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terça-feira, 31 de dezembro de 2019
quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
26 de Dezembro - SANTO ESTÊVÃO, O PRIMEIRO MÁRTIR
26 de Dezembro - SANTO ESTÊVÃO, O PRIMEIRO MÁRTIR: A Liturgia das Horas é alimento da oração pessoal (SC 90)
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
Happy Birthday Jesus Christ

Prayer

Father of Goodness,
the birth of your Son Jesus opens a new time to the world,
a time of hope and peace.
We pray for children and adolescents,
especially those who live discouraged by their difficulties and sufferings,
who do not find opportunities to develop, feel enthusiasm for the future,
nor the support they need to have a decent life.
Help us to give them a bright future,
embracing with love the children and adolescents of today,
so they can transform the world that you have created
in a space of life and fraternity among all.
Our Father…
the birth of your Son Jesus opens a new time to the world,
a time of hope and peace.
We pray for children and adolescents,
especially those who live discouraged by their difficulties and sufferings,
who do not find opportunities to develop, feel enthusiasm for the future,
nor the support they need to have a decent life.
Help us to give them a bright future,
embracing with love the children and adolescents of today,
so they can transform the world that you have created
in a space of life and fraternity among all.
Our Father…
Offering Prayer
Father of Goodness, I know you’re with me.
Here I am on this new day.
Place my heart once more
next to the Heart of your Son Jesus,
that is given for me and that comes to me in the Eucharist.
May your Holy Spirit
make me your friend and apostle, available to your mission.
I put in your hands
my joys and hopes,
my works and sufferings,
everything that I am and have,
in communion with my brothers and sisters of this worldwide prayer network.
With Mary I offer you my journey for the mission of the Church
and for the intentions of the Pope’s Worldwide Prayer Network for this month. Amen.
Here I am on this new day.
Place my heart once more
next to the Heart of your Son Jesus,
that is given for me and that comes to me in the Eucharist.
May your Holy Spirit
make me your friend and apostle, available to your mission.
I put in your hands
my joys and hopes,
my works and sufferings,
everything that I am and have,
in communion with my brothers and sisters of this worldwide prayer network.
With Mary I offer you my journey for the mission of the Church
and for the intentions of the Pope’s Worldwide Prayer Network for this month. Amen.
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Artigo de Dom Walmor

Presunção e água benta
Os
ditados populares são sabedorias inscritas na vida do povo, fonte
incontestável de referências e têm a força pedagógica necessária para
importantes correções. Por isso mesmo, é oportuno lembrar, aqui, um
ditado popular recitado, em muitas oportunidades, por velha amiga com
longa experiência de vida, o que lhe confere autoridade: “presunção e
água benta, cada um pode ter o quanto quiser”. Lembrando que a escolha
equivocada é um risco. Certamente, além de afronta à civilidade, agir
com presunção pode trazer prejuízos a diferentes processos, com perdas
sociais e institucionais. É preciso, pois, buscar o remédio para esse
mal e a receita vem dos evangelhos, nos muitos ensinamentos de Jesus.
Se
a presunção não for tratada, ela se agrava e torna-se soberba, a grande
responsável pelas indiferenças, que enjaulam o ser humano na
incompetência para se relacionar. Distancia-o da sensibilidade
indispensável para o exercício da solidariedade. Deve-se buscar a
humildade, virtude que é o grande antídoto para curar presunções. Por
ser virtude, requer dinâmicas existenciais e espirituais para
desenvolvê-la. A referência a húmus, na etimologia do vocábulo
humildade, remete ao sentido de “pés no chão”, à vida em parâmetros de
simplicidade. Para se orientar a partir desses parâmetros, torna-se
oportuno cada pessoa reconhecer a sua condição frágil e mortal que é
própria de todo ser humano. Assim se encontram razões para atitudes e
hábitos simples, reconhecendo-se humilde servidor.
Desconsiderar a
humildade, nas dinâmicas espirituais e existenciais diárias, é um
risco. Pode provocar o desvirtuamento de identidades, da personalidade
e, consequentemente, desfigurar o caráter, sustentáculo para o exercício
da cidadania e da vivência autêntica da fé cristã. Há de se ter
presente que a presunção tem força de perversão. Enfraquece o
relacionamento humano, indispensável para o desenvolvimento das
iniciativas necessárias ao bem de todos. Esse mal distancia e alimenta
perigosa pretensão: se achar melhor, muitas vezes, a partir da
desvalorização do outro. Na esfera religiosa, há de se calcular o
prejuízo terrível da presunção, causa de práticas tortas, que se dizem
ligadas à fé cristã. Presunção é o habitat do orgulho e da ganância.
Manifesta-se em disputas por privilégios, na busca egoísta completamente
oposta à verdade do Evangelho, que tem por princípio fundamental a
igualdade, o sentido de pertencimento e a solidariedade.
A
presunção propicia a manipulação das razões e sentimentos religiosos,
desfigurando a autenticidade evangélica. É um mal que induz as pessoas a
buscarem somente arrebanhar mais, conquistar mais seguidores, arrecadar
mais. Os resultados são nefastos pelo desvirtuamento da genuinidade do
cristianismo, com a consequente perda de seu valor profético e
profundamente transformador de mentes e de dinâmicas culturais. No
horizonte da religiosidade, a presunção também impõe atrasos, gera
entendimentos rígidos, retrógrados, que buscam alimentar certo domínio
das aparências, servindo apenas para camuflar interesses contrários à fé
cristã e ao nobre sentido da religiosidade. Esses entendimentos
equivocados dão origem às idolatrias que alimentam perspectivas
patológicas. E não se pode considerar normal, especialmente no contexto
religioso, a idolatria a pessoas.
