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domingo, 28 de junho de 2020


Oração das quinze horas


V. Vinde, ó Deus, em meu aulio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Esrito Santo.
Como era no prinpio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
 
HINO
Vós que sois o Imutável,
Deus fiel, Senhor da História,
nasce e morre a luz do dia,
revelando a vossa glória.

Seja a tarde luminosa
numa vida permanente.
E da santa morte o prêmio
nos dê glória eternamente.

Escutai-nos, ó Pai Santo,
pelo Cristo, nosso irmão,
que convosco e o Espírito
vive em plena comunhão.
Salmodia

Ant.
João e Pedro subiram ao templo,
quando era a oração da hora nona.
Salmo 125(126)
Alegria e esperança em Deus
Assim como participais dos nossos sofrimentos, participais também da nossa consolação (2Cor 1,7). 1 Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, *
parecíamos sonhar;
2 encheu-se de sorriso nossa boca, *
nossos lábios, de canções. 

– Entre os gentios se dizia: 'Maravilhas *
fez com eles o Senhor!'
3 Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, *
exultemos de alegria!

4 Mudai a nossa sorte, ó Senhor, *
como torrentes no deserto.
5 Os que lançam as sementes entre lágrimas, *
ceifarão com alegria.

6 Chorando de tristeza sairão, *
espalhando suas sementes;
– cantando de alegria voltarão, *
carregando os seus feixes!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Salmo 126(127) O trabalho sem Deus é inútil
Vós sois a construção de Deus (1Cor 3,9).
1 Se o Senhor não construir a nossa casa, *
em vão trabalharão seus construtores;
– Se o Senhor não vigiar nossa cidade, *
em vão vigiarão as sentinelas!

2 É inútil levantar de madrugada, *
ou à noite retardar vosso repouso,
– para ganhar o pão sofrido do trabalho, *
que a seus amados Deus concede enquanto dormem.

3 Os filhos são a bênção do Senhor, *
o fruto das entranhas, sua dádiva.
4 Como flechas que um guerreiro tem na mão, *
são os filhos de um casal de esposos jovens.

5 Feliz aquele pai que com tais flechas *
consegue abastecer a sua aljava!
– Não será envergonhado ao enfrentar *
seus inimigos junto às portas da cidade.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Salmo 127(128)
A paz do Senhor na família
De Sião, isto é, da sua Igreja, o Senhor te abençoe (Arnóbio).
1 Feliz és tu se temes o Senhor *
e trilhas seus caminhos!

2 Do trabalho de tuas mãos hás de viver, *
serás feliz, tudo irá bem!
3 A tua esposa é uma videira bem fecunda *
no coração da tua casa;
– os teus filhos são rebentos de oliveira *
ao redor de tua mesa.

4 Será assim abençoado todo homem *
que teme o Senhor.
5 O Senhor te abençoe de Sião, *
cada dia de tua vida;
– para que vejas prosperar Jerusalém *
6 e os filhos dos teus filhos.
– Ó Senhor, que venha a paz a Israel, *
que venha a paz ao vosso povo!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. João e Pedro subiram ao templo,
quando era a oração da hora nona.
Leitura breve                 2Cor 4,13-14 Sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: Eu creio e, por isso, falei, nós também cremos e, por isso, falamos,certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco.
V.
Alegrai-vos e exultai, diz o Senhor,
R.
Pois no céu estão inscritos vossos nomes.
Oração
Ó Deus, que hoje nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos que nos deram as primícias da fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor. 
R. Graças a Deus.
 http://liturgiadashoras.online/propriodossantos/pedroepaulo

