Postagens populares
-
http://educadi.psico.ufrgs.br/projetos/index.html
-
FONTE:Vídeo Whatsapp: Jubileu da Santíssima Trindade
-
Biblia Diária
-
Intenções do Papa para os desafios da Humanidade O QUE SIGNIFICA REZAR PELAS INTENÇÕES DO PAPA? ...
-
Oração Pela Paz Padre Zezinho Cristo, quero ser instrumento de Tua Paz e do Teu infinito amor Onde houver ódio e rancor, que eu ...
-
Qui, 7 – Cinco Chagas do Senhor (Festa) Is 53, 1-10 / Slm 21 (22), 7-8.15.17-18a.22-23 / Jo 19, 28-37 ou Jo 20, 24-29 Sou um verme...
-
Prece ao Espírito Santo (Santo Agostinho) Ó Divino amor, ó vínculo sagrado que unis o Pai e o Filho, Espírito onipotente, fiel conso...
-
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O LII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS Tema: « "A verdade vos tornará livres” ( Jo 8, 32)....
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
domingo, 30 de outubro de 2022
Meditação Diária
Dom, 30 – Domingo XXXI do Tempo Comum – Ano C / 1.º Dia da Semana dos Seminários

Sab 11, 22 – 12, 2 / Slm 144 (145), 1-2.8-11.13cd-14 / 2 Tes 1, 11 – 2, 2 / Lc 19, 1-10
Temos tendência a centrar a nossa atenção na forma como ficamos aquém do que Jesus nos pede. Mas não é assim que a nossa história deve ser contada. A entrada de Jesus em Jericó é o quadro ideal para que descubramos como pode a nossa história ser contada.
Quando Jesus entra em Jericó, um homem de baixa estatura, um cobrador de impostos – isto é, alguém que enriquece com uma percentagem do dinheiro cobrado aos seus irmãos judeus e é por isso mesmo desprezado – sobe a um sicómoro para ver Jesus. Zaqueu, consciente de que é baixo, busca o alto de uma árvore para ver Jesus. E, porque subiu ao alto, Jesus pode vê-lo. E porque o vê, Jesus ordena-lhe que desça, porque quer estar com ele.
Se Zaqueu se resignasse com a sua «baixa estatura», se tivesse vergonha em assumir a sua pequenez, seria apenas mais um entre a multidão. Mesmo que tivesse uma altura mais «comum», se optasse por ficar entre a multidão, Jesus não o veria.
Mas ele ousou escalar a árvore. Ele arriscou o ridículo de ter outros a olhar para ele por querer ver Jesus, de ser gozado pelo seu desejo de ver Jesus. E, por buscar Jesus, foi por Jesus encontrado.
O nosso Deus, quando nos encontra, só tem uma palavra: vem, junta-te a mim. Não tenhamos receio das nossas pequenezes, nem vergonha dos nossos tamanhos indevidos. Estejamos atentos ao Deus que passa e que nos quer perto. Façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para o poder ver, pois Ele já está à nossa procura. Quando o encontrarmos, certamente iremos escutar, como Zaqueu escuta: «Desce depressa, que eu hoje devo ficar em tua casa».
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Amor que integra e reúne
190. A caridade política expressa-se também na abertura a todos. Sobretudo o governante é chamado a renúncias que tornem possível o encontro, procurando a convergência pelo menos nalguns temas. Sabe escutar o ponto de vista do outro, facilitando um espaço a todos. Com renúncias e paciência, um governante pode ajudar a criar aquele poliedro bom onde todos encontram um lugar. Nisto, não resultam as negociações de tipo económico; é algo mais: é um intercâmbio de dons a favor do bem comum. Parece uma utopia ingénua, mas não podemos renunciar a este sublime objetivo.
191. Vendo que todo o tipo de intolerância fundamentalista danifica as relações entre pessoas, grupos e povos, comprometamo-nos a viver e ensinar o valor do respeito, o amor capaz de aceitar as várias diferenças, a prioridade da dignidade de todo o ser humano sobre quaisquer ideias, sentimentos, atividades e até pecados que possa ter. Enquanto os fanatismos, as lógicas fechadas e a fragmentação social e cultural proliferam na sociedade atual, um bom político dá o primeiro passo para que se ouçam as diferentes vozes. É verdade que as diferenças geram conflitos, mas a uniformidade gera asfixia e neutraliza-nos culturalmente. Não nos resignemos a viver fechados num fragmento da realidade.
