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sábado, 30 de março de 2019

Rostos de Quaresma / 30 março 2019
30 março 2019
"Vós, queridos jovens, (…) não sois o futuro de Deus; vós, jovens, sois o agora de Deus. Ele convoca-vos, chama-vos nas vossas comunidades, chama-vos nas vossas cidades".
Papa Francisco

Oração de conversão pessoal
É na adolescência e na juventude que os grandes ideais desabrocham no coração e na mente da gente nova. Conceda Deus a quem se encontra nesta fase de crescimento bons orientadores que lhes apontem metas dignas de serem atingidas e disponibilidade e força de vontade para abraçarem os meios para tal: formação adequada, leituras empolgantes, modelos exemplares que incitem à imitação. E que, aprendendo a rezar, não avancem por caminhos de violência, fanatismo, indiferença ou comportamentos anticristãos.

sexta-feira, 29 de março de 2019

O amor cristão

Sexta-feira da 3ª Semana da Quaresma  III Semana do Saltério


Oração das doze horas
 

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo.
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém

Hino

Na mesma hora em que Jesus, o Cristo,
sofreu a sede, sobre a cruz pregado,
conceda a sede de justiça e graça
a quem celebra o seu louvor sagrado.
Ao mesmo tempo ele nos seja a fome
e o Pão divino que a Si mesmo dá;
seja o pecado para nós fastio,
só no bem possa o nosso gozo estar.
A unção viva do divino Espírito
impregne a mente dos que cantam salmos;
toda frieza do seu peito afaste,
no coração ponha desejos calmos,
Ao Pai e ao Cristo suplicamos graça,
com seu Espírito, eterno Bem;
Trindade Santa, protegei o orante,
guardai o povo em caridade. Amém.
Salmodia
Ant. Por minha vida, diz o Senhor,
não quero a
morte do pecador,
mas que ele
volte e tenha vida.
Salmo 21(22)
Aflição do justo e sua libertação
Jesus deu um forte grito:  Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? (Mt 27,46).
I
2 Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes? *
E ficais longe de meu grito e minha prece?

3
Ó meu Deus, clamo de dia e não me ouvis, *
clamo de noite e para mim não há resposta!

4 Vós, no entanto, sois o santo em vosso Templo, *
que habitais entre os louvores de Israel.

5 Foi em vós que esperaram nossos pais; *
esperaram e vós mesmo os libertastes.

6
Seu clamor subiu a vós e foram salvos; *
em vós confiaram e não foram enganados.

7 Quanto a mim, eu sou um verme e não um homem; *
sou o opróbrio e o desprezo das nações.

8 Riem de mim todos aqueles que me vêem, *
torcem os bios e sacodem a cabeça:

9
“Ao Senhor se confiou, ele o liberte *
e agora o salve, se é verdade que ele o ama!”

10 Desde a minha concepção me conduzistes, *
e no seio maternal me agasalhastes.

11 Desde quando vim à luz vos fui entregue; *
desde o ventre de minha mãe sois o meu Deus!

12
Não fiqueis longe de mim, porque padeço; *
ficai perto, pois não há quem me socorra!

II
13 Por touros numerosos fui cercado, *
e as feras de Basã me rodearam;

14
escancararam contra mim as suas bocas, *
como leões devoradores a rugir.

15 Eu me sinto como a água derramada, *
e meus ossos estão todos deslocados;

– como a cera se tornou meu coração, *
e dentro do meu peito se derrete.

=16 Minha garganta está igual ao barro seco, †
minha língua está colada ao céu da boca, *
e por vós fui conduzido ao pó da morte!

17
Cães numerosos me rodeiam furiosos, *
e por um bando de malvados fui cercado.

– Transpassaram minhas mãos e os meus pés *
18 e eu posso contar todos os meus ossos.
= Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! †
19
Eles repartem entre si as minhas vestes *
e sorteiam entre si a minha túnica.

20 Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, *
ó minha força, vinde logo em meu socorro!

21
Da espada libertai a minha alma, *
e das garras desses cães, a minha vida!

22 Arrancai-me da goela do leão, *
e a mim tão pobre, desses touros que me atacam!

23
Anunciarei o vosso nome a meus irmãos *
e no meio da assembléia hei de louvar-vos!

III
=24 Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores; †
glorificai-o, descendentes de Jacó, *
e respeitai-o toda a raça de Israel!

25 Porque Deus não desprezou nem rejeitou *
a miria do que sofre sem amparo;

– não desviou do humilhado a sua face, *
mas o ouviu quando gritava por socorro.

26 Sois meu louvor em meio à grande assembléia; *
cumpro meus votos ante aqueles que vos temem!

=27
Vossos pobres vão comer e saciar-se, †
e os que procuram o Senhor o louvarão; *
“Seus corações tenham a vida para sempre!”

