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quarta-feira, 30 de junho de 2021
Meditação Diária

Gen 21, 5.8-20 / Slm 33 (34), 7-8.10-11.12-13 / Mt 8, 28-34
Eles saíram e foram para os porcos. (Evangelho)
Hoje, como ontem, os doentes mentais não são úteis nem à economia nem à pólis. Basta ver as condições que os hospitais psiquiátricos oferecem. Os nossos partidos também não veem utilidade económica, muito menos política, em lutar por dar boas condições de vida aos idosos dos lares ou outros. Não têm iniciativas legislativas para resolver o problema dos lares ilegais. Não é politicamente compensador. Mas a eutanásia é. Em que é que isto afeta a relação do leitor com Deus?
https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1359

Con Jesús durante el día
Extraordinario en lo ordinario
Toma una pausa, va cerrando el mes del Corazón de Jesús, aprovecha para rezar nuevamente por los jóvenes que se preparan para el matrimonio. “Dios hace de los dos esposos una sola existencia. Esto tiene consecuencias muy concretas y cotidianas…para que puedan hacer visible, a partir de las cosas sencillas, ordinarias, el amor con el que Cristo ama a su Iglesia, que sigue entregando la vida por ella” (Papa Francisco). ¿Qué gestos sencillos y fraternos puedes ofrecer en favor de esta misión de compasión? Continúa entregando tu vida.
https://clicktopray.org/es/junio-30-durante-el-dia-3/
With Jesus during the day
“Tragedy is not when a man dies. Tragedy is what dies inside a man when he is alive” (Mário Sérgio Cortella). So many people live without courage, allowing themselves to be dominated by depression, sadness, hopelessness … I will not allow myself to go through the valley of pain without learning to overcome adversity and overcome everything that takes away the joy of living. I will overcome suffering, anguish, laziness, procrastination. I look to God for mercy, courage and persistence to make the days better for me and those I love.
quarta-feira, 23 de junho de 2021
SS. Zacarias e Isabel, pais de S. João Batista
SS. Zacarias e Isabel
(© BAV, Vat. gr. 1162, f. 159r)
“No tempo de Herodes, rei da Judeia, havia um sacerdote chamado Zacarias, que pertencia à classe sacerdotal de Abias; Isabel, sua mulher, também era descendente de Arão. Ambos eram justos aos olhos de Deus, obedecendo, de modo irrepreensível, todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Mas, eles não tinham filhos, porque Isabel era estéril e ambos tinham idade avançada” (Lc 1, 5-7).
Hoje, a Liturgia celebra a festa de um casal de Santos, o primeiro, depois de Maria e José, do qual falam as Escrituras. O Evangelho de Lucas começa, exatamente, com a história destes dois esposos, que eram justos diante de Deus, fiéis e observantes. Porém, tinham um espinho no coração por não poder conceber um filho. Naquela época, a esterilidade também era uma causa de marginalização.
Mutismo, entre sinal e castigo
A história de Zacarias e Isabel ensina-nos que jamais devemos perder a esperança, porque "nada é impossível para Deus".
Zacarias era um sacerdote da oitava classe, ou seja, a de Abias, uma
das 24 estabelecidas por Davi, que regulamentavam os turnos semanais de
serviço no Templo. Casou-se com Isabel, que também era descendente de
uma família sacerdotal, e se estabeleceu em Ain Karin. Seu matrimônio
não foi agraciado pelo nascimento de um filho, sobretudo, em um tempo em
que a esterilidade era motivo de marginalização. No entanto, a união do
casal era sólida: ambos se amavam e viviam uma vida de retidão.
Certo dia, enquanto Zacarias estava no Templo, recebeu a visita do
arcanjo Gabriel, que lhe preanunciava a gravidez da sua esposa. No
entanto, embora fosse um homem piedoso, pediu, ao mensageiro de Deus,
uma prova. Por isso, ele ficou mudo até o oitavo dia do nascimento do
filho, quando a criança devia ser circuncidada: a sua língua se soltou
para confirmar que o nome dele seria João.
Um casal tocado pela Graça
Se um amor for verdadeiro, desenvolve-se e produz frutos com o tempo:
a semente torna-se uma grande árvore! Por isso, o evangelista Lucas
inicia a sua narração, falando deste casal tocado pela Graça procriadora
de Deus. Desta forma, quis demonstrar que o Senhor faz maravilhas na
vida de quem confia Nele, que sabe esperar e aguarda o tempo da sua
intervenção.
Estes dois grandes Santos ensinam-nos também que um
coração, que realmente ama, experimenta o poder do Senhor, não baseado
em seus próprios projetos, mas na Sua vontade, que sempre é soberana e
na qual devemos confiar com fé incondicional.
Traziam no ventre a história da salvação
Logo, o papel de Isabel, contra toda e qualquer previsão, era ser a mãe daquele que estava destinado a preparar o caminho de Jesus: João Batista. Isabel sentia, dentro de si, esta graça, como ainda a vida, que crescia em seu ventre: esta vida exultou, dentro dela, pela visita inesperada da sua prima Maria. A Virgem também havia recebido o anúncio do Anjo, ao qual disse sim, imediatamente, porque, do mesmo modo, estava cheia de graça. Eis o encontro de duas mulheres, que traziam no ventre a história da salvação.
