Postagens populares

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

 

Pelas Vocações À Vida Sacerdotal E Religiosa

Fevereiro 2025 – Intenção do Papa

Rezemos para que a comunidade eclesial acolha os desejos e as dúvidas dos jovens que sentem o chamamento a servir a missão de Cristo na vida sacerdotal e religiosa.

ORAÇÃO

Pai de bondade,

que continuas a chamar jovens

para servir na missão de Cristo

através da vida sacerdotal e religiosa,

ensina-nos a acolher as suas dúvidas e desejos.

Pedimos-te que nos concedas

abertura e proximidade às suas perguntas,

com uma escuta atenta e gratuita,

para que acompanhemos os seus discernimentos

com liberdade e entusiasmo renovados.

Que, como comunidade eclesial,

cultivemos uma pastoral vocacional

alegre, corajosa, autêntica e mobilizadora.

Que, centrados em Jesus e no seu reino,

animados pela força do Espírito Santo,

criemos condições favoráveis ao discernimento

e que o «evangelho da vocação»

acenda o coração daqueles

que se abrem à tua voz.

Ámen.

REFLEXÃO

Neste mês, rezemos para que as comunidades acolham os desejos e as dúvidas dos jovens que se sentem chamados a servir a missão de Cristo na vida sacerdotal e religiosa. Esta intenção de oração desafia-nos a refletir sobre as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa.

O Papa Francisco sublinha a importância de confiar nos jovens, reconhecendo a sua capacidade de contribuir significativamente para a Igreja e para o mundo. Esta confiança é fundamental para encorajá-los a explorar e responder à sua vocação com coragem e entusiasmo.

Aceitar as suas dúvidas e desejos como parte integrante do processo vocacional é sinal de uma abordagem pastoral que valoriza o diálogo e o acompanhamento. Como diz o Papa, «é necessário acompanhar os jovens, caminhar com eles, ouvi-los, provocá-los, (...), levá-los a Jesus, promovendo sempre a sua liberdade, para que respondam à voz do Senhor livre e responsavelmente».

Por isso, um dos desafios da pastoral vocacional é a necessidade de autenticidade, a importância de testemunhos vivos e o desenvolvimento de comunidades acolhedoras e formativas, de modo a cultivar um ambiente onde os jovens possam escutar e responder livremente à voz do Senhor.

Como nos diz o Papa, «rezar pelas vocações supõe, antes de mais, orar e trabalhar pela fidelidade à própria vocação; criar ambientes nos quais seja possível ouvir a voz do Senhor; pormo-nos a caminho para anunciar o “evangelho da vocação”, para promover e suscitar vocações».

ATITUDES

Acompanhar o discernimento

Caminhas com o outro ou caminhas pelo outro? Respeitas a sua liberdade de decidir? Quando tiveres de acompanhar alguém no seu discernimento vocacional, lembra-te da interação de Jesus com os discípulos de Emaús e deixa-te inspirar pelo seu estilo.

Abertura

Abre-te à missão de incentivar as vocações quando surgem, mesmo de pessoas próximas de ti. Não feches os caminhos que Deus abre. Liberta-te dos teus bloqueios e rigidez para deixar o outro livre.

Proximidade

Mostra-te próximo daqueles que buscam o caminho a seguir. O teu testemunho pode ser uma referência importante para o teu irmão na hora de decidir. Proximidade discreta e coerência… Cultivas isso na tua vida e na tua comunidade?

Manifestar interesse

Interessares-te sinceramente e sem egoísmos pelos outros ajuda a abrir o coração. Que o teu estilo seja como o de Jesus, que se interessa por cada um, até nas coisas mais triviais. A tua atitude pode fazer a diferença para o jovem que quer responder ao Senhor e não sabe como.

