Oração das doze horas
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Ó Deus, verdade e força
que o mundo governais,
da aurora ao meio-dia,
a terra iluminais.
De nós se afaste a ira,
discórdia e divisão.
Ao corpo dai saúde,
e paz ao coração.
Ouvi-nos, Pai bondoso,
por Cristo Salvador,
que vive com o Espírito
convosco pelo Amor.
Ou:
O louvor de Deus cantemos
com fervor no coração,
pois agora a hora sexta
nos convida à oração.
Nesta hora foi-nos dada
gloriosa salvação
pela morte do Cordeiro,
que na cruz trouxe o perdão.
Ante o brilho de tal luz
se faz sombra o meio-dia.
Tanta graça e tanto brilho
vinde haurir, com alegria.
Seja dada a glória ao Pai
e ao Unigênito também,
com o Espírito Paráclito,
pelos séculos. Amém.
Ant. 1 Felizes os que ouvem a palavra do Senhor
e a praticam cada dia!
Salmo 118 (119),41-48
VI (Vau)
Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei
Minha mãe e meus
irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática (Lc 8,21). –41 Senhor, que desça sobre mim a vossa graça *
e a vossa salvação que prometestes!
–42 Esta será minha resposta aos que me insultam: *
“Eu conto com a palavra do Senhor!”
–43 Não retireis vossa verdade de meus lábios, *
pois eu confio em vossos justos julgamentos!
–44 Cumprirei constantemente a vossa lei; *
para sempre, eternamente a cumprirei!
–45 É amplo e agradável meu caminho, *
porque busco e pesquiso as vossas ordens.
–46 Quero falar de vossa lei perante os reis, *
e darei meu testemunho sem temor.
–47 Muito me alegro com os vossos mandamentos, *
que eu amo, amo tanto, mais que tudo!
–48 Elevarei as minhas mãos para louvar-vos *
e com prazer meditarei vossa vontade.
Ant. Felizes os que ouvem a palavra do Senhor
e a praticam cada dia!
Ant. 2 Meu alimento é fazer a vontade do Pai.
Salmo 39(40),2-14.17-18
Ação de graças e pedido de auxílio
Tu não quiseste
vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo (Hb 10,5).
I
–2 Esperando, esperei
no Senhor, *e inclinando-se, ouviu meu clamor.
–3 Retirou-me da cova da morte *
e de um charco de lodo e de lama.
– Colocou os meus pés sobre a rocha, *
devolveu a firmeza a meus passos.
–4 Canto novo ele pôs em meus lábios, *
um poema em louvor ao Senhor.
– Muitos vejam, respeitem, adorem *
e esperem em Deus, confiantes.
=5 É feliz quem a Deus se confia; †
quem não segue os que adoram os ídolos *
e se perdem por falsos caminhos.
–6 Quão imensos, Senhor, vossos feitos! *
Maravilhas fizestes por nós!
– Quem a vós poderá comparar-se *
nos desígnios a nosso respeito?
– Eu quisera, Senhor, publicá-los, *
mas são tantos! Quem pode contá-los?
–7 Sacrifício e oblação não quisestes, *
mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
= não pedistes ofertas nem vítimas, †
holocaustos por nossos pecados. *
8 E então eu vos disse: “Eis que venho!”
= Sobre mim está escrito no livro: †
9 “Com prazer faço a vossa vontade, *
guardo em meu coração vossa lei!”
Ant. Meu alimento é fazer a vontade do Pai.
Ant. 3 Eu sou pobre, infeliz, desvalido,
porém, guarda o Senhor minha vida.
II
=10 Boas-novas de vossa
justiça †anunciei numa grande assembléia; *
vós sabeis: não fechei os meus lábios!
=11 Proclamei toda a vossa justiça, †
sem retê-la no meu coração; *
vosso auxílio e lealdade narrei.
– Não calei vossa graça e verdade *
na presença da grande assembléia.
–12 Não negueis para mim vosso amor! *
Vossa graça e verdade me guardem!
=13 Pois desgraças sem conta me cercam, †
minhas culpas me agarram, me prendem, *
e assim já nem posso enxergar.
= Meus pecados são mais numerosos †
que os cabelos da minha cabeça: *
desfaleço e me foge o alento!
–14 Dignai-vos, Senhor, libertar-me, *
vinde logo, Senhor, socorrer-me!
–17 Mas se alegre e em vós rejubile *
todo ser que vos busca, Senhor!
– Digam sempre: “É grande o Senhor!” *
os que buscam em vós seu auxílio.
=18 Eu sou pobre, infeliz, desvalido, †
porém, guarda o Senhor minha vida, *
e por mim se desdobra em carinho.
– Vós me sois salvação e auxílio: *
vinde logo, Senhor, não tardeis!