192. Neste contexto, gostaria de lembrar que eu juntamente com o Grande Imã Ahmad Al-Tayyeb pedimos «aos artífices da política internacional e da economia mundial, para se comprometer seriamente na difusão da tolerância, da convivência e da paz; para intervir, o mais breve possível, a fim de se impedir o derramamento de sangue inocente».[189] E quando uma determinada política semeia o ódio e o medo em relação a outras nações em nome do bem do próprio país, é necessário estar alerta, reagir a tempo e corrigir imediatamente o rumo.
Mais fecundidade que resultados
193. Ao mesmo tempo que realiza esta atividade incansável, cada político permanece um ser humano, chamado a viver o amor nas suas relações interpessoais diárias. É uma pessoa e precisa de se dar conta que «o mundo moderno, devido à sua perfeição técnica, tende a racionalizar cada vez mais a satisfação dos desejos humanos, classificados e distribuídos entre vários serviços. Um homem é chamado cada vez menos pelo seu próprio nome, cada vez menos será tratado como pessoa este ser, único no mundo, que tem o seu próprio coração, os seus sofrimentos, problemas e alegrias e a sua própria família. Só se conhecerão as suas doenças para tratá-las, a sua falta de dinheiro para fornecê-lo, a sua necessidade de casa para alojá-lo, o seu desejo de lazer e de distrações para lhos organizar». E contudo «amar o mais insignificante dos seres humanos como a um irmão, como se existisse apenas ele no mundo, não é perder tempo».[190]
194. Na política, há lugar também para amar com ternura. «Em que consiste a ternura? No amor, que se torna próximo e concreto. É um movimento que brota do coração e chega aos olhos, aos ouvidos e às mãos. (...) A ternura é o caminho que percorreram os homens e as mulheres mais corajosos e fortes».[191] No meio da atividade política, «os mais pequeninos, frágeis e pobres devem enternecer-nos: eles têm o “direito” de arrebatar a nossa alma, o nosso coração. Sim, eles são nossos irmãos e, como tais, devemos amá-los e tratá-los».[192]
195. Isto ajuda-nos a reconhecer que nem sempre se trata de obter grandes resultados, que às vezes não são possíveis. Na atividade política, é preciso recordar-se de que «independentemente da aparência, cada um é imensamente sagrado e merece o nosso afeto e a nossa dedicação. Por isso, se consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor, isso já justifica o dom da minha vida. É maravilhoso ser povo fiel de Deus. E ganhamos plenitude, quando derrubamos os muros e o coração se enche de rostos e de nomes!»[193] Os grandes objetivos, sonhados nas estratégias, só em parte se alcançam. Mas, sem olhar a isso, quem ama e deixou de entender a política como uma mera busca de poder «está seguro de que não se perde nenhuma das suas obras feitas com amor, não se perde nenhuma das suas preocupações sinceras com os outros, não se perde nenhum ato de amor a Deus, não se perde nenhuma das suas generosas fadigas, não se perde nenhuma dolorosa paciência. Tudo isto circula pelo mundo como uma força de vida».[194]
196. Por outro lado, é grande nobreza ser capaz de desencadear processos cujos frutos serão colhidos por outros, com a esperança colocada na força secreta do bem que se semeia. Ao amor, a boa política une a esperança, a confiança nas reservas de bem que, apesar de tudo, existem no coração do povo. Por isso, «a vida política autêntica, que se funda no direito e num diálogo leal entre os sujeitos, renova-se com a convicção de que cada mulher, cada homem e cada geração encerram em si uma promessa que pode irradiar novas energias relacionais, intelectuais, culturais e espirituais».[195]
197. Vista desta maneira, a política é mais nobre do que a aparência, o marketing, as diferentes formas de maquilhagem mediática. Tudo isto semeia apenas divisão, inimizade e um ceticismo desolador incapaz de apelar para um projeto comum. Ao pensar no futuro, alguns dias as perguntas devem ser: «Para quê? Para onde estou realmente apontando?» Passados alguns anos, ao refletir sobre o próprio passado, a pergunta não será: «Quantos me aprovaram, quantos votaram em mim, quantos tiveram uma imagem positiva de mim?» As perguntas, talvez dolorosas, serão: «Quanto amor coloquei no meu trabalho? Em que fiz progredir o povo? Que marcas deixei na vida da sociedade? Que laços reais construí? Que forças positivas desencadeei? Quanta paz social semeei? Que produzi no lugar que me foi confiado?»