Escuta gratuita

Se respeitas a tua vocação pessoal e escutas profundamente o que te habita, poderás escutar os outros de forma desinteressada… Como podes colaborar para que, na tua comunidade, haja um ambiente de escuta da voz de Deus, de acolhimento, de silêncio receptivo e de profundo respeito pelo mistério daqueles que procuram seguir Cristo?

https://redemundialdeoracaodopapa.pt/intencoes_mensais/fevereiro-2025-intencao-do-papa/

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

 Francisco

 Mensagens 

Dia Mundial do Doente

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO

PARA O XXXIII DIA MUNDIAL DO DOENTE


11 de fevereiro de 2025


«A esperança não engana» (Rm 5, 5) e fortalece-nos nas tribulações

Queridos irmãos e irmãs!

Estamos a celebrar o XXXIII Dia Mundial do Doente no Ano Jubilar de 2025, durante o qual a Igreja convida a tornarmo-nos “peregrinos de esperança”. Nisto, somos acompanhados pela Palavra de Deus que, através de São Paulo, nos transmite uma mensagem de grande encorajamento: «A esperança não engana» (Rm 5, 5), aliás, fortalece-nos nas tribulações.

São expressões reconfortantes, mas que podem levantar algumas questões, sobretudo em quem sofre. Por exemplo: como é que nos mantemos fortes quando somos feridos na carne por doenças graves, que nos incapacitam, que talvez exijam tratamentos cujos custos vão para além das nossas possibilidades? Como fazê-lo quando, não obstante o nosso próprio sofrimento, vemos o daqueles que nos amam e que, embora próximos de nós, se sentem impotentes para nos ajudar? Em todas estas circunstâncias, sentimos a necessidade de um apoio maior do que nós: precisamos da ajuda de Deus, da sua graça, da sua Providência, daquela força que é dom do seu Espírito (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1808).

Detenhamo-nos, pois, por momentos, a refletir sobre a presença de Deus junto dos que sofrem, particularmente nos três aspetos que a caracterizam: o encontro, o dom e a partilha.

1. O encontro. Quando Jesus envia os setenta e dois discípulos em missão (cf. Lc 10, 1-9), exorta-os a dizer aos doentes: «O Reino de Deus já está próximo de vós» (v. 9). Ou seja, pede-lhes que os ajudem a aproveitar a oportunidade de encontro com o Senhor, mesmo na doença, por muito que seja dolorosa e difícil de compreender. Com efeito, no momento da doença, se por um lado sentimos toda a nossa fragilidade – física, psíquica e espiritual – de criaturas, por outro lado experimentamos a proximidade e a compaixão de Deus, que em Jesus participou do nosso sofrimento. Ele não nos abandona e, muitas vezes, surpreende com o dom de uma tenacidade que nunca pensámos possuir e que, sozinhos, não teríamos encontrado.

A doença torna-se então a oportunidade para um encontro que nos transforma, a descoberta de uma rocha firme na qual descobrimos que podemos ancorar-nos para enfrentar as tempestades da vida: uma experiência que, mesmo no sacrifício, nos torna mais fortes, porque mais conscientes de não estarmos sós. Por isso se diz que a dor traz sempre consigo um mistério de salvação, porque nos faz experimentar, de forma próxima e real, a consolação que vem de Deus, a ponto de «conhecer a plenitude do Evangelho com todas as suas promessas e a sua vida» (São João Paulo II, Discurso aos jovens, Nova Orleães, 12 de setembro de 1987).

2. E isto leva-nos ao segundo ponto de reflexão: o dom. Efetivamente, em nenhuma outra ocasião como no sofrimento, nos damos conta que toda a esperança vem do Senhor e que, assim sendo, é antes de mais um dom a acolher e a cultivar, permanecendo «fiéis à fidelidade de Deus», segundo a linda expressão de Madeleine Delbrêl (cf. A esperança é uma luz na noite, Cidade do Vaticano 2024, Prefácio).

