Rezemos para que os recursos do planeta não sejam saqueados, mas partilhados de forma justa e respeitosa.
Reflexão
O mês de setembro é habitualmente marcado pelo tema do cuidado da criação, pois inicia com a Jornada Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Neste ano de 2020, a Rede Mundial de Oração do Papa, em parceria com o Global Catholic Climate Movement, procura dar mais ênfase a esta intenção. O Papa Francisco pede que olhemos em particular para a questão dos recursos do planeta. O modo como aborda o assunto é feito através de uma oposição: contra o «saque» deve-se reagir com a partilha, que tem a marca da justiça e do respeito.
Esta perspetiva coloca-nos perante uma atitude de responsabilidade, não só em relação ao nosso planeta, para que não seja vítima de uma exploração desregrada, que acaba por o ir destruindo e esvaziando, mas, sobretudo, em relação aos outros.
Os bens da terra, como dons de Deus, não são propriedade do mais forte, do mais rico ou do mais poderoso. São dons para todos os habitantes do planeta. Cuidar a forma como usamos ou gastamos os recursos é uma responsabilidade. Responsabilidade que é justiça e respeito, algo que nos dignifica como pessoas e nos une como irmãos.
O Papa Francisco tem alertado com muita frequência para os modelos de produção e de consumo, verificando como estes têm consequências trágicas já no curto prazo. Para além das medidas que devem ser tomadas a nível global, é importante insistir na criação de uma mentalidade e sensibilidade de habitantes de uma Casa Comum, em que as escolhas individuais têm impacto no todo.
Por isso, é essencial que possamos rever os nossos hábitos de uso e consumo dos bens, como a água, a energia, a origem e processo de produção do que compramos, etc... Parecem gestos pequenos, mas disso depende o nosso futuro e a saúde de todos.
A recente crise de pandemia fez-nos conscientes da necessidade da solidariedade e do cuidado uns pelos outros. Aqui encontramos também um ensinamento para um estilo de vida que cuida e protege.
Oração
Pai de bondade,
Tu que criaste o mundo cheio de beleza
e o confiaste aos teus filhos para que cuidassem dele,
ajuda-nos a ter um coração generoso e aberto,
atento às necessidades dos outros
e capaz de partilhar.
Envia o teu Espírito sobre aqueles que decidem
acerca dos modelos de produção e de consumo,
para que os bens da criação que nos confias
sirvam a dignidade da vida de todos
na justiça, no respeito e na solidariedade.
Pai-Nosso...
Desafios
- Procurar conhecer e divulgar as iniciativas do Global Catholic Climate Movement, parceiro este mês da Rede Mundial de Oração do Papa, nos próprios meios e através das Redes Sociais.
- Promover um momento de oração, em família, ou na comunidade, pedindo para que os bens da terra sejam partilhados com justiça e respeito, ajudando a sensibilizar os outros para este tema.
- Fazer um exame de consciência que ajude a tomar decisões concretas, para que os pequenos gestos e escolhas do dia a dia contribuam para um estilo de vida e de consumo mais sustentável.
Exultemos de alegria
no Senhor,
e com cantos de alegria o celebremos!
V. Vinde, ó Deus, em meu
auxílio. R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia. Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.
Hino
I.
Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:
Chegou o tempo para
nós,
segundo o anúncio do Senhor,
em que virá do céu o Esposo,
do reino eterno o Criador.
A seu encontro as
virgens sábias
correm, levando em suas mãos
lâmpadas vivas, luminosas,
cheias de imensa exultação.
Pelo contrário, as
virgens loucas
lâmpadas levam apagadas
e, em vão, do Rei batem às portas,
que já se encontram bem fechadas.
Sóbrios, agora
vigiemos
para que, vindo o Rei das gentes,
corramos logo ao seu encontro,
com nossas lâmpadas ardentes.
Divino Rei, fazei-nos
dignos
do Reino eterno, que já vem,
e assim possamos para sempre
vosso louvor cantar. Amém.
II.
Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:
Dos santos vida e
esperança,
Cristo, caminho e salvação,
luz e verdade, autor da paz,
a vós, louvor e adoração.
Vosso poder se
manifesta
nas vidas santas, ó Senhor.
Tudo o que pode e faz o justo,
traz o sinal do vosso amor.