 Meditação Diária
Dom, 28 – Domingo XIII do Tempo Comum – Ano A
2 Reis 4, 8-11.14-16a / Slm 88 (89), 2-3.16-19 / Rom 6, 3-4.8-11 / Mt 10, 37-42
A hospitalidade é uma virtude que vem elogiada na palavra de Deus. S. Pedro assim exorta: «Exercei a hospitalidade uns com os outros, sem queixas». E S. Paulo insiste: «Não vos esqueçais da hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos». O profeta Eliseu, ao passar pela cidade de Sunam, costumava hospedar-se na casa de uma família que generosamente o acolhia como um familiar. Este casal ainda não tinha conseguido ter filhos. O profeta, ainda mais generosamente, alcançou-lhes de Deus a graça de um filho.
Devemos sempre recordar que o nosso batismo corresponde ao mistério pascal de Cristo que se realiza em nós: morremos a tudo o que é pecado para ressuscitarmos com a nova vida que Cristo nos oferece: «Fomos sepultados com Cristo pelo Batismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova». Trata-se de um renascimento nas águas do batismo, consideradas como as águas do ventre materno da comunidade cristã que gera novos filhos de Deus. Cabe-nos a responsabilidade de mostrar, com as nossas obras, que Cristo vive em nós e que Ele é o nosso Senhor.
Jesus exige dos seus seguidores uma radicalidade nunca antes ouvida a um rabi, a um mestre do seu tempo. Não pede concordância com a doutrina que anuncia, mas antes amor e fidelidade à sua pessoa. Mesmo o amor aos entes mais queridos da própria família tem de estar subordinado ao amor de Cristo que, sendo homem, é também Deus.
O Senhor Jesus exige de nós, seus discípulos e missionários, um amor que tudo sabe relativizar, ao jeito do amor radical que Ele nos tem: perder para ganhar; assumir a cruz de cada dia para crucificarmos o nosso egoísmo e ressuscitarmos para a vida nova da graça; com realismo, aproveitar as ocasiões simples de fazer o bem, como oferecer um copo de água fresca, pois nesse irmão ou irmã servimos o próprio Deus.
 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/977
Postagem: 28062020 - 15he33min.