28 Lembrem-se disso os confins de toda a terra, *
para que voltem ao Senhor e se convertam,

– e se prostrem, adorando, diante dele, *
todos os povos e as famílias das nações.

29 Pois ao Senhor é que pertence a realeza; *
ele domina sobre todas as nações.

30 Somente a ele adorarão os poderosos, *
e os que voltam para o pó o louvarão.

– Para ele há de viver a minha alma, *
31
toda a minha descendência há de servi-lo;
– às futuras gerações anunciará *
32 o poder e a justiça do Senhor;
– ao povo novo que há de vir, ela dirá: *
“Eis a obra que o Senhor realizou!”


Ant. Por minha vida, diz o Senhor,
não quero a
morte do pecador,
mas que ele
volte e tenha vida.
Leitura breve             Cf. Jr 3,12b-14a Voltai, é o Senhor que chama, não desviarei de vós minha face, porque eu sou misericordioso, não estarei irado para sempre. Convertei-vos, filhos, que vos tendes afastado de mim, diz o Senhor.

V. Desviai o vosso olhar dos meus pecados.
R. E apagai todas as minhas transgressões!
Oração
Infundi, ó Deus, vossa graça em nossos corações, para que, fugindo aos excessos humanos, possamos, com vosso auxílio, abraçar os vossos preceitos. Por Cristo, nosso Senhor.

Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

Liturgia Diária

6ª-feira da 3ª Semana da Quaresma

29 de Março de 2019
Cor: Roxo

1ª Leitura - Os 14,2-10

Não chamaremos mais 'deuses nossos'
a produtos de nossas mãos.
Leitura da Profecia de Oséias 14,2-10
Assim fala o Senhor Deus:
2Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus,
porque estavas caído em teu pecado.
3Vós todos, encontrai palavras
e voltai para o Senhor;
dizei-lhe: 'Livra-nos de todo o mal
e aceita este bem
que oferecemos; o fruto de nossos lábios.
4A Assíria não nos salvará;
não queremos montar nossos cavalos,
não chamaremos mais 'Deuses nossos'
a produtos de nossas mãos;
em ti encontrará o órfão misericórdia.'
5'Hei de curar sua perversidade
e me será fácil amá-los,
deles afastou-se a minha cólera.
Serei como orvalho para Israel;
ele florescerá como o lírio
e lançará raízes como plantas do Líbano.
7Seus ramos hão de estender-se;
será seu esplendor como o da oliveira,
e seu perfume como o do Líbano.
8Voltarão a sentar-se à minha sombra
e a cultivar o trigo,
e florescerão como a videira,
cuja fama se iguala à do vinho do Líbano.
9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos?
Sou eu que o atendo e que olho por ele.
Sou como o cipreste sempre verde:
de mim procede o teu fruto.
10Compreenda estas palavras o homem sábio,
reflita sobre elas o bom entendedor!
São retos os caminhos do Senhor
e, por eles, andarão os justos,
enquanto os maus ali tropeçam e caem.
Palavra do Senhor.
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17
22 De , no meio do Areópago, Paulo disse: «Senhores de Atenas, em tudo eu vejo que vocês são extremamente religiosos. 23 De fato, passando e observando os monumentos sagrados de vocês, encontrei também um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem, esse Deus que vocês adoram sem conhecer, é exatamente aquele que eu lhes anuncio. 24 O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe. Sendo Senhor do céu e da terra, ele não habita em santuários feitos por mãos humanas. 25 Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa; pois é ele que a todos vida, respiração e tudo o mais. 26 De um só homem, ele fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua habitação. 27 Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que fosse às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, 28 pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns dentre os poetas de vocês disseram: ‘Somos da raça do próprio Deus’. 29 Sendo, portanto, da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30 Mas Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância, agora anuncia aos homens que todos e em todo lugar se arrependam, 31 pois ele estabeleceu um dia em que irá julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou e creditou diante de todos, ressuscitando-o dos mortos
32 Quando ouviram falar de ressurreição dos mortos, alguns caçoavam e outros diziam: «Nós ouviremos você falar disso em outra ocasião33 A essa altura, Paulo saiu do meio deles. 34 Alguns, porém, se uniram a ele e abraçaram a . Entre esses estava também Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e outros com eles.