Concedei paz aos
nossos tempos,
força na fé, cura ao doente,
perdão àqueles que caíram;
a todos, vida, eternamente!
Igual louvor ao Pai,
ao Filho,
e ao Santo Espírito também
seja cantado em toda parte
hoje e nos séculos. Amém.
Salmodia
Ant. 1 Inclinai o vosso ouvido
para mim,
apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!
Salmo 30(31),2-17.20-25
Súplica confiante do aflito
Pai, em tuas mãos
entrego o meu espírito (Lc 23,46).
I
–2 Senhor, eu ponho em vós
minha esperança; *
que eu não fique envergonhado eternamente! = Porque sois justo,
defendei-me e libertai-me, † 3 inclinai o vosso ouvido
para mim; *
apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!
– Sede uma rocha
protetora para mim, *
um abrigo bem seguro que me salve! –4 Sim, sois vós a minha
rocha e fortaleza; *
por vossa honra orientai-me e conduzi-me! –5 Retirai-me desta rede
traiçoeira, *
porque sois o meu refúgio protetor!
–6 Em vossas mãos, Senhor,
entrego o meu espírito, *
porque vós me salvareis, ó Deus fiel! –7 Detestais os que adoram
deuses falsos; *
quanto a mim, é ao Senhor que me confio.
=8 Vosso amor me faz
saltar de alegria, †
pois olhastes para as minhas aflições *
e conhecestes as angústias de minh’alma. –9 Não me entregastes
entre as mãos do inimigo, *
mas colocastes os meus pés em lugar amplo!
Ant. Inclinai o vosso ouvido
para mim,
apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!
Ant. 2 Mostrai serena a vossa face
ao vosso servo.
II
=10 Tende piedade, ó Senhor,
estou sofrendo: †
os meus olhos se turvaram de tristeza, *
o meu corpo e minha alma definharam! –11 Minha vida se consome
em amargura, *
e se escoam os meus anos em gemidos!
– Minhas forças
se esgotam na aflição, *
e até meus ossos, pouco a pouco, se desfazem! –12 Tornei-me o opróbrio do
inimigo, *
o desprezo e zombaria dos vizinhos, – e objeto de pavor
para os amigos; *
fogem de mim os que me vêem pela rua.
–13 Os corações me
esqueceram como um morto, *
e tornei-me como um vaso espedaçado. –14 Ao redor, todas as
coisas me apavoram; *
ouço muitos cochichando contra mim; – todos juntos se
reúnem, conspirando *
e pensando como vão tirar-me a vida.
–15 A vós, porém, ó meu
Senhor, eu me confio, *
e afirmo que só vós sois o meu Deus! –16 Eu entrego em vossas
mãos o meu destino; *
libertai-me do inimigo e do opressor! –17 Mostrai serena a vossa
face ao vosso servo, *
e salvai-me pela vossa compaixão!
Ant. Mostrai serena a vossa face
ao vosso servo.
Ant. 3 Seja bendito o Senhor Deus por seu amor maravilhoso!
III
–20 Como é grande, ó Senhor,
vossa bondade, *
que reservastes para aqueles que vos temem! – Para aqueles que
em vós se refugiam, *
mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.
–21 Na proteção de vossa
face os defendeis *
bem longe das intrigas dos mortais. – No interior de
vossa tenda os escondeis, *
protegendo-os contra as línguas maldizentes.
–22 Seja bendito o Senhor
Deus, que me mostrou *
seu grande amor numa cidade protegida! –23 Eu que dizia quando
estava perturbado: *
“Fui expulso da presença do Senhor!” – Vejo agora que
ouvistes minha súplica, *
quando a vós eu elevei o meu clamor.
=24 Amai o Senhor Deus,
seus santos todos, †
ele guarda com carinho seus fiéis, *
mas pune os orgulhosos com rigor. –25 Fortalecei os corações,
tende coragem, *
todos vós que ao Senhor vos confiais!
Ant. Seja bendito o Senhor Deus
por seu amor maravilhoso!
V. Vossa verdade me oriente
e me conduza,
R. Porque sois o Deus da minha
salvação.