Além disso, só na ressurreição de Cristo é que cada um dos nossos destinos encontra o seu lugar no horizonte infinito da eternidade. Só da sua Páscoa nos vem a certeza de que nada, «nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus» (Rm 8, 38-39). E desta “grande esperança” derivam todos os outros raios de luz com que se podem ultrapassar as provações e os obstáculos da vida (cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 27.31). E não apenas isso, porque o Ressuscitado também caminha connosco, fazendo-se nosso companheiro de viagem, como aconteceu com os discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-53). À semelhança destes, também nós podemos partilhar com Ele as nossas perturbações, preocupações e desilusões, podemos escutar a sua Palavra que nos ilumina e faz arder o coração, e reconhecê-Lo presente ao partir o Pão, recolhendo do seu estar connosco, apesar dos limites do tempo presente, aquele “mais além” que, ao aproximar-se, nos restitui a coragem e a confiança.

3. E assim chegamos ao terceiro aspecto, o da partilha. Os lugares onde se sofre são frequentemente espaços de partilha, nos quais nos enriquecemos uns aos outros. Quantas vezes se aprende a esperar à cabeceira de um doente! Quantas vezes se aprende a crer ao lado de quem sofre! Quantas vezes descobrimos o amor inclinando-nos sobre quem tem necessidades! Ou seja, apercebemo-nos de que todos juntos somos “anjos” de esperança, mensageiros de Deus, uns para os outros: doentes, médicos, enfermeiros, familiares, amigos, sacerdotes, religiosos e religiosas. E isto, onde quer que estejamos: nas famílias, nos ambulatórios, nas unidades de cuidados, nos hospitais e nas clínicas.

É importante saber captar a beleza e o alcance destes encontros de graça, e aprender a anotá-los na alma para não os esquecermos: guardar no coração o sorriso amável de um profissional de saúde, o olhar agradecido e confiante de um doente, o rosto compreensivo e atencioso de um médico ou de um voluntário, o rosto expetante e trepidante de um cônjuge, de um filho, de um neto, de um querido amigo. Todos eles são raios de luz que é preciso valorizar e que, mesmo durante a escuridão das provações, não só dão força, mas dão o verdadeiro sabor da vida, no amor e na proximidade (cf. Lc 10, 25-37).

Queridos doentes, queridos irmãos e irmãs que cuidais de quem sofre, neste Jubileu, mais do que nunca, vós desempenhais um papel especial. Na verdade, o vosso caminhar juntos é um sinal para todos, «um hino à dignidade humana, um canto de esperança» (Bula Spes non confundit,11), cuja voz vai muito além dos quartos e das camas dos lugares de assistência em que vos encontrais, estimulando e encorajando na caridade «a sincronização de toda a sociedade» (ibid.), numa harmonia por vezes difícil de alcançar, mas por isso mesmo dulcíssima e forte, capaz de levar luz e calor aonde é mais necessário.

Toda a Igreja vos agradece por isso! Também eu o faço e rezo por vós, confiando-vos a Maria, Saúde dos Enfermos, através das palavras com que tantos irmãos e irmãs, nas suas necessidades, se dirigiram a Ela:

À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus.

Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,

mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

A todos vós, juntamente com as vossas famílias e entes queridos, vos abençoo e peço, por favor, que não vos esqueçais de rezar por mim.

Roma – São João de Latrão, 14 de janeiro de 2025

FRANCISCO

Copyright © Dicastero per la Comunicazione - Libreria Editrice Vaticana

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/sick/documents/20250114-giornata-malato.html

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

 


Francisco 

Mensagens 

Dia Mundial das Comunicações Sociais


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO

PARA O LIX DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


Partilhai com mansidão a esperança que está nos vossos corações (cf. 1 Pd 3,15-16)

Queridos irmãos e irmãs!

Neste nosso tempo marcado pela desinformação e pela polarização, no qual alguns centros de poder controlam uma grande massa de dados e de informações sem precedentes, dirijo-me a vós consciente do quanto, hoje mais do que nunca, é necessário o vosso trabalho de jornalistas e comunicadores. Precisamos do vosso compromisso corajoso em colocar no centro da comunicação a responsabilidade pessoal e coletiva para com o próximo.

Ao pensar no Jubileu que estamos a celebrar como um período de graça em tempos tão conturbados, com esta Mensagem gostaria de vos convidar a ser comunicadores de esperança, começando pela renovação do vosso trabalho e missão segundo o espírito do Evangelho.

