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segunda-feira, 31 de março de 2025

O insulto Me partiu o Coração

segunda-feira, 24 de março de 2025

Santa Catarina da Suécia - A FILHA de Santa Brígida

Essa é a história de Santa Catarina da Suécia, a filha de Santa Brígida da Suécia. Catarina nasceu em 1331 num berço nobre e cristão, onde ela recebeu educação e cultura com sólida base religiosa. Aos sete anos de idade, foi entregue às Irmãs do convento de Bisberg, onde desenvolveu uma compreensão total da sua vocação.
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A festa litúrgica de Santa Catarina da Suécia é o dia 24 de março
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Eis o “prólogo” inimitável do Evangelho de João:

«No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz. Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu. E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou» (João 1:1-18).

domingo, 23 de março de 2025

Última Homilía de Monseñor Romero

Homilía 23 de Marzo - DOM OSCAR ROMERO

El Profeta (a Monseñor Romero, Yolocamba Ita)

EL PROFETA (a Monseñor Romero, Yolocamba Ita)

Santo Oscar Romero, rogai a Deus por nós e pela humanidade inteira!!!

24 de Março - dia dedicado a Santo Oscar Romero.


El Profeta
Canção ‧ 2024

Por esta tierra del hambre
Yo vi pasar a un viajero
Humilde, manso y sincero
Valientemente profeta
Que se enfrentó a los tiranos
Para acusarles el crimen
De asesinar a su hermano
Pa' defender a los ricos

Podrán matar al profeta
Pero su voz de justicia no
Y le impondrán el silencio
Pero la historia no callará
Y le impondrán el silencio
Pero la historia no callará

Con su Evangelio en la mano
Monseñor Romero quiso
Hacer justicia y la hizo
Pero no gustó al villano
Porque su voz fue el aliento
Que defendió al campesino
Iluminando el camino
La libertad de este pueblo

Podrán matar al profeta
Pero su voz de justicia no
Y le impondrán el silencio
Pero la historia no callará
Y le impondrán el silencio
Pero la historia no callará

Su pecado fue querer
Que los obreros comieran
Que un padre nuestro tuvieran
Para rezarlo comiendo
Cuando Dios no hace justicia
Porque no entienden los ricos
De los pobres sale el grito
Que aprendieron del profeta

Podrán matar al profeta
Pero su voz de justicia no
Y le impondrán el silencio
Pero la historia no callará
Y le impondrán el silencio
Pero la historia no callará

Su muerte no es coincidencia
Deben temblar los tiranos
Son ellos los que en sus manos
Llevan la mancha del crimen
Y toda la oligarquía
Torpes de tanta demencia
Han firmado su sentencia
Comienza ya su agonía

Podrán matar al profeta
Pero su voz de justicia no
Y le impondrán el silencio
Pero la historia no callará
Y le impondrán el silencio
Pero la historia no callará

Fonte: Musixmatch

Compositores: Serapio Ramirez Zamorano

Saudação e Bênção, 23 de março de 2025 - Papa Francisco


Dia 23 | Domingo

23 de Março, 2025
Domingo III da Quaresma – Ano C / Dia da Cáritas

Deus é paciente, clemente e cheio de compaixão. Gosta de nós, porque somos obra das suas mãos, pensados com amor, antes de virmos ao mundo. A Providência divina é realçada, na 1.ª Leitura, com a referência à intervenção de Deus em favor do seu Povo, preparando a libertação dos oprimidos no Egito. Deus viu a situação aflitiva do povo, escutou o clamor dos explorados, conhecia as angústias das vítimas da repressão, desceu a fim de, por meio de Moisés, operar a libertação dos escravizados.

Deus é definido com o nome de «Eu sou aquele que sou», isto é: sou e estou para vós, criaturas prediletas do coração do vosso Criador. Pedimos ao Senhor que nos conceda o perdão dos pecados, dispostos e decididos a também perdoarmos aos nossos irmãos. Na denominada «Oração Coleta», da Eucaristia, escutamos que o «Pai de misericórdia e fonte de bondade» aponta, como remédios do pecado, o jejum, a oração e o amor fraterno. É esse o programa que nos é proposto também pela Igreja para a vivência quaresmal. Rezar para alimentar a fé, jejuar para podermos repartir, praticando a caridade.

O Evangelho de hoje exorta-nos a aproveitar o tempo, a não adiarmos a «conversão», pois as oportunidades que nos vão sendo concedidas podem ser desperdiçadas e, como disse o P. António Vieira, «A graça de Deus tem horas e quem sabe se voltará». Corremos o risco de não darmos o primeiro passo de mudança, ou de, tendo começado com generosidade e determinação, voltarmos a cair nos erros do passado. Daí o alerta de São Paulo: «se julgas estar de pé, toma cuidado para não cair» (2.ª Leitura).

Recordemos a imagem da figueira que não dá frutos. Há que adubar a fé, que despertar a vivência da caridade, que não deixar esmorecer o recurso à oração. Vale-nos a clemência e a misericórdia do Senhor, que nos vai oferecendo novas oportunidades de corrigirmos a esterilidade do nosso Cristianismo tíbio e não praticado. O tempo é limitado. Nunca temos tempo? Somos capazes de dar tempo a Deus e ao próximo? Dêmo-nos conta da paciência de Deus, da gratidão que lhe devemos, da responsabilidade de amadurecermos na caridade e no serviço aos irmãos.

