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quinta-feira, 18 de junho de 2020


  • ANTIGO TESTAMENTO
    • A HISTÓRIA DESDE ADÃO ATÉ A FUNDAÇÃO DO JUDAÍSMO
      • SEGUNDO LIVRO DAS CRÔNICAS
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Deus realiza o que promete -* 3 O rei se voltou, e abençoou toda a assembléia de Israel, enquanto todos permaneciam de . 4 O rei disse então: «Seja bendito Javé, o Deus de Israel, que realizou com a mão o que sua boca havia prometido ao meu pai Davi: 5 ‘Desde o dia em que tirei o meu povo do Egito, não escolhi nenhuma cidade dentre todas as tribos de Israel, a fim de construir aí um Templo para o meu Nome. Como também não escolhi um homem para ser chefe do meu povo Israel. 6 Mas escolhi Jerusalém para aí fazer morar o meu Nome. Escolhi Davi para ser o chefe do meu povo Israel’.
7 O meu pai Davi queria construir um Templo para o Nome de Javé, o Deus de Israel. 8 Javé, porém, disse ao meu pai Davi: ‘Você está querendo construir um Templo para o meu Nome, e faz muito bem, querendo isso. 9 Contudo, não é você quem vai construir o Templo, mas o seu filho, saído de suas entranhas, ele é quem vai construir o Templo para o meu Nome’. 10 E Javé realizou a promessa que havia feito: eu sucedi ao meu pai Davi, e subi ao trono de Israel, como Javé havia prometido, e construí o Templo para o Nome de Javé, o Deus de Israel. 11 Nele introduzi a Arca, onde se acha a Aliança que Javé fez com os israelitas».
12 Salomão ficou em diante do altar de Javé, na presença de toda a assembléia de Israel, e estendeu as mãos. 13 Salomão tinha mandado fazer, no meio do pátio do Templo, um estrado de bronze com dois metros e meio de largura e um metro e meio de altura. Subiu ao estrado e ajoelhou-se diante de toda a assembléia de Israel. Estendeu as mãos para o céu, 14 e disse: «Javé, Deus de Israel, não existe nenhum Deus como tu, nem lá no alto céu, nem aqui embaixo na terra. Tu és fiel à aliança e ao amor para com os teus servos que caminham de todo o coração diante de ti. 15 Cumpriste a promessa que havias feito ao teu servo Davi, meu pai, e o que prometeste com a boca, hoje realizaste com a mão. 16 Agora, Javé, Deus de Israel, mantém esta promessa que fizeste ao teu servo Davi, meu pai: ‘Nunca faltará para você, diante de mim, um descendente no trono de Israel, contanto que seus filhos saibam comportar-se de acordo com a minha lei, assim como você se comportou diante de mim’. 17 Portanto, Javé, Deus de Israel, confirma agora a promessa que fizeste ao teu servo Davi. 18 É possível Deus habitar com os homens na terra? Se o céu e o mais alto do céu não o podem conter, muito menos esse Templo que construí! 19 Atende à oração e à súplica do teu servo, Javé meu Deus! Ouve o clamor e a prece que teu servo faz diante de ti. 20 Que os teus olhos fiquem abertos dia e noite sobre este Templo, sobre este lugar, onde prometeste que o teu Nome habitaria. Ouve a prece que o teu servo fará neste lugar».
O Templo: lugar de súplica e atendimento -* 21 «Ouve as súplicas do teu servo e do teu povo Israel, quando rezarem neste lugar. Escuta da tua morada no céu! Ouve e perdoa!
24 Quando o teu povo Israel, por ter pecado contra ti, for derrotado pelo inimigo, se ele se converter, confessar o teu Nome, rezar e suplicar a ti neste Templo, 25 ouve do céu, perdoa o pecado do teu povo Israel, e faze que ele volte para a terra que deste aos seus antepassados.
26 Quando o céu se fechar e não houver chuva, por terem pecado contra ti, se eles rezarem neste lugar, se confessarem o teu Nome e se arrependerem do próprio pecado porque os afligiste, 27 ouve do céu, perdoa o pecado de teus servos e do teu povo Israel, mostrando-lhes o bom caminho que devem seguir, e rega com a chuva a terra que deste como herança ao teu povo.
32 O estrangeiro, que não pertence a teu povo Israel, se também ele vier de uma terra distante por causa da grandeza do teu Nome, da tua mão forte e do teu braço estendido, se ele vier orar neste Templo, 33 ouve do céu onde moras, atende todos os pedidos do estrangeiro. Assim, todos os povos da terra reconhecerão o teu Nome e temerão a ti, como faz o teu povo Israel; eles saberão que o teu Nome é invocado neste Templo que eu construí.
34 Se o teu povo sair para guerrear contra os inimigos, e se no caminho em que o mandares, ele rezar para ti voltado para a cidade que escolheste e para o Templo que construí para o teu Nome, 35 ouve do céu a sua oração e súplica e faze justiça para ele.
36 Quando pecarem contra ti, pois não ninguém que não peque, e tu ficares irritado contra eles, entregando-os ao inimigo, e então eles forem levados como cativos pelos vencedores para uma terra distante ou próxima; 37 se eles caírem em si na terra para onde tiverem sido levados, se se arrependerem e suplicarem na terra do seu exílio, dizendo: ‘Pecamos, agimos mal e nos pervertemos’; 38 se eles se voltarem para ti de todo o coração e de toda a alma, na terra do seu exílio, para onde tiverem sido deportados, e se rezarem voltados para a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para o Templo que construí ao teu Nome, 39 ouve do céu, onde moras, ouve a sua oração e súplica, fazendo justiça para eles. Perdoa ao teu povo que pecou contra ti.
40 Agora, meu Deus, que os teus olhos estejam abertos e os teus ouvidos fiquem atentos para as súplicas que forem feitas neste lugar. 41 E agora, levanta-te, Javé Deus, e vem para o teu repouso com a tua poderosa Arca. E os teus sacerdotes, Javé Deus, se revistam de gala, e os teus fiéis exultem de alegria! 42 Javé Deus, não te afastes do teu ungido. Lembra-te do amor do teu servo Davi».