Primeira leitura
Do Livro do Profeta Jeremias
19,1-5.10-20,6
Ação simbólica da bilha quebrada
19,1
Isto diz o Senhor: “Vai comprar na olaria uma bilha de barro, e, em
companhia de alguns anciãos do povo e sacerdotes, 2sai na direção do vale de Ben-Enom,
próximo à entrada da porta dos oleiros, e aí pronunciarás as palavras que eu
te falar, 3e dirás: Ouvi a palavra
do Senhor, reis de Judá e habitantes de Jerusalém. Isto diz o Senhor dos
exércitos, Deus de Israel: Eu farei cair sobre este lugar tamanha aflição
que só a notícia dela fará o povo consternado, 4porque me abandonaram e
venderam este lugar; realizaram nele sessões de culto a deuses estrangeiros,
que nem eles próprios nem seus pais nem os reis de Judá conheceram; banharam
o lugar de sangue de inocentes; 5edificaram
templos em lugares altos para aí queimar seus filhos em holocausto a Baal,
coisa que não é meu preceito, nem dela falei nem dela tive intenção.
10
Em seguida, quebrarás a bilha à vista dos que te acompanham, 11e lhes dirás: Isto diz o Senhor dos
exércitos: Quebrarei este povo e esta cidade, como se quebra um vaso de
oleiro, que não serve mais para ser consertado; serão sepultados no Tofet,
porque não haverá outro lugar para sepultura.
12Tratarei este lugar,diz o Senhor, e seus habitantes de modo
que a cidade se transformará num Tofet; 13as
casas de Jerusalém e as casas dos reis de Judá serão como o lugar do Tofet,
imundas: todas as casas em cujos terraços foram realizados atos de culto aos
astros e libações aos deuses estrangeiros”.
14
Então Jeremias regressou de Tofet, para onde o enviara o Senhor em missão
profética, e pôs-se de pé no átrio da casa do Senhor, e disse a todo o povo:
15“Isto diz o Senhor dos
exércitos, Deus de Israel: Farei vir sobre esta cidade, e sobre as suas
vizinhanças, todos os males com que a tinha ameaçado, porque ficaram
empedernidos em sua obstinação, e não ouviram as minhas palavras”.
20,1
O sacerdote Fassur, filho de Emer, então superintendente da
casa do Senhor, ouviu estas palavras de Jeremias em sua função de profeta.
2 Fassur mandou espancar Jeremias
e submetê-lo ao couro, no local de castigo que havia na Porta de Benjamin, a
porta superior da casa do Senhor. 3Ao
raiar do dia seguinte, Fassur retirou Jeremias do castigo. Mas Jeremias
falou-lhe: “Para o Senhor, teu nome não é Fassur, mas sim Pavor-total. 4Isto diz o Senhor: Vou transformar-te
num homem apavorado, a ti e a todos os teus amigos, e teus olhos os verão
cair pela espada de seus inimigos; entregarei Judá inteiro às mãos do rei da
Babilônia, que os deportará para a Babilônia e os passará à espada. 5 Entregarei toda a riqueza desta
cidade, todo o produto do seu trabalho, todos os tesouros e preciosidades
dos reis de Judá, nas mãos dos seus inimigos; estes, tudo irão saquear e
depredar, e o carregarão para a Babilônia. 6Agora
tu, Fassur, e todos os que moram em tua casa, ireis para o cativeiro; irás
para a Babilônia e aí morrerás; aí serás sepultado, tu e todos os teus
amigos, com quem usavas a profecia para mentir”.
Responsório Cf. Mt 23,37; cf. Jr 19,15
R. Jerusalém, ó tu, que matas os profetas
e apedrejas os que a ti são enviados,
* Quantas vezes quis reunir os teus pintinhos
sob as asas, tu, porém, não o quiseste.
V. Jerusalém, endureceste teu pescoço,
a fim de não ouvir minhas palavras.
* Quantas.
Segunda leitura
Do Livro da Imitação de Cristo
(Lib. 3,3) (Séc.XV)
Eu ensinei os meus profetas
Ouve,
filho, minhas palavras suavíssimas, que superam toda a ciência dos filósofos
e sábios deste mundo.
Minhas palavras são espírito e vida
(cf. Jo 6,63), não ponderáveis por humanas inteligências.
Não
devem ser puxadas para a vã complacência, mas escutadas em silêncio,
acolhidas com total humildade e afeição íntima.
Eu
disse: Feliz
a quem instruis, Senhor, e lhe ensinas tua lei para que o alivies nos dias
maus (Sl
93,12-13) e para que não se sinta abandonado na terra.