Deus envia-nos, como a Moisés, a vermos, escutarmos, conhecermos, descermos ao terreno, a fim de colaborarmos com Ele na solução de problemas que está na nossa mão resolver.

Ex 3, 1-8a.13-15 / Slm 102 (103), 1-2.3-4. 6-7.8.11 / 1 Cor 10, 1-6.10-12 / Lc 13, 1-9

Consultar Arquivo


No dia 23 de março de 2025, o Papa Francisco disse que experimentou a paciência do Senhor durante o seu período de recuperação. Ele também falou sobre a dedicação dos médicos e dos profissionais da saúde, e sobre os cuidados e as esperanças dos familiares dos doentes. 


terça-feira, 18 de março de 2025

Papa Francisco

Pela Igreja

Rezemos pela Igreja, chamada a traduzir em escolhas concretas o discernimento feito na recente Assembleia Sinodal. Agradeço à Secretaria Geral do Sínodo, que nos próximos três anos acompanhará as Igrejas locais nessa tarefa.

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Uma fé que valoriza muito a #estética não é boa #catequese #fé
16 de fev.2025
Pe Paulo Dalla Déa te ajudando a ser melhor catequista e melhor cristão.

https://youtube.com/shorts/EV8IGl0Sh8w?si=jkGEGg561DV5JqZi

POR QUE O EVANGELHO CAUSA MEDO? -

PREGAÇÃO FREI ROBERTO PASOLINI

https://youtube.com/shorts/aPLpSridh18?si=tOqznA0bfxnsD1ke

JESUS ENSINA A SER FORTE E CORAJOSO

https://youtube.com/shorts/pdJIzjCWNb0?si=eCMdFMo_ybk5JUxw

SHORT MOVIE GLADIATOR

https://youtube.com/shorts/x6GKIXdtv3U?si=eu_aLx5rxSSL4oqe

Amor de Deus | Mãe Maria (18/03/25)

CRISTO E NOSSA HISTÓRIA- PADRE WAGNER CALEGÁRIO

quinta-feira, 13 de março de 2025

 Exercícios Espirituais no Vaticano, 2ª Meditação: “O fim de todo Juízo”

O pregador da Casa Pontifícia, padre Roberto Pasolini, fez na manhã desta segunda-feira, 10 de março, a sua segunda meditação no âmbito dos Exercícios Espirituais da Quaresma à Cúria Romana, sobre o tema “A esperança da vida eterna”. O tema: “O fim de todo Juízo”. Os Exercícios Espirituais sem a presença do Papa Francisco, que está internado no Hospital Gemelli. Publicamos a síntese da segunda Meditação.

Vatican News

O fim de todo Juízo

A parábola do Juízo Final, narrada no Evangelho de Mateus e retratada no famoso afresco de Michelangelo, é comumente interpretada como um chamado à caridade. No entanto, uma análise mais detalhada revela uma perspectiva surpreendente: não se trata de um julgamento no sentido tradicional, mas de uma declaração que revela a realidade já vivenciada por cada pessoa. O critério para o acesso ao Reino não é a pertença religiosa, mas o amor concreto para com os irmãos e irmãs mais humildes, que, na perspectiva evangélica, representam os discípulos de Cristo. Portanto, a responsabilidade dos cristãos não é primordialmente fazer o bem, mas permitir que outros o façam.

Além disso, a parábola subverte o senso comum de julgamento: tanto os justos quanto os ímpios demonstram espanto com as palavras do Rei, sinal de que o bem praticado neles foi vivido de forma natural e inconsciente. Isso sugere que o acesso à vida eterna não depende do desempenho moral, mas da capacidade de viver no amor sem cálculos.

O Catecismo afirma que, no final dos tempos, o Reino de Deus se manifestará plenamente, transformando a humanidade e o cosmo em “novos céus e nova terra” (CIC 1042-1044). Essa esperança está enraizada na promessa de Cristo, que nos chama a viver já agora nessa perspectiva, sem ansiedade de desempenho, mas com a confiança de que é o próprio Deus que transformará nossa humanidade à sua imagem e semelhança, de acordo com o desígnio de amor que vem desde o princípio.

Jesus anunciou a vida eterna não como uma realidade futura e distante, mas como uma condição já acessível àqueles que ouvem sua palavra e acreditam no Pai (Jo 5,24). O Evangelho nos convida a reconhecer que a vida eterna já começou: ela se manifesta na maneira como vivemos e amamos, abrindo-nos à presença transformadora de Deus. A verdadeira surpresa do Juízo Final será descobrir que Deus não tinha nenhuma expectativa em relação a nós, exceto a de nos reconhecer plenamente como seus filhos, já imersos na sua eternidade.

Obrigado por ter lido este artigo. 

Sua contribuição para uma grande missão: ajude-nos a levar a palavra do Papa a todos os lares

Vaticano

Cúria romana

10 março 2025, 10:01

https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2025-03/exercicios-espirituais-vaticano-2-meditacao.html


quarta-feira, 12 de março de 2025

Segundo Sermão da Quaresma proferido pelo Cardeal Raniero Cantalamessa -...


