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sexta-feira, 15 de abril de 2022
QUINTA-FEIRA SANTA
É chegada a hora. Jesus amou tanto o mundo que não mediu esforços para salvá-lo. Foi até o fim, sem objeções, sem reclamar. O cordeiro puro, imaculado foi ao matadouro, porém, antes nos deixou o mais belo e nobre de todos os sacramentos: a Santa Eucaristia. Até nisso, Jesus pensou. O que fazer para que os que amo tenham forças de viver até o fim? Como deixá-los amparados com o que sacia e não se perde?
Então reúne seus amigos, os mais íntimos, os escolhidos e lhes dá o melhor de todos os alimentos: seu corpo e seu sangue. Ele mesmo, em plenitude. E com o mandamento novo do amor, ordena aos discípulos que celebrem essa memória real e eterna. Tomai e comei, fortalecei-vos e espalhai o amor.
Celebrem a ceia de cada dia e anunciem que a vida não morre, se transforma, se encontra na graça de Deus. Revelem aos corações endurecidos que a comunhão com o Senhor é o caminho da salvação e a consumação da solidariedade universal. Eucaristia é serviço. Serviço é vida. É o amor de Cristo que recebemos. É o compromisso que estabelecemos com os mais necessitados, principalmente com os carentes de sentido existencial.
Compreendeis o que acabo de fazer?, diz o Senhor. Sim Senhor, tu sabes que te amo, fica comigo, nesta hora e sempre.
P. Nilton cmf #Lovi #semanasanta #eucaristia - Instagram
O Amor se deixa amar, o Cuidador se deixa cuidar. Nada mais divino e nada mais humano. Pura gratuidade, amor puro. A cena da unção em Betânia nos desvela que Deus também busca relações que vão além de resolução de problemas.
A nós, corresponde ao momento da oração em que não pedimos favores, em que as palavras não alcançam a profundidade da presença e num gesto de gratidão e gratuidade eternizamos em alguns instantes o amor que contempla o Amor.
Ali, em Betânia, nós dois, um tu a tu, em olhares que se amam, em corpos que se tocam, em gestos que se eternizam. Ali, no próprio lar, amigos que se querem e dialogam
sem palavras. Ali, à mesa pronta, a partilha do mesmo pão, a intimidade de corações, a unção que perfuma a vida para além da cruz.
Os três amigos de Jesus são os precursores de um momento singular na vida de Jesus com seus discípulos: a última Ceia. Jesus que na cena de hoje é servido por Marta, acolhido por Lázaro e ungido por Maria, será servidor, anfitrião e lavará os pés dos seus discípulos.
Gestos humanos que se divinizam. Gestos divinos que se humanizam. Ele repetirá conosco os mesmos gestos, ali, quando nos sentarmos à mesa na quinta-feira, um dia antes de sua entrega definitiva, e pedirá que nós também eternizemos sua entrega em nossas vidas, em nossas atitudes: que sejamos servidores e anfitriões, alimento e perfume, amigos de Deus, amigos dos homens.
Quando entramos nesse mistério, então a Cruz já não nos assusta, pois os pés que nela estão cravados exalam o perfume da vida... doce mistério de amor!
Dai-nos Senhor a graça de também sermos casa de acolhida, mesa partilhada e unção de amor.
#SemanaSanta #Segunda-feiraSanta #unção #pcormaria
Pe. Eguione Instagram
terça-feira, 12 de abril de 2022
Meditação Diária
Ter, 12 – Terça-feira da Semana Santa

Is 49, 1-6 / Slm 70 (71), 1-6ab.15.17 / Jo 13, 21-33.36-38
Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória. (1.ª Leitura)
Na próxima sexta-feira, Cristo tem o seu momento de glória, revelando o amor de Deus por nós. Para «viver» o que Cristo fez, o leitor tem de olhar para as pessoas crucificadas à sua volta e deixar-se interpelar. Se no dia em que se celebra o momento maior da revelação do amor de Deus aos homens, o leitor não se deixa interpelar por «todos» os injustiçados através do que hoje seria uma morte voluntária na cadeira elétrica, então as cerimónias da Semana Santa são um ritual vazio.
https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1660
Salmo 118(119),49-56
VII (Zain)
Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei
A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna (Jo 6,68).
–49 Lembrai-vos da promessa ao vosso servo, *
pela qual me cumulastes de esperança!
–50 O que me anima na aflição é a certeza: *
vossa palavra me dá a vida, ó Senhor.