Trecho extraído : https://www.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.htmldomingo, 16 de outubro de 2022
Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
https://liturgiadashoras.online/hora-sexta-29-domingo-do-tempo-comum/
Morning Prayer
With Jesus in the morning
I begin by thanking you, Lord, for this new day that you have given me. I dispose myself fully to you with faith and humility, and I listen to your Word: “Will not God then secure the rights of his chosen ones who call out to him day and night? Will he be slow to answer them?” (Luke 18:1-8). Lord, you invite me to persevere in prayer, especially in times of difficulty. Your loving Father is ready to hear me, and I can come to Him with confidence. I thank you for your care and ask for the gift of perseverance in prayer. I offer on this day to pray with my life for a Synodal Church. Our Father.
.
terça-feira, 11 de outubro de 2022
Santa Missa no 60º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II
PAPA
O Papa: o Concílio nos ensina a estar no mundo como servidores do Reino de Deus
Vatican News
O Papa Francisco presidiu a Santa Missa, na Basílica de São Pedro, na tarde desta terça-feira (11/10), memória do Papa São João XXIII, e 60° aniversário de abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II.
Francisco iniciou sua homilia com a pergunta que Jesus faz a Pedro: "Amas-me?". Depois da resposta de Pedro, Jesus responde: "apascenta as minhas ovelhas". "No aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, sentimos dirigidas também a nós, a nós como Igreja, estas palavras do Senhor: Amas-me? Apascenta as minhas ovelhas", disse o Papa.
A Igreja reflete sobre a sua própria natureza e missão
Amas-me? Pergunta Jesus que tem "o estilo não tanto de dar respostas, mas de fazer perguntas, perguntas que provocam a vida". Pergunta sempre à Igreja, sua esposa:
«Amas-me?» O Concílio Vaticano II foi uma grande resposta a esta pergunta: foi para reavivar o seu amor que a Igreja, pela primeira vez na história, dedicou um Concílio a interrogar-se sobre si mesma, a refletir sobre a sua própria natureza e missão. E descobriu-se mistério de graça gerado pelo amor: descobriu-se povo de Deus, corpo de Cristo, templo vivo do Espírito Santo!
Segundo o Papa, "este é o primeiro olhar que devemos ter sobre a Igreja, o olhar do alto. Sim, antes de mais nada a Igreja deve ser vista do alto, com os olhos enamorados de Deus. Perguntemo-nos se, na Igreja, partimos de Deus, do seu olhar enamorado sobre nós. Existe sempre a tentação de partir do eu antes que de Deus, colocar as nossas agendas antes do Evangelho, deixar-se levar pelo vento do mundanismo para seguir as modas do tempo ou rejeitar o tempo que a Providência nos dá e voltar-nos para trás. Mas tenhamos cuidado! Quer o progressismo que segue o mundo, quer o retrocedismo que lamenta um mundo passado, não são provas de amor, mas de infidelidade. São egoísmos pelagianos, que antepõem os próprios gostos e planos ao amor que agrada a Deus, ou seja, o amor simples, o amor humilde e fiel que Jesus pediu a Pedro".
Uma Igreja que perdeu a alegria, perdeu o amor
Amas-Me? O Papa convidou a redescobrir "o Concílio para devolver a primazia a Deus, ao essencial: a uma Igreja que seja louca de amor pelo seu Senhor e por todos os homens, por Ele amados; a uma Igreja que seja rica de Jesus e pobre de meios; a uma Igreja que seja livre e libertadora. O Concílio indica à Igreja esta rota: como Pedro no Evangelho, fá-la voltar à Galileia, às fontes do primeiro amor, para redescobrir nas suas pobrezas a santidade de Deus".
"Nós também, cada um de nós tem nossa própria Galileia, a Galileia do primeiro amor, e certamente cada um de nós hoje também é convidado a voltar à nossa própria Galileia para ouvir a voz do Senhor: "Segue-me", e "reencontrar no olhar do Senhor crucificado e ressuscitado a alegria perdida, se concentrar em Jesus. Reencontrar a alegria: uma Igreja que perdeu a alegria, perdeu o amor", sublinhou Francisco.
"Quando já se aproximava o fim dos seus dias, o Papa João escrevia: «Esta minha vida, que caminha para o ocaso, não poderia ter melhor coroamento do que concentrar-me totalmente em Jesus, filho de Maria, (...) em grande e continuada intimidade com Jesus, contemplado na imagem: menino, crucificado, adorado no Sacramento». Este é o nosso olhar alto, a nossa fonte sempre viva!"
