- ANTIGO TESTAMENTO
- A HISTÓRIA DESDE ADÃO ATÉ A FUNDAÇÃO DO JUDAÍSMO
- SEGUNDO LIVRO DAS CRÔNICAS
- A HISTÓRIA DESDE ADÃO ATÉ A FUNDAÇÃO DO JUDAÍSMO
6
1
Então Salomão disse: «Javé escolheu habitar a nuvem
escura. 2 Eu construí para ti uma casa sublime, uma
casa onde habitarás para sempre».
Deus realiza o que promete
-* 3 O
rei se voltou, e abençoou toda a assembléia de Israel, enquanto todos
permaneciam de pé. 4 O rei disse então: «Seja
bendito Javé, o Deus de Israel, que realizou com a mão o que sua boca havia
prometido ao meu pai Davi: 5 ‘Desde o dia em que
tirei o meu povo do Egito, não escolhi nenhuma cidade dentre todas as tribos de
Israel, a fim de construir aí um Templo para o meu Nome. Como também não
escolhi um homem para ser chefe do meu povo Israel. 6 Mas
escolhi Jerusalém para aí fazer morar o meu Nome. Escolhi Davi para ser o chefe
do meu povo Israel’.
7
O meu pai Davi queria construir um Templo para o Nome de
Javé, o Deus de Israel. 8 Javé, porém, disse ao meu
pai Davi: ‘Você está querendo construir um Templo para o meu Nome, e faz muito
bem, querendo isso. 9 Contudo, não é você quem vai
construir o Templo, mas o seu filho, saído de suas entranhas, ele é quem vai
construir o Templo para o meu Nome’. 10 E Javé
realizou a promessa que havia feito: eu sucedi ao meu pai Davi, e subi ao trono
de Israel, como Javé havia prometido, e construí o Templo para o Nome de Javé,
o Deus de Israel. 11 Nele introduzi a Arca, onde se
acha a Aliança que Javé fez com os israelitas».
12
Salomão ficou em pé diante do altar de Javé, na presença
de toda a assembléia de Israel, e estendeu as mãos. 13 Salomão
tinha mandado fazer, no meio do pátio do Templo, um estrado de bronze com dois
metros e meio de largura e um metro e meio de altura. Subiu ao estrado e
ajoelhou-se diante de toda a assembléia de Israel. Estendeu as mãos para o céu,
14 e disse: «Javé, Deus de Israel, não existe
nenhum Deus como tu, nem lá no alto céu, nem aqui embaixo na terra. Tu és fiel
à aliança e ao amor para com os teus servos que caminham de todo o coração
diante de ti. 15 Cumpriste a promessa que havias
feito ao teu servo Davi, meu pai, e o que prometeste com a boca, hoje
realizaste com a mão. 16 Agora, Javé, Deus de
Israel, mantém esta promessa que fizeste ao teu servo Davi, meu pai: ‘Nunca
faltará para você, diante de mim, um descendente no trono de Israel, contanto
que seus filhos saibam comportar-se de acordo com a minha lei, assim como você
se comportou diante de mim’. 17 Portanto, Javé,
Deus de Israel, confirma agora a promessa que fizeste ao teu servo Davi. 18
É possível Deus habitar com os homens na terra? Se o céu e o mais alto do
céu não o podem conter, muito menos esse Templo que construí! 19
Atende à oração e à súplica do teu servo, Javé meu Deus! Ouve o clamor e
a prece que teu servo faz diante de ti. 20 Que os
teus olhos fiquem abertos dia e noite sobre este Templo, sobre este lugar, onde
prometeste que o teu Nome habitaria. Ouve a prece que o teu servo fará neste
lugar».
O Templo: lugar de súplica
e atendimento
-* 21 «Ouve
as súplicas do teu servo e do teu povo Israel, quando rezarem neste lugar.
Escuta da tua morada no céu! Ouve e perdoa!
22
Quando alguém pecar contra o seu próximo e, porque lhe foi
exigido um juramento imprecatório, vier jurar diante do teu altar neste Templo,
23 ouve do céu e age. Julga os teus servos: condena
o culpado, dando-lhe o que merece, e absolve o inocente, tratando-o conforme a
justiça dele.