Eu,
diz o Senhor, ensinei no início aos profetas e até hoje não cesso de falar a
todos. Porém muitos, à minha voz, são surdos e endurecidos.
Muitos se comprazem em atender ao mundo mais que a Deus; com maior
facilidade seguem os apetites de sua carne do que a vontade de Deus.
O
mundo promete coisas temporárias e pequeninas e é servido com imensas
cobiças. Eu prometo bens sublimes e eternos e se entorpecem os corações dos
mortais.
Quem
me serve e obedece com tanto empenho em todas as coisas, quanto se serve ao
mundo e aos seus senhores?
Cora
de vergonha, servo preguiçoso e descontente, porque aqueles estão mais
prontos para se perderem do que tu para viveres.
Mais
se alegram aqueles com a vaidade do que tu com a verdade.
E, no
entanto, por vezes se frustra sua esperança,ao passo que jamais falha a
alguém minha promessa, nem sai de mãos vazias quem em mim confia.
O que
prometi, darei; o que falei, cumprirei.
Sou
eu o remunerador dos bons e inabalável acolhedor de todos os fiéis.
Escreve minhas palavras em teu coração e rumina-as com cuidado; serão muito
necessárias no tempo da tentação.
O que
não entendes ao ler, entenderás quando te visitar.
Costumo visitar de dois modos meus eleitos: pela tentação e pela consolação.
E
lhes leio diariamente duas lições: uma, arguindo seus vícios; outra,
exortando a progredir na virtude.
Quem
tem minhas palavras e delas faz pouco caso, terá quem o julgue no último dia
(cf. Jo 12,48).
Responsório Cf. Pr 23,26; 1,9; 5,1
R. Meu filho, entrega a mim teu coração
e teus olhos observem meus caminhos,
* Porque isto servirá para o teu bem.
V. Meu filho, ouve bem os meus conselhos
e escuta este homem experiente.
* Porque isto.
Oração
Deus do
universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e
estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é
bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Patience
is needed every day, especially in the face of trials. Love is even
more needed, because there is no patience without love. Love is
demonstrated in several ways: in listening, seeing, welcoming and`
reacting. It does not allow negative thoughts to invade our minds, nor
to infiltrate our feelings. It brings down all evil and intolerance,
restores our understanding, allows us to act in an integral way and to
keep only what is really important within us.
Jer 20, 7-9 / Slm 62 (63), 2-6.8-9 / Rom 12, 1-2 / Mt 16, 21-27
Estas
palavras do profeta Jeremias são proferidas nas vésperas de Jerusalém
ser destruída e seus habitantes serem deportados para a Babilónia. O rei
Joaquim não governa o povo, cuida do seu enriquecimento. Os sacerdotes
preocupam-se com os rituais exteriores e o povo sente-se como um rebanho
sem pastores. Neste cenário de ruína, Jeremias desabafa perante Deus os
seus queixumes e angústias. Mas fá-lo num clima de amor apaixonado,
pois experimenta que Deus o seduziu e ele aceitou essa sedução para
exercer a sua vocação de profeta.
Teremos provavelmente a
experiência de nem sempre sermos bem aceites na nossa identidade de
cristãos e católicos praticantes. Sentimos que nos é pedido remar contra
a corrente de modas e do pensamento dominante. Conseguiremos perseverar
e vencer os obstáculos na medida em que experimentarmos o amor de Deus
que nos seduz pelo caminho do bem, da beleza e da verdade.
São
Paulo pede-nos para não cedermos à tentação de nos conformarmos com os
critérios deste mundo, com o que é política e socialmente correto. Não
podemos permitir que haja pressões e controlo da nossa consciência,
orientada por valores e norteada pelo amor de Deus. A nossa felicidade
está em saber «discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que
Lhe é agradável, o que é perfeito».
No tempo de Jesus, a ideia
comum do Messias era muito terra a terra: traria o bem-estar material, a
libertação política de Israel, triunfando como um grande senhor
temporal. Neste Evangelho encontramos o primeiro dos três anúncios que
Jesus faz da sua paixão e morte. Pedro faz de porta-voz dos critérios do
seu tempo, fazendo-se conselheiro do Messias: «Deus Te livre de tal,
Senhor! Isso não há de acontecer!». Cristo reage fortemente,
clarificando a identidade da sua missão salvadora.