–51 Por mais que me insultem os soberbos, *
eu não me desviarei de vossa lei.
–52 Recordo as leis que vós outrora proferistes, *
e esta lembrança me consola o coração.
–53 Apodera-se de mim a indignação, *
vendo que os ímpios abandonam vossa lei.
–54 As vossas leis são para mim como canções *
que me alegram nesta terra de exílio.
–55 Até de noite eu relembro vosso nome *
e observo a vossa lei, ó meu Senhor!
–56 Quanto a mim, uma só coisa me interessa: *
cumprir vossos preceitos, ó Senhor!
https://liturgiadashoras.online/hora-nona-de-terca-feira-na-semana-santa/
domingo, 10 de abril de 2022
Meditação Diária
Dom, 10 – Domingo de Ramos na Paixão do Senhor – Ano C

Is 50, 4-7 / Slm 21 (22), 8-9.17-18a.19-20.23-24 / Filip 2, 6-11 / Lc 22, 14 – 23, 56
Com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém inauguramos a Semana Maior, a Semana Santa. Num ápice, durante a cerimónia de hoje, passamos de assistir à apoteótica entrada de Jesus na Cidade Santa montado num jumento, conforme a profecia, à visão do seu corpo cravado no desprezível trono da Cruz, onde, coroado como Rei dos Judeus, Jesus, o Cristo, encontra a morte.
Entremos nestes últimos dias particularmente conscientes da fugacidade das nossas vitórias terrenas. Honra, sucesso, poder e seus congéneres de nada valem quando o coração não está orientado para o bem. E um coração orientado para o bem arrisca a cruz, arrisca a injustiça, arrisca ser tido por nada quando no seu centro arde tudo o que interessa: o amor por Deus e pelo próximo.
É curioso que tantos apontem a religião somente como consolo para os frágeis, quando no centro da nossa fé está o sério desafio a assumir a cruz, sem olhar o preço, sem regatear, sem buscar ganhos e arriscando tudo perder. No centro do mistério pascal encontramos este Deus que se entrega nas mãos do pecado porque confia no triunfo da misericórdia. E como vemos pela sua agonia, não há uma pinga de heroísmo ou voluntarismo. O que há é esperança de que o amor é de facto maior e de que os portões da morte nada podem diante de Deus.
Aproveitemos estes dias para renovar o nosso compromisso com esta fé de mulheres e homens que se oferecem, que se fazem disponíveis por amor, não buscando outra coisa que não o bom, o justo e o verdadeiro. E que, desta forma, façamos das nossas vidas lugares belos, com a potência de iluminar as trevas e de consolar aqueles que parecem fora de alcance. Seremos assim o que de mais central existe na Trindade, que se revela em Cristo: Luz e Abraço.
quarta-feira, 6 de abril de 2022
Meditação Diária
Qua, 6 – Semana V da Quaresma

Dan 3, 14-20.91-92.95 / Dan 3, 52-56 / Jo 8, 31-42
Não prestamos culto aos teus deuses... (1.ª Leitura)
Vivemos numa sociedade secularizada, cheia de antivalores que nos entram pelo cérebro e pelo coração sem darmos por isso. Alguns dos antivalores são: só aceitar dar à luz filhos saudáveis, não nos insurgirmos contra isso, viver para aparentar (quanto dinheiro não se gasta na maquillage das filhas ainda adolescentes), querer moldar o nosso parente ou membro de comunidade ao nosso gosto, ter uma religião confortável (e falsa), só de rituais e que não nos desafia nem nos faz progredir. Hoje, o leitor medite sobre isto.
terça-feira, 5 de abril de 2022
domingo, 3 de abril de 2022
Meditação Diária
Dom, 3 – Domingo V da Quaresma – Ano C

Is 43, 16-21 / Slm 125 (126), 1-6 / Filip 3, 8-14 / Jo 8, 1-11
Aproximamo-nos da Páscoa e os Evangelhos mostram-nos como cresce a tensão em torno da figura de Jesus. São muitos aqueles que se juntam para planear as formas de o desmascarar como falso profeta.
No conhecido Evangelho de hoje – o episódio da mulher adúltera – escribas e fariseus tentam tirar proveito da infidelidade conjugal daquela mulher para forçar Jesus a entrar em contradição: ou é coerente com a sua mensagem de misericórdia e desautoriza as Escrituras, que exigem o apedrejamento da mulher adúltera; ou admite que está errado, defende o seu apedrejamento e todos percebem que este suposto profeta não é mais do que um charlatão.