“Benedictus”
Quando Zacarias voltou a falar, com o nascimento de seu filho João,
pronunciava palavras de louvores a Deus: o “Benedictus”, também
conhecido como Cântico de Zacarias, com o qual agradecia a Deus pelo
acontecimento prodigioso: "Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque
visitou e redimiu seu povo; fez nascer por nós um poderoso Salvador, na
casa de Davi, seu servo, como havia anunciado pela boca de seus Santos e
profetas, desde o início dos tempos...".
Após essas palavras de
Zacarias e Isabel, não foi dito mais nada nos Evangelhos. De fato, não
havia necessidade de dizer mais nada para quem sabia que, o verdadeiro
sentido da vida consiste em viver de misericórdia!
S. José Cafasso, presbítero de Turim
S. José Cafasso, Enrico Reffo
José Cafasso era formador de “párocos e sacerdotes
diocesanos”, ou melhor, de “sacerdotes santos”, entre os quais São João
Bosco.
Ao comentar sobre a vida de São José Cafasso, Bento XVI disse
que este religioso piemontês instituiu uma "escola de vida e de
santidade sacerdotal".
Foi na cidade de Turim, em 1800, que nasceu o
apelativo comum dado àquela pessoa que era vista como modelo de vida
sacerdotal luminosa: o “Santo da forca”. Trata-se de uma definição
ligada diretamente à sua obra ao lado dos condenados à morte nas prisões
"Le Nuove" de Turim. Hoje, o lugar, em desuso, foi transformado em um
comovente museu, memorial das condições humilhantes em que viviam os
encarcerados. Com os presos, - dos quais, hoje, é Padroeiro – ele usava
de imensa misericórdia, poderoso veículo do amor paterno e consolador de
Deus.
Precisamente pela sua assídua missão ao lado dos últimos, ele
é recordado também como um dos chamados “Santos Sociais de Turim”:
cerca de dez religiosos e leigos iluminados, que, entre os séculos XIX e
XX, se dedicavam às emergências da cidade e a todos os necessitados.
Verdadeiro pastor
José Cafasso nasceu em uma família de camponeses, em Castelnuovo
d’Asti, em 1811, e foi ordenado sacerdote, em Turim, em 1834.
Transcorreu grande parte da sua vida no internato eclesiástico da
capital piemontesa, do qual se tornou diretor.
Conterrâneo e diretor
espiritual de Dom Bosco (1815-1888), Padre Cafasso distinguiu-se, não
só por seu magistério no Seminário maior de Turim, mas também pela sua
doçura e serenidade que sabia transmitir às pessoas. Assim, tornou-se
tão familiar entre seus concidadãos, que lhe fizeram a proposta de ser
um representante na Câmara do Reino, mas Cafasso não aceitou: “No Juízo
final, - comentou – deverei prestar contas ao Senhor, que me perguntará
se fui um bom padre e não se fui um bom deputado”.
Verdadeiro pastor
O que lhe interessava era a figura do verdadeiro pastor, com uma vida
interior rica e um profundo zelo pastoral: assíduo na oração, engajado
na pregação, dedicado à celebração da Eucaristia e ao ministério da
Confissão.
Logo, São José Cafasso tentou encarnar este modelo na
formação dos jovens sacerdotes, para que, por sua vez, fossem formadores
de outros sacerdotes, religiosos e leigos.
Esta herança
difundiu-se, não apenas em Turim, mas também ao longo do tempo, como
testemunha a profunda devoção a São José Cafasso, que faleceu naquela
cidade em 23 de junho de 1860, aos 49 anos.
Seus restos mortais descansam no Santuário da Consolata em Turim.
Papa: o caminho libertador de Jesus é a resposta aos "guardiães" da verdade
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano
Quarenta minutos: este foi o tempo que o Papa Francisco dedicou a cumprimentar e saudar os fiéis e peregrinos cada vez mais numerosos no Pátio São Dâmaso, onde se realiza a Audiência Geral. Não obstante o calor, Francisco não deixou de fazer brincadeiras, ouvir confidências, assinar teses e livros e abençoar quem se aperta para ter pelo menos um segundo da atenção do Papa.
Já diante do microfone, o Pontífice iniciou um novo ciclo de catequeses. O tema agora será inspirado no apóstolo Paulo, mais precisamente em Carta aos Gálatas.
“É uma Carta muito importante, diria até decisiva, não só para conhecer melhor o Apóstolo, mas sobretudo para considerar alguns dos temas que ele aborda em profundidade, mostrando a beleza do Evangelho. Parece escrita para os nossos tempos”, explicou o Pontífice.
As primeiras comunidades cristãs
Entre os temas a serem explorados nas próximas semanas, estão a
conversão, a liberdade, a graça e o modo de vida cristão, mas a primeira
temática abordada por Francisco foi a obra de evangelização realizada
pelo Apóstolo, que visitou as comunidades da Galácia pelo menos duas
vezes durante as suas viagens missionárias.