Uma tentação
comum é de aveludarmos a exigência do Evangelho e de pretendermos um
Cristianismo sem cruz. Cristo também hoje nos recorda o caminho de
sentido único dos seus seguidores: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie
a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua
vida há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa há de
encontrá-la».
At
the beginning of this day, I thank God for the sounds around me, all the
sounds that remind me of the goodness of Creation. I ask the Lord for
the grace to live the challenges of this day with courage, without
fearing the consequences of a just action. I offer you all the works and
thoughts of this day for Pope Francis’ intention for this month, for
all those who work and live from the sea. Glory Be…
R. Socorrei-me sem demora. Glória ao
Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Hino
Vós que sois o Imutável,
Deus fiel, Senhor da História,
nasce e morre a luz do dia,
revelando a vossa glória.
Seja a tarde luminosa
numa vida permanente.
E da santa morte o prêmio
nos dê glória eternamente.
Escutai-nos, ó Pai
Santo,
pelo Cristo, nosso irmão,
que convosco e o Espírito
vive em plena comunhão.
Ou:
Cumprindo o ciclo
tríplice das horas,
louvemos ao Senhor de coração,
cantando em nossos salmos a grandeza
de Deus, que é Uno e Trino em perfeição.
A exemplo de São
Pedro, nosso mestre,
guardando do Deus vivo e verdadeiro,
em almas redimidas, o mistério,
sinal de salvação ao mundo inteiro,
também salmodiamos no
espírito,
unidos aos apóstolos do Senhor,
e assim serão firmados nossos passos
na força de Jesus, o Salvador.
Louvor ao Pai, autor
de toda a vida,
e ao Filho, Verbo Eterno, Sumo Bem,
unidos pelo amor do Santo Espírito,
Deus vivo pelos séculos. Amém.
Salmodia
Ant. 1 De vossos mandamentos
corro a estrada,
porque vós me dilatais o coração.
Salmo 118(119),25-32
IV (Daleth)
Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei
Ao entrar no mundo,
afirma: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade (Hb 10,5.7).
–25 A minha alma está prostrada
na poeira, *
vossa palavra me devolva a minha vida! –26 Eu vos narrei a minha
sorte e me atendestes, *
ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade!
–27 Fazei-me conhecer
vossos caminhos, *
e então meditarei vossos prodígios! –28 A minha alma chora e
geme de tristeza, *
vossa palavra me console e reanime!
–29 Afastai-me do caminho
da mentira *
e dai-me a vossa lei como um presente! –30 Escolhi seguir a trilha
da verdade, *
diante de mim eu coloquei vossos preceitos.
–31 De coração quero
apegar-me à vossa lei; *
ó Senhor, não me deixeis desiludido! –32 De vossos mandamentos
corro a estrada, *
porque vós me dilatais o coração.
Ant. De vossos mandamentos
corro a estrada,
porque vós me dilatais o coração.
Ant. 2 Confiando no Senhor,
não vacilei.
Salmo 25(26)
Prece confiante do inocente
Em Cristo, Deus nos
escolheu para que sejamos santos e irrepreensíveis (Ef 1,4).
–1 Fazei justiça, ó Senhor:
sou inocente, *
e confiando no Senhor não vacilei. –2 Provai-me, ó Senhor, e
examinai-me, *
sondai meu coração e o meu íntimo!
–3 Pois tenho sempre vosso
amor ante meus olhos; *
vossa verdade escolhi por meu caminho. –4 Não me assento com os
homens mentirosos, *
e não quero associar-me aos impostores; –5 eu detesto a companhia
dos malvados, *
e com os ímpios não desejo reunir-me.
–6 Eis que lavo minhas mãos
como inocente *
e caminho ao redor de vosso altar, –7 celebrando em alta voz
vosso louvor, *
e as vossas maravilhas proclamando. –8 Senhor, eu amo a casa
onde habitais *
e o lugar em que reside a vossa glória.
–9 Não junteis a minha
alma à dos malvados, *
nem minha vida à dos homens sanguinários; –10 eles têm as suas mãos
cheias de crime; *
sua direita está repleta de suborno.
–11 Eu, porém, vou
caminhando na inocência; *
libertai-me, ó Senhor, tende piedade! –12 Está firme o meu pé na
estrada certa; *
ao Senhor eu bendirei nas assembléias.