24
Quando o teu povo Israel, por ter pecado contra ti, for
derrotado pelo inimigo, se ele se converter, confessar o teu Nome, rezar e
suplicar a ti neste Templo, 25 ouve do céu, perdoa
o pecado do teu povo Israel, e faze que ele volte para a terra que deste aos
seus antepassados.
26
Quando o céu se fechar e não houver chuva, por terem
pecado contra ti, se eles rezarem neste lugar, se confessarem o teu Nome e se
arrependerem do próprio pecado porque os afligiste, 27 ouve
do céu, perdoa o pecado de teus servos e do teu povo Israel, mostrando-lhes o
bom caminho que devem seguir, e rega com a chuva a terra que deste como herança
ao teu povo.
28
Quando o país sofrer fome, peste, mela e ferrugem; quando
vierem gafanhotos e pulgões; quando o inimigo deste povo cercar alguma de suas
cidades; quando houver qualquer calamidade ou epidemia; 29
seja qual for a oração ou súplica de um indivíduo ou de todo o teu povo
Israel, se sentirem remorso de consciência e dor, e erguerem as mãos para este
Templo, 30 ouve do céu onde moras, perdoa e paga
conforme o comportamento de cada um, pois conheces o coração; és o único que
conhece o coração dos homens. 31 Desse modo te
respeitarão, e seguirão os teus caminhos em todos os dias que viverem sobre a
terra que deste aos nossos antepassados.
32
O estrangeiro, que não pertence a teu povo Israel, se
também ele vier de uma terra distante por causa da grandeza do teu Nome, da tua
mão forte e do teu braço estendido, se ele vier orar neste Templo, 33
ouve do céu onde moras, atende todos os pedidos do estrangeiro. Assim,
todos os povos da terra reconhecerão o teu Nome e temerão a ti, como faz o teu
povo Israel; eles saberão que o teu Nome é invocado neste Templo que eu
construí.
34
Se o teu povo sair para guerrear contra os inimigos, e se
no caminho em que o mandares, ele rezar para ti voltado para a cidade que
escolheste e para o Templo que construí para o teu Nome, 35
ouve do céu a sua oração e súplica e faze justiça para ele.
36
Quando pecarem contra ti, pois não há ninguém que não
peque, e tu ficares irritado contra eles, entregando-os ao inimigo, e então
eles forem levados como cativos pelos vencedores para uma terra distante ou
próxima; 37 se eles caírem em si na terra para onde
tiverem sido levados, se se arrependerem e suplicarem na terra do seu exílio,
dizendo: ‘Pecamos, agimos mal e nos pervertemos’; 38 se
eles se voltarem para ti de todo o coração e de toda a alma, na terra do seu
exílio, para onde tiverem sido deportados, e se rezarem voltados para a terra
que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para o Templo
que construí ao teu Nome, 39 ouve do céu, onde
moras, ouve a sua oração e súplica, fazendo justiça para eles. Perdoa ao teu
povo que pecou contra ti.
40
Agora, meu Deus, que os teus olhos estejam abertos e os
teus ouvidos fiquem atentos para as súplicas que forem feitas neste lugar. 41
E agora, levanta-te, Javé Deus, e vem para o teu repouso com a tua
poderosa Arca. E os teus sacerdotes, Javé Deus, se revistam de gala, e os teus
fiéis exultem de alegria! 42 Javé Deus, não te
afastes do teu ungido. Lembra-te do amor do teu servo Davi».
*
6,3-20:
O autor se serve do relato que aparece também em 1Rs, para mostrar que Javé
realiza o que promete, vindo habitar no meio do povo. Cf. também nota em 1Rs
8,14-29.
* 21-42: Repete-se aqui, quase literalmente, a oração de Salomão ao inaugurar o Templo de Jerusalém. Cf. 1Rs 8,30-66 e nota. No pós-exílio, tempo em que foi redigido este livro, o Templo é, por excelência, o lugar da súplica, aberto para todas as circunstâncias.
* 21-42: Repete-se aqui, quase literalmente, a oração de Salomão ao inaugurar o Templo de Jerusalém. Cf. 1Rs 8,30-66 e nota. No pós-exílio, tempo em que foi redigido este livro, o Templo é, por excelência, o lugar da súplica, aberto para todas as circunstâncias.
