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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Crer em Cristo, amar a Igreja, unidos ao Papa

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17 out
Crer em Cristo, amar a Igreja, unidos ao Papa

Cristo, Igreja e Papa (enquanto sucessor do apóstolo Pedro) é uma trilogia indissociável. Não se pode acreditar em Cristo, Filho de Deus Pai, sem amar a Igreja que Ele fundou e tal como Ele a quis, assente sobre a rocha de Pedro: “Eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino do Céu” (Mt 16, 18-19). Aplico aqui o que Jesus disse no contexto da fidelidade matrimonial: “Não separe o homem o que Deus uniu” (Mc 10, 9).
O lado humano da Igreja, por vezes (demasiadas vezes!) desfigura a beleza do rosto de Cristo, tão divino quanto humano. Mas nem por isso deixa de ser a sua esposa querida e amada. A Igreja somos todos nós, a quem Cristo Se entrega de alma e coração, em comunhão total. Cristo nunca Se divorcia da Igreja, por mais pecadora que seja. A nova aliança de Cristo connosco, a sua Igreja, é mesmo eterna, definitiva, total.
Como afirma um romancista francês, Georges Bernanos: «Não reformamos a Igreja senão sofrendo por ela... Não reformamos os vícios da Igreja senão prodigalizan­do o exemplo das suas virtudes mais heroicas». E Daniel-Ange sublinha: “Nós não curamos a Igreja senão amando-a”. O nosso amor à Igreja é que a torna melhor. O criticismo, de quem absolutiza dogmaticamente as suas opiniões, falando da Igreja “Mãe e Mestra” como de uma mulher perdida, agrava os seus males. Só é possível curar as feridas de alguém, não agredindo-o porque ficou enfermo, mas tratando as suas feridas com a arte do amor.
Entre tantos belos exemplos de fidelidade à Igreja de Cristo, cito o de Santo Inácio de Loiola. Viveu no século XVI (1491-1556), nos tempos complexos e difíceis da divisão da Igreja com o protestantismo; tempos em que a hierarquia, bispos e papa incluídos, era não raramente causa de escândalo: simonia, vida de grandes senhores entre luxos e luxúrias. Mas Santo Inácio, nas suas mais de sete mil cartas, nunca explicitou nenhuma crítica às autoridades da Igreja do seu tempo, não lhe faltando matéria abundante, caso quisesse fazer exercícios de maldizer.
Nos Exercícios Espirituais, livro que é a trave-mestra da sua espiritualidade, Santo Inácio apresenta-nos as “Regras para sentir com a Igreja”, onde afirma sem rodeios: “Deposto todo o juízo próprio, devemos ter o espírito preparado e pronto para obedecer em tudo à verdadeira Esposa de Cristo, nosso Senhor, que é a nossa santa Mãe, a Igreja hierárquica” (n. 353). E, na Fórmula fundacional da Companhia de Jesus, sublinha que a nossa ação por Deus se deve exercer “sob a fiel obediência ao santíssimo Senhor nosso Papa e aos outros Romanos Pontífices seus sucessores” (n. 3), prescrevendo que os jesuítas professos deverão fazer um voto especial de obediência ao Papa.
A fidelidade a Cristo exige a fidelidade à sua Igreja, que tem no Papa, sucessor do apóstolo Pedro, o seu imprescindível centro de unidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, Cristo “colocou o bem-aventurado Pedro (e os Papas seus sucessores) à frente dos outros Apóstolos (os Bispos que se lhes seguiriam) e nele instituiu o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão” (LG 18). Quem se opõe ou põe de lado o Papa, rompe a unidade da Igreja que Cristo tanto pediu: “Rogo... por aqueles que hão de crer em Mim, para que todos sejam um só” (Jo 17, 20-21).
Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, nem que seja o Rei ou o Papa. Todos temos o direito de gostar muito, pouco ou nada do perfil e estilo de Paulo VI ou de João Paulo II, de Bento XVI ou de Francisco. Mas o mandamento cristão de amar o próximo é vinculativo: “É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15, 12), disponíveis para dar a vida. E a obediência eclesial não pode estar vinculada a gostos, modas ou sim/antipatias. Cristo identifica-Se com a autoridade da hierarquia da Igreja: “Quem vos ouve, a Mim ouve, e quem vos despreza, a Mim despreza” (Lc 10, 16).
O lugar do Papa na Igreja é único e imprescindível. Como afirma S. Leão Magno: “Embora haja no povo de Deus muitos sacerdotes e muitos pastores, Pedro (e cada um dos seus sucessores) é o verdadeiro guia de todos aqueles que têm Cristo como chefe supremo”. A Igreja não é de Cristo se não assenta sobre a rocha de Pedro e dos Romanos Pontífices que se lhe têm sucedido.
Vozes se têm feito ouvir contra o atual “servo dos servos de Deus” Francisco, como que assumindo a própria infalibilidade antipontifícia. Em santa discordância, importa procurar amar mesmo quem promove a desunião, para que se converta. Claro exemplo desta missão de unir a Igreja à volta do sucessor de Pedro é a carta, de 7 de outubro, que o Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação dos Bispos, escreveu ao Arcebispo Carlo Maria Viganò, em estilo tão enérgico quanto fraterno.
Sigamos por este justo caminho, que é o de construir pontes de unidade. Como Jacinta de Fátima, com amorosa simplicidade, dêmos cumprimento ao seu convite: “Coitadinho do Santo Padre! Temos que pedir muito por ele”.
Manuel Morujão, sj
https://redemundialdeoracaodopapa.pt/blog/189