Desarmar a comunicação

Hoje em dia, com demasiada frequência, a comunicação não gera esperança, mas sim medo e desespero, preconceitos e rancores, fanatismo e até ódio. Muitas vezes, simplifica a realidade para suscitar reações instintivas; usa a palavra como uma espada; recorre mesmo a informações falsas ou habilmente distorcidas para enviar mensagens destinadas a exaltar os ânimos, a provocar e a ferir. Já várias vezes insisti na necessidade de “desarmar” a comunicação, de a purificar da agressividade. Nunca dá bom resultado reduzir a realidade a slogans. Desde os talk shows televisivos até às guerras verbais nas redes sociais, todos constatamos o risco de prevalecer o paradigma da competição, da contraposição, da vontade de dominar e possuir, da manipulação da opinião pública.

Há ainda um outro fenómeno preocupante: poderíamos designá-lo como a “dispersão programada da atenção” através de sistemas digitais que, ao traçarem o nosso perfil de acordo com as lógicas do mercado, alteram a nossa perceção da realidade. Acontece portanto que assistimos, muitas vezes impotentes, a uma espécie de atomização dos interesses, o que acaba por minar os fundamentos do nosso ser comunidade, a capacidade de trabalhar em conjunto por um bem comum, de nos ouvirmos uns aos outros, de compreendermos as razões do outro. Parece que, para a afirmação de si próprio, seja indispensável identificar um “inimigo” a quem atacar verbalmente. E quando o outro se torna um “inimigo”, quando o seu rosto e a sua dignidade são obscurecidos de modo a escarnecê-lo e ridicularizá-lo, perde-se igualmente a possibilidade de gerar esperança. Como nos ensinou D. Tonino Bello, todos os conflitos «encontram a sua raiz no desvanecer dos rostos» [1]. Não podemos render-nos a esta lógica.

Na verdade, ter esperança não é de todo fácil. Georges Bernanos dizia que «só têm esperança aqueles que ousaram desesperar das ilusões e mentiras nas quais encontravam segurança e que falsamente confundiam com esperança. [...] A esperança é um risco que é preciso correr. É o risco dos riscos» [2]. A esperança é uma virtude escondida, pertinaz e paciente. No entanto, para os cristãos, a esperança não é uma escolha, mas uma condição imprescindível. Como recordava Bento XVI na Encíclica Spe salvi, a esperança não é um otimismo passivo, antes pelo contrário, é uma virtude “performativa”, capaz de mudar a vida: «Quem tem esperança, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova» (n. 2).

Dar com mansidão a razão da nossa esperança

Na Primeira Carta de São Pedro (cf. 3, 15-16), encontramos uma síntese admirável na qual se relacionam a esperança com o testemunho e a comunicação cristã: «no íntimo do vosso coração, confessai Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la peça; com mansidão e respeito». Gostaria de me deter em três mensagens que podemos extrair destas palavras.

«No íntimo do vosso coração, confessai Cristo como Senhor». A esperança dos cristãos tem um rosto: o rosto do Senhor ressuscitado. A sua promessa de estar sempre connosco através do dom do Espírito Santo permite-nos esperar contra toda a esperança e ver, mesmo quando tudo parece perdido, as escondidas migalhas de bem.

A segunda mensagem pede-nos para estarmos dispostos a dar razão da nossa esperança. É interessante notar que o Apóstolo convida a dar conta da esperança «a todo aquele que vo-la peça». Os cristãos não são, antes de mais, aqueles que “falam” de Deus, mas aqueles que fazem ressoar a beleza do seu amor, uma maneira nova de viver cada pequena coisa. É o amor vivido que suscita a pergunta e exige uma resposta: porque é que viveis assim? Porque é que sois assim?

Por fim, na expressão de São Pedro encontramos uma terceira mensagem: a resposta a este pedido deve ser dada “com mansidão e respeito”. A comunicação dos cristãos – e eu diria até a comunicação em geral – deve ser feita com mansidão, com proximidade: eis o estilo dos companheiros de viagem, na peugada do maior Comunicador de todos os tempos, Jesus de Nazaré, que ao longo do caminho dialogava com os dois discípulos de Emaús, fazendo-lhes arder os corações através do modo como interpretava os acontecimentos à luz das Escrituras.