7
Inauguração do Templo
-* 1 Logo
que Salomão terminou a sua oração, desceu fogo do céu e queimou o holocausto e
os sacrifícios. E a glória de Javé encheu o Templo. 2 Os
sacerdotes não puderam entrar, porque a glória de Javé enchia o Templo de Javé.
3 Vendo o fogo descer e a glória de Javé repousar
sobre o Templo, todos os israelitas se prostraram, levando o rosto até o
calçamento do chão, adorando e louvando a Javé, «porque ele é bom, porque o seu
amor é para sempre». 4 O rei e todo o povo
ofereceram sacrifícios diante de Javé. 5 O rei
Salomão ofereceu em sacrifício vinte e dois mil bois e cento e vinte mil
ovelhas. Foi assim que o rei e todo o povo inauguraram o Templo de Deus. 6
Os sacerdotes executavam suas funções e os levitas celebravam a Javé com
os instrumentos musicais feitos pelo rei Davi para acompanhar os cânticos de
Javé, «porque o seu amor é para sempre». Eram eles que executavam os louvores
compostos por Davi. Ao lado deles, sacerdotes tocavam trombetas e todo o Israel
permanecia de pé. 7 Salomão consagrou o interior do
pátio que fica diante do Templo de Javé. Aí ofereceu os holocaustos e a gordura
dos sacrifícios de comunhão, porque o altar de bronze que Salomão tinha feito
era muito pequeno para conter os holocaustos, a oblação e as gorduras dos
sacrifícios de comunhão. 8 Nessa ocasião, Salomão
celebrou a festa, e todo o Israel com ele, durante sete dias: havia uma grande
assembléia, desde a Entrada de Emat até a Torrente do Egito. 9
No oitavo dia, fizeram uma reunião solene. A inauguração do altar tinha
durado sete dias, e também a festa tinha durado sete dias. 10
No dia vinte e três do sétimo mês, o povo retornou para casa. Todos
voltaram com o coração alegre e feliz por causa de tudo de bom que Javé tinha
feito a Davi, a Salomão e ao seu povo Israel.
A
salvação depende da fidelidade
-* 11 Salomão
acabou de construir o Templo de Javé, o palácio real e tudo o que pretendia
fazer para o Templo de Javé e para o palácio. 12 Então
Javé lhe apareceu de noite, e lhe disse: «Ouvi a sua oração e escolhi este
lugar para mim como a casa dos sacrifícios. 13 Quando
eu fechar o céu e não cair chuva; quando eu ordenar aos gafanhotos que devorem
o país; quando eu mandar a peste contra o meu povo, 14 se
o meu povo, sobre quem foi invocado o meu Nome, se humilhar, suplicando e
buscando a minha presença, e se arrepender do seu mau comportamento, eu
ouvirei, do céu, perdoarei seus pecados e curarei seu país. 15
De agora em diante, meus olhos ficarão abertos e meus ouvidos estarão
atentos à oração feita neste lugar. 16 Escolhi e
consagrei este Templo para que o meu Nome esteja para sempre neste lugar: os
meus olhos e o meu coração aí estarão para sempre. 17 Quanto
a você, se diante de mim você se comportar como o seu pai Davi, agindo conforme
tudo o que ordenei e observando os meus estatutos e normas, 18
eu manterei firme para sempre o seu trono real, da maneira como eu me
comprometi com o seu pai Davi, quando lhe disse: ‘Nunca faltará alguém da sua
família para governar Israel’. 19 Contudo, se você
me abandonar, e deixar de lado os meus estatutos e mandamentos que coloquei
diante dos olhos de vocês, para servir e prestar culto a outros deuses, 20
então eu arrancarei vocês da terra que lhes dei; afastarei para longe de
mim este Templo que consagrei para o meu Nome, e o farei objeto de riso e
chacota entre todos os povos. 21 Este Templo tão
sublime será motivo de espanto para todos os que por aí passarem. Eles dirão:
‘Por que Javé fez isso com essa terra e esse Templo?’ 22 E
responderão: ‘Foi porque abandonaram Javé, o Deus de seus antepassados, que os
havia tirado da terra do Egito. Eles aderiram a outros deuses, prostrando-se
diante deles e servindo-os. Foi por isso que Javé, seu Deus, mandou sobre eles
toda essa desgraça’ «.