Liturgia Das Horas
Há 11 horas
O dia e a noite nos lembram a ressurreição. A noite deita-se, levanta-se o dia; vai-se o dia, cresce a noite em seguida. Vejamos as searas; quem e como fez a semente? Saiu o semeador e lançou em terra uma semente qualquer. As que caíram limpas e secas na terra se dissolvem; depois pela dissolução, a imensa majestade da divina providência as ressuscita, e de uma só muitas brotam e produzem fruto multiplicado.
[ão Clemente I]

liturgiadashoras.online
A Liturgia das Horas é a oração pública da Igreja, fonte de piedade e alimento da oração pessoal (SC 90)

sábado, 27 de outubro de 2018

Meditação Diária
28 out
Dom, 28 – Domingo XXX do Tempo Comum – Ano B
Na semana passada, o Evangelho falava-nos de Tiago e de João e de como eles ainda não tinham percebido quase nada daquilo que o Senhor lhes tinha ensinado. Jesus estava a dizer-lhes que tinha de ir para Jerusalém e morrer; e eles, como se não O tivessem escutado, discutiam quem entre eles era o mais importante, preocupados com os lugares mais importantes... cegos diante daquilo que Jesus lhes tinha estado a dizer.
Os milagres que Jesus faz, embora nós os achemos sempre muito interessantes, na verdade não são assim tão importantes para Jesus. Estes são sinais que indicam outra coisa: indicam o Amor de Deus por nós. As curas dos que sofrem um mal físico são para libertar, para dar a Vida Nova. A sogra de Pedro, por exemplo, tinha uma febre que a impedia de servir. Jesus cura-a dos impedimentos, isto é, daquilo que a impedia de sair de si mesma e servir. O sinal de que ficou curada? Começou a servir.
«Que queres que faça por ti?» – pergunta Jesus ao cego. É a mesma pergunta que neste momento do Evangelho faz a cada um de nós que, tal como o cego, estamos sentados fora da estrada e somos convidados a dar a mesma resposta: «que eu veja». É este o objetivo da catequese de Jesus aos seus discípulos (e de S. Marcos ao leitor do Evangelho): levar-nos ao ponto onde se cumpre o último dos milagres, aquele definitivo – a cura da cegueira.
Este cego funciona para nós como um espelho que nos faz ver aquilo que somos. Do cego Bartimeu conhecemos três características: é cego, está sentado, está fora do caminho. Do Evangelho sabemos que é Jesus o caminho e este homem, porque não pode ver, está sentado fora. Em termos espirituais, a cegueira é a incapacidade de ver para além de si mesmo. Significa ficar fechado nas próprias necessidades e incapaz de se meter a caminho com Jesus que o chama. A verdadeira cegueira, aquela que realmente mata, é o egoísmo de quem está fechado dentro de si mesmo e não vê nada para além dos seus desejos.
Como podemos ser curados da cegueira? Em primeiro lugar, reconhecer que não vemos os outros como são realmente, mas que os nossos medos e desconfianças nos cegam e nos impedem de os ver com o olhar do amor. A cura está na confiança. Podemos ter confiança quando temos medo de uma pessoa? Não. O egoísta não pode confiar. Só o amor nos faz confiar uns nos outros. O nosso verdadeiro vir à luz dá-se quando nos sentimos amados; então existimos como pessoas, então podemos ver os outros, olhar para fora de nós mesmos.
O milagre que hoje nos é apresentado é aquele que os discípulos verão no fim do Evangelho, quando perceberão que Deus é amor. É percebendo este amor que podemos nascer como pessoas livres e podemos começar a ver a realidade com olhos novos. Nós somos cegos porque não conhecemos o amor e estamos impedidos de reconhecer irmãos e irmãs à nossa volta.
Para Bartimeu, filho de Timeu, o encontro com Jesus dá-se porque se põe a gritar. Ele não espera o momento ideal para encontrar o Senhor, mas mal se apercebe de que o Senhor está próximo, grita, suplica que Ele Se aproxime. Bartimeu tem tanta confiança em Jesus que O chama pelo nome. É o único, em todo o Evangelho, que tem a coragem de dizer «Jesus».
Tenhamos todos a coragem de assumir que temos cegueiras que nos impedem de amar e que não nos podemos curar a nós mesmos, mas que só Jesus nos pode salvar. «Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim»! 