Voltar às puras fontes de amor do Concílio
O Papa convidou a voltar "às puras fontes de amor do Concílio. Reencontremos a paixão do Concílio e renovemos a paixão pelo Concílio! Imersos no mistério da Igreja mãe e esposa, digamos também nós com São João XXIII: «gaudet Mater Ecclesia – alegra-se a Mãe Igreja». Seja a Igreja habitada pela alegria. Se não se alegra, desdiz-se a si mesma, porque esquece o amor que a criou. E todavia quantos de nós não conseguem viver a fé com alegria, sem murmurar nem criticar? Uma Igreja enamorada por Jesus não tem tempo para confrontos, venenos e polêmicas. Deus nos livre de ser críticos e impacientes, duros e irascíveis. Não é só questão de estilo, mas de amor, porque quem ama – como ensina o apóstolo Paulo – faz tudo sem murmurar. Senhor, ensinai-nos o vosso olhar alto, ensinai-nos a olhar a Igreja como a vedes Vós. E quando formos críticos e descontentes, lembrai-nos que ser Igreja é testemunhar a beleza do vosso amor, é viver dando resposta à vossa pergunta: amas-me?"
O pastor não está por cima, mas no meio
Amas-me? Apascenta as minhas ovelhas. "Apascenta: com este verbo, Jesus exprime o amor que deseja de Pedro. Pensemos precisamente em Pedro: era um pescador de peixes e Jesus transformara-o em pescador de homens. Agora atribui-lhe um ofício novo: o de pastor, que nunca havia exercido. E é uma viragem, porque, enquanto o pescador agarra para si, atrai a si, o pastor ocupa-se dos outros, apascenta os outros. Mais, o pastor vive com o rebanho, alimenta as ovelhas, afeiçoa-se a elas. O pastor está diante do povo para indicar o caminho, no meio do povo como um deles, e atrás do povo para estar perto daqueles que estão atrasados. Não está por cima, como o pescador, mas no meio."
Eis o segundo olhar que nos ensina o Concílio: o olhar no meio, estar no mundo com os outros e sem nunca se sentir acima dos outros, como servidores do maior reino que é o Reino de Deus; levar a boa nova do Evangelho para dentro da vida e das línguas dos homens, partilhando as suas alegrias e esperanças. Estar no meio do povo, não por cima do povo: este é o pecado feio do clericalismo que mata as ovelhas, não as guia, não as faz crescer, mata.
“Como é atual o Concílio. Ajuda-nos a rejeitar a tentação de nos fecharmos nos recintos das nossas comodidades e convicções, para imitar o estilo de Deus.”
"Apascenta: a Igreja não celebrou o Concílio para fazer-se admirar, mas para se dar. De fato, a nossa santa Mãe hierárquica, nascida do coração da Trindade, existe para amar. É um povo sacerdotal: não deve destacar-se aos olhos do mundo, mas servir o mundo. Não o esqueçamos! O povo de Deus nasce sociável e rejuvenesce gastando-se, porque é sacramento de amor, sinal e «instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano». Irmãos, irmãs, voltemos ao Concílio, que redescobriu o rio vivo da Tradição sem estagnar nas tradições; reencontrou a fonte do amor, não para ficar a montante, mas para que a Igreja desça a jusante e seja canal de misericórdia para todos. Voltemos ao Concílio para sair de nós mesmos e superar a tentação da autorreferencialidade. Apascenta – repete o Senhor à sua Igreja – e, apascentando, supera as nostalgias do passado, o lamento pela falta de relevância, o apego ao poder, porque tu, povo santo de Deus, és um povo pastoral: não existes para te apascentar a ti mesmo, mas os outros, todos os outros, com amor. E, se é justo prestar uma atenção particular, que esta seja para os prediletos de Deus: os pobres, os descartados, a fim de ser, como disse o Papa João, «a Igreja de todos, e particularmente a Igreja dos pobres»."
O Concílio nos recorda que a Igreja é comunhão
Em terceiro lugar, Amas-me? Apascenta as minhas ovelhas. "Não tem em mente só algumas, mas todas, porque ama a todas; a todas designa, afetuosamente, como «minhas». O bom Pastor vê e quer o seu rebanho unido, sob a guia dos Pastores que lhe deu. Quer – e é o terceiro olhar – o olhar do conjunto."