* 6,3-20: O autor se serve do relato que aparece também em 1Rs, para mostrar que Javé realiza o que promete, vindo habitar no meio do povo. Cf. também nota em 1Rs 8,14-29.

* 21-42: Repete-se aqui, quase literalmente, a oração de Salomão ao inaugurar o Templo de Jerusalém. Cf. 1Rs 8,30-66 e nota. No pós-exílio, tempo em que foi redigido este livro, o Templo é, por excelência, o lugar da súplica, aberto para todas as circunstâncias.

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Inauguração do Templo -* 1 Logo que Salomão terminou a sua oração, desceu fogo do céu e queimou o holocausto e os sacrifícios. E a glória de Javé encheu o Templo. 2 Os sacerdotes não puderam entrar, porque a glória de Javé enchia o Templo de Javé. 3 Vendo o fogo descer e a glória de Javé repousar sobre o Templo, todos os israelitas se prostraram, levando o rosto até o calçamento do chão, adorando e louvando a Javé, «porque ele é bom, porque o seu amor é para sempre». 4 O rei e todo o povo ofereceram sacrifícios diante de Javé. 5 O rei Salomão ofereceu em sacrifício vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Foi assim que o rei e todo o povo inauguraram o Templo de Deus. 6 Os sacerdotes executavam suas funções e os levitas celebravam a Javé com os instrumentos musicais feitos pelo rei Davi para acompanhar os cânticos de Javé, «porque o seu amor é para sempre». Eram eles que executavam os louvores compostos por Davi. Ao lado deles, sacerdotes tocavam trombetas e todo o Israel permanecia de . 7 Salomão consagrou o interior do pátio que fica diante do Templo de Javé. Aí ofereceu os holocaustos e a gordura dos sacrifícios de comunhão, porque o altar de bronze que Salomão tinha feito era muito pequeno para conter os holocaustos, a oblação e as gorduras dos sacrifícios de comunhão. 8 Nessa ocasião, Salomão celebrou a festa, e todo o Israel com ele, durante sete dias: havia uma grande assembléia, desde a Entrada de Emat até a Torrente do Egito. 9 No oitavo dia, fizeram uma reunião solene. A inauguração do altar tinha durado sete dias, e também a festa tinha durado sete dias. 10 No dia vinte e três do sétimo mês, o povo retornou para casa. Todos voltaram com o coração alegre e feliz por causa de tudo de bom que Javé tinha feito a Davi, a Salomão e ao seu povo Israel.
A salvação depende da fidelidade -* 11 Salomão acabou de construir o Templo de Javé, o palácio real e tudo o que pretendia fazer para o Templo de Javé e para o palácio. 12 Então Javé lhe apareceu de noite, e lhe disse: «Ouvi a sua oração e escolhi este lugar para mim como a casa dos sacrifícios. 13 Quando eu fechar o céu e não cair chuva; quando eu ordenar aos gafanhotos que devorem o país; quando eu mandar a peste contra o meu povo, 14 se o meu povo, sobre quem foi invocado o meu Nome, se humilhar, suplicando e buscando a minha presença, e se arrepender do seu mau comportamento, eu ouvirei, do céu, perdoarei seus pecados e curarei seu país. 15 De agora em diante, meus olhos ficarão abertos e meus ouvidos estarão atentos à oração feita neste lugar. 16 Escolhi e consagrei este Templo para que o meu Nome esteja para sempre neste lugar: os meus olhos e o meu coraçãoestarão para sempre. 17 Quanto a você, se diante de mim você se comportar como o seu pai Davi, agindo conforme tudo o que ordenei e observando os meus estatutos e normas, 18 eu manterei firme para sempre o seu trono real, da maneira como eu me comprometi com o seu pai Davi, quando lhe disse: ‘Nunca faltará alguém da sua família para governar Israel’. 19 Contudo, se você me abandonar, e deixar de lado os meus estatutos e mandamentos que coloquei diante dos olhos de vocês, para servir e prestar culto a outros deuses, 20 então eu arrancarei vocês da terra que lhes dei; afastarei para longe de mim este Templo que consagrei para o meu Nome, e o farei objeto de riso e chacota entre todos os povos. 21 Este Templo tão sublime será motivo de espanto para todos os que por aí passarem. Eles dirão: ‘Por que Javé fez isso com essa terra e esse Templo?’ 22 E responderão: ‘Foi porque abandonaram Javé, o Deus de seus antepassados, que os havia tirado da terra do Egito. Eles aderiram a outros deuses, prostrando-se diante deles e servindo-os. Foi por isso que Javé, seu Deus, mandou sobre eles toda essa desgraça’ «.