Sabe-se que os gálatas eram uma antiga população celta que, através de muitas vicissitudes, se estabeleceu na extensa região da Anatólia que tinha a sua capital na cidade de Ancira, hoje Ankara, capital da Turquia.
Paulo relata apenas que, por causa de uma doença, viu-se obrigado a permanecer naquela região - fato que indica que o caminho da evangelização nem sempre depende da nossa vontade e dos nossos projetos, mas requer a disponibilidade a deixar-nos plasmar e seguir outros caminhos que não estavam previstos.
A chegada dos "abutres"
Para o Papa, é interessante notar a preocupação pastoral de Paulo, pois havia muitos infiltrados semeando teorias contrárias aos seus ensinamentos, chegando ao ponto de o difamar. Como alguém dizia, notou o Pontífice, "vêm os abutres a destruir a comunidade".
“Como podemos ver, é uma prática antiga apresentar-se em certas ocasiões como o único possuidor da verdade e procurar menosprezar o trabalho dos outros, até com a calúnia”, afirmou.
Entre as intrigas, os adversários argumentaram que os Gálatas teriam de renunciar à sua identidade cultural e os mesmos se encontravam numa situação de crise. Para eles, que conheceram Jesus e acreditaram na obra de salvação realizada através da sua morte e ressurreição, foi verdadeiramente o início de uma nova vida, mas se sentiam desorientados e incertos sobre como se comportar e a quem ouvir.
“Pensemos em alguma comunidade cristã ou diocese: começam as histórias e depois acabam por desacreditar o pároco, o bispo. É precisamente o caminho do maligno, dessas pessoas que dividem e não sabem construir. E nesta Carta aos Gálatas vemos este procedimento.”
Uma situação que se apresenta também hoje, constatou Francisco:
“Ainda hoje, não faltam pregadores que, especialmente através dos novos meios de comunicação, se apresentam não para anunciar o Evangelho de Deus que ama o homem em Jesus Crucificado e Ressuscitado, mas para reiterar com insistência, como verdadeiros ‘guardiães da verdade’, qual é a melhor maneira de ser cristão.”
A liberdade oferecida por Cristo
Estas pessoas afirmam que o verdadeiro cristianismo é aquele a que estão ligados, frequentemente identificado com certas formas do passado, e que a solução para as crises de hoje é voltar atrás para não perder a genuinidade da fé. Também hoje, como outrora, existe a tentação de se fechar em algumas certezas adquiridas em tradições passadas.
O traço distintivo dessas pessoas, segundo o Papa, é a rigidez: "Diante da pregação do Evangelho que nos torna livres, nos faz alegres, estes são rígidos".
Mas é o próprio Apóstolo que indica o caminho a seguir, e é o caminho libertador e sempre novo de Jesus Crucificado e Ressuscitado; é o caminho do anúncio, que se realiza através da humildade e da fraternidade; "os novos pregadores não conhecem o significado da humildade, da fraternidade"; é o caminho da confiança mansa e obediente, que os novos pregadores não conhecem, na certeza de que o Espírito Santo age em cada época da Igreja. "Em última instância, a fé no Espírito Santo presenta na Igreja nos leva avante e nos salvará."
terça-feira, 22 de junho de 2021
Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos
Papa aos Idosos: salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos
Jane Nogara - Vatican News
Na manhã desta terça-feira (22) foi divulgada a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que será celebrado no 4° domingo de julho, neste ano, no dia 25. O Papa Francisco escreveu sua mensagem colocando-se lado a lado com os idosos, e iniciou afirmando:
“’Eu estou contigo todos os dias’ (cf. Mt 28, 20) é a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao Céu; e hoje repete-a também a ti, querido avô e querida avó. Sim, a ti! ‘Eu estou contigo todos os dias’ são também as palavras que eu, Bispo de Roma e idoso como tu, gostaria de te dirigir por ocasião deste primeiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: toda a Igreja está solidária contigo – ou melhor, conosco –, preocupa-se contigo, ama-te e não quer deixar-te abandonado”.
Depois de ter recordado as perdas e sofrimentos por causa da pandemia o Papa consolou:
“O Senhor conhece cada uma das nossas tribulações deste tempo. Ele está junto de quantos vivem a dolorosa experiência de ter sido afastado; a nossa solidão – agravada pela pandemia – não O deixa indiferente”
Francisco explica o motivo pelo qual proclamou justamente neste ano o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos:
“Mesmo quando tudo parece escuro, como nestes meses de pandemia, o Senhor continua a enviar anjos para consolar a nossa solidão repetindo-nos: ‘Eu estou contigo todos os dias’. Di-lo a ti, di-lo a mim, a todos. Está aqui o sentido deste Dia Mundial que eu quis celebrado pela primeira vez precisamente neste ano, depois dum longo isolamento e com uma retomada ainda lenta da vida social: oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo!”.
Os anjos que ajudam
O Papa recorda que o “anjo enviado por Deus, pode ter o rosto de um familiar, de um conhecido”, mas o Senhor “envia-nos os seus mensageiros também através da Palavra divina, que Ele nunca deixa faltar na nossa vida. Cada dia, leiamos uma página do Evangelho, rezemos com os Salmos, leiamos os Profetas! Ficaremos comovidos com a fidelidade do Senhor”.