sábado, 27 de junho de 2020

De Joelhos

A humanidade está de joelhos. Só espero que seja numa atitude de súplica “orante”. O que, diga-se de passagem, duvido. Bastou um vírus, pouca coisa, para reduzir o homem à sua insignificância e destruir sonhos que, afinal, não passavam dum castelo de baralho de cartas.
Onde está o homem da Revolução Francesa com a sua trilogia “Igualdade, Liberdade, Fraternidade” revolucionária? Onde está o homem do Renascimento, julgando-se “em trono”, sentado no centro do universo? Onde estão os homens do Iluminismo e do Racionalismo, para quem o domínio da ciência e da razão fariam “donos” do mundo e do próprio destino? Onde estão os ditos homens que atingiram a “maioridade”, diziam, e que como adultos não alinhavam em contos de carochinha sobre Deus, tão próprio duma sociedade infantil e infantilizada? De joelhos, digo eu.
Onde estão, afinal, os mentores do secularismo com o seu relativismo e niilismo, para quem Deus não faz falta nenhuma na construção duma sociedade evoluída e tecnicamente tão poderosa? E já agora, onde está Harari e o seu “Homem Deus”, esse homem “Senhor do Céu e da Terra”? Certamente, de joelhos, cheios de medo e à espera que a tormenta passe.
Creio ser do filósofo e matemático Bertrand Russell, falecido em 1970, e autor do famoso livro “Porque não sou cristão” (tão em moda há alguns anos) a afirmação de que nas suas pesquisas e investigações encontrou muita coisa, em Deus, porém, nunca tropeçou, ironizava. Se, ao menos, tivesse ido a Atenas, no tempo de S. Paulo, e encontrasse o “Altar ao Deus Desconhecido”, talvez então se ajoelhasse sem grande tropeço. O pior é que tropeçou mesmo em Deus; só que não foi no “Deus” que imaginava; só que não foi no Deus de Jesus Cristo. Ao tropeçar na frase evangélica que manda oferecer a outra face a quem lhe der uma bofetada, razão pela qual deixou de ser cristão, sem saber (quero crer), estava mesmo a tropeçar no Deus “Cristão”, revelado como Amor e Perdão. Amor e perdão que bem necessitava, segundo consta do seu trajeto de vida e biografia.
Sobre o “Deus Desconhecido”, cada um fale por si. O problema é que anda sempre “encoberto”. Encoberto veio e andou na “humanidade” de Jesus, seu Filho, o Qual por sua vez “encoberto” deixou nos seus irmãos (“O que fizerdes a um destes pequeninos, a Mim o fazeis”) onde continua como o grande “Desconhecido” neste tempo que é o nosso. Mas que anda sempre a tropeçar nas nossas vidas, anda. Falo por mim, pobre pecador.
Dizem-me (ou li?) que a busca da palavra “Deus” no Google aumentou exponencialmente nestes tempos de confinamento. Pode ser bom sinal, ou pelo menos sinal de busca. E quem busca, sempre encontra. E o Deus revelado em Jesus Cristo gosta de Se deixar encontrar. Assim os homens queiram que o encontro aconteça. E se alguém tem dúvidas, pergunte a Maria de Magdala que junto ao túmulo vazio O encontrou “encoberto” naquele jardineiro do Jardim das Oliveiras. E sentiu grande alegria. Haja Esperança!
A. da Costa Silva, sj
 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/blog/278
INTENÇÕES DE ORAÇÃO DO SANTO PADRE PARA 2021
JANEIRO
Intenção pela evangelização - A fraternidade humana
Rezemos para que o Senhor nos dê a graça de viver em plena fraternidade com os irmãos e irmãs de outras religiões, rezando uns pelos outros, abertos a todos.
FEVEREIRO
Intenção universal - A violência contra as mulheres
Rezemos pelas mulheres vítimas de violência, para que sejam protegidas pela sociedade e os seus sofrimentos sejam considerados e escutados.
MARÇO
Intenção pela evangelização - O sacramento da reconciliação
Rezemos para que vivamos o sacramento da reconciliação com uma profundidade renovada, para saborear a infinita misericórdia de Deus.
ABRIL
Intenção universal - Os direitos fundamentais
Rezemos por aqueles que arriscam a vida lutando pelos direitos fundamentais nas ditaduras, nos regimes autoritários e também nas democracias em crise.
MAIO
Intenção universal - O mundo das finanças
Rezemos para que os responsáveis das finanças colaborem com os governos para regulamentar a esfera financeira e proteger os cidadãos dos seus perigos.
JUNHO
Intenção pela evangelização - A beleza do matrimónio
Rezemos pelos jovens que se preparam para o matrimónio com o apoio de uma comunidade cristã, para que cresçam no amor, com generosidade, fidelidade e paciência.
JULHO
Intenção universal - A amizade social
Rezemos para que, nas situações de conflitos sociais, económicos e políticos, sejamos artífices corajosos e apaixonados do diálogo e da amizade.
AGOSTO
Intenção pela evangelização - A Igreja
Rezemos pela Igreja, para que receba do Espírito Santo a graça e a força de se reformar à luz do Evangelho.
SETEMBRO
Intenção universal - Um estilo de vida eco sustentável
Rezemos para que todos façamos escolhas corajosas através de um estilo de vida sóbrio e ecossustentável, alegrando-nos pelos jovens que se empenham resolutamente por isso.
OUTUBRO
Intenção pela evangelização - Discípulos missionários
Rezemos para que cada batizado seja envolvido na evangelização e disponível para a missão, através de um testemunho de vida que tenha o sabor do Evangelho.
NOVEMBRO
Intenção universal - As pessoas que sofrem de depressão
Rezemos para que as pessoas que sofrem de depressão ou de stress encontrem nos outros um apoio e uma luz que as abra à vida.
DEZEMBRO
Intenção pela evangelização - Os catequistas
Rezemos pelos catequistas, chamados a anunciar a Palavra de Deus, para que sejam testemunhas da Palavra com coragem e criatividade na força do Espírito Santo. *O documento com as intenções mensais de oração está disponível aqui para download.
 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/rezar-com-o-papa/intencoesanuais/2021

Salmo 118(119),169-176
XXII (Tau)
Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei
Sua misericórdia se estende de geração em geração, a todos os que o respeitam (Lc 1,50).
169 Que o meu grito, ó Senhor, chegue até vós; *
fazei-me bio como vós o prometestes!

170
Que a minha prece chegue até à vossa face; *
conforme prometestes, libertai-me!

171 Que prorrompam os meus lábios em canções, *
pois me fizestes conhecer vossa vontade!

172
Que minha língua cante alegre a vossa lei, *
porque justos são os vossos mandamentos!

173 Estendei a vossa mão para ajudar-me, *
pois escolhi sempre seguir vossos preceitos!

174
Desejo a vossa salvação ardentemente *
e encontro em vossa lei minhas delícias!

175 Possa eu viver e para sempre vos louvar; *
e que me ajudem, ó Senhor, vossos conselhos!

176
Se eu me perder como uma ovelha, procurai-me, *
porque nunca esqueci vossos preceitos!

Ant. Estendei a vossa mão para ajudar-me,
pois escolhi sempre seguir vossos preceitos.