* 7,1-10: Os sinais de teofania (fogo do céu, glória de Javé), depois da oração de Salomão, se apresentam como resposta divina às súplicas contidas nessa oração: doravante, o Templo se torna lugar simbólico, onde acontece a relação entre Deus e o povo.

* 11-22: Cf. nota em 1Rs 9,1-9. O autor de Crônicas atualiza a advertência para a situação do pós-exílio: as desgraças acarretadas pelo pecado deverão provocar um processo de conversão ao projeto de Javé (estatutos e normas - cf. Dt). 

POSTAGEM: 18/06/2020 - 20h e 38min.



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  • NOVO TESTAMENTO
      • EVANGELHO SEGUNDO SÃO MARCOS
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7
Jesus desmascara as falsas tradições -* 1 Os fariseus e alguns doutores da Lei foram de Jerusalém e se reuniram em volta de Jesus. 2 Eles viram então que alguns discípulos comiam pão com mãos impuras, isto é, sem lavar as mãos. 3 Os fariseus, assim como todos os judeus, seguem a tradição que receberam dos antigos: só comem depois de lavar bem as mãos. 4 Quando chegam da praça pública, eles se lavam antes de comer. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre.
Jesus anuncia uma nova moralidade -* 14 Em seguida, Jesus chamou de novo a multidão para perto dele e disse: «Escutem todos e compreendam: 15 o que vem de fora e entra numa pessoa, não a torna impura; as coisas que saem de dentro da pessoa é que a tornam impura. 16 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça


* 7,1-13: Jesus desmascara o que está por trás de certas práticas apresentadas como religiosas. E toma um exemplo concreto referente ao quarto mandamento. Corbã era o voto, pelo qual uma pessoa consagrava a Deus os próprios bens, tornando-os intocáveis e reservados ao tesouro do Templo. Aparentemente Deus era louvado, mas na realidade os pais ficavam privados de sustento necessário, enquanto o Templo e os sacerdotes ficavam ainda mais ricos.

* 14-23: O que vem de fora não torna o homem pecador, e sim o que sai do coração, isto é, da consciência humana, que cria os projetos e dá uma direção às coisas. Jesus anuncia uma nova forma de moralidade, onde os homens podem relacionar-se entre si na liberdade e na justiça. Com isso, aboliu a lei sobre a pureza e impureza (Lv 11), cuja interpretação era o fundamento de uma sociedade injusta, baseada em tabus que criavam e solidificavam diferenças entre as pessoas, gerando privilegiados e marginalizados, opressores e oprimidos.

* 24-30: A salvação trazida por Jesus não é privilégio de um povo determinado, mas é para todos os que acreditam nele e na sua missão, mesmo que sejam considerados como cães, isto é, estrangeiros. Não é mais a raça e o sangue que unem as pessoas a Deus, mas a fé em Jesus e no mundo novo e transformado que ele desperta.

* 31-37: A missão de Jesus inicia nova criação (Gn 1,31). Para isso ele abre os ouvidos e a boca dos homens, para que eles sejam capazes de ouvir e falar, isto é, discernir a realidade e dizer a palavra que a transforma.



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