Ant. Confiando no Senhor,
não vacilei.
Ant. 3 Confiou no Senhor Deus
meu coração,
e ele me ajudou e me alegrou.
Salmo 27(28),1-3.6-9
Súplica e ação de graças
Pai, eu te dou graças,
porque me ouviste (Jo 11,41).
–1 A vós eu clamo, ó Senhor,
ó meu rochedo, *
não fiqueis surdo à minha voz! – Se não me ouvirdes,
eu terei a triste sorte *
dos que descem ao sepulcro!
–2 Escutai o meu clamor, a
minha súplica, *
quando eu grito para vós; – quando eu elevo,
ó Senhor, as minhas mãos *
para o vosso santuário.
–3 Não deixeis que eu
pereça com os malvados, *
com quem faz a iniqüidade; – eles falam sobre
paz com o seu próximo, *
mas têm o mal no coração.
–6 Bendito seja o Senhor, porque
ouviu *
o clamor da minha súplica! –7 Minha força e escudo é
o Senhor; *
meu coração nele confia. – Ele ajudou-me e
alegrou meu coração; *
eu canto em festa o seu louvor.
–8 O Senhor é a fortaleza
do seu povo *
e a salvação do seu Ungido. –9 Salvai o vosso povo e
libertai-o; *
abençoai a vossa herança! – Sede vós o seu
pastor e o seu guia *
pelos séculos eternos!
Ant. Confiou no Senhor Deus
meu coração,
e ele me ajudou e me alegrou.
Leitura breve Cl
3,12-13
Vós sois amados por
Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera
misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando-vos uns aos
outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o
Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também.
V. Misericórdia e piedade
é o Senhor.
R. Ele é amor, paciência
e compaixão.
Oração
Senhor Jesus Cristo,
que fizestes o ladrão arrependido passar da cruz ao vosso Reino, aceitai a
humilde confissão de nossas culpas e fazei que, no instante da morte, entremos
com alegria no paraíso. Vós, que viveis e reinais para sempre.
Ant.
do Invitatório:O Cordeiro de Deus
adoremos,
a quem João precedeu na paixão.
V. Vinde, ó Deus, em meu
auxílio. R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia. Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.
Hino
Predecessor fiel da graça,
bondoso anjo da verdade,
clarão de Cristo, ele anuncia
a Luz da eterna claridade.
Das profecias o precônio
que ele cantara, austero e forte,
com vida e atos confirmou
pelo sinal da santa morte.
Quem para o mundo ia nascer
ele precede, ao vir primeiro,
mostrando Aquele que viria
dar o batismo verdadeiro.
E cuja morte inocente,
que a vida ao mundo conquistou,
fora predita pelo sangue
que João Batista derramou.
Ó Pai clemente, concedei-nos
seguir os passos de São João,
para fruirmos para sempre
o dom de Cristo, em profusão.
Salmodia
Ant. 1 Quem se tornar pequenino
como uma criança,
há de ser o maior no Reino dos céus.
Salmo 130(131)
Confiança filial e repouso em Deus
Aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração (Mt 11,29)
–1 Senhor, meu coração
não é orgulhoso, *
nem se eleva arrogante o meu olhar; – não ando à
procura de grandezas, *
nem tenho pretensões ambiciosas!
–2 Fiz calar e sossegar a
minha alma; *
ela está em grande paz dentro de mim, – como a criança
bem tranqüila, amamentada *
no regaço acolhedor de sua mãe.
–3 Confia no Senhor, ó
Israel, *
desde agora e por toda a eternidade!
Ant. Quem se tornar pequenino
como uma criança,
há de ser o maior no Reino dos céus.
Ant. 2 Na simplicidade
do meu coração,
alegre, vos dei tudo aquilo que tenho.
Salmo 131(132)
As promessas do Senhor à casa de Davi
O Senhor Deus lhe
dará o trono de Davi seu Pai (Lc 1,32).
I
–1 Recordai-vos, ó Senhor,
do rei Davi *
e de quanto vos foi ele dedicado; –2 do juramento que ao
Senhor havia feito *
e de seu voto ao Poderoso de Jacó:
–3 “Não entrarei na minha tenda,
minha casa, *
nem subirei à minha cama em que repouso, –4 não deixarei
adormecerem os meus olhos, *
nem cochilarem em descanso minhas pálpebras, –5 até que eu ache um
lugar para o Senhor, *
uma casa para o Forte de Jacó!”