A segunda Pregação da Quaresma de 2024 do cardeal Cantalamessa

"O espírito do mundo age de modo análogo. Penetra em nós por mil e um canais, como o ar que respiramos, e, uma vez dentro, muda os nossos modelos operacionais: ao modelo “Cristo”, entra no lugar o modelo “mundo”. O mundo também tem a sua “trindade”, os seus três deuses, ou ídolos para se adorar: prazer, poder, dinheiro. Todos depreciamos os desastres que eles provocam na sociedade, mas estamos certos de que, em nossa pequenez, nós mesmos não somos completamente imunes a eles?"
Fr. Raniero Card. Cantalamessa, OFMCap

“EU SOU A LUZ DO MUNDO”

Segunda Pregação da Quaresma de 2024

Nestas pregações de Quaresma, propomo-nos a meditar sobre os grandes “Eu Sou” (Ego eimi) pronunciados por Jesus no Evangelho de João. Há, porém, uma pergunta que se põe, a propósito deles: foram realmente pronunciados por Jesus, ou são devidos à reflexão posterior do Evangelista, como tantas partes do Quarto Evangelho? A resposta que hoje praticamente todos os exegetas dariam a esta pergunta é a segunda. Estou convencido, porém, de que tais afirmações são “de Jesus”, e procuro explicar porque.

Há uma verdade histórica e uma verdade que podemos chamar de real ou ontológica. Tomemos um desses “Eu Sou” de Jesus, por exemplo, o que diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). Se, por alguma improvável nova descoberta, se viesse a conhecer que a frase foi, de fato e historicamente, pronunciada pelo Jesus terreno, não é isto que a tornaria “verdadeira”. Pode-se sempre pensar, de fato, que quem a pronuncia seja um iludido e se engane! (Muitos acreditaram ser a luz do mundo antes e depois dele!). O que a torna “verdadeira” é o fato de que – na realidade e acima de toda contingência histórica – ele é o caminho, a verdade e a vida.

Neste sentido mais profundo e mais importante, todas e cada uma das afirmações que Jesus faz no Evangelho de João são “verdadeiras”, também aquela em que diz: “Antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8,58). A definição clássica de verdade é “correspondência entre a coisa e a ideia que se tem dela” (adaequatio rei et intellectus); a verdade revelada é correspondência entre a realidade e a palavra inspirada que a proclama. As grandes palavras que meditaremos são, portanto, de Jesus: não do Jesus histórico, mas do Jesus que – como tinha prometido aos discípulos (Jo 16,12-15) – nos fala com a autoridade do Ressuscitado, mediante o seu Espírito.

*    *    *

Da sinagoga de Cafarnaum na Galileia, passemos hoje ao templo de Jerusalém, na Judeia, onde Jesus se dirigiu por ocasião da festa das Tendas. Aqui se desenvolve o debate com “os judeus”, no qual está inserida a autoproclamação de Jesus, que, nesta meditação, queremos acolher:

Eu sou a luz do mundo.
Quem me segue, não caminha na escuridão,
mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

Esta palavra é tão impregnante e tão bela, que os cristãos, de imediato, escolheram-na como uma das designações preferidas de Cristo. em muitas basílicas antigas – como nas catedrais de Cefalù e de Monreale, na Sicília – no mosaico da ábside, Jesus é representado como o Pantocrator, ou Senhor do universo. Segura um livro aberto diante de si e mostra a página onde estão escritas, em grego e latim, justamente aquelas palavras: “Egô eimi to phôs tou cosmou – Ego sum lux mundi”.

Para nós, hoje, Jesus “luz do mundo” se tornou uma verdade acreditada e proclamada, mas houve um tempo em que ela não era somente isso; era uma experiência vivida, como nos acontece às vezes, quando, após um blackout, a luz volta improvisamente, ou quando, pela manhã, ao abrir a janela, somos inundados da luz do dia. A Primeira Carta de Pedro o define um passar “das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd 2,9; Col 1,12ss). Evocando o momento da sua conversão e do seu batismo, Tertuliano o descreve com a imagem da criança que sai do útero escuro da mãe e se assusta ao contato com o ar e com a luz. “Saindo – escreve – do ventre comum de uma mesma ignorância, [nós, cristãos,] sobressaltamos à luz da verdade”: ad lucem expa­vescentes véritatis”[1].

*    *    *

Pomo-nos imediatamente a pergunta: o que significa para nós, aqui e agora, aquela palavra de Jesus: “Eu sou a luz do mundo”? A expressão “luz do mundo” tem dois significados fundamentais. O primeiro significado é que Jesus é a luz do mundo, pois a sua é a suprema e definitiva revelação de Deus à humanidade. Afirma-o de modo mais claro e em tom solene o início da Carta aos Hebreus:

Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou outrora aos nossos pais, pelos profetas. Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também criou o universo (Hb 1,1-2).

