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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Oração das Quinze Horas


 

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.

R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo.
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Vós que sois o Imutável,
Deus fiel, Senhor da História,
nasce e morre a luz do dia,
revelando a vossa glória.

Seja a tarde luminosa
numa vida permanente.
E da santa morte o prêmio
nos dê glória eternamente.

Escutai-nos, ó Pai Santo,
pelo Cristo, nosso irmão,
que convosco e o Espírito
vive em plena comunhão.

Ou:

Cumprindo o ciclo tríplice das horas,
louvemos ao Senhor de coração,
cantando em nossos salmos a grandeza
de Deus, que é Uno e Trino em perfeição.

A exemplo de São Pedro, nosso mestre,
guardando do Deus vivo e verdadeiro,
em almas redimidas, o mistério,
sinal de salvação ao mundo inteiro,

também salmodiamos no espírito,
unidos aos apóstolos do Senhor,
e assim serão firmados nossos passos
na força de Jesus, o Salvador.

Louvor ao Pai, autor de toda a vida,
e ao Filho, Verbo Eterno, Sumo Bem,
unidos pelo amor do Santo Espírito,
Deus vivo pelos séculos. Amém.

Salmodia

Ant. 1 Feliz o homem que na lei
do Senhor Deus vai progredindo.

Salmo 118(119),1-8

I (Aleph)

Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei

Isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos (1Jo 5,3).

1 Feliz o homem sem pecado em seu caminho, *
que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

2 Feliz o homem que observa seus preceitos, *
e de todo o coração procura a Deus!

3 Que não pratica a maldade em sua vida, *
mas vai andando nos caminhos do Senhor.

4 Os vossos mandamentos vós nos destes, *
para serem fielmente observados.

5 Oxa seja bem firme a minha vida *
em cumprir vossa vontade e vossa lei!

6 Então não ficarei envergonhado *
ao repassar todos os vossos mandamentos.

7 Quero louvar-vos com sincero coração, *
pois aprendi as vossas justas decisões.

8 Quero guardar vossa vontade e vossa lei; *
Senhor, não me deixeis desamparado!

Ant. Feliz o homem que na lei
do Senhor Deus vai progredindo.

Ant. 2 Meu coração, por vosso aulio, rejubile!

Salmo 12(13)

Lamentação do justo que confia em Deus

Que o Deus da esperança vos encha da alegria (Rm 15,13).

2 Até quando, ó Senhor, me esquecereis? *
Até quando escondereis a vossa face?

=3 Até quando estará triste a minha alma? †
e o coração angustiado cada dia? *
Até quando o inimigo se erguerá?

=4 Olhai, Senhor, meu Deus, e respondei-me! †
Não deixeis que se me apague a luz dos olhos *
e se fechem, pela morte, adormecidos!

=5 Que o inimigo não me diga: “Eu triunfei!” †
Nem exulte o opressor por minha queda, *

6 uma vez que confiei no vosso amor!

– Meu coração, por vosso auxílio, rejubile, *
e que eu vos cante pelo bem que me fizestes!

Ant. Meu coração, por vosso aulio, rejubile!

Ant. 3 À humanidade, quando imersa no pecado,
o Senhor manifestou sua bondade.

Salmo 13(14)

A insensatez dos ímpios

Onde se multiplicou o pecado, aí superabundou a graça (Rm 5,20).

1 Diz o insensato em seu próprio coração: *
“Não há Deus! Deus não existe!”

– Corromperam-se em ações abomináveis. *
Já não quem faça o bem!

2 O Senhor, ele se inclina lá dos céus *
sobre os filhos de Adão,

– para ver se resta um homem de bom senso *
que ainda busque a Deus.

3 Mas todos eles igualmente se perderam, *
corrompendo-se uns aos outros;

– não existe mais nenhum que faça o bem, *
não existe um sequer.

4 Se que não percebem os malvados *
quanto exploram o meu povo?

– Eles devoram o meu povo como pão, *
e não invocam o Senhor.