No mundo político não é
diferente. A presunção também alimenta a inconsciência a respeito dos
próprios limites, o que leva à lamentável perda do sentido de realidade.
Gera, assim, incapacidade para solucionar, com a necessária urgência,
os graves problemas da atualidade. A representatividade no mundo da
política, contaminada pelo veneno da presunção, limita-se a agir em
favor de oligarquias e na busca por privilégios. A presunção cega a
indispensável e saudável capacidade para a autocrítica. Em vez desse
necessário exercício, grupos e segmentos se pautam por pretensões
inconsistentes, completamente desconectadas da realidade. Contexto que
favorece a projeção de ídolos políticos revestidos de feições
religiosas. Indivíduos que fazem da política o que ela não deveria ser,
com atrasos na promoção da participação cidadã, inviabilizando,
inclusive, a renovação dos nomes no exercício da representatividade e a
rapidez na solução dos muitos problemas sociais.
Vale avançar no
horizonte deste ditado popular – “presunção e água benta, cada um pode
ter o quanto quiser”- para se reconhecer patologias que levam a atrasos
civilizatórios, com a incapacidade para se enxergar novos rumos e nomes,
novas práticas e respostas para as demandas da sociedade. Quem precisa
sair de cena não sai, por não reconhecer que é necessário fechar um
ciclo para a abertura de um novo. Alimentar a presunção é permanecer no
parâmetro da mediocridade, escondida por muitas roupagens que apenas
enganam para não ter que mudar o que precisa sofrer rápidas e urgentes
intervenções. Tudo se justifica pela deliberada falta de consciência
clarividente e de autocrítica, porque “presunção e água benta, cada um
pode ter o quanto quiser”.
Dom Walmor Oliveira de AzevedoArcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Ilustração: Jornal Estado de Minas
http://arquidiocesebh.org.br/para-sua-fe/espiritualidade/artigo-de-dom-walmor/presuncao-e-agua-benta/
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Meditação Diária
Dom, 1 – Domingo I do Advento – Ano A

Is 2, 1-5 / Slm 121 (122), 1-2.4-9 / Rm 13, 11-14 / Mt 24, 37-44
Começamos um novo ano litúrgico, em que seremos acompanhados pela palavra de Deus que nos apresenta o evangelista S. Mateus.
Estamos no 1.º domingo do Advento. Esta palavra «advento» foi tirada da linguagem comum, referindo a vinda de uma pessoa importante, como o imperador. A liturgia tomou este vocábulo para indicar a preparação da chegada do Rei dos reis, a vinda do Salvador do mundo, Jesus Cristo.
O profeta Isaías, falando em nome de Deus, anima o povo eleito, recordando que o Messias há de vir, sendo juiz e árbitro de paz e concórdia. Haverá mesmo uma revolução que transformará as armas de guerra em instrumentos que geram pão e progresso: «Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão de preparar para a guerra».
Nos dias de hoje, seremos sinal da vinda de Cristo se as nossas qualidades, forças e autoridade servirem para criar pontes de diálogo e concórdia e para abater muros de separação e conflito. O Papa Francisco tem-nos exortado a ultrapassar toda a espécie de maledicência (intrigas, bisbilhotices, mexericos) que qualifica de «terrorismo». Usar bem a língua é uma excelente preparação do Natal de Cristo.
S. Paulo recorda-nos que seguir Jesus, viver como batizados é abandonar as obras das trevas e caminhar na luz da paz e do bem. Quem anda nas trevas maquina guerras e deixa-se arrastar por vícios que envenenam o coração humano e provocam desastres ambientais ao nosso redor: excessos antiecológicos de libertinagem de ódios e invejas, de vaidades e ciúmes agressivos. Um outro nome para falar do batismo é «iluminação», porque se fica revestido de Cristo que é a luz do mundo. O testemunho da nossa vida deve dissipar as trevas do egoísmo e iluminar a todos com a luz do amor de Cristo.
Jesus, no Evangelho, serve-Se do género apocalítico, muito comum no seu tempo, não para nos meter medo e criar ansiedade perante o que irá acontecer no futuro. Se assim fosse não se tratava da «boa nova» do Evangelho do Salvador. Perante a curiosidade de saber os imprevistos do futuro, Cristo vai ao essencial: aconteça o que acontecer, há que estar preparados. E apresenta o exemplo dos tempos que precederam o dilúvio: muitos viviam para comer, beber e divertir-se e ficaram submersos nos seus vícios. Mas alguns estavam vigilantes, com uma vida digna, e estes salvaram-se. Cristo dá ainda o exemplo dos que, na vida quotidiana, vivem no desleixo e na negligência, distraídos do que lhes compete fazer. Serão surpreendidos por qualquer ladrão que imprevistamente os assalta. Mas os que cumprem os seus deveres estão preparados para encarar o que possa acontecer de imprevisto. Viver na vigilância evangélica que Cristo nos recomenda é viver na paz da confiança.
Começamos um novo ano litúrgico, em que seremos acompanhados pela palavra de Deus que nos apresenta o evangelista S. Mateus.
Estamos no 1.º domingo do Advento. Esta palavra «advento» foi tirada da linguagem comum, referindo a vinda de uma pessoa importante, como o imperador. A liturgia tomou este vocábulo para indicar a preparação da chegada do Rei dos reis, a vinda do Salvador do mundo, Jesus Cristo.