A novidade consiste no fato único e irrepetível que o revelador é, ele próprio, a revelação! “Eu sou a luz”, não eu trago a luz ao mundo. Os profetas falavam em terceira pessoa: “Assis diz o Senhor!”, Jesus fala em primeira pessoa: “Eu vos digo!”. Em 1964, Marshall McLuhan lançou o famoso slogan: “O meio é a mensagem”, significando com isto que o meio pelo qual uma mensagem é difundida condiciona a própria mensagem. Este ditado se aplica única e transcendentemente a Cristo. Nele o meio de transmissão é verdadeiramente a mensagem; o próprio mensageiro é a mensagem!

Este, eu dizia, é o primeiro significado da expressão “luz do mundo”. O segundo significado é que Jesus é a luz do mundo dado que lança luz sobre o mundo, isto é, revela o mundo a si mesmo; faz ver cada coisa na sua verdade, pelo que é diante de Deus. Reflitamos sobre cada um dos dois significados, partindo do primeiro, isto é, de Jesus como suprema revelação da verdade de Deus.

Razão e fé
 
Deste ponto de vista, a luz que é Cristo tem desde sempre um concorrente aguerrido: a razão humana. Falamos disso não com intuito polêmico ou apologético, ou seja, para saber o que responder aos adversários da fé (eu faltaria com meu propósito inicial), mas para nós mesmos nos confirmarmos na fé.

Os debates sobre fé e razão – mais exatamente, seria dizer sobre razão e revelação – são anulados, a meu ver, por uma radical assimetria. O fiel compartilha com o ateu a razão; o ateu não compartilha com fiel a fé na revelação. O fiel fala a língua do interlocutor ateu; este não fala a língua do homólogo fiel.

Justamente por isso, o debate mais convincente sobre o tema “fé e razão” é aquele que acontece na mesma pessoa, entre a sua fé e a sua razão. Temos exemplo célebres na história do pensamento humano, em homens nos quais não se pode pôr em dúvida uma idêntica paixão tanto pela fé quanto pela razão: Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, Blaise Pascal, Søren Kierkegaard, John Newman, aos quais poderíamos acrescentar, com plena razão, João Paulo II, Bento XVI... A conclusão a que chegou cada um deles é que o ato supremo da razão é reconhecer que há algo que a supera. Este é também o ato que mais honra a razão porque indica a sua capacidade de transcender a si mesma. A fé não se opõe à razão, mas supõe a razão, exatamente como “a graça supõe a natureza”[2].

Há também um outro equívoco a ser esclarecido a respeito do diálogo entre fé e razão. A crítica de fundo dirigida ao fiel é que ele não pode ser objetivo, a partir do momento em que a sua fé lhe impõe, em princípio, a conclusão à qual chegar, e constitui, por isso, uma pré-compreensão e um pré-juízo. Não se leva em conta que o mesmo “pré-juízo” age, em sentido oposto, também no cientista ou filósofo não crente, e de modo bem mais radical. Se ele dá por certo que Deus não existe, que não o sobrenatural e que não é possível o milagre, também a sua conclusão não poderá ser senão uma, e já dada em princípio.

Eis um exemplo entre muitos. Em base à visão que tinha da realidade, poderia Freud admitir que o “amor universal” de Francisco de Assis tivesse um componente sobrenatural, chamado graça? Certamente não, e, de fato, ele faz disso uma “derivação do amor genital”. Francisco de Assis, escreve ele, “é aquele que foi mais longe ao utilizar o amor em vantagem do seu sentimento interior de felicidade”[3]. Em outras palavras, amava Deus, os homens, toda a criação e, de modo especialíssimo, Jesus Crucificado, porque isto o gratificava, o fazia estar bem!

O homem moderno, no lugar da verdade, põe como valor supremo a busca da verdade. Lessing escreveu: “Se Deus tivesse segurado toda a verdade na sua direita, e na sua esquerda apenas a aspiração sempre viva à verdade, ainda que na condição de estar eternamente no erro, e me dissesse: ‘Escolhe!’, inclinar-me-ia humildemente à esquerda dizendo: ‘Esta, Pai! A pura verdade pertence só a ti’”[4].

O motivo disso é simples. Enquanto se está em fase de busca, é ele, o homem, aquele quem conduz o jogo, o protagonista, enquanto que ao lado da Verdade reconhecida como tal, não tem mais escape e deve prestar “a obediência da fé”. A fé põe o absoluto, enquanto a razão gostaria de prosseguir indefinidamente a discussão. Como a bela Sherazade de As mil e uma noites, a razão humana tem sempre uma nova história para contar, para retardar a própria rendição.

Há somente duas possíveis resoluções para a tensão entre fé e razão: ou restringir a fé “dentro dos limites da pura razão”, como se propunha o filósofo Kant, ou infringir os limites da pura razão para vagar por um horizonte sem limites. Um pouco como o Ulisses dantesco que, tendo chegado às colunas de Hércules, consideradas então o limite terra, decide não se deter, mas fazer “dos remos asas na empresa ousada”[5].