O que me surpreende cada vez que me encontro com este Evangelho é o movimento de Jesus em direção à terra, começando a escrever no pó. O que terá Ele escrito no pó? Nunca o saberemos, mas este movimento de Jesus em direção ao solo, este tocar da terra recorda-nos a humildade original: recorda-nos que somos pó e que voltaremos a ser pó.
Este «escrever na terra» foi como se Jesus colocasse um espelho diante da assembleia e nele todos tivessem reconhecido a sua atual imagem, uma imagem desfigurada pelo pecado próprio. Os Padres da Igreja chegam a afirmar que Jesus escreveu na terra alguns dos pecados daqueles que estavam diante d’Ele.
Depois deste longo olhar no seu reflexo, manchado pelo pecado, imaginem o que é ouvir a frase «quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra»! A coligação negativa que buscava apedrejar uma mulher e encurralar Jesus dissolve-se diante da Aliança entre Jesus e a mulher, diante deste encontro entre a misericórdia e a fragilidade humana, encontro de onde brota o perdão.
Que esta passagem do Evangelho, ícone da desarmante misericórdia divina e do poder do perdão de Deus, ilumine os nossos passos. Rejeitemos entrar em murmurações e conspirações. Em toda e qualquer situação, tenhamos diante de nós os nossos pecados, vivamos agradecidos pela misericórdia de Deus e sejamos testemunhas do seu perdão. E que as pedras que estão ao nosso alcance, aquelas que somos tentados a usar para apedrejar outros, nunca descolem do chão.
sexta-feira, 1 de abril de 2022
Intenções do Papa
Oração mensal - Mês Abril 2022
Senhor Jesus Cristo, que curaste com doçura tantos doentes que se aproximaram de ti em busca de sanação e alívio, assiste com o teu Espírito Santo os profissionais de saúde que hoje continuam a curar e a sanar os que se encontram doentes. Faz-lhes sentir a tua consolação e proximidade quando eles cuidam dos mais pobres e mais idosos, para que continuem a aumentar o Reino do Pai e a tornar fecunda a missão de compaixão pelo mundo. Permite que encontrem nos governos e comunidades que servem corações grandes que os apoiem e suportem. Ámen.
Oração de oferecimento
Pai de bondade, eu sei que estás comigo.
Aqui estou neste dia
Coloca mais uma vez o meu coração
junto ao Coração do teu Filho Jesus,
que se entrega por mim e que vem a mim na Eucaristia.
Que o teu Espírito Santo
me faça seu amigo e apóstolo, disponível para a sua
missão de compaixão.
Coloco nas tuas mãos
as minhas alegrias e esperanças
os meus trabalhos e sofrimentos,
tudo o que sou e tenho,
em comunhão com meus irmãos e irmãs desta rede
mundial de oração.
Com Maria, ofereço-Te o meu dia
pela missão da Igreja
e pelas intenções de oração do Papa e do meu Bispo
para este mês.
Amém.
Intenção de oração da Conferência Episcopal
Por la pastoral de la educación. Para que seamos capaces de anunciar la Buena Noticia que transforma nuestras vidas a través en todos los ámbitos educativos, especialmente en el mundo universitario.
Atitudes para a vida cotidiana
Apoiar. "A proximidade é um bálsamo precioso, que dá apoio e consolação a quem sofre na doença" (Papa Francisco). Este mês, como podes expressar o teu apoio aqueles que trabalham ou servem em hospitais e clínicas?
Dar assistência. "A atual pandemia colocou em evidência tantas insuficiências dos sistemas sanitários e carências na assistência às pessoas doentes. Viu-se que, aos idosos, aos mais frágeis e vulneráveis, nem sempre é garantido o acesso aos cuidados médicos, ou não o é sempre de forma equitativa" (Papa Francisco). Tem um gesto de proximidade e ternura para com aqueles que se ocupam e cuidam dos doentes.
Cuidar. "A propósito, quero recordar a importância da solidariedade fraterna, que se manifesta concretamente no serviço, podendo assumir formas muito diferentes mas todas elas orientadas ao apoio do próximo. Servir significa cuidar dos frágeis das nossas famílias, da nossa sociedade, do nosso povo"" (Papa Francisco). Poderias dedicar, este mês, um pouco do teu tempo a cuidar de um doente?