Ant. 2 Vosso trono, ó Deus, é eterno, sem fim.
Salmo 44(45)
As núpcias do Rei
O noivo está chegando. Ide ao seu encontro! (Mt 25,6).
I
=2 Transborda um poema do meu coração; †
vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção; *
minha língua é qual pena de um ágil escriba.

=3 Sois tão belo, o mais belo entre os filhos dos homens! †
Vossos bios espalham a graça, o encanto, *
porque Deus, para sempre, vos deu sua bênção.

4 Levai vossa espada de glória no flanco, *
herói valoroso, no vosso esplendor;

5
saí para a luta no carro de guerra *
em defesa da fé, da justiça e verdade!

= Vossa mão vos ensine valentes proezas, †
6
vossas flechas agudas abatam os povos *
e firam no seu coração o inimigo!

=7 Vosso trono, ó Deus, é eterno, é sem fim; †
vosso cetro real é sinal de justiça: *

8
Vós amais a justiça e odiais a maldade.
= É por isso que Deus vos ungiu com seu óleo, †
deu-vos mais alegria que aos vossos amigos. *

9
Vossas vestes exalam preciosos perfumes.
– De ebúrneos palácios os sons vos deleitam. *
10 As filhas de reis vêm ao vosso encontro,
– e à vossa direita se encontra a rainha *
com veste esplendente de ouro de Ofir.

Ant. Vosso trono, ó Deus, é eterno, sem fim.
Ant. 3 Vi a nova Sião descer do céu
como esposa enfeitada para o esposo.

II
11 Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: *
“Esquecei vosso povo e a casa paterna!

12
Que o Rei se encante com vossa beleza! *
Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

13 O povo de Tiro vos traz seus presentes, *
os grandes do povo vos pedem favores.

14
Majestosa, a princesa real vem chegando, *
vestida de ricos brocados de ouro.

15 Em vestes vistosas ao Rei se dirige, *
e as virgens amigas lhe formam cortejo;

16
entre cantos de festa e com grande alegria, *
ingressam, então, no pacio real”.

17 Deixareis vossos pais, mas tereis muitos filhos; *
fareis deles os reis soberanos da terra.

18
Cantarei vosso nome de idade em idade, *
para sempre haverão de louvar-vos os povos!

Ant. Vi a nova Sião descer do céu
como esposa enfeitada para o esposo.

Leitura breve Rm 15,5-7
O Deus que dá constância e conforto vos dê a graça da harmonia e concórdia, uns com os outros, como ensina Cristo Jesus. Assim, tendo como que um só coração e a uma só voz, glorificareis o Deus e Pai do Senhor nosso, Jesus Cristo. Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.
V. O Senhor muito ama o seu povo.
R. E coroa com viria os seus humildes.

Oração
Senhor nosso Deus, luz ardente de amor eterno, concedei que, inflamados na vossa caridade, num mesmo amor amemos a vós, acima de tudo, e aos irmãos e irmãs por vossa causa. Por Cristo, nosso Senhor.
 
