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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Meditação Diária
Dom, 1 – Domingo I do Advento – Ano A
Is 2, 1-5 / Slm 121 (122), 1-2.4-9 / Rm 13, 11-14 / Mt 24, 37-44
Começamos um novo ano litúrgico, em que seremos acompanhados pela palavra de Deus que nos apresenta o evangelista S. Mateus.
Estamos no 1.º domingo do Advento. Esta palavra «advento» foi tirada da linguagem comum, referindo a vinda de uma pessoa importante, como o imperador. A liturgia tomou este vocábulo para indicar a preparação da chegada do Rei dos reis, a vinda do Salvador do mundo, Jesus Cristo.
O profeta Isaías, falando em nome de Deus, anima o povo eleito, recordando que o Messias há de vir, sendo juiz e árbitro de paz e concórdia. Haverá mesmo uma revolução que transformará as armas de guerra em instrumentos que geram pão e progresso: «Converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices. Não levantará a espada nação contra nação, nem mais se hão de preparar para a guerra».
Nos dias de hoje, seremos sinal da vinda de Cristo se as nossas qualidades, forças e autoridade servirem para criar pontes de diálogo e concórdia e para abater muros de separação e conflito. O Papa Francisco tem-nos exortado a ultrapassar toda a espécie de maledicência (intrigas, bisbilhotices, mexericos) que qualifica de «terrorismo». Usar bem a língua é uma excelente preparação do Natal de Cristo.
S. Paulo recorda-nos que seguir Jesus, viver como batizados é abandonar as obras das trevas e caminhar na luz da paz e do bem. Quem anda nas trevas maquina guerras e deixa-se arrastar por vícios que envenenam o coração humano e provocam desastres ambientais ao nosso redor: excessos antiecológicos de libertinagem de ódios e invejas, de vaidades e ciúmes agressivos. Um outro nome para falar do batismo é «iluminação», porque se fica revestido de Cristo que é a luz do mundo. O testemunho da nossa vida deve dissipar as trevas do egoísmo e iluminar a todos com a luz do amor de Cristo.
Jesus, no Evangelho, serve-Se do género apocalítico, muito comum no seu tempo, não para nos meter medo e criar ansiedade perante o que irá acontecer no futuro. Se assim fosse não se tratava da «boa nova» do Evangelho do Salvador. Perante a curiosidade de saber os imprevistos do futuro, Cristo vai ao essencial: aconteça o que acontecer, há que estar preparados. E apresenta o exemplo dos tempos que precederam o dilúvio: muitos viviam para comer, beber e divertir-se e ficaram submersos nos seus vícios. Mas alguns estavam vigilantes, com uma vida digna, e estes salvaram-se. Cristo dá ainda o exemplo dos que, na vida quotidiana, vivem no desleixo e na negligência, distraídos do que lhes compete fazer. Serão surpreendidos por qualquer ladrão que imprevistamente os assalta. Mas os que cumprem os seus deveres estão preparados para encarar o que possa acontecer de imprevisto. Viver na vigilância evangélica que Cristo nos recomenda é viver na paz da confiança.

Oferecimento das Obras do Dia
Ofereço-Vos, ó meu Deus,
em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.
 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/752

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