–6 Nós soubemos que a arca
estava em Éfrata *
e nos campos de Iaar a encontramos: –7 Entremos no lugar em
que ele habita, *
ante o escabelo de seus pés o adoremos!
–8 Subi, Senhor, para o
lugar de vosso pouso, *
subi vós, com vossa arca poderosa! –9 Que se vistam de alegria
os vossos santos, *
e os vossos sacerdotes, de justiça! –10 Por causa de Davi, o
vosso servo, *
não afasteis do vosso Ungido a vossa face!
Ant. Na simplicidade
do meu coração,
alegre, vos dei tudo aquilo que tenho.
Ant. 3 O Senhor fez a Davi
um juramento,
e seu reino permanece para sempre.
II
–11 O Senhor fez a Davi
um juramento, *
uma promessa que jamais renegará: – “Um herdeiro que
é fruto do teu ventre *
colocarei sobre o trono em teu lugar!
–12 Se teus filhos
conservarem minha Aliança *
e os preceitos que lhes dei a conhecer, – os filhos deles
igualmente hão de sentar-se *
eternamente sobre o trono que te dei!”
–13 Pois o Senhor quis para
si Jerusalém *
e a desejou para que fosse sua morada: –14 “Eis o lugar do meu repouso
para sempre, *
eu fico aqui: este é o lugar que preferi!”
–15 “Abençoarei suas
colheitas largamente, *
e os seus pobres com o pão saciarei! –16 Vestirei de salvação
seus sacerdotes, *
e de alegria exultarão os seus fiéis!”
–17 “De Davi farei brotar
um forte Herdeiro, *
acenderei ao meu Ungido uma lâmpada. –18 Cobrirei de confusão
seus inimigos, *
mas sobre ele brilhará minha coroa!”
Ant. O Senhor fez a Davi
um juramento,
e seu reino permanece para sempre.
V. Vinde ver, contemplai
os prodígios de Deus,
R. E a obra estupenda
que fez no universo.
Primeira leitura
Do Livro do Profeta Jeremias
7,1-20
Oráculo contra a falsa confiança no templo
1
Palavra comunicada a Jeremias, da parte do Senhor: 2“Põe-te à porta da casa do Senhor e,
lá, anuncia esta palavra, dizendo: Ouvi a palavra do Senhor, todos vós de
Judá, que entrais por estas portas para adorar o Senhor. 3Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus
de Israel: Melhorai vossa conduta e vossas obras, que eu vos farei habitar
neste lugar. 4Não ponhais vossa
confiança em palavras mentirosas, dizendo: ‘É o templo do Senhor, o templo
do Senhor, o templo do Senhor!’ 5Mas,
se melhorardes vossa conduta e vossas obras, se fizerdes valer a justiça,
uns com os outros, 6não cometerdes
fraudes contra o estrangeiro, o órfão e a viúva, nem derramardes sangue
inocente neste lugar, e não andardes atrás de deuses estrangeiros, para
vosso próprio mal, 7então eu vos
farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde sempre e
para sempre.
8 Eis
que confiais em palavras mentirosas, que para nada servem. 9Como! Roubar, matar, cometer adultério
e perjúrio, queimar incenso a Baal, e andar atrás de deuses que nem sequer
conheceis; 10e depois, vindes à
minha presença, nesta casa em que meu nome é invocado, e dizeis: ‘Nenhum mal
nos foi infligido’, tendo embora cometido todas essas abominações. 11Acaso, esta casa, em que meu nome é
invocado, tornou-se a vossos olhos uma caverna de ladrões?