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

terça-feira, 23 de junho de 2020

3 junho 2020
Atos Inqualificáveis

Caro leitor, alguns dos nossos deputados apressam-se a voltar a trazer a debate a lei da eutanásia. É um motivo para rezarmos fervorosamente contra esta injustiça e por todas as pessoas que são a favor deste ato absolutamente contrário a qualquer sentido de decência humana, quanto mais cristã. E, a propósito da eutanásia e dos (enormes) malefícios da rampa deslizante que está a conduzir, na Alemanha, à legalização da eutanásia de pessoas idosas não doentes (!), recomendo a leitura do artigo O Suicídio da Liberdade, de Pedro Vaz Patto, Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, publicado no Observador.
Agora gostava de chamar a atenção do leitor para o que durante a pandemia se passou num país europeu e que talvez o leitor tenha tido conhecimento pelos meios de comunicação social. Numa região autónoma desse país foi dada ordem ao serviço de ambulâncias para não levarem idosos com covid – e naturalmente com outras doenças – das famílias e dos lares para os hospitais porque seriam tratadas só pessoas com mais esperança de vida. E seriam os condutores das ambulâncias a explicar este facto às famílias e aos lares quando fossem chamados!
Na capital desse país sucedeu algo de parecido embora o governo tenha desmentido que houvesse essa ordem. Mas há poucos dias (estou a escrever no dia 20 junho) a TVI 24 passou um filme que mostrava uma pessoa, que parecia um médico, num hospital que a reportagem identificava, a dar instruções a pessoas sentadas numa sala. Isto no pico da pandemia. As instruções eram para não se aceitar no hospital pessoas com mais de 80 anos. E a reportagem explicava que eram instruções extensíveis a toda a capital. Assim, do covid, nessa cidade, nessa altura, morreram 6000 idosos com idades acima dos 80 anos.
No mesmo país, uma carrinha que ia de um lar para o centro de uma vila foi apedrejada por populares com medo que os idosos que transportava tivessem covid, entendendo que, por isso, os idosos não deviam ter atravessado a vila.
Em prédios, ainda desse mesmo país, vizinhos de pessoas que trabalhavam em hospitais, puseram papéis nas portas dos apartamentos dessas pessoas dizendo-lhes que fossem morar para outro sítio porque, como trabalhavam em hospitais, podiam trazer o covid para os prédios.
Todos estes factos são inqualificáveis. Não tenho adjetivação para eles. E porque é que eu falo disto ao leitor? Para quando vierem os debates sobre a eutanásia ou este tipo de notícias na televisão, ou os miúdos trouxerem da escola temas deste género o leitor os saiba formar. Filhos e netos. E se lá em casa estiverem uns amigos dos filhos também não perdem nada em ouvir. Porque, um dia, pelo caminho que as coisas levam, os seus filhos ou netos podem estar no meio de uma situação destas e têm de interpor objeção de consciência, têm de se revoltar. E o leitor vai ter responsabilidade nisso.
Hoje em dia, muitos casais católicos têm vergonha de educar os filhos nos valores da Igreja. Os filhos, adolescentes, não vão aceitar alguns desses valores. Mas têm que, pelo menos, saber quais são. E os pais também têm de saber quais são porque algumas vezes também não sabem.
Gonçalo Miller Guerra, sj
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3ª-feira da 12ª Semana Do Tempo Comum

23 de Junho de 2020
Cor: Verde

Salmo - Sl 47,2-3a. 3b-4. 10-11 (R. Cf. 9d)

R. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

2Grande é o Senhor e muito digno de louvores *
na cidade onde ele mora;
3aseu Monte santo, esta colina encantadora *
é a alegria do universo.R.

3bMonte Sião, no extremo norte situado, *
és a mansão do grande Rei!
4Deus revelou-se em suas fortes cidadelas *
um refúgio poderoso.R.

10Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade *
em meio ao vosso templo;
11com vosso nome vai também vosso louvor *
aos confins de toda a terra.R. 

Evangelho - Mt 7,6.12-14
Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo Segundo São Mateus 7,6.12-14
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
6Não deis aos cães as coisas santas,
nem atireis vossas pérolas aos porcos;
para que eles não as pisem com os pés
e, voltando-se contra vós, vos despedacem.
12Tudo quanto quereis que os outros vos façam,
fazei também a eles.
Nisto consiste a Lei e os Profetas.
13Entrai pela porta estreita,
porque larga é a porta
e espaçoso é o caminho que leva à perdição,
e muitos são os que entram por ele!
14Como é estreita a porta
e apertado o caminho que leva à vida!
E são poucos os que o encontram!
Palavra da Salvação. https://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php

quinta-feira, 18 de junho de 2020


  • ANTIGO TESTAMENTO
    • A HISTÓRIA DESDE ADÃO ATÉ A FUNDAÇÃO DO JUDAÍSMO
      • SEGUNDO LIVRO DAS CRÔNICAS
Precedente - Sucessivo