Devo, contudo, ser coerente com a promessa feita no início. O discurso sobre fé e razão, antes de ser um debate entre “nós e eles”, entre fiéis e não fiéis, deve ser um debate “entre nós e nós”, isto é, entre os próprios fiéis. A pior espécie de racionalismo, de fato, não é aquele externo, mas o interno. São Paulo escrevia aos Coríntios:

Também a minha palavra e a minha pregação não se apoiavam na persuasão da sabedoria, mas na manifestação do Espírito e do poder, para que a vossa fé se fundamentasse não na sabedoria humana mas no poder de Deus (1Cor 2,4-5).

E ainda:

Pois as armas do nosso combate não são carnais. São armas poderosas aos olhos de Deus, capazes de derrubar fortalezas, destruir sofismas e todo orgulho intelectual que se levanta contra o conhecimento de Deus e capazes de subjugar todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo (2Cor 10,3-5).

Frequentemente se tem verificado, infelizmente, o que o Apóstolo temia. A teologia, especialmente no Ocidente, tem sempre mais se afastado do poder do Espírito, para favorecer a sabedoria humana. O racionalismo moderno tem pretendido que o cristianismo apresentasse a sua mensagem de modo dialético, submetendo-o, ou seja, em tudo e por tudo, à busca e à discussão, de modo que ele pudesse se colocar no quadro geral – aceitável também filosoficamente – de um esforço comum e sempre provisório de autocompreensão do homem e do universo. Assim fazendo, porém, o anúncio de salvação sobre Cristo morto e ressuscitado era subjugado a uma diversa e suposta instância superior. Não era mais um querigma, mas somente uma hipótese.

O perigo inerente neste modo de fazer teologia é que Deus se torna objetivado. Torna-se um objeto do qual se fala, não um sujeito com o qual – ou na presença do qual – se fala. Um “ele” – ou, pior, um isso –, jamais um “tu”. É o contragolpe de se ter feito da teologia uma “ciência”. O primeiro dever de quem faz ciência é ser neutral diante do objeto da própria pesquisa; mas podemos ser neutrais quando se trata de Deus? Foi este o motivo principal que me induziu, a uma certa altura da vida, a abandonar o ensinamento acadêmico da teologia, para me dedicar, em tempo integral, à pregação. A consequência daquele modo de fazer teologia, de fato, é que ela se torna sempre mais um diálogo com a elite acadêmica do momento, e sempre menos um nutrimento para a fé do povo de Deus.

Desta situação, só se sai acompanhando o estudo com a oração, falando a Deus, não falando sempre e só de Deus. Santo Agostinho realizou a sua teologia mais duradoura falando com Deus nas Confissões. “Se és teólogo, rezarás realmente, e se rezas realmente, serás teólogo”, dizia um antigo Padre do deserto[6]. Ajuda também a contemplação e a imitação da Mãe de Deus. Em sua vida terrena, ela não teve nada a ver com ideias abstratas sobre Deus e sobre seu filho Jesus, mas só com suas vivas realidades.

A fé e o mundo
 
Acenei acima a um segundo significado da expressão “luz do mundo”, e é a ele que gostaria de dedicar a última parte da minha reflexão, também porque é aquela que nos diz respeito mais de perto. Trata-se, eu dizia, do significado, por assim dizer, instrumental, em que Jesus é luz do mundo: ou seja, dado que lança luz sobre todas as coisas; em relação ao mundo, faz o que faz o sol em relação à terra. O sol não ilumina e não revela a si mesmo, mas ilumina todas as coisas que estão sobre a terra e deixa ver cada coisa sob a justa luz.

Também neste segundo sentido, Jesus e o seu Evangelho têm um concorrente que é o mais perigoso de todos, sendo um concorrente interno, um inimigo dentro de casa. A expressão “luz do mundo” muda completamente de significado conforme se toma a expressão “do mundo” como genitivo objetivo, ou como genitivo subjetivo; ou seja, dependendo se o mundo for o objeto iluminado ou, ao invés, o sujeito que ilumina. Neste segundo caso, não é o Evangelho, mas o mundo que deixa ver todas as coisas à própria luz. O Evangelista João exortava os seus discípulos com estas palavras:

Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo – o desejo da carne, o desejo dos olhos e a ostentação da riqueza – não vem do Pai, mas do mundo (1Jo 2,15-16).

O perigo de conformar-se a este mundo – a mundanização – é o equivalente, no âmbito religioso e espiritual, ao que, no âmbito social, chamamos de secularização. Ninguém (eu, menos do que todos) pode dizer que este perigo não paira também sobre ele ou ela. Um dito atribuído a Jesus em um antigo escrito não canônico afirma: “Se não jejuardes do mundo, não descobrireis o reino de Deus”[7]. Eis o jejum mais necessário hoje do que todos: jejuar do mundo, nesteuein tô kosmô, segundo o dito citado!

O mundo de que falamos e ao qual não devemos nos conformar não é o mundo criado e amado por Deus, não são os homens do mundo, dos quais, ao invés, devemos sempre ir ao encontro, especialmente os pobres, os últimos, os sofredores. O “misturar-se” com este mundo do sofrimento e da marginalização é, paradoxalmente, o melhor modo de “separar-se” do mundo, pois é ir lá, donde o mundo refulge com todas as suas forças. É separar-se do próprio princípio que rege o mundo, que é o egoísmo.