Oferecimento das Obras do Dia

Ofereço-Vos, ó meu Deus,
em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.
 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/342

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Afaste-se de professora velha! - Mario Sergio Cortella

“Carpe Diem”

Pensar Contemporâneo

“Carpe Diem”, o belo e encantador poema de Walt Whitman que irá motivá-lo a lutar por seus sonhos

Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizada como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.
Vindo da decadência do império Romano o termo Carpe diem era dito para retratar o “cada um por si”, devido o império estar se desfazendo, naquele momento a visão de que cada dia poderia ser realmente o último era retratado pela frase que hoje é utilizada como uma coisa boa, porém sua origem vem do desespero da destruição de um grande império antigo.
No filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, o personagem de Robin Williams, Professor Keating, utiliza-a assim:
“Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurrar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? – Carpe – ouve? – Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas.”
O poema relacionado à ideia de Carpe Diem, de autoria de Walt Whitman, utilizado como mote no filme:

Aproveita o dia (Walt Whitman)

Aproveita o dia,
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones tua ânsia de fazer de tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias sim podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Nos derruba, nos lastima, nos ensina, nos converte em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, se pode fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.
Não atraiçoes tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida em um inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procures vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprendes com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido…
Walter Whitman (1819 – 1892) foi um jornalista, ensaísta e poeta americano considerado o “pai do verso livre” e o grande poeta da revolução americana.


Citações : Robin Williams

1- “Não importa o que as pessoas te digam, palavras e idéias podem mudar o mundo.”
2- “A comédia representa otimismo”.
3- “A primavera é a maneira como a natureza nos diz: ‘Vamos festejar!’
https://www.pensarcontemporaneo.com

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Das profundezas eu clamo
Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 1,21). 
1 Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, *
2 † escutai a minha voz!
– Vossos ouvidos estejam bem atentos *
ao clamor da minha prece!

3 Se levardes em conta nossas faltas, *
quem haverá de subsistir?
4 Mas em vós se encontra o perdão, *
eu vos temo e em vós espero.

5 No Senhor ponho a minha esperança, *
espero em sua palavra.
6 A minh’alma espera no Senhor *
mais que o vigia pela aurora.

7 Espere Israel pelo Senhor *
mais que o vigia pela aurora!
– Pois no Senhor se encontra toda graça *
e copiosa redenção.

8 Ele vem libertar a Israel *
de toda a sua culpa.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Das profundezas eu clamo a vós, Senhor!

Leitura breve Ef 4, 26-27 
Não pequeis. Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento. Não vos exponhais ao diabo.

Responsório breve 
R. Senhor, em vossas mãos
* Eu entrego o meu espírito. R.Senhor.
V. Vós sois o Deus fiel, que salvastes vosso povo.
Eu entrego. Glória ao Pai. R.Senhor. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

ROSÁRIO - RIO DE ROSAS


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Resultado de imagem para nossa senhora do rosarioROSÁRIO - RIO DE ROSAS


  Vós sois a Nossa Senhora, cheia das rosas;

  Pura e límpida como a água que das fontes brota.

  Derrama suas graças para aquele que o seu rosário recita,

  E sempre fortalecido fica.

  Acolhe seus filhos e filhas em seu regaço acolhedor,

  Exala como as rosas um perfume inebriante e dispensa aos seus amados todo o pleno amor. 

  Cada conta de seu rosário como pétalas de bem querer vão se desfiando e tecendo um  raio de luz         
  que  a  Deus Pai nos conduz,

  Com seu lindo menino no colo dá a vida a toda a humanidade,

  Subjuga o mal e o coloca debaixo de seus pés, e na imensidão do céu  as  estrelas e o sol a revestem e    resplandecente reina junto a Deus Pai.

  Com seu doce menino ao seu lado, obediente a voz do Pai vem nos trazer a salvação e a certeza da  vida eterna.

Resultado de imagem para nossa senhora do rosario  Rio de Rosas, mulher modelo de Amor que a Deus tudo entregou e por amor seu filho a todos nós doou.

  No amor e nas promessas de Deus acreditou e em seu imenso sim trouxe a salvação para você e para mim.

  E para honrá-la trazemos em nossos corações e em nossas mãos diariamente este rio de rosas – rosário para ofertar-lhe e lhe dizer:

  Nossa Senhora do Rosário aceite nossas pequenas rosas diárias no rosário e levai-as até Jesus, seu doce menino que de tanto amar, deixou-se pelos espinhos coroar e com sua redenção um rio de rosas e graças a nos transbordar.