6
Deus realiza o que promete -* 3 O rei se voltou, e abençoou toda a assembléia de Israel, enquanto todos permaneciam de . 4 O rei disse então: «Seja bendito Javé, o Deus de Israel, que realizou com a mão o que sua boca havia prometido ao meu pai Davi: 5 ‘Desde o dia em que tirei o meu povo do Egito, não escolhi nenhuma cidade dentre todas as tribos de Israel, a fim de construir aí um Templo para o meu Nome. Como também não escolhi um homem para ser chefe do meu povo Israel. 6 Mas escolhi Jerusalém para aí fazer morar o meu Nome. Escolhi Davi para ser o chefe do meu povo Israel’.
7 O meu pai Davi queria construir um Templo para o Nome de Javé, o Deus de Israel. 8 Javé, porém, disse ao meu pai Davi: ‘Você está querendo construir um Templo para o meu Nome, e faz muito bem, querendo isso. 9 Contudo, não é você quem vai construir o Templo, mas o seu filho, saído de suas entranhas, ele é quem vai construir o Templo para o meu Nome’. 10 E Javé realizou a promessa que havia feito: eu sucedi ao meu pai Davi, e subi ao trono de Israel, como Javé havia prometido, e construí o Templo para o Nome de Javé, o Deus de Israel. 11 Nele introduzi a Arca, onde se acha a Aliança que Javé fez com os israelitas».
12 Salomão ficou em diante do altar de Javé, na presença de toda a assembléia de Israel, e estendeu as mãos. 13 Salomão tinha mandado fazer, no meio do pátio do Templo, um estrado de bronze com dois metros e meio de largura e um metro e meio de altura. Subiu ao estrado e ajoelhou-se diante de toda a assembléia de Israel. Estendeu as mãos para o céu, 14 e disse: «Javé, Deus de Israel, não existe nenhum Deus como tu, nem lá no alto céu, nem aqui embaixo na terra. Tu és fiel à aliança e ao amor para com os teus servos que caminham de todo o coração diante de ti. 15 Cumpriste a promessa que havias feito ao teu servo Davi, meu pai, e o que prometeste com a boca, hoje realizaste com a mão. 16 Agora, Javé, Deus de Israel, mantém esta promessa que fizeste ao teu servo Davi, meu pai: ‘Nunca faltará para você, diante de mim, um descendente no trono de Israel, contanto que seus filhos saibam comportar-se de acordo com a minha lei, assim como você se comportou diante de mim’. 17 Portanto, Javé, Deus de Israel, confirma agora a promessa que fizeste ao teu servo Davi. 18 É possível Deus habitar com os homens na terra? Se o céu e o mais alto do céu não o podem conter, muito menos esse Templo que construí! 19 Atende à oração e à súplica do teu servo, Javé meu Deus! Ouve o clamor e a prece que teu servo faz diante de ti. 20 Que os teus olhos fiquem abertos dia e noite sobre este Templo, sobre este lugar, onde prometeste que o teu Nome habitaria. Ouve a prece que o teu servo fará neste lugar».
O Templo: lugar de súplica e atendimento -* 21 «Ouve as súplicas do teu servo e do teu povo Israel, quando rezarem neste lugar. Escuta da tua morada no céu! Ouve e perdoa!
24 Quando o teu povo Israel, por ter pecado contra ti, for derrotado pelo inimigo, se ele se converter, confessar o teu Nome, rezar e suplicar a ti neste Templo, 25 ouve do céu, perdoa o pecado do teu povo Israel, e faze que ele volte para a terra que deste aos seus antepassados.
26 Quando o céu se fechar e não houver chuva, por terem pecado contra ti, se eles rezarem neste lugar, se confessarem o teu Nome e se arrependerem do próprio pecado porque os afligiste, 27 ouve do céu, perdoa o pecado de teus servos e do teu povo Israel, mostrando-lhes o bom caminho que devem seguir, e rega com a chuva a terra que deste como herança ao teu povo.
32 O estrangeiro, que não pertence a teu povo Israel, se também ele vier de uma terra distante por causa da grandeza do teu Nome, da tua mão forte e do teu braço estendido, se ele vier orar neste Templo, 33 ouve do céu onde moras, atende todos os pedidos do estrangeiro. Assim, todos os povos da terra reconhecerão o teu Nome e temerão a ti, como faz o teu povo Israel; eles saberão que o teu Nome é invocado neste Templo que eu construí.
34 Se o teu povo sair para guerrear contra os inimigos, e se no caminho em que o mandares, ele rezar para ti voltado para a cidade que escolheste e para o Templo que construí para o teu Nome, 35 ouve do céu a sua oração e súplica e faze justiça para ele.
36 Quando pecarem contra ti, pois não ninguém que não peque, e tu ficares irritado contra eles, entregando-os ao inimigo, e então eles forem levados como cativos pelos vencedores para uma terra distante ou próxima; 37 se eles caírem em si na terra para onde tiverem sido levados, se se arrependerem e suplicarem na terra do seu exílio, dizendo: ‘Pecamos, agimos mal e nos pervertemos’; 38 se eles se voltarem para ti de todo o coração e de toda a alma, na terra do seu exílio, para onde tiverem sido deportados, e se rezarem voltados para a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para o Templo que construí ao teu Nome, 39 ouve do céu, onde moras, ouve a sua oração e súplica, fazendo justiça para eles. Perdoa ao teu povo que pecou contra ti.
40 Agora, meu Deus, que os teus olhos estejam abertos e os teus ouvidos fiquem atentos para as súplicas que forem feitas neste lugar. 41 E agora, levanta-te, Javé Deus, e vem para o teu repouso com a tua poderosa Arca. E os teus sacerdotes, Javé Deus, se revistam de gala, e os teus fiéis exultem de alegria! 42 Javé Deus, não te afastes do teu ungido. Lembra-te do amor do teu servo Davi».