* 17,1-15: Além de exercer considerável influência sobre o povo, os judeus gozavam de tolerância por parte do poder romano. Eles atacam por inveja, pois sentem que estão perdendo o prestígio entre o povo. De outro lado, querem a todo custo diferenciar-se do fenômeno cristão, com medo de atrairem sobre si a antipatia do poder romano (cf. Jo 11,47-50). Até o momento, os cristãos não tinham manifestado claramente as implicações políticas do anúncio do Evangelho e, principalmente, a crítica contra o absolutismo romano. Os judeus, a fim de reprimir os cristãos, mostram essa incompatibilidade radical entre a proposta do Evangelho e o sistema político dominante (v. 7; cf. Lc 23,2). Enquanto isso, a comunidade relê o Antigo Testamento à luz do anúncio de Jesus e se organiza para defender seus líderes.

* 16-34: A permanência de Paulo em Atenas serve de ocasião para Lucas mostrar a dinâmica do anúncio evangélico dentro de uma sociedade idolátrica e intelectualista. Primeiro, o missionário observa o ambiente, entrando em contato com o povo simples (praças públicas) e com as pessoas mais influentes (filósofos), e fazendo uma provocação. Interpelado, o missionário começa a explicitar o seu anúncio. É importante partir da observação da realidade: Paulo menciona a inscrição de um altar que ele viu (v. 23) e mostra que o Deus desconhecido é o Deus verdadeiro que dá a vida (vv. 23-28); depois cita um poeta conhecido (v. 28) para criticar a idolatria que aliena o homem (v. 29). O ápice do anúncio é o julgamento, isto é, a manifestação da verdade. O Deus vivo se manifestou em Jesus Cristo. Para ser da raça do Deus verdadeiro o homem deve confrontar-se com Jesus Cristo, reconhecendo o Deus verdadeiro (libertação da idolatria) e, assim, tornando-se homem verdadeiro (libertação da auto-suficiência e da alienação). O julgamento então se realiza: alguns rejeitam e se enrijecem na própria auto-suficiência (v. 32); outros aceitam e se convertem (v. 34).




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SALMO 96 (95) *
Deus vem para governar a terra
1*       Cantem para Javé um cântico novo! Terra inteira, cante para Javé!
2         Cantem para Javé, bendigam o seu nome! Proclamem sua vitória dia após dia,
3         anunciem sua glória por entre as nações, suas maravilhas a todos os povos!
4         Porque Javé é grande e digno de louvor, mais terrível que todos os deuses!
5         Sim, os deuses dos povos são aparência; enquanto Javé fez o céu.
6         Majestade e esplendor o precedem, poder e beleza estão em seu templo.
7*       Famílias dos povos, aclamem a Javé! Aclamem a glória e o poder de Javé!
8         Aclamem a glória do nome de Javé, entrem em seu átrio, trazendo-lhe ofertas.
9         Adorem a Javé no seu átrio sagrado. Terra inteira, trema na presença de Javé!
10        Digam às nações: Javé é Rei! Ele firmou o mundo, que jamais tremerá. Ele governa os povos com retidão.
11*     Que o céu se alegre e a terra exulte, estronde o mar, e tudo o que ele contém.
12        Que o campo festeje, e tudo o que nele existe, e as árvores da selva gritem de alegria
13        diante de Javé, pois ele vem. Ele vem para governar a terra:



* Sl 96: Hino à realeza de Deus, que vem para estabelecer o seu Reino de justiça. * 1-6: Louvor a Javé, proclamando a sua vitória sobre os ídolos das nações. A função do povo de Deus é testemunhar na história, através do louvor e da ação, o Deus vivo que derrota os ídolos. * 7-10: A proclamação central deste louvor é a realeza de Deus, soberano do universo e da história. * 11-13: Toda a realidade é convidada a participar do louvor com que o povo aclama seu Deus. Sua realeza se estabelece na história à medida que a justiça triunfa sobre a injustiça. Em cada luta pela justiça, é o próprio Deus quem está vindo para reinar.
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quinta-feira, 28 de março de 2019