Idosos evangelizadores
E alerta os idosos:
“Atenção! Qual é a nossa vocação hoje, na nossa idade? Salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos. Não vos esqueçais disto”
E reitera: “Não existe uma idade para aposentar-se da tarefa de anunciar o Evangelho, da tarefa de transmitir as tradições aos netos. É preciso pôr-se a caminho e, sobretudo, sair de si mesmo para empreender algo de novo”. Francisco recorda também que alguns idosos podem até afirmar que não têm condições por um motivo ou outro, porém logo encorajou-os: “Isso é possível – responde o Senhor –, abrindo o próprio coração à obra do Espírito Santo, que sopra onde quer. Com a liberdade que tem, o Espírito Santo move-Se por toda a parte e faz aquilo que quer”.
E citou mais uma vez palavras que já afirmara em outras ocasiões: “Da crise que o mundo atravessa, não sairemos iguais: sairemos melhores ou piores”. “Ninguém se salva sozinho. Devedores uns dos outros. Todos irmãos”.
Três pilares para a nova construção
“Nesta perspectiva – continua o Papa - quero dizer que há necessidade de ti para se construir, na fraternidade e na amizade social, o mundo de amanhã: aquele em que viveremos – nós com os nossos filhos e netos –, quando se aplacar a tempestade. Todos devemos ser ‘parte ativa na reabilitação e apoio das sociedades feridas’”. E sugere três pilares sobre os quais sustentar esta nova construção: os sonhos, a memória e a oração". E explica:
“A proximidade do Senhor dará – mesmo aos mais frágeis de nós – a força para empreender um novo caminho pelas estradas do sonho, da memória e da oração”
Aliança entre jovens e idosos
Ao falar sobre sonhos dos idosos e visões dos jovens o Pontífice ponderou: “O futuro do mundo está na aliança entre os jovens e os idosos. Quem, senão os jovens, pode agarrar os sonhos dos idosos e levá-los por diante? Mas, para isso, é necessário continuar a sonhar: nos nossos sonhos de justiça, de paz, de solidariedade reside a possibilidade de os nossos jovens terem novas visões e, juntos, construirmos o futuro. É preciso que testemunhes, também tu, a possibilidade de se sair renovado duma experiência dolorosa”.
Recordar é viver
Francisco leva seu pensamento também ao entrelaçamento entre sonhos e memória e afirma: “Penso como pode ser de grande valor a memória dolorosa da guerra, e quanto podem as novas gerações aprender dela a respeito do valor da paz”. “Recordar é uma missão verdadeira e própria de cada idoso: conservar na memória e levar a memória aos outros” afirma o Papa. Depois de recordar Edith Bruck sobrevivente do Holocausto que afirmou ‘mesmo que seja para iluminar uma só consciência, vale a pensa a fadiga de manter a recordação do que foi.... para mim recordar é viver’, o Papa continua encorajando mais uma vez: “Penso também nos meus avós e naqueles de vós que tiveram de emigrar e sabem quanto custa deixar a própria casa, como fazem muitos ainda hoje à procura dum futuro. Talvez tenhamos algum deles ao nosso lado a cuidar de nós. Esta memória pode ajudar a construir um mundo mais humano, mais acolhedor. Mas, sem a memória, não se pode construir; sem alicerces, tu nunca construirás uma casa. Nunca. E os alicerces da vida estão na memória”.
A Oração
Por fim, a oração. “A tua oração é um recurso preciosíssimo: é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo", disse o Papa. "Sobretudo neste tempo tão difícil para a humanidade em que estamos – todos na mesma barca – a atravessar o mar tempestuoso da pandemia, a tua intercessão pelo mundo e pela Igreja não é vã, mas indica a todos a serena confiança de um porto seguro”.
O Papa Francisco conclui sua mensagem com um auspício: “ Oxalá cada um de nós aprenda a repetir a todos, e em particular aos mais jovens, estas palavras de consolação que ouvimos hoje dirigidas a nós: ‘Eu estou contigo todos os dias’. Avante e coragem! Que o Senhor vos abençoe”.
segunda-feira, 21 de junho de 2021
- ANTIGO TESTAMENTO
- LIVROS PROFÉTICOS
- ZACARIAS
- LIVROS PROFÉTICOS
1
Título -* 1 No oitavo mês do segundo ano de Dario, a palavra de Javé foi dirigida ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ado, com esta mensagem:
I. RECONSTRUIRO POVO DE DEUS
Convertam-se -* 2 Javé irou-se profundamente contra os antepassados de vocês. 3 Então você deverá dizer ao povo de hoje: Assim diz Javé dos exércitos: Voltem para mim - oráculo de Javé dos exércitos - e eu voltarei para vocês, diz Javé dos exércitos. 4 Não façam como seus antepassados. Os profetas antigos chamavam a atenção deles, dizendo: «Assim diz Javé dos exércitos: Convertam-se de seus caminhos e de suas más ações». Mas eles não escutaram, nem me deram atenção - oráculo de Javé. 5 Onde estão os antepassados de vocês? E os profetas, continuam vivendo para sempre? 6 Agora, a minha palavra e as ordens que dei a meus servos, os profetas, por acaso não atingiram os antepassados de vocês? Então eles se converteram e disseram: «Javé dos exércitos aplicou-nos o castigo que tinha planejado para nós, conforme nossos caminhos e nossas ações».