O profeta Isaías, falando em nome de Deus, anima o povo eleito, recordando que o Messias há de vir, sendo juiz e árbitro de paz e concórdia. Haverá mesmo uma revolução que transformará as armas de guerra em instrumentos que geram pão e progresso: «Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão de preparar para a guerra».
Nos dias de hoje, seremos sinal da vinda de Cristo se as nossas qualidades, forças e autoridade servirem para criar pontes de diálogo e concórdia e para abater muros de separação e conflito. O Papa Francisco tem-nos exortado a ultrapassar toda a espécie de maledicência (intrigas, bisbilhotices, mexericos) que qualifica de «terrorismo». Usar bem a língua é uma excelente preparação do Natal de Cristo.
S. Paulo recorda-nos que seguir Jesus, viver como batizados é abandonar as obras das trevas e caminhar na luz da paz e do bem. Quem anda nas trevas maquina guerras e deixa-se arrastar por vícios que envenenam o coração humano e provocam desastres ambientais ao nosso redor: excessos antiecológicos de libertinagem de ódios e invejas, de vaidades e ciúmes agressivos. Um outro nome para falar do batismo é «iluminação», porque se fica revestido de Cristo que é a luz do mundo. O testemunho da nossa vida deve dissipar as trevas do egoísmo e iluminar a todos com a luz do amor de Cristo.
Jesus, no Evangelho, serve-Se do género apocalítico, muito comum no seu tempo, não para nos meter medo e criar ansiedade perante o que irá acontecer no futuro. Se assim fosse não se tratava da «boa nova» do Evangelho do Salvador. Perante a curiosidade de saber os imprevistos do futuro, Cristo vai ao essencial: aconteça o que acontecer, há que estar preparados. E apresenta o exemplo dos tempos que precederam o dilúvio: muitos viviam para comer, beber e divertir-se e ficaram submersos nos seus vícios. Mas alguns estavam vigilantes, com uma vida digna, e estes salvaram-se. Cristo dá ainda o exemplo dos que, na vida quotidiana, vivem no desleixo e na negligência, distraídos do que lhes compete fazer. Serão surpreendidos por qualquer ladrão que imprevistamente os assalta. Mas os que cumprem os seus deveres estão preparados para encarar o que possa acontecer de imprevisto. Viver na vigilância evangélica que Cristo nos recomenda é viver na paz da confiança.
Oferecimento das Obras do Dia
Ofereço-Vos, ó meu Deus,em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.
https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/752
domingo, 1 de dezembro de 2019
Intenções 2019/2020

Intenção
O FUTURO DOS MAIS JOVENS (Universal)
Para que cada país tome as medidas necessárias para fazer do futuro dos mais jovens uma prioridade, sobretudo daqueles que estão a sofrer.
Reflexão
Neste mês de dezembro, o Papa Francisco tem como intenção a promoção do futuro dos mais jovens. No mês do Natal, em que celebramos o nascimento de Jesus, o ambiente em que nos movemos abre-nos ao futuro e à esperança. Cada ser humano, na sua dignidade de filho de Deus, tem direito a condições dignas para crescer, construir o seu projeto de vida, contribuir para uma sociedade mais justa.
O futuro da humanidade está nas mãos das novas gerações e é a elas que devem ser proporcionados os meios para que desempenhem a sua função no mundo e na sociedade, através da educação, cuidados de saúde, promoção de condições dignas de trabalho, que possibilitem a estabilidade das suas famílias.
É urgente que as instâncias políticas e económicas assegurem o futuro, através de medidas que privilegiem os mais jovens. Neste mês, somos convidados a rezar por aqueles que têm a capacidade e a responsabilidade de assegurar o futuro, abrindo aos jovens caminhos que não
sejam constituídos por obstáculos. Os jovens, hoje, sofrem por causa da falta de sentido, da precariedade económica, do desânimo diante do futuro, pois assistem, muitas vezes impotentes, à manutenção cega de sistemas que põem os interesses do presente à frente das necessidades e desafios do futuro.
Para isso, é importante que os jovens também se sintam implicados nas decisões que tocam o seu futuro. Neste sentido, requer-se um exercício exigente de motivação e participação, ajudando os jovens a sair de uma certa apatia que caracteriza a cultura de hoje e os faça protagonistas da História. Este exercício começa em casa, nas comunidades paroquiais, nas escolas... Como educadores, que acompanhamos os jovens no seu crescimento humano e espiritual, que estamos a fazer para os motivar a tomar nas mãos a responsabilidade do seu futuro?
Oração
Pai de Bondade,
o Natal do teu Filho Jesus
abre ao mundo um tempo novo,
tempo de esperança e de paz.
Nós Te pedimos pelos jovens,
especialmente os que vivem desanimados
nas suas dificuldades e sofrimentos,
que não encontram entusiasmo no futuro,
nem o apoio que necessitam para terem
uma vida digna.
Ajuda-nos a apostar no futuro,
abraçando com amor os jovens de hoje,
para que possam transformar o mundo
que criaste
num espaço de vida e fraternidade
entre todos.
Pai Nosso...
Desafios
- Promover, na própria comunidade, um tempo de reflexão sobre os desafios que hoje os jovens enfrentam diante do futuro, a nível social, económico, de educação, etc.
- Implicar os jovens nas decisões que afetam as suas vidas, a começar em casa, nas comunidades paroquiais, na organização da vida social e política. Que espaços de participação podem ser criados e como os tornar efetivos?