* 6,3-20: O autor se serve do relato que aparece também em 1Rs, para mostrar que Javé realiza o que promete, vindo habitar no meio do povo. Cf. também nota em 1Rs 8,14-29.

* 21-42: Repete-se aqui, quase literalmente, a oração de Salomão ao inaugurar o Templo de Jerusalém. Cf. 1Rs 8,30-66 e nota. No pós-exílio, tempo em que foi redigido este livro, o Templo é, por excelência, o lugar da súplica, aberto para todas as circunstâncias.

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Inauguração do Templo -* 1 Logo que Salomão terminou a sua oração, desceu fogo do céu e queimou o holocausto e os sacrifícios. E a glória de Javé encheu o Templo. 2 Os sacerdotes não puderam entrar, porque a glória de Javé enchia o Templo de Javé. 3 Vendo o fogo descer e a glória de Javé repousar sobre o Templo, todos os israelitas se prostraram, levando o rosto até o calçamento do chão, adorando e louvando a Javé, «porque ele é bom, porque o seu amor é para sempre». 4 O rei e todo o povo ofereceram sacrifícios diante de Javé. 5 O rei Salomão ofereceu em sacrifício vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Foi assim que o rei e todo o povo inauguraram o Templo de Deus. 6 Os sacerdotes executavam suas funções e os levitas celebravam a Javé com os instrumentos musicais feitos pelo rei Davi para acompanhar os cânticos de Javé, «porque o seu amor é para sempre». Eram eles que executavam os louvores compostos por Davi. Ao lado deles, sacerdotes tocavam trombetas e todo o Israel permanecia de . 7 Salomão consagrou o interior do pátio que fica diante do Templo de Javé. Aí ofereceu os holocaustos e a gordura dos sacrifícios de comunhão, porque o altar de bronze que Salomão tinha feito era muito pequeno para conter os holocaustos, a oblação e as gorduras dos sacrifícios de comunhão. 8 Nessa ocasião, Salomão celebrou a festa, e todo o Israel com ele, durante sete dias: havia uma grande assembléia, desde a Entrada de Emat até a Torrente do Egito. 9 No oitavo dia, fizeram uma reunião solene. A inauguração do altar tinha durado sete dias, e também a festa tinha durado sete dias. 10 No dia vinte e três do sétimo mês, o povo retornou para casa. Todos voltaram com o coração alegre e feliz por causa de tudo de bom que Javé tinha feito a Davi, a Salomão e ao seu povo Israel.
A salvação depende da fidelidade -* 11 Salomão acabou de construir o Templo de Javé, o palácio real e tudo o que pretendia fazer para o Templo de Javé e para o palácio. 12 Então Javé lhe apareceu de noite, e lhe disse: «Ouvi a sua oração e escolhi este lugar para mim como a casa dos sacrifícios. 13 Quando eu fechar o céu e não cair chuva; quando eu ordenar aos gafanhotos que devorem o país; quando eu mandar a peste contra o meu povo, 14 se o meu povo, sobre quem foi invocado o meu Nome, se humilhar, suplicando e buscando a minha presença, e se arrepender do seu mau comportamento, eu ouvirei, do céu, perdoarei seus pecados e curarei seu país. 15 De agora em diante, meus olhos ficarão abertos e meus ouvidos estarão atentos à oração feita neste lugar. 16 Escolhi e consagrei este Templo para que o meu Nome esteja para sempre neste lugar: os meus olhos e o meu coraçãoestarão para sempre. 17 Quanto a você, se diante de mim você se comportar como o seu pai Davi, agindo conforme tudo o que ordenei e observando os meus estatutos e normas, 18 eu manterei firme para sempre o seu trono real, da maneira como eu me comprometi com o seu pai Davi, quando lhe disse: ‘Nunca faltará alguém da sua família para governar Israel’. 19 Contudo, se você me abandonar, e deixar de lado os meus estatutos e mandamentos que coloquei diante dos olhos de vocês, para servir e prestar culto a outros deuses, 20 então eu arrancarei vocês da terra que lhes dei; afastarei para longe de mim este Templo que consagrei para o meu Nome, e o farei objeto de riso e chacota entre todos os povos. 21 Este Templo tão sublime será motivo de espanto para todos os que por aí passarem. Eles dirão: ‘Por que Javé fez isso com essa terra e esse Templo?’ 22 E responderão: ‘Foi porque abandonaram Javé, o Deus de seus antepassados, que os havia tirado da terra do Egito. Eles aderiram a outros deuses, prostrando-se diante deles e servindo-os. Foi por isso que Javé, seu Deus, mandou sobre eles toda essa desgraça’ «.