Eis
que também eu vi, diz o Senhor. 12Ide
ao meu posto, em Silo, onde a princípio habitou meu Nome, e vede o que aí
fiz em razão da maldade do meu povo, Israel. 13E
agora, que praticastes todas estas obras, diz o Senhor, falei a todos vós
desde muito cedo, na hora de levantar-vos, e não ouvistes, chamei-vos e não
atendestes; 14farei a esta casa,
sobre a qual foi meu Nome invocado e na qual tendes confiança, farei a este
lugar, que vos dei, a vós e a vossos pais, como fiz em Silo; 15eu vos expulsarei de minha presença,
como expulsei todos os vossos irmãos, a inteira descendência de Efraim. 16Tu, portanto, não rezes por este
povo, não dirijas preces e orações por essas pessoas; não me desobedeças, eu
não te atenderei. 17Não estás
vendo o que eles fazem nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? 18Os filhos ajuntam lenha, os pais acendem o fogo, as mulheres
preparam a farinha para fazer bolos destinados à rainha da noite e servirem
libações aos deuses estrangeiros, provocando a minha ira. 19Mas isto provoca a minha ira – diz o
Senhor – ou antes, vergonha a eles próprios? 20Isto,
pois, diz o Senhor Deus: Minha ira e indignação hão de cair sobre este
lugar, sobre homens e animais, sobre as árvores da região e sobre os frutos
da terra. Tudo arderá para não mais se apagar.
Responsório Jr 7,11; Is 56,7c; Jo 2,16b
R. Por acaso esta casa, consagrada ao meu nome,
ter-se-ia transformado em um antro de ladrões?
* Minha casa é casa de oração
e para todos os povos o será.
V. Não façais, diz o Senhor, da casa do meu Pai
uma casa de comércio.
* Minha casa.
Segunda leitura
Das Homilias de São Beda Venerável, presbítero
(Hom. 23:CCL122,354.356-357) (Séc.VIII)
Precursor de Cristo no nascimento e na morte
O
santo precursor do nascimento, da pregação e da morte do Senhor mostrou o
vigor de seu combate, digno dos olhos divinos, como diz a Escritura: E
se diante dos homens sofreu tormentos, sua esperança está repleta de
imortalidade
(cf. Sb 3,4). Temos razão de celebrar a festa do dia do nascimento daquele
que o tornou solene para nós por sua morte, e o ornou com o róseo fulgor de
seu sangue. É justo venerarmos com alegria espiritual a memória de quem
selou com o martírio o testemunho que deu em favor do Senhor.
Não
há que duvidar, se São João suportou o cárcere e as cadeias, foi por nosso
Redentor, de quem dera testemunho como precursor. Também por ele deu a vida.
O perseguidor não lhe disse que negasse a Cristo, mas que calasse a verdade.
No entanto morreu por Cristo.
Porque Cristo mesmo disse: Eu
sou a verdade
(Jo 14,6); por conseguinte, morreu por Cristo, já que derramou o sangue pela
verdade. Antes, quando nasceu, pregou e batizou, dava testemunho de quem
iria nascer, pregar, ser batizado. Também apontou para aquele que iria
sofrer, sofrendo primeiro.
Um
homem de tanto valor terminou a vida terrena pela efusão do sangue, depois
do longo sofrimento da prisão. Aquele que proclamava o Evangelho da
liberdade da paz celeste, foi lançado por ímpios às cadeias; foi fechado na
escuridão do cárcere quem veio dar testemunho da luz e por esta mesma luz,
que é Cristo, tinha merecido ser chamado de lâmpada ardente e luminosa. Foi
batizado no próprio sangue aquele a quem tinha sido dado batizar o Redentor
do mundo, ouvir sobre ele a voz do Pai, ver descer a graça do Espírito
Santo. Contudo, para quem tinha conhecimento de que seria recompensado pelas
alegrias perpétuas não era insuportável sofrer tais tormentos pela verdade,
mas, pelo contrário, fácil e desejável.
Considerava desejável aceitar a morte, impossível de evitar por força da
natureza, junto com a palma da vida perene, por ter confessado o nome de
Cristo. Assim disse bem o Apóstolo:
Porque vos foi dado por Cristo não apenas crer nele, mas ainda sofrer por
ele
(Fl 1,29). Diz ser dom de Cristo que os eleitos sofram por ele, conforme diz
também: Os
sofrimentos desta vida não se comparam à futura glória que se revelará em
nós
(Rm 8,18).
Responsório Mc 6,17.27
R. Herodes ordenara prender a João Batista
e acorrentá-lo na prisão
* Por causa de Herodíades, mulher de seu irmão,
que tomara por esposa.
V. Ele mandou o executor decapitá-lo na prisão.
* Por causa.
Oração
Ó Deus,
quisestes que São João Batista fosse o precursor do nascimento e da
morte do vosso Filho; como ele tombou na luta pela justiça e a verdade,
fazei-nos também lutar corajosamente para testemunhar a vossa palavra.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo.