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quinta-feira, 30 de julho de 2020


Leitura breve Am 9,6

Senhor é o nome daquele que constrói no céu os degraus do seu trono e assenta na terra sua abóbada, reúne as águas do mar, derramando-as sobre a face da terra.
V. Os céus proclamam a glória do Senhor
R. E o firmamento, a obra de suas mãos.

Oração

Senhor nosso Deus, atendei a nossa oração, dando-nos a graça de imitar o exemplo da paixão do vosso Filho e levar serenamente nossa cruz de cada dia. Por Cristo, nosso Senhor.

  Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
  
Meditação Diária
30 jul
Qui, 30 – Semana XVII do Tempo Comum
 
Jer 18, 1-6 / Slm 145 (146), 2abc.2d-4.5-6 / Mt 13, 47- 53
Feliz o homem que tem por auxílio o Deus de Jacob. (Salmo)
Deus auxilia-nos sempre que nós pedimos. Pode é demorar muito tempo. Mas não devemos desistir de pedir. E usar todos os meios. Se pedirmos com força, Deus ajuda-nos com força. E aquilo em que Deus nos ajuda mais é na vinda do Espírito Santo sobre nós. Mas Deus também nos dá força. Muita força. É essa a minha experiência. Deus e Nossa Senhora. Como já disse ao leitor há uns dias, Nossa Senhora é uma intercessora poderosíssima. O leitor peça-lhe forças.

Oferecimento das Obras do Dia
Ofereço-Vos, ó meu Deus,
em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1009
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29 jul
Para tomar consciência
Antes de iniciar o mês de agosto, tempo geralmente associado a férias e descanso, sentimos a necessidade de fazer um balanço e deixar algumas pistas para tomar consciência do que foi vivido ao longo deste ano pastoral.
Há pouco mais de um ano, em junho de 2019, milhares de pessoas de todo o mundo encontraram-se em Roma para celebrar, com o Papa Francisco, os 175 anos de fundação do Apostolado da Oração. Alguns meses depois, em outubro, 100 mil pessoas, na grande maioria membros do Apostolado da Oração, reuniam-se em Fátima, por ocasião da Jornada Mundial das Missões, para a mesma celebração.
Foram momentos de enorme consolação e confirmação do bem que esta Obra Pontifícia traz à vida da Igreja, na promoção da vida de oração pessoal e comunitária, que leva, em primeiro lugar, à intimidade com Cristo, à identificação com o seu Coração e, a partir daí, a olhar para o mundo como realidade a transformar numa missão de compaixão, unidos ao Papa e aos desafios do mundo e da missão da Igreja que ele entende serem os mais urgentes e universais para todos os homens e mulheres do nosso tempo.
Nessa altura, nunca imaginaríamos o que viria a acontecer a partir de março. A crise sanitária do novo Coronavírus, à qual se junta uma preocupante crise económica e social, mergulhou o mundo no desconcerto, no medo e na incerteza, num mar em tempestade, como o Papa Francisco o caracterizou na histórica oração realizada numa praça de S. Pedro deserta, no dia 27 de março.
O momento que vivemos, esperando que, pouco a pouco, regressemos à normalidade, apresenta-se como um dos maiores desafios que podemos enfrentar. Poucas são as circunstâncias que nos façam cair na conta da interdependência que temos como humanidade no seu todo. Uma coisa que apareceu no outro lado do mundo, em pouco tempo e muito repentinamente, condicionou a nossa vida muito além do que poderíamos imaginar. Seria, talvez, preciso que isto acontecesse para sentirmos que partilhamos uma mesma casa e não podemos estar desligados nem indiferentes ao que se passa, mesmo que esteja longe.
Se um mal como este condiciona tanto o mundo, o que poderá fazer o bem? Quais seriam as consequências de milhões de corações verdadeiramente mobilizados pelo bem dos outros, pela paz, pela justiça? Como Rede Mundial de Oração do Papa, já podemos experimentar isto: podemos sentir que este tempo é a oportunidade de reforçar mais convictamente a missão que nos é confiada: realizar no mundo a missão de Compaixão que Cristo Ressuscitado quer tornar presente.
Fica este convite a todos os que partilham connosco a missão da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal, através das nossas publicações e plataformas digitais. Somos muitos, espalhados por todo o mundo. Que possamos ser uma verdadeira família comprometida com o mundo e as exigências do tempo presente. Obrigado por continuar connosco!
Em nome da Equipa da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal, desejo a todos um bom tempo de férias, se for o caso, e as maiores bênçãos do Coração de Jesus.
P. António Valério, sj
Diretor da Rede Mundial de Oração do Papa em Portugal
 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/blog/286

sábado, 25 de julho de 2020

Meditação Diária
25 jul 2020
Sáb, 25 – S. Tiago, Apóstolo (Festa)
 
2 Cor 4, 7-15 / Slm 125 (126), 1-2ab.2cd-3.4-5.6 / Mt 20, 20-28
Os grandes fazem sentir sobre elas [as suas nações] o seu poder. (Evangelho)
Os interesses das nações mais poderosas da Terra e das farmacêuticas que estão a pensar comercializar a vacina contra a covid-19 podem levar a que os pobres (miseráveis?) dos países com poucos recursos saiam muito prejudicados na distribuição da vacina. Para que eles fossem contemplados, talvez se pudesse ter critérios mais evangélicos na distribuição da vacina. Mas quem é que está disposto a abdicar dos privilégios do seu país poderoso ou dos seus lucros para que uns miseráveis tenham a vacina?

Oferecimento das Obras do Dia
Ofereço -Vos, ó meu Deus,
em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo - los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.

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With Jesus in the morning
I give thanks to God on this day of the feast of St. James the Apostle. “Whoever wishes to be great among you shall be your servant; whoever wishes to be first among you shall be your slave” (Matthew 20:26-27). I pray to God the Father to teach me how to serve him with a faith that will manifest in my actions. May I relate to those who come across today, full of love and service. I offer my day, in union with Pope Francis, for families, so that they can be helped and accompanied. Our Father…

Con Jesús por la mañana
La lógica del Reino.

Agradece un nuevo día y disponte a vivirlo con alegría y al servicio de la misión de Cristo. Francisco nos dice que el verdadero poder es el servicio. Aun cuando tengas autoridad debes estar al servicio para que todos den lo mejor de sí mismos. “Desde luego que beberán mi copa. Pero eso de sentarse a mi derecha o a mi izquierda no está en mis manos concederlo. Será para quienes mi Padre lo tenga dispuesto” Mt 20, 20-28. Practica la discreción, la sencillez y el silencio en el trabajo y la misión con otros. Ofrece por la intención del mes. Padrenuestro…

Com Jesus à Tarde
“A humildade brota do autoconhecimento” (Santa Catarina de Sena). A pessoa humilde não aparenta o que não é, tem paciência para ouvir e aguarda o momento certo para falar. Não se ensoberbece com seus feitos e suas qualidades. Reconhece que seus dons e talentos vêm de Deus e a Ele os devolve. Sempre encontra oportunidade para exercer a bondade. Sabe ser feliz com o simples e com o que tem. Possui o coração grato e extingue a reclamação da sua vida. Senhor, que eu aprenda a caminhar na humildade e, a seu exemplo, busque a perfeita obediência ao Pai.
https://clicktopray.org/pt-pt/reza-cada-dia/

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Blogue
20 jul
Oxalá aprendêssemos de Maria Madalena a arte de correr
No dia 3 de junho de 2016, por pedido expresso do Papa Francisco, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos decretou que a celebração de Santa Maria Madalena seria elevada no Calendário romano geral de memória obrigatória a festa.
Apesar dos cochichos sobre quem era esta mulher e o quanto se gosta de indagar sobre a sua possível profissão, o documento ousa chamá-la algo muito mais interessante: apostola apostolorum. O que é que isto quer dizer? Quais são as implicações desta frase enigmática que apesar de estar em latim nos pode soar a chinês? Que podemos aprender de Santa Maria Madalena sobre o que significa ser apóstolo em geral e membro desta rede mundial de apóstolos da oração em particular?
No princípio era o Verbo [sem corretor automático]
Há uma coisa que me deixa triste. Se escrevermos a palavra apóstola no Microsoft Word, o corretor automático não tarda em sublinhar a palavra como errada. Não inventei este argumento para comprar simpatias. São Gregório Magno, Papa do final do século VI, descreveu Maria Madalena como a primeira testemunha da divina misericórdia (Homiliae in evangelia, 11, 25, 10). Ora, quando uma testemunha ocular do ministério de Cristo e da sua Ressurreição é instruída diretamente por Cristo a anunciar legitimamente a boa nova da ressurreição (cf. Atos 1, 15-26; 1 Coríntios 9, 1-2; 15, 7-8; 2 Coríntios 12, 12; Gálatas 1) então podemos chamar-lhe de apóstolo em pleno direito. Neste sentido, São Tomás de Aquino afirmou com toda a legitimidade que Maria Madalena era a apóstola dos apóstolos (In Ioannem evangelistam expositio, III, 6). Ainda bem que naquele tempo ainda não havia corretor automático…
Recordemos aqui a cena evangélica de que estamos a falar (Jo 20, 1-18). O Senhor Jesus, após a sua morte e sepultura, não se encontrava no túmulo. Ao dar-se conta da ausência do seu corpo no sepulcro estranhamente aberto, Maria Madalena correu a dizer a Pedro e ao discípulo amado que o corpo do Senhor desaparecera. Ambos correm até ao sepulcro. Pedro e o discípulo amado regressam e fica apenas Maria, ao pé do sepulcro, a chorar o seu Senhor. A cena continua. Depois de conversar com uns anjos, Maria é encontrada pelo ressuscitado mas não O reconhece. Volta-se para Ele e, pensando que era o jardineiro, pergunta-lhe onde colocou o corpo daquele que ali estava sepultado. Depois de uns instantes de conversa, o aparente jardineiro chama Maria pelo seu nome. Reconhecendo o timbre ressuscitado de Cristo, Maria volta-se de novo para Ele e deixa-se enviar novamente aos discípulos. Corre e diz-lhe: Vi o Senhor!
Habitualmente, os estudiosos da Sagrada Escritura chamam à atenção para a repetição do termo ‘voltar-se’. Maria volta-se duas vezes para Jesus. Esta repetição parece evocar a de uma conversão progressiva do olhar até se tornar capaz de reconhecer quem era Aquele que lhe dizia: “Mulher, porque choras? (…) Maria! (…) Não me toques, porque ainda não subi para o Pai. Mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: subo para o meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Em paralelo com esta afirmação exegética, sobre a função da repetição da palavra ‘voltar-se’, gostava de chamar à atenção para os dois modos de correr de Maria.
Sobre dois modos de correr
Neste capitulo 20 de São João, Maria é apresentada duas vezes em movimento desde o sepulcro; uma no v. 2 e outra no v. 18. Na primeira afirma-se claramente que ela corre, já na segunda a afirmação não é explícita mas a sua ocorrência é muito plausível. Qual de nós, sendo visitado por alguém que ressuscitou dos mortos e nos envia a ir anunciar este acontecimento, sai de passo lento e ponderado? Visitada de modo tão surpreendente, não pode ser sem alguma velocidade que interpretamos a expressão: “Maria Madalena foi”.
Ora, gostava agora que focássemos a atenção sobre a palavra ‘correr’ usada no versículo 2 e o termo ‘vai’ dito por Jesus no versículo 17 ao enviar Maria à sua nova corrida. Por um lado, a palavra ‘correr’ aparece no original grego (τρέχει) como um verbo no presente do indicativo ativo. Trata-se portanto de um ato que começa e termina no sujeito, toda a atividade depende de Maria e está centrada nela. Maria não sabe onde está o corpo de Jesus, desespera e corre. A ação começa e termina na sua pessoa, nas suas questões e desejos individuais. Por outro lado, o imperativo de Jesus a Maria Madalena – ‘vai’ – aparece no original grego (πορεύου) com uma forma gramatical que nos pode soar muito estranha. Trata-se de um verbo no presente imperativo da voz média. Voz média? Que vem a ser a voz média?
A voz média é um resquício muito antigo das línguas indo-europeias que se conservou no grego clássico – no qual está escrito o Novo Testamento. Trata-se de uma das três vozes (ativa, média e passiva) cujo significado tem uma grande riqueza, de difícil tradução para as nossas línguas modernas. Comecemos por dizer que a voz passiva (ex. ‘um livro foi comprado pelo João’ em vez da forma ativa ‘o João comprou um livro’) é uma formulação muito tardia nas línguas indo-europeias. Mais ainda, de acordo com os estudos linguísticos de Jean Humbert na sua Syntaxe Grecque (1963), sabemos que a voz passiva se desenvolveu com base na voz média, tendo causado o seu progressivo desaparecimento. Portanto, mantém-se a pergunta, em que consiste a voz média? Pode ela ajudar-nos a compreender as palavras de Jesus e a missão de Maria?
O fabuloso destino da voz média e a missão de apóstola de Maria Madalena
Cada voz tem um destino. A voz ativa destina-se a colocar o centro no sujeito, a voz passiva destina-se a dar o centro ao objeto sobre o qual se atua; e a voz média? Para os primeiros gramáticos gregos, a voz média representa uma convergência dos sentidos ativo e passivo, no qual a fala que começa no sujeito entra em relação com outro e a ele retorna. Donde podemos concluir que a voz média destina-se a colocar o enlevo na relação iniciada pelo sujeito com o sujeito ao qual se dirige. Sim, desenha-se como uma relação de sujeitos que, sob a iniciativa de um, estão em colaboração.
Torna-se, portanto, digno de muita atenção olhar com cuidado para este imperativo do Senhor: ‘ide’. Jesus manda mas manda como quem pede. Manda pedindo colaboração, envia uma pessoa livre que não corre por ativismo ou coação. A missão nasce do encontro pessoal que a autoriza, que a torna também coautora do Evangelho. O mandato de Cristo a Maria Madalena não se dá num tipo de relação instrumental – preciso de trabalhadores para a minha causa – mas de amor cooperativo. Há muita mais poesia nesta formulação, há mais frescura evangélica neste modo de ler o envio do Senhor Jesus para a missão.
Eventualmente a separação gramatical ativo-passivo fez-nos gerar uma linguagem espiritual que nos caracterizava a nós como instrumentos nas mãos do Senhor. Nada há de necessariamente errado nesta linguagem, mas pode correr o risco de nos tornar em realidades passivas quando o Senhor deseja convidar-nos à missão mediante o exercício da nossa liberdade e não apenas das nossas capacidades executivas. Neste sentido, o envio apostólico de Maria Madalena pode despontar como um modo de reaprendermos três coisas:
1. Todos os batizados, e não apenas os religiosos ou membros do ministério ordenado, receberam a tradição apostólica em virtude de uma relação pessoal e comunitária com Jesus Cristo no Espírito Santo;
2. Se nos queixamos como Igreja que os cristãos têm pouco espírito missionário não devemos olhar para as causas na falta de ativismo ou na ausência de passividade diante dos movimentos do Espírito, mas para a necessidade de renovarmos o exercício do nosso encontro pessoal com Cristo que deseja encontrar-se com cada pessoa sem violentar a sua liberdade;
3. Se sentimos que na nossa vida há pouco lugar para os outros, para os irmãos, para os pobres e para os excluídos, renovemos o nosso desejo de encontro com Cristo e isso determinará tudo. Oxalá aprendêssemos de Maria Madalena a arte de correr…
Miguel Pedro Melo, sj
Salmo 93(94)
O Senhor faz justiça
O Senhor se vinga de tudo:... pois Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade (cf. 1Ts 4,6-7).
I
1 Senhor Deus justiceiro, brilhai, *
revelai-vos, ó Deus vingador!

2
Levantai-vos, Juiz das nações, *
e pagai seu salário aos soberbos!

3 Até quando os injustos, Senhor, *
até quando haverão de vencer?

4
Arrogantes derramam insultos *
e se gabam do mal que fizeram.

5 Eis que oprimem, Senhor, vosso povo *
e humilham a vossa herança;

6
estrangeiro e viúva trucidam, *
e assassinam o pobre e o órfão!

7 Eles dizem: “O Senhor não nos vê *
e o Deus de Jacó não percebe!”

8
Entendei, ó estultos do povo; *
insensatos, quando é que vereis?

9 O que fez o ouvido, não ouve? *
Quem os olhos formou, não verá?

10 Quem educa as nações, não castiga? *
Quem os homens ensina, não sabe?

11
Ele sabe o que pensam os homens: *
pois um nada é o seu pensamento!

Ant. Deus sabe o que pensam os homens:
pois um nada é o seu pensamento.

Ant. 3 Para mim o Senhor, com certeza,
é regio, é abrigo, é rochedo.

II
12 É feliz, ó Senhor, quem formais *
e educais nos caminhos da Lei,

13
para dar-lhe um alívio na angústia, *
quando ao ímpio se abre uma cova.

14 O Senhor não rejeita o seu povo *
e não pode esquecer sua herança:

15
voltarão a juízo as sentenças; *
quem é reto andará na justiça.

16 Quem por mim contra os maus se levanta *
e a meu lado estará contra eles?

17
Se o Senhor não me desse uma ajuda, *
no silêncio da morte estaria!

18 Quando eu penso: “Estou quase caindo!” *
Vosso amor me sustenta, Senhor!

19
Quando o meu coração se angustia, *
consolais e alegrais minha alma.

=20 Pode acaso juntar-se convosco †
o impostor tribunal da injustiça, *
que age mal, tendo a lei por pretexto?

21
Eles podem agir contra o justo, *
condenando o inocente a morrer:

22 Para mim o Senhor, com certeza, *
é regio, é abrigo, é rochedo!

=23
O Senhor, nosso Deus, os arrasa, †
faz voltar contra eles o mal, *

24 sua própria maldade os condena.
Ant. Para mim o Senhor, com certeza,
é regio, é abrigo, é rochedo.

Leitura breve Fl 4,8.9b
Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Assim o Deus da paz estará convosco.

V. Eu quero cantar os meus hinos a Deus.
R. Desejo trilhar o caminho do bem.
Oração
Ó Deus, o vosso Filho confiou a Maria Madalena o primeiro anúncio da alegria pascal; dai-nos, por suas preces e a seu exemplo, anunciar também que o Cristo vive e contemplá-lo na glória de seu Reino. Por Cristo, nosso Senhor.

 
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

domingo, 19 de julho de 2020

14 jul
Atravessar

Num carta escrita a Proba, o bispo Agostinho de Hipona, no início do século V, deixa, a pedido da destinatária, conselhos sobre a vida de oração. Recordemos alguns:
«Orar longamente não é o mesmo que orar com muitas palavras, como pensam alguns. Uma coisa é a abundância de palavras e outra um amor grande e perseverante. (...) Longe da oração as muitas palavras, mas não falte a súplica insistente, enquanto perdura o fervor e a atenção. Falar muito na oração é como tratar um assunto necessário e urgente com palavras supérfluas. Ao contrário, rezar muito significa bater à porta d’Aquele a quem invocamos, com insistente piedade e ardor de coração. (...)
Na oração, as palavras servem para nos estimular e para compreendermos melhor o que pedimos; não pensemos que são necessárias para informar o Senhor ou forçar a sua vontade».
No pensamento de Agostinho, a vida de oração surge unida a duas atitudes fundamentais que crescem, em nós, diariamente: a atenção e o desejo. Atenção e desejo da presença do Divino na nossa vida, uma presença ainda não-evidente, um Reino em advento que pede e suscita o acolhimento, a generosidade, a graça, a justiça. «Venha a nós o teu Reino, seja feita a tua vontade, livra-nos do mal»: nas preces da oração que o Senhor ensinou está, numa condensação plena de possibilidades, o segredo para uma oração contínua e agradecida, suplicante e desejosa.
O futuro próximo pedirá, talvez, confiança e atenção. Desejo de um tempo novo. Continuar a levar filhos e netos à praia, à natureza, aos jogos e, mais tarde, à escola. A discernir quais os encontros e relações que são vitais e indispensáveis, e quais os encontros que não o são. A recuperar os rituais e segredos dos antigos, na vida de casa como na vida de oração, esquecidos e afogados por mil bens e serviços. As preces de uma oração simples e diária, acompanhadas do silêncio e da leitura breve, estão aí como um tempero, um alimento para a memória e os pensamentos – mesmo que a nossa mente e o nosso homem velho nos digam que tudo não passa de uma vã ilusão. Mesmo assim, atravessemos.
Texto: Rui Vasconcelos

quarta-feira, 15 de julho de 2020



Oração das doze horas
 

V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo.
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino
Ó Deus, verdade e força
que o mundo governais,
da aurora ao meio-dia,
a terra iluminais.

De nós se afaste a ira,
discórdia e divisão.
Ao corpo dai saúde,
e paz ao coração.

Ouvi-nos, Pai bondoso,
por Cristo Salvador,
que vive com o Espírito
convosco pelo Amor.


Salmo 74(75)

O Senhor, Juiz supremo
Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes (Lc 1,52).
=2 Nós vos louvamos, dando graças, ó Senhor, †
dando graças, invocamos vosso nome *
e publicamos os prodígios que fizestes!

3 “No momento que eu tiver determinado, *
vou julgar segundo as normas da justiça;

4
mesmo que a terra habitada desmorone, *
fui eu mesmo que firmei suas colunas!”

5 “Ó orgulhosos, não sejais tão arrogantes! *
não levanteis vossa cabeça, ó insolentes!

6
Não levanteis a vossa fronte contra os céus, *
não faleis esses insultos contra Deus!”

7 Porque não vem do oriente o julgamento, *
nem do ocidente, do deserto ou das montanhas;

8
mas é Deus quem vai fazer o julgamento: *
o Senhor exalta a um, e humilha a outro.

9 Em sua mão o Senhor Deus tem uma taça *
com um vinho de mistura inebriante;

– Deus lhes impõe que até o fim eles o bebam; *
todos os ímpios sobre a terra hão de sorvê-lo.

10 Eu, porém, exultarei eternamente, *
cantarei salmos ao Senhor Deus de Jacó.

11
“A força dos iníquos quebrarei, *
mas a fronte do homem justo exaltarei!”

Ant. O Senhor não julga pela aparência,
mas com toda a justiça e eqüidade.


Leitura breve 1Cor 13,8-9.13

A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade.
V. Sobre nós, venha, Senhor, a vossa graça.
R. Da mesma forma que em vós nós esperamos.

Oração

Deus onipotente e misericordioso, que nos dais novo alento no meio deste dia, olhai com bondade os trabalhos começados e, perdoando nossas faltas, fazei que eles atinjam os fins que vos agradam. Por Cristo, nosso Senhor.

 
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
 http://liturgiadashoras.online/tempocomum/15quarta-saoboaventura




    With Jesus during the day
    “Lead me, Lord, in your way, and I will walk in your truth. Let my heart rejoice in the fear of your name” (St. Bonaventure). How good it is to walk with the Lord! However, on this path I often feel alone, because walking in the truth requires certain behaviors and attitudes, which do not always please those who do not know God. For this reason, I entrust to the Lord the disbelief I encounter when choosing to walk with God and ask him for strength to be faithful to my mission as an apostle today. May his joy prevail in my life and my heart always be united to his Heart.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Meditação Diária
Seg, 13 – Semana XV do Tempo Comum
 
Is 1, 10-17 / Slm 49 (50), 8-9.16bc-17.21.23 / Mt 10, 34 – 11, 1
Vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe... (Evangelho)

No tempo de Mateus, esta separação era entre os cristãos e os não cristãos que denunciavam os cristãos das suas próprias famílias. Mas agora, sempre que há dissensões à volta da justiça, é como se as houvesse à volta de Cristo. Hoje em dia, o problema já não se põe entre crentes e não crentes mas entre íntegros e não íntegros. Peçamos a Deus pela nossa integridade.
 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/992

quinta-feira, 9 de julho de 2020

ORAÇÃO DAS QUINZE HORAS - HORA NONA
Salmodia
Ant. 1 A lei de vossa boca, para mim,
vale mais do que milhões em ouro e prata.


Salmo 118(119),65-72
IX (Teth)
Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei
O seu mandamento é vida eterna (Jo 12,50).
65 Tratastes com bondade o vosso servo, *
como haeis prometido, ó Senhor.

66
Dai-me bom senso, retidão, sabedoria, *
pois tenho nos vossos santos mandamentos!

67 Antes de ser por vós provado, eu me perdera; *
mas agora sigo firme em vossa lei!

68
Porque sois bom e realizais somente o bem, *
ensinai-me a fazer vossa vontade!

69 Forjam canias contra mim os orgulhosos, *
mas de todo o coração vos sou fiel!

70
Seus corações são insensíveis como pedra, *
mas eu encontro em vossa lei minhas delícias.

71 Para mim foi muito bom ser humilhado, *
porque assim eu aprendi vossa vontade!

72
A lei de vossa boca, para mim, *
vale mais do que milhões em ouro e prata.

Ant. A lei de vossa boca, para mim,
vale mais do que milhões em ouro e prata.

Ant. 2 É no Senhor que eu confio e nada temo:
Que poderia contra mim um ser mortal?

Salmo 55(56),2-7b.9-14
Confiança na palavra do Senhor
Neste salmo se manifesta o Cristo em sua Paixão (S. Jerônimo).
=2 Tende pena e compaixão de mim, ó Deus, †
pois há tantos que me calcam sob os pés, *
e agressores me oprimem todo dia!

3
Meus inimigos de contínuo me espezinham, *
são numerosos os que lutam contra mim!

4 Quando o medo me invadir, ó Deus Altíssimo, *
porei em vós a minha inteira confiança.

=5
Confio em Deus e louvarei sua promessa; †
é no Senhor que eu confio e nada temo: *
que poderia contra mim um ser mortal?

6 Eles falam contra mim o dia inteiro, *
eles desejam para mim somente o mal!

7b
Armam ciladas e me espreitam reunidos, *
seguem meus passos, perseguindo a minha vida!

=9 Do meu elio registrastes cada passo, †
em vosso odre recolhestes cada lágrima, *
e anotastes tudo isso em vosso livro.

=10
Meus inimigos haverão de recuar †
em qualquer dia em que eu vos invocar; *
tenho certeza: o Senhor está comigo!

=11 Confio em Deus e louvarei sua promessa; †
12 é no Senhor que eu confio e nada temo: *
que poderia contra mim um ser mortal?

13
Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz, *
e vos oferto um sacrifício de louvor,

14 porque da morte arrancastes minha vida *
e não deixastes os meus pés escorregarem,

– para que eu ande na presença do Senhor, *
na presença do Senhor na luz da vida.

Ant. É no Senhor que eu confio e nada temo:
Que poderia contra mim um ser mortal?

Ant. 3 Vosso amor, ó Senhor, é mais alto que os céus.
Salmo 56(57)
Oração da manhã numa aflição
Este salmo canta a Paixão do Senhor (Sto. Agostinho).
2 Piedade, Senhor, piedade, *
pois em vós se abriga a minh’alma!

– De vossas asas, à sombra, me achego, *
até que passe a tormenta, Senhor!

3 Lanço um grito ao Senhor Deus Altíssimo, *
a este Deus que me dá todo o bem.

=4
Que me envie do céu sua ajuda †
e confunda os meus opressores! *
Deus me envie sua graça e verdade!

5 Eu me encontro em meio a leões, *
que, famintos, devoram os homens;

– os seus dentes são lanças e flechas, *
suas línguas, espadas cortantes.

6 Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, *
vossa glória refulja na terra!

7 Prepararam um laço a meus pés, *
e assim oprimiram minh’alma;

– uma cova me abriram à frente, *
mas na mesma acabaram caindo.

8 Meu coração está pronto, meu Deus, *
está pronto o meu coração!

9 Vou cantar e tocar para vós: *
desperta, minh’alma, desperta!

– Despertem a harpa e a lira, *
eu irei acordar a aurora!

10 Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, *
dar-vos graças, por entre as nações!

11 Vosso amor é mais alto que os céus, *
mais que as nuvens a vossa verdade!

12
Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, *
vossa glória refulja na terra!

Ant. Vosso amor, ó Senhor, é mais alto que os céus.
Leitura breve Gl 5,22.23a.25
O fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, mansidão, continência. Se vivemos pelo Espírito, procedamos também segundo o Espírito, corretamente.
V. Indicai-nos o caminho a seguir,
pois em vós coloquei a esperança.

R. Vosso Esrito bom me dirija
e me guie por terra bem plana.

Oração
Senhor nosso Deus, atendei a nossa oração, dando-nos a graça de imitar o exemplo da paixão do vosso Filho e levar serenamente nossa cruz de cada dia. Por Cristo, nosso Senhor.

 
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
 http://liturgiadashoras.online/tempocomum/14quinta

quarta-feira, 8 de julho de 2020


HORA SEXTA - ORAÇÃO DAS DOZE HORAS
Leitura breve Is 55,8-9

Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra.
V. Senhor Deus do universo, quem se igual a vós?
R. Ó Senhor, sois poderoso, irradiais fidelidade.

Oração

Deus onipotente e misericordioso, que nos dais novo alento no meio deste dia, olhai com bondade os trabalhos começados e, perdoando nossas faltas, fazei que eles atinjam os fins que vos agradam. Por Cristo, nosso Senhor.
 
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.


Ele era viciado em ópio e não podia receber os sacramentos. Mas virou mártir e santo!


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Ele não conseguia ficar sóbrio, mas, durante 30 anos, continuou tentando se aproximar de Deus e da Igreja