- - - Promover um tempo de oração, organizado pelos jovens, em que eles mesmos sensibilizem a comunidade para os apoiar nas suas dificuldades e motivar nos seus desejos de um futuro melhor.https://redemundialdeoracaodopapa.pt/rezar-com-o-papa/intencoes/2019/12
sábado, 30 de novembro de 2019
Ezequiel - Capítulo 24, 1 - 14
1No nono ano, no décimo dia do décimo mês, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:2filho do homem, anota por escrito a data de hoje, pois neste dia o rei de Babilônia ataca Jerusalém.3Expõe contra essa raça rebelde esta parábola: eis o que diz o Senhor Javé:4Prepara
a panela, põe-na no fogo, põe água dentro dela; coloca pedaços dentro,
todos pedaços escolhidos, coxa e espádua, enche-a com os melhores ossos;5toma
as mais belas cabeças do rebanho; amontoa lenha debaixo da panela e
faze-a ferver aos borbotões, até que fiquem cozidos os ossos que estão
dentro dela.6Eis o que
diz o Senhor Javé: ai da cidade sanguinária! Panela enferrujada, de
onde a ferrugem não pode ser tirada. Despeja-a, bocado por bocado, sem
tirar à sorte.7O sangue que derramou está ainda no meio dela; ela o derramou sobre a rocha nua, e não na terra, para cobri-lo de poeira.8Foi
para excitar o meu furor e para que a vingança seja cumprida, que
espalhei seu sangue sobre a rocha nua, para que ele não ficasse
escondido.9Por isso, eis o que diz o Senhor Javé: ai da cidade sanguinária! Também eu vou fazer grande fogueira;10amontoa a lenha, atiça o fogo, cozinha bem a carne, prepara o tempero, que os ossos sejam torrados!11Em
seguida, põe a panela vazia nas brasas, para que ela fique bem quente, e
vermelho o seu metal; que seja fundida a sua imundície e tirada a sua
ferrugem.12Baldados, porém, são os esforços. A massa da ferrugem não sai. (Lance-se) ao fogo essa ferrugem!13Devido
à imundície de teu proceder, eu quis purificar-te; todavia, como não
estás purificada, não recobrarás a tua pureza até que eu tenha fartado
sobre ti o meu furor.14Sou
eu, o Senhor, que o digo: isso sucederá, eu farei isso sem hesitação,
sem piedade, sem remorso. Serás julgada de acordo com teu comportamento e
teus atos - oráculo do Senhor Javé.
Ezequiel - Capítulo 25
1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:2filho do homem, volta a tua face para os amonitas e profetiza contra eles.3Dize-lhes:
escutai a palavra do Senhor Javé: Eis o que diz o Senhor Javé: Porque
disseste: Ah! Ah! quando da profanação do meu santuário, quando da
devastação da terra de Israel,e da deportação da casa de Judá,4por
isso, vou entregar-te aos filhos do Oriente, que estabelecerão em tua
morada os seus acampamentos e plantarão aí as suas tendas. Eles comerão
teus frutos, beberão teu leite.5Farei de Rabat um parque de camelos, e da terra dos amonitas um aprisco de ovelhas; assim sabereis que sou eu o Senhor.6Eis o que diz o Senhor Javé: Porque bateste palmas e bateste com o pé, e porque manifestaste riso e desdém pela terra de Israel,7por
isso, vou estender minha mão contra ti, entregar-te à pilhagem das
nações, suprimir-te dentre os povos, expulsar-te de tua casa e
aniquilar-te. Assim saberás que eu sou o Senhor.8Eis o que diz o Senhor Javé: Visto que Moab e Seir dizem: A casa de Judá é igual a todas as demais nações,9eu
vou, eu mesmo, abrir o flanco de Moab, arrebatando suas cidades, todas
as cidades do seu território, o ornamento da terra: Bet-Jechimot,
Baal-Meon e Quiriat-Aim.10Eu
o dou, assim como a terra dos amonitas, em possessão aos filhos do
Oriente, a fim de que Amon não mais seja mencionado entre as nações.11Assim exercerei meu juízo sobre Moab, e ficarão sabendo que eu sou o Senhor.12Eis o que diz o Senhor Javé: Já que Edom exerceu sua vingança contra a casa de Judá, e se tornou culpado, tomando vingança,13por
isso - oráculo do Senhor Javé - vou estender a mão contra Edom,
exterminar dele animais e homens, e transformá-lo num deserto; em
seguida, desde Temã até Dedã, tombarão sob o gládio.14Exercerei
minha vingança contra Edom pela mão de Israel, meu povo, que os tratará
segundo o meu furor, e eles saberão o que vale minha vingança - oráculo
do Senhor Javé.15Eis
o que diz o Senhor Javé: Já que os filisteus exerceram vingança, usaram
de cruéis represálias, com o coração cheio de desprezo, e em seu ódio
inveterado procuraram destruir tudo,16por
isso - oráculo do Senhor Javé - estenderei a mão sobre eles,
exterminarei os cretenses, e farei perecer o que resta do litoral;
exercerei sobre eles uma vingança terrível, furiosos castigos; e, quando
eu executar sobre eles a minha vingança, saberão que eu sou o Senhor.