Antes do que nas obras, a mudança deve ocorrer no modo de pensar. São Paulo exortava os cristãos de Roma com as palavras:

Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos,
pela renovação da mente,
para que possais distinguir o que é da vontade de Deus,
o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito (Rm 12,2).

Na origem da mundanização, há muitas causas, mas a principal é a crise de fé. É a fé o terreno de choque primário entre o cristão e o mundo. É pela fé que o cristão não é mais “do” mundo. Entendido em sentido moral, o “mundo” é tudo o que se opõe à fé. “Pois todo o que foi gerado de Deus vence o mundo”, escreve João na Primeira Carta, “a nossa fé” (1Jo 5,4). Na Carta aos Efésios, a este respeito, há uma palavra sobre a qual vale a pena nos determos um pouco mais. Diz:

E vós estáveis mortos por causa de vossas transgressões e pecados, nos quais andastes outrora, seguindo o Mentor deste mundo, seguindo o Chefe das potências dos ares, o espírito que atualmente está agindo nos rebeldes (Ef 2,1-2).

O exegeta Heinrich Schlier fez uma análise penetrante deste “espírito do mundo”, considerado por Paulo o antagonista direto do “Espírito que vem de Deus” (1Cor 2,12). Um papel decisivo desempenha nisso a opinião pública. Hoje podemos chamá-lo, em sentido literal, de “espírito que está nos ares”, porque se difunde sobretudo pelos ares, pelos meios de comunicação virtual.

Determina-se – escreve Schlier – um espírito de grande intensidade histórica, ao qual o indivíduo dificilmente consegue se subtrair. Reside no espírito geral, é considerado óbvio. Agir, ou pensar, ou dizer algo contra ele é considerado coisa insensata ou mesmo uma injustiça ou um delito. Então, não se ousa mais pôr-se diante das coisas e das situações e, sobretudo, da vida, de maneira diversa de como ele as apresenta... Sua característica é interpretar o mundo e a existência humana à sua maneira[8].

É o que chamamos de “adaptação ao espírito dos tempos”. A moral da ópera mozartiana “Così fan tutte” (“Assim fazem todas”). Hoje possuímos uma imagem nova para descrever a ação corrosiva do espírito do mundo, o vírus de computador. Pelo pouco que sei, o vírus é um programa malignamente projetado que penetra no computador pelas vias mais insuspeitadas (troca de e-mails, sites da internet...), e, uma vez dentro, confunde ou bloqueia as operações normais, alterando os chamados “sistemas operacionais”.

O espírito do mundo age de modo análogo. Penetra em nós por mil e um canais, como o ar que respiramos, e, uma vez dentro, muda os nossos modelos operacionais: ao modelo “Cristo”, entra no lugar o modelo “mundo”. O mundo também tem a sua “trindade”, os seus três deuses, ou ídolos para se adorar: prazer, poder, dinheiro. Todos depreciamos os desastres que eles provocam na sociedade, mas estamos certos de que, em nossa pequenez, nós mesmos não somos completamente imunes a eles?

A nossa maior consolação, nesta luta com o mundo que está fora de nós e aquele que nos está dentro, é saber que Cristo continua, como ressuscitado, a rezar ao Pai por nós com as palavras com que se despediu dos seus Apóstolos:

Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo... Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo... Eu não rogo somente por eles, mas também por aqueles que hão de crer em mim, pela palavra deles (Jo 17,15-20).
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Traduçao Frei Ricardo Farias, ofmcap

[1] Cf. Tertuliano, Apologeticum, 39,9.
[2] Cf. Tomás de Aquino, S.Th. I, q.2, a.2, ad 1.
[3] Cf. Sigmund Freud, Il disagio della civiltà, IV.
[4] Cf. Gotthold Lessing, Eine Duplik, I, in Werke 3, Zrich 1974, p.149.
[5] Cf. Dante Alighieri, Inferno, XXVI,125.  
[6] Cf. Evágrio do Ponto, De oratione, 60 (PG 79,1180).
[7] Cf. Clemente de Alexandria, Stromati, 111, 15; A. Resch, Agrapha, 48 (TU, 30, 1906, p. 68).
[8] Cf. H. Schlier, Demoni e spiriti maligni nel Nuovo Testamento, in Riflessioni sul Nuovo Testamento, Paideia, Brescia 1976, pp. 194ss (Ed. original in “Geist und Leben 31 (1958), pp. 173-183).

segunda-feira, 10 de março de 2025

JORNAL DA ITATIAIA 1ª EDIÇÃO - 01/01/2025

salmo


Salmo responsorial
Sl 18(19),8.9.10.15 (R. Jo 6,63c)

R. Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida!

8
A lei do Senhor Deus é perfeita,*
conforto para a alma!
O testemunho do Senhor é fiel,*
sabedoria dos humildes. R.

9
Os preceitos do Senhor são precisos,*
alegria ao coração.
O mandamento do Senhor é brilhante,*
para os olhos é uma luz. R.

10
É puro o temor do Senhor,*
imutável para sempre.
Os julgamentos do Senhor são corretos*
e justos igualmente. R.