1. A reconstrução da cidade
Primeira visão: a verdadeira paz -* 7 No dia vinte e quatro do décimo primeiro mês do segundo ano de Dario, a palavra de Javé foi dirigida ao profeta Zacarias, filho de Baraquias, filho de Ado, na seguinte forma: 8 Tive uma visão durante a noite. Havia um homem montado num cavalo marrom, parado entre as árvores de murta, no fundo de um abismo. Atrás dele estavam cavalos marrons, alazões e brancos. 9 Então perguntei: «Quem são eles, meu Senhor?» (O anjo que falava comigo respondeu: «Vou mostrar-lhe quem são eles»). 10 O homem parado no meio das árvores de murta respondeu: «Estes são os que Javé enviou para percorrer a terra».
11 Eles trouxeram a resposta ao anjo de Javé, que estava parado no meio do arvoredo: «Acabamos de percorrer a terra, e ela toda repousa tranqüila». 12 E o anjo de Javé perguntou: «Javé dos exércitos, até quando ficarás sem mostrar compaixão para com Jerusalém e as outras cidades de Judá, contra as quais estás irado já faz setenta anos?» 13 Javé respondeu ao anjo que falava comigo com palavras boas e consoladoras. 14 Então o anjo de Javé que falava comigo ordenou: «Proclame: Assim diz Javé dos exércitos: Tenho ciúmes de Jerusalém e de Sião, um ciúme muito grande. 15 E também estou muito irado contra as nações que vivem confiantes, pois quando eu estava apenas um pouco irado elas continuaram a colaborar com o mal. 16 Por isso, assim diz Javé: Eu me volto para Jerusalém cheio de compaixão: meu Templo será construído - oráculo de Javé dos exércitos - e o cordel de medir será estendido sobre Jerusalém. 17 Proclame ainda: Assim diz Javé dos exércitos: Minhas cidades novamente transbordarão de bens, Javé de novo consolará Sião, e mais uma vez ele vai escolher a cidade de Jerusalém».
* 2-6: O livro inicia com um convite à conversão. Esta começa com o reconhecimento dos erros passados, que afastaram o povo de Deus e o tornaram objeto da ira e julgamento divinos; a conversão continua na obediência à palavra de Deus, anunciada agora pelo profeta. A palavra de Deus irá indicar o caminho que o povo deve seguir.
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quarta-feira, 16 de junho de 2021
Vendo-o, o Samaritano moveu-se de Compaixão
Meditação para o Dia 16 de Junho
“Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de ladrões que o despojaram; e, depois de o haverem ferido, retiraram-se deixando-o semimorto.Sucedeu, porém que passasse pelo mesmo caminho um sacerdote, que, depois de o ver, passou adiante. Passou igualmente, de largo, depois de o ver, um levita, que se achava perto. Mas um samaritano, que seguia seu caminho chegou junto dele e, vendo-o moveu-se de compaixão” (1)
O nosso Bom Samaritano é Jesus. Feridos pelo pecado, despojados de toda riqueza da graça, fomos atirados à beira da estrada deste mundo. Nem o sacerdote, nem o levita que passaram nos socorreram. Passaram de longe. Sim, porque há sacerdotes e levitas que não nos falam da Misericórdia Divina, dos tesouros infinitos do Coração de Jesus. Passam de longe e nos deixam a gemer com as feridas do pecado, do medo e dos escrúpulos, sempre doloridos e a sangrar. Há de vir, porém, Jesus, o Bom Samaritano, numa inspiração da graça, numa boa leitura, numa meditação e, melhor ainda, num bom sacerdote e confessor experimentado nos segredos do Amor misericordioso. E nossas feridas serão ungidas com o óleo da confiança. E seremos levados à Hospedaria do Amor, porque passou Jesus, Bom Samaritano de nossas almas, que, vendo-nos, chegou-se junto a nós e moveu-se de compaixão.
Referências:
(1) São Lucas 10,25-37
Voltar para o Índice do Breviário da Confiança
(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 183)
Meditação para o Dia 01 de Junho
Um dia, Nosso Senhor, cheio de ternura e de compaixão pelos sofrimentos que nos acabrunham, abriu seus braços, num gesto de amor, e exclamou:
“Vinde a mim, vós que sofreis e estais sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (1)
Que bondade do coração de Jesus! Quer consolar-nos a aliviar-nos das amarguras da vida. E são tantas! Que nos há de consolar neste mundo?
“Os homens – diz Jó – são consoladores importunos. Só Nosso Senhor, só Ele,Bondade Infinita, Abismo insondável de misericórdia, pode aliviar-nos do peso quase insuportável dos sofrimentos da vida!”