O Concílio recorda-nos que a Igreja, à imagem da Trindade, é comunhão. Em vez disso, o diabo quer semear a cizânia da divisão. Não cedamos às suas adulações, não cedamos à tentação da polarização. Quantas vezes, depois do Concílio, os cristãos se empenharam por escolher uma parte na Igreja, sem se dar conta de dilacerar o coração da sua Mãe! Quantas vezes se preferiu ser «adeptos do próprio grupo» em vez de servos de todos, ser progressistas e conservadores em vez de irmãos e irmãs, «de direita» ou «de esquerda» mais do que ser de Jesus; arvorar-se em «guardiões da verdade» ou em «solistas da novidade», em vez de se reconhecer como filhos humildes e agradecidos da santa Mãe Igreja.
"O Senhor não nos quer assim: somos as suas ovelhas, o seu rebanho, e só o seremos juntos, unidos. Superemos as polarizações e guardemos a comunhão, tornemo-nos cada vez mais «um só», como Jesus implorou antes de dar a vida por nós. Nisto, nos ajude Maria, Mãe da Igreja. Aumente em nós o anseio pela unidade, o desejo de nos empenharmos pela plena comunhão entre todos os crentes em Cristo. Deixemos de lado os "ismos": o povo de Deus não gosta dessa polarização. O povo de Deus é o santo povo fiel de Deus: esta é a Igreja. É bom que hoje, como durante o Concílio, estejam conosco representantes doutras Comunidades cristãs. Obrigado pela vossa presença", concluiu o Papa.
https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2022-10/papa-francisco-missa-concilio-vaticano-ii-mundo-servidores.html
domingo, 9 de outubro de 2022
Papa Francisco
Caminhemos juntos
Rezemos juntos para que estes nossos santos irmãos Giovanni Battista Scalabrini e Artemide Zatti nos ajudem a caminhar juntos, sem muros de divisão; e a cultivar esta nobreza de alma tão agradável a Deus que é a gratidão.
Meditação Diária
Dom, 9 – Domingo XXVIII do Tempo Comum – Ano C / Último Dia da Semana Nacional da Educação Cristã

2 Rs 5, 14-17 / Slm 97 (98), 1-4 / 2 Tim 2, 8-13 / Lc 17, 11-19
Nós temos alguma dificuldade em compreender os milagres de Jesus. Creio que, consciente ou inconscientemente, vemos nas suas curas uma demonstração assombrosa do poder de Deus, que vem aliviar os que sofrem. E sendo verdade que Jesus alivia o sofrimento, Ele faz muito mais do que isso.
A caminho de Jerusalém, Jesus cura dez leprosos. E cura-os mantendo-se à distância, sem esboçar um gesto especial, sem arriscar um toque das chagas, sem lhes dirigir palavras de cura. Diz-lhes para se irem mostrar aos sacerdotes… e eles vão.
O que está em causa neste Evangelho? Naquele tempo, os leprosos não eram vistos como doentes que a sociedade devia cuidar: eles estavam proibidos de viver em povoações e excluídos do culto religioso por serem impuros. Eram párias, pessoas socialmente inexistentes, sem laços. Pessoas que aguardavam uma morte que tardava em chegar. Em caso de cura, tinham de se apresentar aos sacerdotes, para que eles certificassem que já não eram leprosos.
Jesus tem diante de si dez pessoas desesperadas, que nem sequer pedem a cura, mas sim a sua compaixão. Se calhar, no limite, apenas reclamam a sua atenção. Lançando-se à estrada para o encontro com os sacerdotes, os dez leprosos arriscam o ridículo de fazer uma viagem em vão. O que iria nos seus corações? Eles arriscam o ridículo porque assumiram o miraculoso: Deus vai curar-nos.
Na nossa desesperança, nos momentos em que nos sentimos esquecidos e desprezados por todos, devemos aproximar-nos de Jesus, por muito indignos que nos sintamos, e arriscar, como estes leprosos, o miraculoso. É assim que se trilha o caminho da salvação: na nossa fragilidade, arriscar o encontro com Jesus, escutando e colocando em prática o que nos pede.
Ao arriscar o milagre, seremos curados. E então poderemos voltar, como o samaritano, surpreendido e dando graças a Deus.
Quando nos expomos à ação de Deus, Ele vem, Ele cura e Ele consola. Deus não se cansa de nos curar e consolar, mesmo à distância. Mesmo quando parece longe ou quando nós nos imaginamos longe.