Ant. Eu sou pobre, infeliz, desvalido,
porém, guarda o Senhor minha vida.
Leitura breve Jr
32,40
Estabelecerei com eles
um pacto eterno, a fim de que não se afastem de mim; para isso não cessarei
de favorecê-los e infundirei em seus corações o temor de Deus.
V. A minha glória e salvação
estão em Deus.
R. O meu refúgio e rocha firme
é o Senhor.
Oração
Ó Deus, senhor e
guarda da vinha e da colheita, que repartis as tarefas e dais a justa
recompensa, fazei-nos carregar o peso do dia, sem jamais murmurar contra a
vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
R. Graças a Deus.
- ANTIGO TESTAMENTO
- LIVROS PROFÉTICOS
- ISAÍAS
- LIVROS PROFÉTICOS
11
Uma sociedade ideal
-* 1 Do
tronco de Jessé sairá um ramo, um broto nascerá de suas raízes. 2
Sobre ele pousará o espírito de Javé: espírito de sabedoria e
inteligência, espírito de conselho e fortaleza, espírito de conhecimento e
temor de Javé. 3 A sua inspiração estará no temor
de Javé. Ele não julgará pelas aparências, nem dará a sentença só por ouvir. 4
Ele julgará os fracos com justiça, dará sentenças retas aos pobres da
terra. Ele ferirá o violento com o cetro de sua boca, e matará o ímpio com o
sopro de seus lábios. 5 A justiça é a correia de
sua cintura, é a fidelidade que lhe aperta os rins.
6
O lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao
lado do cabrito; o bezerro e o leãozinho pastarão juntos, e um menino os
guiará; 7 pastarão juntos o urso e a vaca, e suas
crias ficarão deitadas lado a lado, e o leão comerá capim como o boi. 8
O bebê brincará no buraco da cobra venenosa, a criancinha enfiará a mão
no esconderijo da serpente. 9 Ninguém agirá mal nem
provocará destruição em meu monte santo, pois a terra estará cheia do
conhecimento de Javé, como as águas enchem o mar.
A
restauração de um povo
-* 10 Nesse
dia, a raiz de Jessé se erguerá como bandeira para os povos; para ela correrão
as nações, e a sua moradia será gloriosa. 11 Nesse
dia, o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o resto do seu povo, o que
sobrou na Assíria e no Egito, em Patros, em Cuch e Elam, em Senaar, em Emat e
nas ilhas do mar. 12 Ele erguerá um estandarte para
as nações, a fim de reunir os israelitas exilados, para ajuntar os judeus
dispersos dos quatro cantos da terra. 13 O ciúme de
Efraim vai acabar, e terminará o rancor de Judá: Efraim não terá mais ciúmes de
Judá, nem Judá terá rancor de Efraim. 14 Voarão
sobre o litoral dos filisteus pelo lado do mar, e juntos saquearão do outro
lado os povos do Oriente; porão suas mãos em Edom e Moab, e aos filhos de Amon
imporão obediência. 15 Javé fará secar o golfo do
mar do Egito, e com a força do seu sopro, estenderá a mão contra o rio
Eufrates, reduzindo-o a sete braços que podem ser atravessados de sandálias. 16
Haverá uma estrada para o resto do seu povo, para o que sobrar na
Assíria, da mesma forma como houve uma estrada para Israel no dia em que saiu
da terra do Egito.
* 11,1-9: Isaías projeta para o reinado de Ezequias o ideal utópico de uma sociedade que chegou à realização plena (cf. 6,13; 7,14 e nota em 8,23b-9,6). Esse reinado se fundará no total espírito de Javé (sete dons), que fará surgir uma sociedade alicerçada na justiça, produzindo paz e harmonia. O Novo Testamento vê o cumprimento do oráculo na pessoa de Jesus (cf. Mt 3,16): é a partir da ação dele que se constrói o mundo novo, onde todas as coisas se reconciliam (Ef 1,10; Cl 1,20). * 10-16: Trata-se de um acréscimo feito no tempo do exílio na Babilônia ou logo depois. Deus, através de um novo êxodo, reúne os exilados de todas as deportações e refaz a identidade do seu povo. As divisões internas serão todas sanadas, e o povo terá a vitória contra todos os inimigos.
12
Agradeçam a Javé -* 1
Nesse dia, você dirá: «Eu te agradeço, Javé, porque
estavas irado contra mim, mas a tua ira se acalmou e me consolaste. 2
Sim, Deus é a minha salvação! Eu confio e nada tenho a temer, porque
minha força e meu canto é Javé: ele é a minha salvação. 3
Com alegria vocês todos poderão beber água nas fontes da salvação».
4
E nesse dia, vocês dirão: «Agradeçam a Javé, invoquem o
seu nome, contem aos povos as façanhas que ele fez, proclamem que seu nome é
sublime; 5 cantem hinos a Javé, pois ele fez
proezas; que toda a terra as reconheça. 6 Gritem de
alegria e exultem, moradores de Sião, pois o Santo de Israel é grande no meio
de vocês».