* 7,1-10: Os sinais de teofania (fogo do céu, glória de Javé), depois da oração de Salomão, se apresentam como resposta divina às súplicas contidas nessa oração: doravante, o Templo se torna lugar simbólico, onde acontece a relação entre Deus e o povo.

* 11-22: Cf. nota em 1Rs 9,1-9. O autor de Crônicas atualiza a advertência para a situação do pós-exílio: as desgraças acarretadas pelo pecado deverão provocar um processo de conversão ao projeto de Javé (estatutos e normas - cf. Dt). 

POSTAGEM: 18/06/2020 - 20h e 38min.



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Jesus desmascara as falsas tradições -* 1 Os fariseus e alguns doutores da Lei foram de Jerusalém e se reuniram em volta de Jesus. 2 Eles viram então que alguns discípulos comiam pão com mãos impuras, isto é, sem lavar as mãos. 3 Os fariseus, assim como todos os judeus, seguem a tradição que receberam dos antigos: só comem depois de lavar bem as mãos. 4 Quando chegam da praça pública, eles se lavam antes de comer. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre.
Jesus anuncia uma nova moralidade -* 14 Em seguida, Jesus chamou de novo a multidão para perto dele e disse: «Escutem todos e compreendam: 15 o que vem de fora e entra numa pessoa, não a torna impura; as coisas que saem de dentro da pessoa é que a tornam impura. 16 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça


* 7,1-13: Jesus desmascara o que está por trás de certas práticas apresentadas como religiosas. E toma um exemplo concreto referente ao quarto mandamento. Corbã era o voto, pelo qual uma pessoa consagrava a Deus os próprios bens, tornando-os intocáveis e reservados ao tesouro do Templo. Aparentemente Deus era louvado, mas na realidade os pais ficavam privados de sustento necessário, enquanto o Templo e os sacerdotes ficavam ainda mais ricos.

* 14-23: O que vem de fora não torna o homem pecador, e sim o que sai do coração, isto é, da consciência humana, que cria os projetos e dá uma direção às coisas. Jesus anuncia uma nova forma de moralidade, onde os homens podem relacionar-se entre si na liberdade e na justiça. Com isso, aboliu a lei sobre a pureza e impureza (Lv 11), cuja interpretação era o fundamento de uma sociedade injusta, baseada em tabus que criavam e solidificavam diferenças entre as pessoas, gerando privilegiados e marginalizados, opressores e oprimidos.

* 24-30: A salvação trazida por Jesus não é privilégio de um povo determinado, mas é para todos os que acreditam nele e na sua missão, mesmo que sejam considerados como cães, isto é, estrangeiros. Não é mais a raça e o sangue que unem as pessoas a Deus, mas a fé em Jesus e no mundo novo e transformado que ele desperta.

* 31-37: A missão de Jesus inicia nova criação (Gn 1,31). Para isso ele abre os ouvidos e a boca dos homens, para que eles sejam capazes de ouvir e falar, isto é, discernir a realidade e dizer a palavra que a transforma.



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