Nas nossas aflições, vamos ao Sacrário. Acharemos ali o coração misericordioso de Jesus, tão amável e tão amante, à nossa espera, para nos aliviar. É o mesmo Jesus que outrora enxugou, na Judeia, as lágrimas de dor e saudades da viúva de Naim, e de Jairo, e das irmãs de Lázaro; Jesus, que consolou e perdoou a Madalena; que ouviu as queixas e gemidos dos enfermos, dos leprosos e dos miseráveis que O seguiam à beira das estradas; Jesus do Evangelho, o Filho de Maria, real e verdadeiramente presente como está no Céu. Não estamos acostumados a ouvir falar na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Sacrário e no Altar? Ah! Se tivéssemos fé, ó doce Jesus, sofreríamos muito menos. Só o pensamento da Vossa presença real no Sacrário a nos dizer – “vinde a Mim!” – só isto nos consolaria de todos os sofrimentos e penas desta vida!
Referências:
(1) Mt 9, 28
Voltar para o Índice do Breviário da Confiança
(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 168)
https://rumoasantidade.com.br/livro-breviario-confianca/#sumario

With Jesus in the morning
Give thanks for this new day as a gift to you. “Pray to your Father who is in secret” (Matthew 6: 1-18). “God does not need anything: in prayer he only asks us to keep open a channel of communication with him so that we can always discover his children who are loved by him” (Pope Francis). Do you pause during your day to breathe the Love of God? Today you can start. Let yourself be loved by your Father and ask him to love like Him whoever approaches you. Offer this so that those preparing for marriage will cement their bond in prayer. Our Father…
https://clicktopray.org/june-16-morning-3/
Com Jesus à Tarde
“Quem quiser que lhe obedeçam muito, mande pouco” (São Felipe Néri). Na vida, cada um deve exercer o seu papel de liderança e isso quer dizer ao menos ser líder da própria vida. Para fazer boas escolhas é preciso pedir discernimento ao Espírito Santo e, assim, poder tomar decisões mais acertadas, adquirir sabedoria e inteligência para agir retamente, aprender a servir o próximo com verdadeira caridade. E é justamente por causa do modo de proceder, sem autoritarismo e prepotência, mas com docilidade ao Espírito, que aprendemos a impactar a nossa vida e a das pessoas ao nosso redor positivamente.
segunda-feira, 14 de junho de 2021
domingo, 13 de junho de 2021
Dom Vicente Ferreira:
//twitter.com/DomVicenteF/status/1404258899679715330?s=20
Meditação Diária

2 Cor 6, 1-10 / Slm 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4 / Mt 5, 38-42
Não resistais ao homem mau. (Evangelho)
Mas Jesus resiste ao «homem mau». Está sempre a invetivar os fariseus e os escribas e não fica calado quando, no tribunal judaico, um soldado lhe bate (Jo 18, 22). O que Jesus quer dizer é que não nos vinguemos das injúrias. Mas não vamos deixar a porta de nossa casa aberta para não resistirmos ao homem mau. O que devemos fazer é tentar não o magoar, se bem que às vezes isso também seja preciso, tal como Jesus magoava as elites religiosas.
https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1343

Com Jesus à Tarde
“Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande, é a sua sensibilidade sem tamanho” (Martha Medeiros). O coração é o símbolo do amor, da bondade, dos sentimentos generosos e compassivos. É de lá que vem a pulsação quando algo nos agrada ou nos desagrada. É ele que demonstra o que está se passando no nosso cérebro, porque tudo está conectado. Dizemos que pessoas boas possuem um coração imenso e isso não depende da estatura, nem da cor, nem da cultura, depende dos bons valores, da empatia e da abertura que cada um tem para aprender e ensinar, acolher e ofertar, amar e deixar-se amar.
https://clicktopray.org/pt-pt/reza-cada-dia/
Meditação Diária
Dom, 13 – Domingo XI do Tempo Comum – Ano B

Ez 17, 22-24 / Slm 91 (92), 2-3.13-16 / 2 Cor 5, 6-10 / Mc 4, 26-34
O profeta Ezequiel, deportado com o seu povo no exílio da Babilónia, levanta a voz em nome de Deus para animar a todos. O rei Joaquim, último rebento da dinastia de David, tinha sido feito prisioneiro e deportado. Mas, como recordou o Papa Francisco, na sua histórica visita ao Iraque, «a violência e a morte nunca têm a última palavra», porque esta é do Deus da Vida.
Deus, pelo profeta, usa uma bela imagem: «Do cimo do cedro frondoso, dos seus ramos mais altos, Eu próprio arrancarei um ramo novo e vou plantá-lo num monte muito alto». É o começo de um ciclo de vida nova, livre e abundante, que alcançará a máxima plenitude em Jesus. É um convite a confiar em Deus, sobretudo quando as certezas e seguranças humanas parecem desmoronar-se. Deus é sempre a nossa rocha firme, seguro inabalável.
São Paulo, com realismo, partindo da sua dura experiência de sofrimento, mostra o seu desejo de ir juntar-se com o Senhor, no reino dos Céus. Por outro lado, sente o dever de não fugir às dificuldades do tempo presente, que encara «cheio de confiança», empenhado em ser agradável a Deus. Um modelo para nós: desejando encontrar o Senhor na plenitude da glória, queremos viver, com generosa intensidade, os compromissos da vida real.
A nossa missão de viver a praticar o bem e de fazer crescer o reino de Deus é um trabalho de paciência, de perseverança e constância. Não podemos esperar colheitas a partir do que não semeámos. Feita a sementeira, há que esperar, com resiliência, o tempo próprio da colheita. Perante as dificuldades do terreno e das condições atmosféricas, importa acreditar na força da semente do reino de Deus. Perante as dificuldades de viver e comunicar a nossa fé no mundo atual, temos de acreditar que a Igreja não é nossa, mas de Jesus Cristo, e que a força da evangelização não assenta nas nossas qualidades e estratégias pastorais, mas na luz e força do Espírito Santo.
Ant. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine, aleluia!
Leitura breve 2Tm1,9
Deus nos
salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras,
mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em
Cristo Jesus desde toda a eternidade.
V. Ele os guiou com segurança e sem temor.
R. Conduziu-os para a Terra Prometida.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por Cristo, nosso Senhor.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
https://liturgiadashoras.online/comunidade/hora-nona-do-11o-domingo-do-tempo-comum/
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Meditação Diária
Sex, 11 – Sagrado Coração de Jesus (Solenidade)

Os 11, 1.3-4.8c-9 / Is 12, 2-3.4bcd.5-6 / Ef 3, 8-12.14-19 / Jo 19, 31-37
Hão de olhar para aquele que trespassaram. (Evangelho)
A solenidade de hoje é um convite a amarmos Jesus. Amar Jesus é (também) analisarmos todos os dias o nosso progresso naquilo em que queremos progredir. (Não pensarmos em progredir é um fraco indício.) Santo Inácio dispensava os doentes de rezar, mas não do exame de consciência, porque sabia que o amor «está mais nas obras do que nas palavras». Podemos rezar muito, mas não serve de nada se não conduzir à nossa melhoria.
Oferecimento das Obras do Dia
Ofereço-Vos, ó meu Deus,
em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.
https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1340
Con Jesús por la mañana
Corazón de Jesús
Corazón abierto
En esta fiesta del Corazón de Jesús, inicia tu día con Él. «Le atravesó el costado y broto sangre y agua.» (Jn 19, 31-37) No fue la lanza, sino el Amor, el que dejó para siempre su Corazón abierto a los demás. Déjate abrir el corazón por el Amor. “Cuando el corazón asume esa actitud, es capaz de identificarse con el otro sin importarle dónde ha nacido o de dónde viene. Al entrar en esta dinámica, en definitiva, experimenta que los demás son su propia carne” (Papa Francisco). Participa hoy en esta misión por la intención del mes. Padrenuestro…
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With Jesus during the day
How are you walking through your day? The Heart of Jesus shares with you his mission of compassion for the world. “Jesus expects us to give up looking for those personal or communal things that prevent us from experiencing the knot of the human storm, so that we truly accept to come into contact with the concrete existence of others and know the strength of tenderness” (Pope Francis). Do you dare to use this force of tenderness that was given to you? Offer it so that the couples that are beginning may live in the Love of the Heart of Jesus.
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Com Jesus à Noite
Entro no silêncio do dia que vai terminando. Agradeço ao Senhor pelo seu amor, manifestado nos pormenores deste dia. Olho interiormente as pessoas com quem vivo ou com quem me cruzei. Tive em conta as suas dificuldades? Preocupei-me em aliviá-las? Tenho presente que o amor pode curar? A propósito disto, diz-nos o Papa Francisco que “a família sempre foi o hospital mais próximo. Curemo-nos, contenhamo-nos e estimulemo-nos uns aos outros, e vivamos como parte da nossa espiritualidade familiar”. Desejo pedir perdão por algo? Faço um propósito para o dia de amanhã. Pai-Nosso…
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quinta-feira, 10 de junho de 2021
ANTIGO TESTAMENTO
LIVROS PROFÉTICOS
EZEQUIEL
34
Traidores do povo -* 1 Recebi de Javé a seguinte mensagem: 2 «Criatura humana, profetize contra os pastores de Israel, dizendo: Assim diz o Senhor Javé: Ai dos pastores de Israel que são pastores de si mesmos! Não é do rebanho que os pastores deveriam cuidar? 3 Vocês bebem o leite, vestem a lã, matam as ovelhas gordas, mas não cuidam do rebanho. 4 Vocês não procuram fortalecer as ovelhas fracas, não dão remédio para as que estão doentes, não curam as que se machucaram, não trazem de volta as que se desgarraram e não procuram aquelas que se extraviaram. Pelo contrário, vocês dominam com violência e opressão. 5 Por falta de pastor, minhas ovelhas se espalharam e se tornaram pasto de feras selvagens. 6 Minhas ovelhas se espalharam e vagaram sem rumo pelos montes e morros. Minhas ovelhas se espalharam por toda a terra, e ninguém as procura para cuidar delas. 7 Por isso, vocês, pastores, ouçam a palavra de Javé: 8 Juro por minha vida - oráculo do Senhor Javé: Minhas ovelhas se tornaram presa fácil e servem de pasto para as feras selvagens. Elas não têm pastor, porque os meus pastores não se preocupam com o meu rebanho: ficam cuidando de si mesmos, em vez de cuidarem do meu rebanho. 9 Por isso, pastores, ouçam a palavra de Javé! 10 Assim diz o Senhor Javé: Vou me colocar contra os pastores. Vou pedir contas a eles sobre o meu rebanho, e não deixarei mais que eles cuidem do meu rebanho. Desse modo, os pastores não ficarão mais cuidando de si mesmos. Eu arrancarei minhas ovelhas da boca deles, e elas não servirão mais de pasto para eles».