* 12,1-6: O livrinho do Emanuel se encerra com duplo canto de ação de graças, celebrando a ação salvadora de Javé, na qual se baseia a esperança e confiança do povo.
13*
III.
JAVÉ JULGA AS NAÇÕES
Babilônia
-* 1 Oráculo
contra a Babilônia, recebido em visão por Isaías, filho de Amós. 2
Ergam uma bandeira em cima do morro pelado, gritem para eles; dêem sinal
com a mão, e eles virão até a Porta dos Nobres. 3 Eu
já dei ordem a meus guerreiros escolhidos, e também já chamei os meus valentes
a serviço de minha ira, eles que gostam de louvar a minha grandeza.
4
Um barulho nas montanhas, semelhante ao rumor de uma
grande multidão; alvoroço de reinos, de nações reunidas: Javé dos exércitos
passa revista a seu exército para o combate. 5 Eles
vieram de terras longínquas, do horizonte mais distante. É Javé com os
instrumentos de sua ira para acabar com o país inteiro.
6
Gritem, porque o dia de Javé está chegando; ele vem com a
violência do Onipotente. 7 Por isso, os braços
desfalecem, e toda coragem humana se enfraquece. 8 Todo
mundo está apavorado, cheio de dores e aflições, contorcendo-se como a mulher
ao dar à luz. Cada um olha espantado para o outro, com o rosto vermelho de
vergonha. 9 Eis que chega implacável o dia de Javé,
com o furor e o calor da sua ira, para fazer do país um deserto, para
exterminar os pecadores. 10 As estrelas do céu e
suas constelações deixarão de irradiar a sua luz, o sol já nascerá escuro e a
lua não terá mais o seu clarão. 11 Vou cobrar a
maldade do mundo inteiro, os crimes dos ímpios; porei um fim ao orgulho dos
soberbos e rebaixarei a vaidade dos prepotentes; 12 farei
que homem seja coisa mais rara que ouro, mais difícil de encontrar que o ouro
de Ofir. 13 É assim que vou balançar os céus, e a
terra vai tremer nas suas bases na hora da ira de Javé dos exércitos, no dia do
calor de sua ira.
14
Então, como cabritinha assustada ou como ovelha que
ninguém consegue achar, cada qual voltará para o seu povo, cada um vai se
esconder na sua própria terra. 15 Quem for encontrado,
será transpassado; quem for alcançado, morrerá ao fio da espada. 16
Suas crianças serão despedaçadas diante de seus olhos; suas casas serão
saqueadas e suas mulheres serão violentadas.
17
É assim que eu vou atirar contra eles o povo da Média,
gente que não se importa com a prata, nem se preocupa com o ouro. 18
Com seus arcos matam os jovens, não têm compaixão dos bebês; o olhar
deles não se comove diante das crianças.
19
Então, a Babilônia, a pérola dos reinos, o enfeite e o
orgulho dos caldeus, será transformada em ruínas, como aquelas que Deus
provocou em Sodoma e Gomorra. 20 Nunca mais será
habitada; gerações após gerações, ela não será jamais ocupada; os árabes não
armarão aí as suas tendas, nem os pastores irão aí descansar com seus rebanhos.
21 Aí se abrigarão os animais do deserto: as casas
da cidade estarão povoadas de corujas; aí vão dormir filhotes de avestruz, e
por aí os bodes saltarão; 22 hienas vão ulular em
suas torres, lobos uivarão nos edifícios luxuosos. A hora da Babilônia está
chegando, os seus dias não serão prorrogados.
*
13-23:
Estes capítulos agrupam uma série de oráculos, a que se dá comumente o nome de
«Oráculos contra as nações». Pertencem a circunstâncias históricas bastante
diversas, e alguns são feitos por discípulos de Isaías. Apresentam uma visão da
história a partir da fé: a história é governada por Javé, que dirige os
acontecimentos e age através das nações. Se estas se desviam do projeto de
Deus, ficam expostas ao julgamento divino e à própria destruição.
http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PNU.HTM
*13,1-22:Trata-se de um oráculo do final do exílio (560-540 a.C.). Os medos se reúnem com os persas, e juntos se levantarão contra a Babilônia. A queda da Babilônia é imaginada segundo o modelo da queda de Nínive (cf. Naum) e de Sodoma e Gomorra.
http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PNU.HTM
*13,1-22:Trata-se de um oráculo do final do exílio (560-540 a.C.). Os medos se reúnem com os persas, e juntos se levantarão contra a Babilônia. A queda da Babilônia é imaginada segundo o modelo da queda de Nínive (cf. Naum) e de Sodoma e Gomorra.
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