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
Jeremias - Capítulo 18
1Foi dirigida a Jeremias a palavra do Senhor nestes termos:2Vai e desce à casa do oleiro, e ali te farei ouvir minha palavra.3Desci, então, à casa do oleiro, e o encontrei ocupado a trabalhar no torno.4Quando
o vaso que estava a modelar não lhe saía bem, como sói acontecer nos
trabalhos de cerâmica, punha-se a trabalhar em outro à sua maneira.5Foi esta, então, a linguagem do Senhor: casa de Israel, não poderei fazer de vós o que faz esse oleiro? - oráculo do Senhor.6O que é a argila em suas mãos, assim sois vós nas minhas, Casa de Israel.7Ora anuncio a uma nação ou a um reino que vou arrancá-lo e destruí-lo.8Mas
se essa nação, contra a qual me pronunciei, se afastar do mal que
cometeu, arrependo-me da punição com que resolvera castigá-la.9Outras vezes, em relação a um povo ou reino, resolvo edificá-lo e plantá-lo.10Se, porém, tal nação proceder mal diante de meus olhos e não escutar minha palavra, recuarei do bem que lhe decidira fazer.11Assim,
portanto, dirige-te agora nestes termos à gente de Judá e aos
habitantes de Jerusalém: Es o que diz o Senhor: nutro o desígnio de
lançar-vos uma desgraça, tenciono um projeto contra vós. Voltai todos,
portanto, do mau caminho, emendai vosso proceder e vossos atos.12É
inútil, responderão eles, seguiremos nossas idéias e cada um de nós
agirá de acordo com as más inclinações de seu coração obstinado.13Eis
por que assim fala o Senhor: Interrogai as nações pagãs: quem jamais
ouviu semelhante coisa? Foi perversidade sem nome a cometida pela virgem
de Israel.14Acaso
será abandonado o rochedo que domina a planície pela neve do Líbano? E
esgotar-se-ão as águas fluentes, que, frescas, correm das montanhas?15No
entanto, o meu povo me esqueceu! Incensa ídolos quiméricos, que o fazem
tropeçar pelo caminho, o caminho de outrora, conduzindo-o por veredas
(tortuosas) de caminhos não trilhados.16A um deserto será reduzida a terra, objeto de perpétuo assobio; e o que por ele passar, estupefato, meneará a cabeça.17À semelhança do vento de leste, eu o dispersarei ante seus inimigos. E lhe voltarei as costas e não a face no dia da desgraça.18Vinde,
disseram então, e tramemos uma conspiração contra Jeremias! Por falta
de um sacerdote não perecerá a lei, nem pela falta de um sábio, o
conselho, ou pela falta de um profeta, a palavra divina. Vinde e
firamo-lo com a língua, não lhe demos ouvidos às palavras!19Senhor, ouvi-me! Escutai o que dizem meus inimigos.20É
assim que pagam o bem com o mal? Abrem uma cova para atentar-me contra a
vida. Lembrai-vos de que ante vós me apresentei a fim de por eles
interceder e deles afastar a vossa cólera.21Assim,
entregai-lhes os filhos à fome e a eles próprios ao fio da espada.
Percam suas mulheres os filhos e maridos, morram os homens pela peste, e
os jovens caiam sob a espada nos combates.22Quando,
de súbito, sobre eles lançardes hordas armadas, ouçam-se os clamores
partidos de suas casas, já que cavaram uma fossa para prender-me, e
armaram laços a meus pés.23Vós,
porém, Senhor, que bem conheceis suas conspirações de morte contra mim,
não lhes perdoeis tal iniqüidade. Que a vossos olhos o seu pecado
permaneça indelével e caiam diante de vós. Agi contra eles no dia de
vossa cólera.
Salmos - Capítulo 122
1Cântico das peregrinações. Levanto os olhos para vós, que habitais nos céus.2Como
os olhos dos servos estão fixos nas mãos de seus senhores, como os
olhos das servas estão fixos nas mãos de suas senhoras, assim nossos
olhos estão voltados para o Senhor, nosso Deus, esperando que ele tenha
piedade de nós.3Tende misericórdia de nós, Senhor, tende misericórdia de nós, porque estamos saturados de desprezo.4Nossa alma está em excesso repleta da irrisão dos opulentos e do desprezo dos soberbos.
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
Salmodia
Ant. 1 Clamo de todo o coração: Senhor, ouvi-me,
pois espero confiante em vossa lei!
–145 Clamo de todo o coração: Senhor, ouvi-me! *
Quero cumprir vossa vontade fielmente!
–146 Clamo a vós: Senhor, salvai-me, eu vos suplico, *
e então eu guardarei vossa Aliança!
–147 Chego antes que a aurora e vos imploro, *
e espero confiante em vossa lei.
–148 Os meus olhos antecipam as vigílias, *
para de noite meditar vossa palavra.
–149 Por vosso amor ouvi atento a minha voz *
e dai-me a vida, como é vossa decisão!
–150 Meus opressores se aproximam com maldade; *
como estão longe, ó Senhor, de vossa lei!
–151 Vós estais perto, ó Senhor, perto de mim; *
todos os vossos mandamentos são verdade!
–152 Desde criança aprendi vossa Aliança *
que firmastes para sempre, eternamente.
Ant. Clamo de todo o coração: Senhor, ouvi-me,
pois espero confiante em vossa lei!
Ant. 2 Deus sabe o que pensam os homens:
pois um nada é o seu pensamento.
revelai-vos, ó Deus vingador!
–2 Levantai-vos, Juiz das nações, *
e pagai seu salário aos soberbos!
–3 Até quando os injustos, Senhor, *
até quando haverão de vencer?
–4 Arrogantes derramam insultos *
e se gabam do mal que fizeram.
–5 Eis que oprimem, Senhor, vosso povo *
e humilham a vossa herança;
–6 estrangeiro e viúva trucidam, *
e assassinam o pobre e o órfão!
–7 Eles dizem: “O Senhor não nos vê *
e o Deus de Jacó não percebe!”
–8 Entendei, ó estultos do povo; *
insensatos, quando é que vereis?
–9 O que fez o ouvido, não ouve? *
Quem os olhos formou, não verá?
–10 Quem educa as nações, não castiga? *
Quem os homens ensina, não sabe?