São Mark Ji Tianxiang era viciado em ópio. Atenção: ele não tinha sido viciado em ópio. Ele era viciado em ópio e continuou sendo até a morte. Durante anos, Ji foi um cristão respeitável, criado em família cristã na China do século XIX. Mais ainda: era líder na comunidade cristã. Médico, atendia os pobres de graça. Até que…
Um dia, ele ficou violentamente doente do estômago e tratou a si próprio com ópio. Era algo perfeitamente razoável como tratamento médico, mas Ji acabou se viciando na droga. E era um vício considerado gravemente vergonhoso e escandaloso.
Por mais que o vício se agravasse, Ji continuava tentando combater o seu vício. Ele se confessava frequentemente, recusando-se a ser vencido pela aflição que o assaltava. Infelizmente, porém, o padre a quem ele recorria para se confessar, assim com quase todo o mundo naquela época, não entendia que aquele vício era uma doença. E, como Ji voltava a confessar vezes e mais vezes o mesmo pecado, o padre acabou achando que ele não tinha um propósito firme de emenda; que ele não tinha o desejo sincero de superar o vício.
Acontece que a confissão é inválida quando não há real arrependimento e real propósito de parar de pecar. E foi pensando nisso que, depois de alguns anos ouvindo sempre o mesmo pecado e não vendo nenhum progresso, o confessor de Ji lhe disse para não voltar mais ao confessionário até cumprir os requisitos para uma confissão válida.
Muita gente poderia ver nisto um motivo para abandonar a Igreja com raiva ou vergonha, mas Ji sabia que era amado pelo Pai e pela Igreja apesar das quedas que a doença lhe causava e apesar daquela decisão do confessor, baseada num julgamento que desconhecia a totalidade da situação. Ji sabia que o Senhor queria o seu coração. Ele não conseguia ficar sóbrio, mas continuava tentando ficar perto de Deus e da Igreja.
E tentou durante 30 anos. Durante 30 anos, ele não pôde receber os sacramentos. E, durante 30 anos, ele rezou pedindo a graça de morrer mártir. Sim: Ji pensava que o único jeito de se salvar era a coroa do martírio.
Em 1900, quando a Rebelião dos Boxers estourou na China contra estrangeiros e cristãos, Ji viu a sua chance. Ele foi preso junto com dezenas de outros cristãos, incluindo um filho, seis netos e duas noras. Muitos daqueles presos estavam provavelmente enojados com a presença daquele homem que não conseguia passar um dia sem se drogar. “Com certeza ele vai ser o primeiro a negar o Senhor”, talvez pensassem.
Só que não. Ji nunca tinha conseguido vencer o seu vício, mas, no final da vida, viu-se inundado pela graça extraordinária da perseverança final. Nenhuma ameaça poderia abalá-lo. Nenhuma tortura o faria pigarrear. Ele estava determinado a seguir o Senhor, a seguir aquele Jesus que nunca o tinha abandonado.
Quando Ji e sua família foram arrastados para a prisão onde aguardariam a execução, seu neto olhou para ele apavorado.
– Vovô, para onde nós estamos indo?
Ji respondeu:
– Nós estamos indo para casa.
Nenhuma resposta poderia ter sido mais verdadeira, bela e repleta de esperança e fé.
Ji implorou aos seus captores que o matassem por último, de modo que ninguém da sua família tivesse que morrer sozinho. Ele ficou ao lado de todos os nove quando cada um foi decapitado.
No final, ele encarou a própria morte cantando as Ladainhas da Santíssima Virgem Maria. E, embora tenha tido que ficar longe dos sacramentos durante nada menos que três décadas, São Marcos Ji Tianxiang é um santo canonizado.
Ele é um dos mais belos testemunhos da graça de Deus que age constantemente em nós, das formas mais escondidas e impensáveis; da capacidade de Deus de tornar grandes santos os mais improváveis ​d​entre nós, pecadores; da graça derramada abundantemente sobre aqueles que permanecem fiéis inclusive quando pareceria que a própria Igreja lhes negou acolhimento.
Peçamos a São Marcos Ji Tianxiang a intercessão por todos os dependentes de drogas e por todos os que não podem receber os sacramentos, para terem a coragem de ser fiéis à Igreja e para crescerem sempre no amor e na confiança em Deus.
São Mark Ji Tianxiang, rogai por nós!
 https://pt.aleteia.org/2017/07/11/ele-era-viciado-em-opio-e-nao-podia-receber-os-sacramentos-mas-virou-martir-e-santo/

terça-feira, 7 de julho de 2020

Ó Luz do Senhor que vem sobre a terra, Inunda meu ser, permanece em nós!...
“Sem o Espírito Santo, Deus está distante;
o Cristo permanece no passado;
o Evangelho é uma letra morta;
a Igreja, uma simples organização;
a autoridade, um poder;
a missão, uma propaganda;
o culto, um arcaísmo;
a ação moral, uma ação de escravos.
Mas, no Espírito Santo,
o cosmos é enobrecido pela geração do Reino,
o Cristo ressuscitado se faz presente,
o Evangelho se faz força do Reino,
a Igreja realiza a comunhão trinitária,
a autoridade se transforma em serviço,
a liturgia é memorial e antecipação,
a ação humana se deifica.”( Atenágoras) 

Felizes os que se deixam conduzir pelo Espírito
Felizes aqueles que se reúnem em torno ao Sopro do Espírito para deixar-se transformar cada dia por Ele. 
Felizes aqueles que se deixam conduzir pela luz do Espírito e não lhe põem travas, obstáculos ou impedimentos. 
Felizes aqueles que reconhecem suas fragilidades e se deixam fortalecer pelo Espírito de Deus. 
Felizes aqueles que vivem a novidade radical do Espírito, para não permanecer nunca ancorado no passado, mas viver a realidade do presente e estar abertos à surpresa do futuro. 
Felizes aqueles que se deixam rejuvenescer pelo Espírito e deixam pendurados no cabide do esquecimento as velhas vestimentas cheias de remendo. 
Felizes aqueles que se deixam fascinar e refrescar pela brisa do Espírito, aqueles que reconhecem nela a presença vivificante de Deus em suas vidas. 
Felizes aqueles que vivem com um espírito de solidariedade, empenho, ternura, cuidado e consolo. 
Felizes aqueles que não deixam que o Espírito fique aprisionado, aqueles que cada dia recriam as palavras e as intuições do Espírito, aqueles que se deixam habitar pela liberdade radical do Espírito.     (Miguel Mesa Bouzas) 
Ó Luz do Senhor que vem sobre a terra, Inunda meu ser, permanece em nós!...  
https://catequesehoje.org.br/outro-olhar/tempo-da-delicadeza/1267-envia-teu-espirito-senhor

Leitura breve 1Cor 12,24b.25-26

Deus, quando formou o corpo, deu maior atenção e cuidado ao que nele é tido como menos honroso, para que não haja divisão no corpo e, assim, os membros zelem igualmente uns pelos outros. Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se é honrado, todos os membros se regozijam com ele.
V. Do meio das nações nos congregai
R. Para ao vosso santo nome agradecermos.
Oração
Senhor Deus, que enviastes vosso anjo para mostrar ao centurião Cornélio o caminho da vida, concedei-nos trabalhar com alegria para a salvação da humanidade, a fim de que, unidos todos na vossa Igreja, possamos chegar até vós. Por Cristo, nosso Senhor.