5 Mas um dia vão tremer de tanto medo, *
porque Deus está com o justo.

6 Podeis rir da esperança dos humildes, *
mas o Senhor é o seu refúgio!

7
Que venha, venha logo, de Sião *
a salvação de Israel!

– Quando o Senhor reconduzir do cativeiro *
os deportados de seu povo,

– que bilo e que festa em Jacó, *
que alegria em Israel!

Ant. À humanidade, quando imersa no pecado,
o Senhor manifestou sua bondade.

Leitura breve Jó 5,17-18

Feliz o homem a quem Deus corrige: não desprezes a lição do Todo-Poderoso, porque ele fere e cura a ferida, golpeia e cura com a sua mão.

V. Conforme o vosso amor, Senhor, tratai-me.

R. E também vossos degnios ensinai-me!

Oração

Senhor Deus, que enviastes vosso anjo para mostrar ao centurião Cornélio o caminho da vida, concedei-nos trabalhar com alegria para a salvação da humanidade, a fim de que, unidos todos na vossa Igreja, possamos chegar até vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Conclusão da Hora

V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

Liturgia das Horas Online, Diocese de Teixeira de Freitas-Caravelas/BA 

 http://liturgiadashoras.online/tempocomum/21terca

PAPA FRANCISCO

ANGELUS

Praça São Pedro
Domingo, 23 de agosto de 2020

[Multimídia]


 

Amados irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste Domingo (cf. Mt 16, 13-20) apresenta o momento em que Pedro professa a sua fé em Jesus como Messias e Filho de Deus. Esta confissão do Apóstolo é provocada pelo próprio Jesus, que quer levar os seus discípulos a darem o passo decisivo na sua relação com ele. De facto, todo o caminho de Jesus com aqueles que o seguem, especialmente com os Doze, é um percurso de educação da sua fé. Antes de tudo Ele pergunta: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» (v. 13). Os apóstolos gostavam de falar sobre o povo, como todos nós fazemos. A bisbilhotice agrada-lhes. Falar dos outros não é muito exigente, é por isso que gostamos; também “esfolamos” os outros. Neste caso é exigida a perspetiva da fé e não o mexerico, ou seja, a pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou?”. E os discípulos parecem competir no relato das diferentes opiniões, que talvez em grande medida eles próprios tenham partilhado. Eles próprios partilharam. Em síntese, Jesus de Nazaré foi considerado um profeta (v. 14).

Com a segunda pergunta, Jesus interpela-os diretamente: «Mas vós, quem dizeis que eu sou?» (v. 15). Neste ponto, parece que percebemos alguns momentos de silêncio, porque cada um dos presentes é chamado a pôr-se em questão, dizendo a razão porque segue Jesus; é por isso que uma certa hesitação é mais do que legítima. Se eu vos perguntasse agora: «Para vós, quem é Jesus?», haveria alguma hesitação. Simão salva a situação, declarando com ímpeto, «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo» (v. 16). Esta resposta, tão plena e luminosa, não vem do seu impulso, por muito generoso que fosse - Pedro era generoso - mas é o fruto de uma graça especial do Pai celeste. De facto, o próprio Jesus diz-lhe: «Não foram a carne nem o sangue quem to revelaram - isto é, a cultura, o que estudaste – não, isto não te revelou. Quem to revelou foi o meu Pai que está nos céus» (cf. v. 17). Confessar Jesus é uma graça do Pai. Dizer que Jesus é o Filho de Deus vivo, que é o Redentor, é uma graça que devemos pedir: “Pai, dá-me a graça de confessar Jesus”. Ao mesmo tempo, o Senhor reconhece a reação imediata de Simão à inspiração da graça e depois acrescenta, num tom solene: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno nada poderão contra ela» (v. 18). Com esta declaração, Jesus faz Simão compreender o significado do novo nome que lhe deu, “Pedro”: a fé que acaba de manifestar é a “pedra” inabalável sobre a qual o Filho de Deus quer construir a sua Igreja, ou seja, a Comunidade. E a Igreja vai sempre em frente na fé de Pedro, nessa fé que Jesus reconhece [em Pedro] e faz dele cabeça da Igreja.