–11 Ele sabe o que pensam os homens: *
pois um nada é o seu pensamento!
Ant. Deus sabe o que pensam os homens:
pois um nada é o seu pensamento.
Ant. 3 Para mim o Senhor, com certeza,
é refúgio, é abrigo, é rochedo.
e educais nos caminhos da Lei,
–13 para dar-lhe um alívio na angústia, *
quando ao ímpio se abre uma cova.
–14 O Senhor não rejeita o seu povo *
e não pode esquecer sua herança:
–15 voltarão a juízo as sentenças; *
quem é reto andará na justiça.
–16 Quem por mim contra os maus se levanta *
e a meu lado estará contra eles?
–17 Se o Senhor não me desse uma ajuda, *
no silêncio da morte estaria!
–18 Quando eu penso: “Estou quase caindo!” *
Vosso amor me sustenta, Senhor!
–19 Quando o meu coração se angustia, *
consolais e alegrais minha alma.
=20 Pode acaso juntar-se convosco †
o impostor tribunal da injustiça, *
que age mal, tendo a lei por pretexto?
–21 Eles podem agir contra o justo, *
condenando o inocente a morrer:
–22 Para mim o Senhor, com certeza, *
é refúgio, é abrigo, é rochedo!
=23 O Senhor, nosso Deus, os arrasa, †
faz voltar contra eles o mal, *
24 sua própria maldade os condena.
Ant. Para mim o Senhor, com certeza,
é refúgio, é abrigo, é rochedo.
Ant. 1 Clamo de todo o coração: Senhor, ouvi-me,
pois espero confiante em vossa lei!
Salmo 118(119),145-152
XIX (Coph)
Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei
Naquele que guarda a sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado (1Jo 2,5). –145 Clamo de todo o coração: Senhor, ouvi-me! *
Quero cumprir vossa vontade fielmente!
–146 Clamo a vós: Senhor, salvai-me, eu vos suplico, *
e então eu guardarei vossa Aliança!
–147 Chego antes que a aurora e vos imploro, *
e espero confiante em vossa lei.
–148 Os meus olhos antecipam as vigílias, *
para de noite meditar vossa palavra.
–149 Por vosso amor ouvi atento a minha voz *
e dai-me a vida, como é vossa decisão!
–150 Meus opressores se aproximam com maldade; *
como estão longe, ó Senhor, de vossa lei!
–151 Vós estais perto, ó Senhor, perto de mim; *
todos os vossos mandamentos são verdade!
–152 Desde criança aprendi vossa Aliança *
que firmastes para sempre, eternamente.
Ant. Clamo de todo o coração: Senhor, ouvi-me,
pois espero confiante em vossa lei!
Ant. 2 Deus sabe o que pensam os homens:
pois um nada é o seu pensamento.
Salmo 93(94)
O Senhor faz justiça
O Senhor se vinga de tudo:... pois Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade (cf. 1Ts 4,6-7).
I
–1 Senhor Deus justiceiro, brilhai, *revelai-vos, ó Deus vingador!
–2 Levantai-vos, Juiz das nações, *
e pagai seu salário aos soberbos!
–3 Até quando os injustos, Senhor, *
até quando haverão de vencer?
–4 Arrogantes derramam insultos *
e se gabam do mal que fizeram.
–5 Eis que oprimem, Senhor, vosso povo *
e humilham a vossa herança;
–6 estrangeiro e viúva trucidam, *
e assassinam o pobre e o órfão!
–7 Eles dizem: “O Senhor não nos vê *
e o Deus de Jacó não percebe!”
–8 Entendei, ó estultos do povo; *
insensatos, quando é que vereis?
–9 O que fez o ouvido, não ouve? *
Quem os olhos formou, não verá?
–10 Quem educa as nações, não castiga? *
Quem os homens ensina, não sabe?
–11 Ele sabe o que pensam os homens: *
pois um nada é o seu pensamento!
Ant. Deus sabe o que pensam os homens:
pois um nada é o seu pensamento.
Ant. 3 Para mim o Senhor, com certeza,
é refúgio, é abrigo, é rochedo.
II
–12 É feliz, ó Senhor, quem formais *e educais nos caminhos da Lei,
–13 para dar-lhe um alívio na angústia, *
quando ao ímpio se abre uma cova.
–14 O Senhor não rejeita o seu povo *
e não pode esquecer sua herança:
–15 voltarão a juízo as sentenças; *
quem é reto andará na justiça.
–16 Quem por mim contra os maus se levanta *
e a meu lado estará contra eles?
–17 Se o Senhor não me desse uma ajuda, *
no silêncio da morte estaria!
–18 Quando eu penso: “Estou quase caindo!” *
Vosso amor me sustenta, Senhor!
–19 Quando o meu coração se angustia, *
consolais e alegrais minha alma.
=20 Pode acaso juntar-se convosco †
o impostor tribunal da injustiça, *
que age mal, tendo a lei por pretexto?
–21 Eles podem agir contra o justo, *
condenando o inocente a morrer:
–22 Para mim o Senhor, com certeza, *
é refúgio, é abrigo, é rochedo!
=23 O Senhor, nosso Deus, os arrasa, †
faz voltar contra eles o mal, *
24 sua própria maldade os condena.
Ant. Para mim o Senhor, com certeza,
é refúgio, é abrigo, é rochedo.
Leitura breve Cl 3,23-24
Tudo o
que fizerdes, fazei-o de coração, como para o Senhor e não para os
homens. Pois vós bem sabeis que recebereis do Senhor a herança como
recompensa. Servi a Cristo, o Senhor!
V. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,
R. Meu destino está seguro em vossas mãos.
Oração
Senhor
Jesus Cristo, que para salvar o gênero humano estendestes vossos braços
na cruz, concedei que nossas ações vos agradem e manifestem ao mundo
vossa obra redentora. Vós que viveis e reinais para sempre.
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
R. Graças a Deus.
http://liturgiadashoras.online/tempocomum/32quarta
Sab 6, 1-11 / Slm 81 (82), 3-4.6-7 / Lc 17, 11-19
Ele examinará as vossas obras e sondará as vossas intenções. (1ª Leit.)
E ajudar-nos-á a andar bem, a pensar retamente. Daí ser bom as pessoas corrigirem-nos, porque nós temos facetas que só os outros notam (Menos boas e muito boas.) Há também a correção que vem de Deus quando Este atua através da nossa consciência. Peçamos a Deus uma consciência clara, porque nem sempre estamos muito certos do que é bem ou mal. Mas Deus pode ajudar-nos sondando as nossas intenções e dizendo-nos se a nossa intenção é boa ou não. (Às vezes, faz isto indiretamente, outras, diretamente.)
em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.
https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/734
Meditação Diária
13 nov
Qua, 13 – Semana XXXII do Tempo Comum
Sab 6, 1-11 / Slm 81 (82), 3-4.6-7 / Lc 17, 11-19 Ele examinará as vossas obras e sondará as vossas intenções. (1ª Leit.)
E ajudar-nos-á a andar bem, a pensar retamente. Daí ser bom as pessoas corrigirem-nos, porque nós temos facetas que só os outros notam (Menos boas e muito boas.) Há também a correção que vem de Deus quando Este atua através da nossa consciência. Peçamos a Deus uma consciência clara, porque nem sempre estamos muito certos do que é bem ou mal. Mas Deus pode ajudar-nos sondando as nossas intenções e dizendo-nos se a nossa intenção é boa ou não. (Às vezes, faz isto indiretamente, outras, diretamente.)
Oferecimento das Obras do Dia
Ofereço-Vos, ó meu Deus,em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.
https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/734
ORDINATIO SACERDOTALIS
DO SUMO PONTÍFICE
JOÃO PAULO II
RESERVADA SOMENTE AOS HOMENS
Veneráveis Irmãos no Episcopado!
1. A ordenação sacerdotal, pela qual se transmite a missão, que
Cristo confiou aos seus Apóstolos, de ensinar, santificar e governar os
fiéis, foi na Igreja Católica, desde o início e sempre, exclusivamente
reservada aos homens. Esta tradição foi fielmente mantida também pelas
Igrejas Orientais.
Quando surgiu a questão da ordenação das mulheres na Comunhão
Anglicana, o Sumo Pontífice Paulo VI, em nome da sua fidelidade o
encargo de salvaguardar a Tradição apostólica, e também com o objectivo
de remover um novo obstáculo criado no caminho para a unidade dos
cristãos, teve o cuidado de recordar aos irmãos anglicanos qual era a
posição da Igreja Católica: "Ela defende que não é admissível ordenar
mulheres para o sacerdócio, por razões verdadeiramente fundamentais.
Estas razões compreendem: o exemplo ― registado na Sagrada Escritura ―
de Cristo, que escolheu os seus Apóstolos só de entre os homens; a
prática constante da Igreja, que imitou Cristo ao escolher só homens; e o
seu magistério vivo, o qual coerentemente estabeleceu que a exclusão
das mulheres do sacerdócio está em harmonia com o plano de Deus para a
sua Igreja" [1].
Mas, dado que também entre teólogos e em certos ambientes católicos o
problema fora posto em discussão, Paulo VI deu à Congregação para a
Doutrina da Fé mandato de expor e ilustrar a este propósito a doutrina
da Igreja. Isso mesmo foi realizado pela Declaração Inter insigniores, que o mesmo Sumo Pontífice aprovou e ordenou publicar [2].
2. A Declaração retoma e explica as razões fundamentais de tal
doutrina, expostas por Paulo VI, concluindo que a Igreja «não se
considera autorizada a admitir as mulheres à ordenação sacerdotal»[3].
A tais razões fundamentais, o mesmo documento junta outras razões
teológicas que ilustram a conveniência daquela disposição divina, e
mostra claramente como o modo de agir de Cristo não fora ditado por
motivos sociológicos ou culturais próprios do seu tempo. Como
sucessivamente precisou o Papa Paulo VI, «a verdadeira razão é que
Cristo, ao dar à Igreja a Sua fundamental constituição, a sua
antropologia teológica, depois sempre seguida pela Tradição da mesma
Igreja, assim o estabeleceu»[4].
Na Carta Apostólica Mulieris dignitatem,
eu mesmo escrevi a este respeito: «Chamando só homens como seus
apóstolos, Cristo agiu de maneira totalmente livre e soberana. Fez isto
com a mesma liberdade com que, em todo o seu comportamento, pôs em
destaque a dignidade e a vocação da mulher, sem se conformar ao costume
dominante e à tradição sancionada também pela legislação do tempo» [5].
De facto, os Evangelhos e os Actos dos Apóstolos atestam que este
chamamento foi feito segundo o eterno desígnio de Deus: Cristo escolheu
os que Ele quis (cfr Mc 3,13-14; Jo 15,16) e fê-lo em união com o Pai, «pelo Espírito Santo» (Act 1,2), depois de passar a noite em oração (cfr Lc 6,12). Portanto, na admissão ao sacerdócio ministerial [6],
a Igreja sempre reconheceu como norma perene o modo de agir do seu
Senhor na escolha dos doze homens que Ele colocou como fundamento da sua
Igreja (cfr Ap 21,14). Eles, na verdade, não receberam apenas
uma função, que poderia depois ser exercida por qualquer membro da
Igreja, mas foram especial e intimamente associados à missão do próprio
Verbo encarnado (cfr Mt 10,1.7-8; 28,16-20; Mc 3,13-16; 16,14-15). O mesmo fizeram os Apóstolos, quando escolheram os seus colaboradores [7] que lhes sucederiam no ministério [8].
