relacional elimina a possibilidade de êxitos em qualquer iniciativa.
Preocupante, embora seja um “asteroide” que irá se desfazer pelos ares, é a conduta pouco cidadã e civilizada de certos indivíduos. Agrupados de modo inteligentemente orquestrado, com astúcia diabólica, operam na desconstrução de imagens das pessoas. No lugar da leveza sobre os trilhos de valores e princípios, caminho para êxitos, operam com fúria rancorosa e iconoclastia demoníaca. Aparecem, assim, os que se dizem cristãos e se autonomeiam guardiões de uma ortodoxia que comprovadamente é uma heresia crassa por estar na contramão dos valores do Evangelho de Jesus Cristo. Esses agrupamentos comprovam a invectiva de Jesus contra a conduta daqueles que querem tirar o cisco do olho dos outros e não se dão conta da trave que está no próprio olho.
Leveza como característica do terceiro milênio, na busca de operações exitosas em todos os campos do saber e do fazer, é também um veredito que aponta já, por seu “peso” arrastado, emoldurados por ódios e rancores, aqueles que vão desesperadamente perder as batalhas. Há um seríssimo equívoco de quem pensa ser possível, na contemporaneidade, alcançar êxitos fora do caminho da leveza – que propicia abertura ao diálogo permanente, fecundação de entendimentos lúcidos e intuitivos. Essas pessoas que agem alimentadas belicamente por rancores e crescentes ódios destrutivos de tudo e de todos se põem na contramão perigosa das bem-aventuranças, ensinadas por Jesus no Sermão da Montanha.
Leveza é condição indispensável e prática inigualável para se alçar à envergadura própria da estatura da fraternidade solidária que se assenta como exigência da verdadeira e bem vivida dignidade de filho e filha de Deus. Essa consideração, que vale para todos os indivíduos, é ainda mais importante para quem exerce a liderança. Se o líder, de qualquer segmento, não aprender a liderar com leveza, irá atropelar, com palavras e gestos, os processos sob sua gestão e nunca abrirá caminhos para intuições criativas na   proposição de soluções urgentes. Sem leveza, a sociedade contemporânea não sairá fácil da sua subjugação aos radicalismos, polarizações e fundamentalismos religiosos e políticos. Leveza tem propriedade civilizatória importante para uma sociedade violenta e desatinada. De muitos modos e por variados meios, especialmente pelas redes sociais, como também por posturas sem limites, pode-se constatar os nefastos efeitos da falta de leveza e seus consequentes prejuízos.
Leveza, desdobrada em civilidade, sentido de solidariedade, saudável entendimento do quanto vale respeitar e promover o bem comum é a saída para o tempo novo. Ao contrário, “pesos” que resultam de preconceitos e discriminações, ódios e rancores, disputas umbilicais para se afirmar como donos da razão, distante do amor vigoroso e transformador do Evangelho de Jesus Cristo, prejudicarão a sociedade. Nesse horizonte, está a responsabilidade primeira da aprendizagem e prática da leveza que confere competência para se enxergar com mais clareza os novos caminhos. A sociedade, para não perecer, precisa de pessoas capazes de liderar com leveza.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

As núpcias do Rei
O noivo está chegando. Ide ao seu encontro! (Mt 25,6).
I
=2 Transborda um poema do meu coração; †
vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção; *
minha língua é qual pena de um ágil escriba.

=3 Sois tão belo, o mais belo entre os filhos dos homens! †
Vossos bios espalham a graça, o encanto, *
porque Deus, para sempre, vos deu sua bênção.

4 Levai vossa espada de glória no flanco, *
herói valoroso, no vosso esplendor;

5
saí para a luta no carro de guerra *
em defesa da fé, da justiça e verdade!

= Vossa mão vos ensine valentes proezas, †
6 vossas flechas agudas abatam os povos *
e firam no seu coração o inimigo!

=7 Vosso trono, ó Deus, é eterno, é sem fim; †
vosso cetro real é sinal de justiça: *

8
Vós amais a justiça e odiais a maldade.

= É por isso que Deus vos ungiu com seu óleo, †
deu-vos mais alegria que aos vossos amigos. *

9 Vossas vestes exalam preciosos perfumes.

– De ebúrneos palácios os sons vos deleitam. *
10 As filhas de reis vêm ao vosso encontro,
– e à vossa direita se encontra a rainha *
com veste esplendente de ouro de Ofir.

Ant. Vosso trono, ó Deus, é eterno, sem fim.
Ant. 3 Vi a nova Sião descer do céu
como esposa enfeitada para o esposo.
 


Leitura breve             At 5,12a.14
Muitos sinais e maravilhas eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. Crescia sempre mais o número dos que aderiam ao Senhor pela fé; era uma multidão de homens e mulheres.
V.
Eles guardavam os preceitos,
R.
E as ordens do Senhor.
Oração
Ó Deus, que na vossa inesgotável misericórdia escolhestes o publicano Mateus para torná-lo Apóstolo, dai-nos, por sua oração e exemplo, a graça de vos seguir e permanecer sempre convosco. Por Cristo, nosso Senhor .
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R.
Graças a Deus.