Hoje, ouvimos a pergunta de Jesus dirigida a cada um de nós: «E vós, quem dizeis que eu sou?». A cada um de nós. E cada um deve dar uma resposta que não seja teórica, mas que envolva fé, isto é, vida, porque fé é vida! “Para mim és...”, e dizer a confissão de Jesus. Uma resposta que também exige que nós, como os primeiros discípulos, ouçamos interiormente a voz do Pai e estejamos em harmonia com o que a Igreja, reunida à volta de Pedro, continua a proclamar. Trata-se de compreender quem  é  para nós Cristo: se Ele é o centro da nossa vida, se Ele  é o fim de todos os nossos compromissos na Igreja, do nosso compromisso na sociedade. Quem é Jesus Cristo para mim? Quem é Jesus Cristo para cada um de vós... Uma resposta que deveríamos dar todos os dias.

Mas cuidado: é indispensável e louvável que a pastoral das nossas comunidades esteja aberta às muitas pobrezas e emergências que existem por toda a parte. A caridade é sempre a via mestra do caminho de fé, da perfeição da fé. Mas é necessário que as obras de solidariedade, as obras de caridade que fazemos, não distraiam do contacto com o Senhor Jesus. A caridade cristã não é uma simples filantropia mas, por um lado, consiste em olhar para o outro com os próprios olhos de Jesus e, por outro, em ver Jesus no rosto do pobre. Este é o verdadeiro caminho da caridade cristã, com Jesus no centro, sempre. Maria Santíssima, bem-aventurada porque acreditou, seja a nossa guia e modelo no caminho da fé em Cristo, e nos torne conscientes de que a confiança n'Ele dá pleno significado à nossa caridade e a toda a nossa existência.

 


Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs!

Ontem celebrou-se o Dia Mundial em memória das vítimas de ações de violência baseados na religião e no credo. Rezemos por estes nossos irmãos e irmãs, e apoiemos também com oração e solidariedade aqueles - e são muitos - que ainda hoje são perseguidos por causa da sua fé religiosa. Muitos!

Amanhã, 24 de Agosto, celebra-se o décimo aniversário do massacre de setenta e dois emigrantes em San Fernando, em Tamaulipas, México. Eram pessoas de diferentes países que procuravam uma vida melhor. Manifesto a minha solidariedade para com as famílias das vítimas que ainda hoje invocam a justiça e a verdade sobre o que aconteceu. O Senhor pedir-nos-á contas de todos os migrantes que morreram nas viagens da esperança. Foram vítimas da cultura do descarte.

Amanhã são quatro anos depois do terramoto que atingiu a Itália Central. Renovo as minhas orações pelas famílias e comunidades que sofreram mais danos, para que possam avançar com solidariedade e esperança; e espero que a reconstrução seja acelerada, para que as pessoas possam voltar a viver com serenidade nestes lindos territórios dos Apeninos.

Gostaria também de reiterar a minha proximidade ao povo de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, que está a sofrer por causa do terrorismo internacional. Faço-o em memória viva da minha visita àquele querido país há cerca de um ano.

A todos vós, romanos e peregrinos, dirijo as minhas cordiais saudações. Em particular, aos jovens da Paróquia de Cernusco sul Naviglio - estes estão de amarelo, ali - que partiram de bicicleta de Sena e chegaram hoje a Roma ao longo da Via Francígena. Muito bem! E também saúdo o grupo de famílias de Carobbio degli Angeli (província de Bérgamo), que vieram em peregrinação em memória das vítimas do Coronavírus. E não esqueçamos, não esqueçamos as vítimas do Coronavírus. Esta manhã ouvi o testemunho de uma família que perdeu  no mesmo dia os seus avós sem  se poder despedir deles. Tanto sofrimento, tantas pessoas que perderam a vida, vítimas da doença; e tantos voluntários, médicos, enfermeiros, religiosas, sacerdotes, que também perderam a vida. Lembremo-nos das famílias que sofreram por causa disto.

E desejo-vos a todos bom domingo. Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!

 http://www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2020/documents/papa-francesco_angelus_20200823.html

 

 

 

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