Nessa escolha, estavam incluídos também aqueles que, ao longo da
história da Igreja, haveriam de prosseguir a missão dos Apóstolos de
representar Cristo Senhor e Redentor [9].
3. De resto, o facto de Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da
Igreja, não ter recebido a missão própria dos Apóstolos nem o sacerdócio
ministerial, mostra claramente que a não admissão das mulheres à
ordenação sacerdotal não pode significar uma sua menor dignidade nem uma
discriminação a seu respeito, mas a observância fiel de uma disposição
que se deve atribuir à sabedoria do Senhor do universo.
A presença e o papel da mulher na vida e na missão da Igreja, mesmo
não estando ligados ao sacerdócio ministerial, permanecem, no entanto,
absolutamente necessários e insubstituíveis. Como foi sublinhado pela
mesma Declaração Inter insigniores,
"a Santa Madre Igreja auspicia que as mulheres cristãs tomem plena
consciência da grandeza da sua missão: o seu papel será de capital
importância nos dias de hoje, tanto para o renovamento e humanização da
sociedade, quanto para a redescoberta, entre os fiéis, da verdadeira
face da Igreja" [10].
Os Livros do Novo Testamento e toda a história da Igreja mostram
amplamente a presença na Igreja de mulheres, verdadeiras discípulas e
testemunhas de Cristo na família e na profissão civil, para além da
total consagração ao serviço de Deus e do Evangelho. "A Igreja
defendendo a dignidade da mulher e a sua vocação, expressou honra e
gratidão por aquelas que - fiéis ao Evangelho - em todo o tempo
participaram na missão apostólica de todo o Povo de Deus. Trata-se de
santas mártires, de virgens, de mães de família, que corajosamente deram
testemunho da sua fé e, educando os próprios filhos no espírito do
Evangelho, transmitiram a mesma fé e a tradição da Igreja" [11]
Por outro lado, é à santidade dos fiéis que está totalmente ordenada a
estrutura hierárquica da Igreja. Por isso, lembra a Declaração Inter insigniores, "o único carisma superior, a que se pode e deve aspirar, é a caridade (cfr 1 Cor 12-13). Os maiores no Reino dos céus não são os ministros, mas os santos" [12]
4. Embora a doutrina sobre a ordenação sacerdotal que deve
reservar-se somente aos homens, se mantenha na Tradição constante e
universal da Igreja e seja firmemente ensinada pelo Magistério nos
documentos mais recentes, todavia actualmente em diversos lugares
continua-se a retê-la como discutível, ou atribui-se um valor meramente
disciplinar à decisão da Igreja de não admitir as mulheres à ordenação
sacerdotal.
Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima
importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em
virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cfr Lc 22,32),
declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a
ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser
considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.
Invocando sobre vós, veneráveis Irmãos, e sobre todo o povo cristão, a
constante ajuda divina, concedo a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 22 de Maio, Solenidade de Pentecostes, do ano de 1994, décimo-sexto de Pontificado.
IOANNES PAULUS II
Referências
[1] Cfr. Paulo VI, Rescrito à carta de Sua Graça o Rev.mo Dr. F.D. Coggan, Arcebispo de Cantuária, sobre o ministério sacerdotal das mulheres, 30 de Novembro de 1975: AAS 68 (1976), 599-600: «Your Grace is of course well aware of the Catholic Church's position on this question. She holds that it is not admissible to ordain women to the priesthood, for very fundamental reasons. These reasons include: the example recorded in the Sacred Scriptures of Christ choosing his Apostles only from among men; the constant practice of the Church, which has imitated Christ in choosing only men; and her living teaching authority which has consistently held that the esclusion of women from the priesthood is in accordance with the God's plan for his Church» (p. 599).
[2] Cfr. Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Inter insigniores sobre a questão da admissão das mulheres ao sacerdócio ministerial, 15 de Outubro de 1976: AAS 69 (1977), 98-116.
[3] Ibid. 100.
[4] Paulo VI, Alocução sobre O papel da mulher no desígnio da salvação, 30 de Janeiro de 1977: Insegnamenti, vol. XV (1977), 111. Cfr também João Paulo II, Exort. ap. Christifideles laici, 30 de Dezembro de 1988, 51: AAS 81 (1989), 393-521; Catecismo da Igreja Católica, n. 1577.
[5] João Paulo II, Carta ap. Mulieris dignitatem, 15 de Agosto de 1988, 26: AAS 80 (1988), 1715.
[6] Cfr. Const. dogm. Lumen gentium, 28; Decreto Presbyterorum Ordinis, 2b.
[7] Cfr. 1 Tm 3,1-13; 2 Tm 1,6; Tt 1, 5-9.
[8] Cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 1577.
[9] Cfr. Const. dogm. Lumen gentium, 20 e 21.
[10] Congregação para a Doutrina da Fé, Decl. Inter insigniores VI: AAS(1977), 115-116.
[11] João Paulo II, Carta Ap. Mulieris dignitatem 27: AAS 80(1988), 1719.
[12] Congregação para a Doutrina da Fé, Decl. Inter insigniores VI: AAS(1977), 115.
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