Por isso, sonho com uma comunicação que saiba fazer de nós companheiros de viagem de tantos irmãos e irmãs nossos para, em tempos tão conturbados, reacender neles a esperança. Uma comunicação que seja capaz de falar ao coração, de suscitar não reações impetuosas de fechamento e raiva, mas atitudes de abertura e amizade; capaz de apostar na beleza e na esperança mesmo nas situações aparentemente mais desesperadas; de gerar empenho, empatia, interesse pelos outros. Uma comunicação que nos ajude a «reconhecer a dignidade de cada ser humano e a cuidar juntos da nossa casa comum» (Carta enc. Dilexit nos, 217).

Sonho com uma comunicação que não venda ilusões ou medos, mas seja capaz de dar razões para ter esperança. Martin Luther King disse: «Se eu puder ajudar alguém enquanto caminho, se eu puder alegrar alguém com uma palavra ou uma canção... então a minha vida não terá sido vivida em vão» [3]. Para isso, precisamos de nos curar da “doença” do protagonismo e da autorreferencialidade, evitar o risco de falarmos de nós mesmos: o bom comunicador faz com que quem ouve, lê ou vê se torne participante, esteja próximo, possa encontrar o melhor de si e entrar com estas atitudes nas histórias contadas. Comunicar deste modo ajuda a tornarmo-nos “peregrinos de esperança”, como diz o lema do Jubileu.

Esperar juntos

A esperança é sempre um projeto comunitário. Pensemos, por um momento, na grandeza da mensagem deste ano de graça: estamos todos – realmente todos! – convidados a recomeçar, a deixar que Deus nos reerga, nos abrace e inunde de misericórdia. E entrelaçadas com tudo isto estão a dimensão pessoal e a dimensão comunitária. É em conjunto que nos pomos a caminho, peregrinamos com tantos irmãos e irmãs, e, juntos, atravessamos a Porta Santa.

O Jubileu tem muitas implicações sociais. Pensemos, por exemplo, na mensagem de misericórdia e esperança para quem vive nas prisões, ou no apelo à proximidade e à ternura para com os que sofrem e estão à margem. O Jubileu recorda-nos que todos os que se tornam construtores da paz «serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9). E, deste modo, abre-nos à esperança, aponta-nos a necessidade de uma comunicação atenta, amável, refletida, capaz de indicar caminhos de diálogo. Encorajo-vos, portanto, a descobrir e a contar tantas histórias de bem escondidas por detrás das notícias; a imitar aqueles exploradores de ouro que, incansavelmente, peneiram a areia em busca duma pequeníssima pepita. É importante encontrar estas sementes de esperança e dá-las a conhecer. Ajuda o mundo a ser um pouco menos surdo ao grito dos últimos, um pouco menos indiferente, um pouco menos fechado. Que saibais sempre encontrar as centelhas de bem que nos permitem ter esperança. Este tipo de comunicação pode ajudar a tecer a comunhão, a fazer-nos sentir menos sós, a redescobrir a importância de caminhar juntos.

Não esqueçais o coração

Queridos irmãos e irmãs, perante as vertiginosas conquistas da técnica, convido-vos a cuidar do coração, ou seja, da vossa vida interior. O que é que isto significa? Deixo-vos algumas pistas.

Sede mansos e nunca esqueçais o rosto do outro; falai ao coração das mulheres e dos homens ao serviço de quem desempenhais o vosso trabalho.

Não permitais que as reações instintivas guiem a vossa comunicação. Semeai sempre esperança, mesmo quando é difícil, quando custa, quando parece não dar frutos.

Procurai praticar uma comunicação que saiba curar as feridas da nossa humanidade.