*
7,1-10:
Os sinais de teofania (fogo do céu, glória de Javé), depois da oração de
Salomão, se apresentam como resposta divina às súplicas contidas nessa oração:
doravante, o Templo se torna lugar simbólico, onde acontece a relação entre
Deus e o povo.
* 11-22: Cf. nota em 1Rs 9,1-9. O autor de Crônicas atualiza a advertência para a situação do pós-exílio: as desgraças acarretadas pelo pecado deverão provocar um processo de conversão ao projeto de Javé (estatutos e normas - cf. Dt).
POSTAGEM: 18/06/2020 - 20h e 38min.
* 11-22: Cf. nota em 1Rs 9,1-9. O autor de Crônicas atualiza a advertência para a situação do pós-exílio: as desgraças acarretadas pelo pecado deverão provocar um processo de conversão ao projeto de Javé (estatutos e normas - cf. Dt).
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- NOVO TESTAMENTO
- EVANGELHO SEGUNDO SÃO MARCOS
7
Jesus
desmascara as falsas tradições -* 1
Os fariseus e alguns doutores da Lei foram de Jerusalém e
se reuniram em volta de Jesus. 2 Eles viram então
que alguns discípulos comiam pão com mãos impuras, isto é, sem lavar as mãos. 3
Os fariseus, assim como todos os judeus, seguem a tradição que receberam
dos antigos: só comem depois de lavar bem as mãos. 4 Quando
chegam da praça pública, eles se lavam antes de comer. E seguem muitos outros
costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e
vasilhas de cobre.
5
Os fariseus e os doutores da Lei perguntaram então a
Jesus: «Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, pois
comem pão sem lavar as mãos?» 6 Jesus respondeu:
«Isaías profetizou bem sobre vocês, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo
me honra com os lábios, mas o coração deles está longe de mim. 7
Não adianta nada eles me prestarem culto, porque ensinam preceitos
humanos’. 8 Vocês abandonam o mandamento de Deus
para seguir a tradição dos homens.»
9
E Jesus acrescentou: «Vocês são bastante espertos para
deixar de lado o mandamento de Deus a fim de guardar as tradições de vocês. 10
Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honre seu pai e sua mãe’. E ainda: ‘Quem
amaldiçoa o pai ou a mãe, deve morrer’. 11 Mas
vocês ensinam que é lícito a alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento
que vocês poderiam receber de mim é Corbã, isto é, consagrado a Deus’. 12
E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13
Assim vocês esvaziam a Palavra de Deus com a tradição que vocês
transmitem. E vocês fazem muitas outras coisas como essas.»
Jesus
anuncia uma nova moralidade -* 14
Em seguida, Jesus chamou de novo a multidão para perto
dele e disse: «Escutem todos e compreendam: 15 o
que vem de fora e entra numa pessoa, não a torna impura; as coisas que saem de
dentro da pessoa é que a tornam impura. 16 Quem tem
ouvidos para ouvir, ouça.»
17
Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os
discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. 18 Jesus
disse: «Será que nem vocês entendem? Vocês não compreendem que nada do que vem
de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, 19 porque
não entra em seu coração, mas em seu estômago, e vai para a privada?» (Assim
Jesus declarava que todos os alimentos eram puros). 20 Jesus
continuou a dizer: «É o que sai da pessoa que a torna impura. 21
Pois é de dentro do coração das pessoas que saem as más intenções, como a
imoralidade, roubos, 22 crimes, adultérios,
ambições sem limite, maldades, malícia, devassidão, inveja, calúnia, orgulho,
falta de juízo. 23 Todas essas coisas más saem de
dentro da pessoa, e são elas que a tornam impura.»
Jesus
veio para todos -* 24
Então Jesus saiu daí e foi para a região de Tiro e
Sidônia. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse onde ele estava.