O governo de Javé -* 11 «Assim diz o Senhor Javé: Eu mesmo vou procurar as minhas ovelhas. 12 Como o pastor conta o seu rebanho, quando está no meio de suas ovelhas que se haviam dispersado, eu também contarei as minhas ovelhas, e as reunirei de todos os lugares por onde se haviam dispersado, nos dias nebulosos e escuros. 13 Eu as retirarei do meio dos povos e as reunirei de todas as regiões, e as trarei de volta para a sua própria terra. Aí, eu próprio cuidarei delas como pastor, nos montes de Israel, nos vales e baixadas do país. 14 Vou levá-las para pastar nas melhores invernadas, e o seu curral ficará no mais alto dos montes de Israel. Aí, elas poderão repousar num curral bom, e terão pastos abundantes sobre os montes de Israel. 15 Eu mesmo conduzirei as minhas ovelhas para o pasto e as farei repousar - oráculo do Senhor Javé. 16 Procurarei aquela que se perder, trarei de volta aquela que se desgarrar, curarei a que se machucar, fortalecerei a que estiver fraca. Quanto à ovelha gorda e forte, eu a destruirei, pois cuidarei do meu rebanho conforme o direito».
Justiça social -* 17 «Quanto a você, rebanho meu, assim diz o Senhor Javé: Vou julgar entre ovelha e ovelha, entre carneiros e bodes. 18 É pouco para vocês pastarem o melhor pasto? Por que ainda pisoteiam o resto do pasto? É pouco beberem a água limpa? Por que ainda sujam o resto com os pés? 19 Depois de tudo, as minhas ovelhas têm que pastar o que vocês pisotearam e beber a água que os pés de vocês sujaram. 20 Por isso, assim diz o Senhor Javé: Vou me colocar como juiz entre a ovelha gorda e a ovelha magra. 21 Com as ancas e com os ombros, vocês empurram as ovelhas mais fracas e ainda lhes dão chifradas, até expulsá-las para longe. 22 Pois bem! Vou salvar as minhas ovelhas, e elas não serão mais presa fácil. Eu serei o juiz entre ovelha e ovelha».
Paz e prosperidade -* 23 «Providenciarei um só pastor para cuidar das minhas ovelhas. Será o meu servo Davi. Ele cuidará delas, e será o seu pastor. 24 Eu, Javé, serei o Deus delas, e o meu servo Davi será o seu chefe. Fui eu, Javé, que falei.
25 Vou fazer com elas uma aliança de paz: acabarei com as feras, de modo que elas poderão deitar-se seguras no deserto e dormir tranqüilas no meio dos bosques. 26 Farei do país e da minha montanha uma bênção. Mandarei chuva no tempo certo, e será uma chuva abençoada. 27 A árvore do campo dará o seu fruto, a terra produzirá e todos estarão seguros, morando na própria terra. Quando eu quebrar as cangas do seu jugo e os libertar do poder dos tiranos, eles ficarão sabendo que eu sou Javé. 28 Eles não serão mais presa fácil das nações, e as feras nunca mais os irão devorar. Viverão tranqüilamente, sem que ninguém os amedronte. 29 Eu lhes darei uma lavoura farta, e não haverá mais mortos de fome no país, nem terão mais que se humilhar diante das outras nações. 30 Então eles ficarão sabendo que eu, Javé, estou com eles, e que eles, a casa de Israel, são o meu povo - oráculo do Senhor Javé. 31 Vocês são minhas ovelhas, ovelhas do meu rebanho. E eu sou o Deus de vocês - oráculo do Senhor Javé».
* 11-16: Liberto das autoridades que dele abusam, o povo pode reconhecer que a verdadeira autoridade é o próprio Deus, que projeta liberdade e vida para todos. Desse modo, nasce um novo discernimento político: o povo aprende que só poderá construir uma sociedade justa e fraterna quando souber escolher governantes que façam do projeto de Javé o alicerce do seu próprio projeto.
* 17-22: Para construir uma sociedade justa e fraterna, não basta eliminar governantes injustos e substituí-los por governantes justos. A justiça deve penetrar todas as relações sociais, eliminando a exploração e opressão do povo por uma classe privilegiada.
* 23-31: Em meio à ruína de Jerusalém e no exílio, Ezequiel anuncia uma nova era de paz e prosperidade. Isso acontecerá quando houver uma autoridade política que realmente se coloque a serviço do povo, como fez o rei Davi (cf. Sl 72). João releu este capítulo e viu em Jesus a concretização do Deus pastor e do rei pastor que liberta a humanidade e a reúne em um só rebanho (Jo 10).