Atualidade
27 mar
24 horas de oração para crescer em misericórdia e graça

O Papa convocou para a próxima sexta-feira e sábado, dias 29 e 30 de março, as "24 horas de oração para o Senhor". Esta iniciativa, promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, nasceu em Roma, há seis anos, mas rapidamente ganhou relevo mundial.
O objetivo é unir espiritualmente as Igrejas espalhadas pelos cinco continentes ao Santo Padre, oferecendo a todos a possibilidade de fazer uma experiência pessoal da infinita misericórdia de Deus.
Este ano, o tema é a frase do Evangelho de São João: “Nem eu te condeno” (Jo 8, 11) e propõe “contemplar a imagem de Jesus que, ao contrário da multidão reunida para julgar e condenar, oferece a sua infinita misericórdia, como uma oportunidade para acolher a graça e uma vida nova".
O Papa Francisco defende, na Carta Apostólica “Misericórdia e Miséria”, que "o sacramento da Reconciliação deve reencontrar o seu lugar central na vida cristã". Neste contexto, a iniciativa “24 horas para o Senhor”, celebrada nas dioceses de todo o mundo, nos dias que precedem o IV Domingo da Quaresma, “continua a ser um forte apelo pastoral para viver intensamente o sacramento da Confissão”, refere o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.
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ATOS DOS APÓSTOLOS
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7
30 Quarenta anos depois, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo na chama de uma sarça que ardia. 31 Moisés ficou admirado ao ver a aparição. Queria aproximar-se para ver melhor, quando então se ouviu a voz do Senhor: 32 ‘Eu sou o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó’. Moisés tremia e não ousava levantar os olhos. 33 Então o Senhor lhe disse: ‘Tire as sandálias dos pés, porque o lugar onde você está é terra santa. 34 Eu vi a miséria do meu povo no Egito. Ouvi o gemido deles e desci para o libertar. Agora venha, pois eu quero mandar você ao Egito.’ 35 Assim, aquele Moisés que os israelitas haviam renegado, dizendo: ‘Quem o nomeou chefe e juiz?’, Deus o enviou como chefe e libertador, por meio do anjo que tinha aparecido a ele na sarça. 36 Foi ele que os fez sair do Egito, realizando sinais e prodígios no Egito, no mar Vermelho e durante quarenta anos no deserto. 37 Esse é o Moisés que disse aos israelitas: ‘Deus suscitará entre os irmãos de vocês um profeta como eu.’ 38 Foi ele, na assembléia do deserto, quem serviu de intermediário entre o anjo que lhe falava no monte Sinai e os nossos pais. Ele recebeu as palavras de vida, para transmiti-las a nós. 39 Nossos pais, porém, não quiseram dar-lhe ouvidos. Ao contrário, o rejeitaram e, no seu desejo, voltaram ao Egito, 40 dizendo a Aarão: ‘Faça para nós deuses que nos guiem, porque não sabemos o que aconteceu com esse Moisés que nos tirou do Egito.’ 41 Naqueles dias, construíram um bezerro, ofereceram um sacrifício ao ídolo e celebraram a obra de suas próprias mãos. 42 Então Deus se afastou deles e deixou que adorassem os astros do céu, como está escrito no livro dos profetas: ‘Por acaso, vocês me ofereceram vítimas e sacrifícios durante quarenta anos no deserto, ó casa de Israel? 43 Pelo contrário, vocês carregaram a tenda de Moloc e a estrela do deus Refã, imagens que vocês mesmos fabricaram para adorar. Por isso eu os deportarei para além de Babilônia’.
O discípulo não está acima do Mestre -* 54 Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55 Repleto do Espírito Santo, Estêvão olhou para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus, de , à direita de Deus. 56 Então disse: «Estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem, de à direita de Deus57 Então eles deram fortes gritos, taparam os ouvidos e avançaram todos juntos contra Estêvão. 58 Arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. 59 Atiravam pedras em Estêvão, que repetia esta invocação: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito60 Depois dobrou os joelhos e gritou forte: «Senhor, não os condenes por este pecado.» E, ao dizer isso, adormeceu.


* 7,1-53: Estêvão resume a história de Israel, mostrando o projeto de Deus, que se alia com o povo para construir a história em direção à vida e à liberdade. Estêvão interrompe o relato ao chegar a Davi (construtor do Estado) e a Salomão (construtor do Templo). Mostra, assim, que Deus quer um povo em contínua marcha histórica em direção à vida plena, e não um estado preso por um aparelho que explora, oprime e paralisa o povo. Por outro lado, Deus não está localizado e fechado num templo, nem é manipulado como ídolo para legitimar uma ordem social injusta. Deus está presente na vida e na história, caminhando com o povo (a Tenda).
A Lei de Moisés era palavra de vida, mas se transformou em palavra de morte, quando Israel deixou de ser povo aberto e se transformou em estado nacional fechado. Deus não quer ser confinado dentro das barreiras de uma nação.

Estêvão transforma sua defesa em acusação contra seus próprios juízes: estes não passam de autoridades que manipulam o Templo para legitimar um Estado que oprime o povo. Se fossem fiéis à Lei, eles teriam reconhecido Jesus como o Justo e o Profeta como Moisés, e não o teriam assassinado.

* 54-60: A morte de Estêvão, o primeiro mártir, relembra a morte de Jesus (cf. Lc 23,34.46), pois o discípulo não está acima do Mestre (Lc 6,40). Através da morte de suas testemunhas, Jesus continua exercendo o julgamento como Filho do Homem (cf. Mt 26,64; Dn 7,13). Dizendo que Estêvão «adormeceu», o autor insinua a ressurreição.


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