15
Que vos agrade o cantar dos meus lábios*
e a voz da minha alma;
que ela chegue até vós, ó Senhor,*
meu Rochedo e Redentor! R.

domingo, 9 de março de 2025


 


Domingo I da Quaresma – Ano C

O Povo Eleito recordava, em ação de graças, a intervenção de Deus em seu favor, principalmente aquando da libertação da opressão no Egito. E não se limitavam a palavras piedosas, pois ofereciam a Deus as primícias do que colhiam da terra e consagravam ao Senhor o filho primogénito, resgatando-o mediante a oferenda de um sacrifício no templo. Uma bela manifestação de agradecimento (1.ª Leitura). Somos exortados a acreditar na ressurreição de Jesus, a reconhecer que Ele está vivo na Palavra da Boa Nova, a professar a fé no Senhor que não faz aceção de pessoas e escuta a oração de quantos o invocam (2.ª Leitura). Jesus também foi tentado como nós. Não sucumbiu e venceu o maligno, apoiando-se na Palavra da Sagrada Escritura. A sua vitória sobre o mal é um estímulo para resistirmos, com a sua ajuda, às crises a que estamos sujeitos no dia a dia (Evangelho).

Ser tentado não é pecado. As seduções do apego às riquezas, da busca de prestígio e da aspiração ao poder são algo a que todos estamos em risco de sucumbir. Queremos ter e isso pode arrastar-nos para a avareza e para o apego excessivo aos bens materiais, tornando-nos egoístas e incapazes de repartir com os necessitados.

É quase inevitável que quem tem muito deseje sempre possuir ainda mais. E com facilidade as pessoas passam a vangloriar-se da sua fortuna, cultivando a presunção e o sentimento enganador de ser importantes. E que se segue? O orgulho.

Contra esses perigos, os respetivos antídotos: atenção aos menos favorecidos de bens, repartindo com eles algo mais do que o supérfluo; as humilhações que, de uma forma ou de outra, batem a todas as portas; e a humildade, que é a atitude correta perante Deus, conscientes de que d’Ele dependemos, de que nada possuímos que não tenhamos recebido e de que não temos o direito de nos considerarmos ou de nos deixarmos tratar como mais dignos de respeito e consideração do que os nossos irmãos.

Em tempo de Quaresma, fixemos a atenção nas atitudes e nos gestos que nos são propostos pela Igreja: oração mais frequente e intensa, jejum de tudo o que é supérfluo e dispensável, prática da esmola generosa, que seja tradução da caridade inspirada na fé de que Jesus se quis identificar com os «pequeninos». Caminhemos para a alegria da Páscoa, alimentando a fé que nos é oferecida e alcançada mediante a oração. A caridade é fruto do contacto com Deus e traduz-se em serviço aos irmãos. O fruto é a paz. De maneira que: caridade, de dia; à noite, alegria.

Deut 26, 4-10 / Slm 90 (91), 1-2.10-15 / Rom 10, 8-13 / Lc 4, 1-13

  1. https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao_diaria/
LITURGIA DAS HORAS

Oração das Quinze Horas

V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Hino

O número sagrado,
três vezes três das horas,
abrindo um novo espaço,
nos chama à prece, agora.
Ao nome de Jesus,
perdão seu povo implora.

O Cristo ouviu a prece
sincera do ladrão.
A graça foi-lhe dada,
por sua confissão.
Jesus ouvindo a súplica,
também nos dê perdão.

Agora morre a morte,
vencida pela cruz;
após as trevas densas,
serena, volta a luz;
o horror do mal se quebra,
na mentes Deus reluz.

A Cristo nós rogamos
e ao Pai, eterno Bem,
com seu Divino Espírito,
amor que os sustém,
proteja sua Igreja
agora e sempre. Amém.

Salmodia

Ant. Sejamos firmes na provação:
Sua justiça é nossa força

Salmo 117(118)

Canto de alegria e salvação

Ele é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular (At 4,11).

I

–1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
“Eterna é a sua misericórdia!”

–2 A casa de Israel agora o diga: *
“Eterna é a sua misericórdia!”
–3 A casa de Aarão agora o diga: *
“Eterna é a sua misericórdia!”
–4 Os que temem o Senhor agora o digam: *
“Eterna é a sua misericórdia!”

–5 Na minha angústia eu clamei pelo Senhor, *
e o Senhor me atendeu e libertou!
–6 O Senhor está comigo, nada temo; *
o que pode contra mim um ser humano?
–7 O Senhor está comigo, é o meu auxílio, *
hei de ver meus inimigos humilhados.

–8 É melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que pôr no ser humano a esperança;
–9 é melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que contar com os poderosos deste mundo!”

Leitura breve             Dt 4,29-31

Quando buscares o Senhor teu Deus, tu o encontrarás, se o buscares com todo o teu coração e com toda a tua alma. Na tua angústia, depois que tiverem acontecido contigo todas as coisas que foram preditas, nos últimos tempos, tu voltarás para o Senhor teu Deus, e ouvirás a sua voz. Pois o Senhor teu Deus é um Deus misericordioso, que não te abandona, que não te extinguirá inteiramente, nem se esquecerá da aliança que, sob juramento, estabeleceu com teus pais.

V. Meu sacrifício é minha alma penitente.
R. Não desprezeis um coração arrependido!

Oração  

Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder ao seu amor por uma vida santa. Por Cristo, nosso Senhor. 