Dai espaço à confiança do coração que, como uma flor frágil mas resistente, não sucumbe no meio das intempéries da vida, mas brota e cresce nos lugares mais inesperados: na esperança das mães que rezam todos os dias para rever os seus filhos regressar das trincheiras de um conflito; na esperança dos pais que emigram, entre inúmeros riscos e peripécias, à procura de um futuro melhor; na esperança das crianças que, mesmo no meio dos escombros das guerras e nas ruas pobres das favelas, conseguem brincar, sorrir e acreditar na vida.

Sede testemunhas e promotores de uma comunicação não hostil, que difunda uma cultura do cuidado, construa pontes e atravesse os muros visíveis e invisíveis do nosso tempo.

Contai histórias imbuídas de esperança, tomando a peito o nosso destino comum e escrevendo juntos a história do nosso futuro.

Tudo isto podeis e podemos fazê-lo com a graça de Deus, que o Jubileu nos ajuda a receber em abundância. Por isto, rezo por cada um de vós e pelo vosso trabalho, e vos abençoo.

Roma, São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2025.

Francisco

__________________________

[1] “La pace come ricerca del volto”, in Omelie e scritti quaresimali, Molfetta 1994, 317.

[2] Georges Bernanos, La liberté, pour quoi faire?, Paris 1995.

[3] Sermão“ The Drum Major Instinct”, 4 de fevereiro de 1968.

Copyright © Dicastero per la Comunicazione - Libreria Editrice Vaticana

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/20250124-messaggio-comunicazioni-sociali.html

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

NÃO TEMER - SHORTS PAPA FRANCISCO

https://youtube.com/shorts/6jtXMFrXeSA?si=16wnIdPyTWXlZYMB

O ABRAÇO DO AMADO

https://youtube.com/shorts/qqq1wcdgyKA?si=4Joq44IYIkzl1bMZ


Contemplação Mistérios do Rosário (Terços) Cantados:

Mistérios Gozosos

 1 – No primeiro mistério: o anjo anuncia que Maria será mãe do Salvador;

2 – No segundo mistério: Maria visita sua prima que esperava o precursor;

3 – No terceiro mistério: Agora é Natal. Em belém nasceu Jesus o Redentor; 

4 – No quarto mistério: Maria e José apresentam o menino ao Deus de amor;

5 – No quinto mistério: perderam Jesus. Foi no templo que Maria o encontrou.


Mistério Luminoso

 1 – No primeiro mistério da Luz: contemplaremos com Maria e Jesus o Batismo no Jordão. O dia em que Jesus foi batizado no Jordão;

2 – No segundo mistério da Luz: contemplaremos com Maria e Jesus as Bodas de Caná. Quem fez da água vinho pode a vida transformar;

3 – No terceiro mistério da Luz: contemplaremos com Maria e Jesus o Reino do Perdão. São gestos e palavras que convidam à conversão;

4 – No quarto mistério da Luz: contemplaremos com Maria e Jesus a Transfiguração. O Tabor é o céu aberto que antecipa a salvação;

5 – No quinto mistério da Luz: contemplaremos com Maria e Jesus a Santa Eucaristia. É MILAGRE DE AMOR, É O NOSSO PÃO DE CADA DIA;


Mistérios Dolorosos

 1 – No primeiro mistério: contemplamos a dor. A agonia de Jesus, nosso Senhor;

2 – No segundo mistério: Na flagelação, torturaram seu humilde coração;

3 – No terceiro mistério: Coroaram o Rei. Com espinhos coroaram o Senhor; 

4 – No quarto mistério: o caminho da cruz, percorria passo a passo meu Jesus;

5 – No quinto mistério: Da paixão do Senhor. No calvário deu a vida por amor.


Mistérios Gloriosos

 1 – No primeiro mistério: a esperança voltou. Aleluia! O Senhor ressuscitou;

2 – No segundo mistério: Na sua ascensão. Volta ao Pai o manso e humilde coração;

3 – No terceiro mistério: A promessa chegou. O Espírito de Deus Jesus mandou; 

4 – No quarto mistério: A assunção de Maria. Mãe e filho num encontro de alegria;

5 – No quinto mistério: coroada é Maria. Que foi serva, e por isso, é rainha.



domingo, 19 de janeiro de 2025

É preciso #coragem para ter fé! #papafrancisco #evangelhohoje #reflexão ...