 
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

  • ANTIGO TESTAMENTO
    • LIVROS PROFÉTICOS
      • ISAÍAS
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44
12 O ferreiro trabalha o ídolo com a fornalha e o modela com o martelo. Forja-o com a força de seu braço; mas, em dado momento, fica com fome e perde a força, ou então tem sede e fica exausto. 13 O carpinteiro mede a madeira, desenha a lápis uma figura, e a trabalha com o formão e lhe aplica o compasso. Faz a escultura com medidas do corpo humano e com rosto de homem, para que essa imagem possa estar num templo feito de cedro. 14 Corta cedros, escolhe um cipreste ou carvalho, deixando-os crescer no meio das árvores da floresta; planta um pinheiro e a chuva o faz crescer. 15 Tudo isso serve para queimar; o próprio escultor usa parte dessa madeira para se esquentar e assar o seu pão; e também fabrica um deus e diante dele se ajoelha, esculpe uma imagem para se ajoelhar diante dela. 16 Com a metade, ele acende o fogo, assa a carne na brasa e mata a fome; também se esquenta ao fogo, e diz: «Que coisa boa! Eu me esquento, enquanto olho as chamas17 Depois, com o resto ele faz um deus, uma imagem esculpida. Em seguida, ajoelha-se diante dela e faz uma oração, dizendo: «Salva-me, porque tu és o meu deus». 18 Eles não sabem e não entendem, porque seus olhos estão grudados para não ver, e sua inteligência não pode mais compreender. 19 Nenhum deles cai em si, ninguém percebe nem compreende, para dizer: «Com a metade eu acendi o fogo, assei pão nas suas brasas, cozinhei um pedaço de carne e comi; e com o resto eu iria fazer uma coisa abominável? Vou ajoelhar-me diante de um pedaço de madeira20 Esse homem se alimenta de cinza. Sua mente enganada o iludiu, de modo que ele não consegue salvar a própria vida e nem é capaz de dizer: «Não será mentira isso que tenho nas mãos
Javé redime seu povo -* 21 Jacó, lembre-se disso; Israel, lembre que você é o meu servo. Eu o formei, e você é o meu servo: não vou esquecê-lo, Israel. 22 Limpei suas transgressões como se fossem névoa, e seus pecados como se fossem nuvem. Volte para mim, porque eu sou o seu redentor.
Javé é o redentor -* 24 Assim diz Javé, o seu redentor, que formou você desde o ventre de sua mãe: Eu sou Javé, que faço tudo: sozinho, eu estendi o céu e firmei a terra. Quem estava comigo? 25 Eu embaralho os sinais dos feiticeiros e os adivinhos ficam bobos; faço voltar atrás os que são sábios e transformo seu conhecimento em tolice. 26 Mas, confirmo a palavra do meu servo e executo o projeto de meus mensageiros. Eu digo para Jerusalém: «Você será habitada»; e para as cidades de Judá: «Vocês serão reconstruídas. Vou reerguer suas ruínas». 27 Eu digo para o oceano: «Esgote-se, porque faço seus rios ficarem secos». 28 Eu digo a Ciro: «Você é o meu pastor, e realizará tudo o que eu quero». Eu digo a Jerusalém: «Você será reconstruída»; e ao Templo: «Você será reedificado desde os alicerces».


* 44,1-5: Javé nunca abandona o povo que ele mesmo formou. Assim como o protegeu no passado, o fará também no futuro. Transformará radicalmente sua situação, entregando-lhe seu espírito. Será uma honra para todos dizer que pertencem a Javé, pois essa pertença dignifica a pessoa e a faz participar de um povo abençoado e admirado por todas as nações.

* 6-8: A libertação de Israel torna esse povo um testemunho vivo de que Javé é o único Deus que liberta. Todos os outros que são tomados como absolutos não passam de ídolos ilusórios e opressores.

* 9-20: Quem fabrica ídolos quer obter alguma vantagem. E quem se submete a eles são pessoas alienadas: não percebem o quanto é absurdo e degradante absolutizar aquilo que é produto de mãos humanas.

* 21-23: Enquanto os homens se alienam fabricando ídolos para sua própria segurança, o Deus vivo forma um povo, perdoa-lhe os pecados e o liberta da escravidão.

* 24-28: O projeto de Javé é fazer com que seu povo readquira a vida e a dignidade roubadas por uma situação opressiva. Nesse projeto, nada e ninguém poderá impedir a ação de Javé, pois ele é o Senhor da história e do universo.
http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_POP.HTM

  • NOVO TESTAMENTO
      • EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS
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