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

quarta-feira, 5 de março de 2025

PELAS FAMÍLIAS EM CRISE - O VÍDEO DO PAPA - MARÇO 2025


5 de Março, 2025
Cinzas

Rasgai o vosso coração. (1.ª Leitura)

Na Quaresma somos convidados a melhorar a nossa vida espiritual com jejum, oração e penitência, para repararmos os pecados cometidos. O leitor não é convidado a jejuar ou fazer penitência por uma obediência irracional (sem razão), dizendo-se: a Igreja manda, eu cumpro, «ponto final». Antes, é convidado a discernir as vantagens que, para a sua vida, aquele sofrimento terá. Jejuar pode ser um treino para comer menos. Uma penitência pode ser abster-se de algo agradável, ou fazer algo desagradável para ouvir alguém. Pense nisso.

Joel 2, 12-18 / Slm 50 (51), 3-6a.12-14.17 / 2 Cor 5, 20 – 6, 2 / Mt 6, 1-6.16-18

domingo, 2 de março de 2025

Pelas famílias em crise

Março 2025 – Intenção do Papa

Rezemos para que as famílias divididas encontrem no perdão a cura das suas feridas, redescobrindo até nas suas diferenças as riquezas de cada um.

ORAÇÃO

Pai de bondade,

Tu quiseste que o teu Filho

nascesse no seio duma família,

num espaço de amor e ajuda

onde o Salvador «crescia e fortalecia-se».

Hoje, trazemos ao teu olhar

todas as famílias atravessadas pela divisão e pela crise,

pedindo-te que abras nelas espaços para falarem

de coração a coração,

praticando a difícil arte da reconciliação.

Que o Coração do teu Filho Jesus

lhes revele a boa notícia que a crise esconde,

ajudando-as a afinar o ouvido do coração

e impulsionando-as a dar lugar ao perdão.

Que o teu Espírito sopre sobre elas

para que, com o sustento da graça

e o acompanhamento de familiares e amigos,

possam dar um novo «sim», que torne possível

o renascimento do amor fortalecido,

transfigurado, amadurecido, iluminado.

Ámen.

REFLEXÃO

Neste mês, rezemos para que as famílias divididas encontrem no perdão a cura das suas feridas, redescobrindo até nas suas diferenças as riquezas de cada um.

Com esta esta intenção de oração universal, o Papa mostra o seu profundo compromisso com o bem-estar e a união familiar, bem como o seu enfoque pastoral na misericórdia, no perdão e no acompanhamento. Mas também nos convida a rezar por todas as famílias que estão em crise e a ser, como Igreja, sensíveis às complexidades de cada situação familiar.

Na exortação apostólica 'Amoris laetitia', o Papa Francisco enfatiza a importância do perdão como caminho para a cura das feridas familiares. O perdão não é apenas um ato individual, mas um processo comunitário que pode restaurar as relações e fortalecer os laços familiares, permitindo que as famílias superem conflitos e diferenças.

A misericórdia é central no pensamento do Papa sobre as famílias em crise. Ele sonha com uma Igreja que ofereça um acompanhamento misericordioso, que escute sem julgar e que esteja disponível para as famílias nos momentos de necessidade, oferecendo apoio espiritual e psicológico que ajude na cura das feridas emocionais.

As comunidades cristãs devem ser um lugar de acolhimento e esperança, onde as famílias podem encontrar recursos para a reconciliação e o crescimento espiritual. A comunidade pode oferecer espaços de diálogo, oração e acompanhamento que facilitem o processo de cura.

ATITUDES

Perdoar

Tentas compreender e perdoar a fraqueza dos outros na tua família? Só Jesus pode ajudar-te! Pede-lhe o seu Coração compassivo neste ano do seu jubileu. Para poderes perdoar, lembra-te que Jesus te perdoou primeiro.

Não julgar

Quais são as tuas luzes e sombras? Lembra-te de que somos muito mais do que aquilo que parece. Neste ano jubilar da esperança, pede ao Senhor que te dê novos olhos para ver aqueles que convivem contigo, para vê-los com a esperança com que o Senhor os vê.

Acompanhar

O Papa deseja uma Igreja que ofereça um acompanhamento misericordioso, que escute sem julgar e que esteja disponível para as famílias nos seus momentos de necessidade, oferecendo apoio espiritual e psicológico… O que podes fazer na tua comunidade, no seio da tua família ou por alguma família conhecida?

Aceitar as diferenças

Vês as diferenças dos outros como uma oportunidade de aprender e uma riqueza na relação? O que podes mudar ou potenciar nesse sentido, dentro da tua família ou comunidade?

Valorizar o outro

Reconheces a riqueza daqueles que estão ao teu lado? Escolhe um dom da pessoa com quem tens mais dificuldade em conviver e agradece a Deus por isso. Foca-te sempre no positivo, que é muito mais relevante do que aquilo que te incomoda.

 https://issuu.com/popesprayernet/docs/port_-_inten_es_de_ora_o_do_papa_2025

https://redemundialdeoracaodopapa.pt/intencoes_mensais/marco-2025-intencao-do-papa/