Mas não conseguiu ficar escondido. 25 Uma mulher,
que tinha uma filha com um espírito mau, ouviu falar de Jesus. Foi até ele e
caiu a seus pés. 26 A mulher era pagã, nascida na
Fenícia da Síria. Ela suplicou a Jesus que expulsasse de sua filha o demônio. 27
Jesus disse: «Deixe que primeiro os filhos fiquem saciados, porque não
está certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos.» 28
A mulher respondeu: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos ficam
debaixo da mesa e comem as migalhas que as crianças deixam cair.» 29
Então Jesus disse: «Por causa disso que você acaba de dizer, pode voltar
para casa; o demônio já saiu da sua filha.» 30 Ela
voltou para casa e encontrou sua filha deitada na cama, pois o demônio já tinha
saído dela.
Jesus
inicia uma nova criação -* 31
Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e
continuou até o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole. 32
Levaram então a Jesus um homem surdo e que falava com dificuldade, e
pediram que Jesus pusesse a mão sobre ele. 33 Jesus
se afastou com o homem para longe da multidão; em seguida pôs os dedos no
ouvido do homem, cuspiu e com a sua saliva tocou a língua dele. 34
Depois olhou para o céu, suspirou e disse: «Efatá!», que quer dizer:
«Abra-se!» 35 Imediatamente os ouvidos do homem se
abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36
Jesus recomendou com insistência que não contassem nada a ninguém. No
entanto, quanto mais ele recomendava, mais eles pregavam. 37
Estavam muito impressionados e diziam: «Jesus faz bem todas as coisas.
Faz os surdos ouvir e os mudos falar.»
*
7,1-13:
Jesus desmascara o que está por trás de certas práticas apresentadas como
religiosas. E toma um exemplo concreto referente ao quarto mandamento. Corbã era o voto, pelo qual uma pessoa
consagrava a Deus os próprios bens, tornando-os intocáveis e reservados ao
tesouro do Templo. Aparentemente Deus era louvado, mas na realidade os pais
ficavam privados de sustento necessário, enquanto o Templo e os sacerdotes
ficavam ainda mais ricos.
* 14-23: O que vem de fora não torna o homem pecador, e sim o que sai do coração, isto é, da consciência humana, que cria os projetos e dá uma direção às coisas. Jesus anuncia uma nova forma de moralidade, onde os homens podem relacionar-se entre si na liberdade e na justiça. Com isso, aboliu a lei sobre a pureza e impureza (Lv 11), cuja interpretação era o fundamento de uma sociedade injusta, baseada em tabus que criavam e solidificavam diferenças entre as pessoas, gerando privilegiados e marginalizados, opressores e oprimidos.
* 24-30: A salvação trazida por Jesus não é privilégio de um povo determinado, mas é para todos os que acreditam nele e na sua missão, mesmo que sejam considerados como cães, isto é, estrangeiros. Não é mais a raça e o sangue que unem as pessoas a Deus, mas a fé em Jesus e no mundo novo e transformado que ele desperta.
* 31-37: A missão de Jesus inicia nova criação (Gn 1,31). Para isso ele abre os ouvidos e a boca dos homens, para que eles sejam capazes de ouvir e falar, isto é, discernir a realidade e dizer a palavra que a transforma.
* 14-23: O que vem de fora não torna o homem pecador, e sim o que sai do coração, isto é, da consciência humana, que cria os projetos e dá uma direção às coisas. Jesus anuncia uma nova forma de moralidade, onde os homens podem relacionar-se entre si na liberdade e na justiça. Com isso, aboliu a lei sobre a pureza e impureza (Lv 11), cuja interpretação era o fundamento de uma sociedade injusta, baseada em tabus que criavam e solidificavam diferenças entre as pessoas, gerando privilegiados e marginalizados, opressores e oprimidos.
* 24-30: A salvação trazida por Jesus não é privilégio de um povo determinado, mas é para todos os que acreditam nele e na sua missão, mesmo que sejam considerados como cães, isto é, estrangeiros. Não é mais a raça e o sangue que unem as pessoas a Deus, mas a fé em Jesus e no mundo novo e transformado que ele desperta.
* 31-37: A missão de Jesus inicia nova criação (Gn 1,31). Para isso ele abre os ouvidos e a boca dos homens, para que eles sejam capazes de ouvir e falar, isto é, discernir a realidade e dizer a palavra que a transforma.
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