SHORTS PAPA FRANCISCO - É PRECISO TER CORAGEM PARA LUTAR E TER FÉ


Meditação Diária

Dia 19 | Domingo

19 de Janeiro, 2025

Domingo II do Tempo Comum – Ano C

Entramos no chamado Tempo Comum, em pleno Ano Santo. Este é o tempo em que cada um é convidado a acompanhar, na rotina do dia a dia, o mistério de Cristo na sua totalidade. O Jubileu de 2025 convida-nos a sermos «peregrinos da esperança» e a pormos em Jesus a nossa confiança. Começamos, assim, com o episódio das Bodas de Caná, o primeiro sinal de que o reino de Deus já está no meio de nós.

Jesus é o mestre dos impossíveis. Numa festa de casamento em que parece faltar o vinho, faz o milagre acontecer. Tudo ocorre através de Maria, a Mãe atenta aos pormenores. É ela a primeira a confiar no poder do Filho, naquela que é a grande imagem do reino de Deus: um banquete onde somos convidados a tomar parte na festa com confiança. Nesta cena do Evangelho, Maria vem dizer-nos que há momentos em que só Jesus pode dar novo sentido à vida e abrir a uma nova compreensão os acontecimentos dolorosos.

A acompanhar este episódio da vida de Jesus, o Livro de Isaías traz-nos a imagem esponsal do amor entre a esposa e o marido. O profeta recorda ao Povo de Israel que Deus vê além das aparências. Podemos dizer que o amor de Deus transforma a nossa vida insípida, como a água, em nova vida cheia de sabor, como é o vinho. Este apelo do profeta é muito atual quando pensamos na esperança. Deus é fiel ao seu amor, está sempre pronto a recomeçar a relação, se nos voltarmos para Ele e lhe dermos o pouco que temos.

Na Primeira Epístola aos Coríntios, diz São Paulo que «há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo». Recebemos de Deus dons e talentos para pormos a render ao serviço da unidade da comunidade cristã e é na diversidade que está a riqueza da Igreja. Estamos hoje no segundo dia da «Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos». Temos de ser mediadores da graça de Deus uns para os outros, em sinodalidade e na diversidade, atentos ao «vinho» que falta e à forma de o fazer multiplicar. Neste caminho, não estamos sós, pois temos connosco Maria a interceder junto de Deus.

Is 62, 1-5 / Slm 95 (96) 1-3.7-8a. 9-10a.c / 1 Cor 12, 4-11 / Jo 2, 1-11


Pope Francis

For peace in Gaza

I express my gratitude to all the mediators. It is a good job, to mediate so that peace is made. Thank you to the mediators! And I also thank all the parties involved in this important result. I hope that what has been agreed will be respected immediately by the parties, and that all the hostages may finally return home and embrace their loved ones. I pray a lot for them and for their families.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

 Ant. Abri meus olhos, e então contemplarei

as maravilhas que encerra a vossa lei.


Ant. 2 Vossa verdade, ó Senhor, me oriente e me conduza.


Salmo 24(25)

Prece de perdão e confiança

A esperança não decepciona (Rm 5,5).

I

=1 Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma, †

2 em vós confio: que eu não seja envergonhado *

nem triunfem sobre mim os inimigos!

–3 Não se envergonha quem em vós põe a esperança, *

mas sim, quem nega por um nada a sua fé.


–4 Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, *

e fazei-me conhecer a vossa estrada!

=5 Vossa verdade me oriente e me conduza, †

porque sois o Deus da minha salvação; *

em vós espero, ó Senhor, todos os dias!


–6 Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura *

e a vossa compaixão que são eternas!

–7 Não recordeis os meus pecados quando jovem, *

nem vos lembreis de minhas faltas e delitos!

– De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia *

e sois bondade sem limites, ó Senhor!


–8 O Senhor é piedade e retidão, *

e reconduz ao bom caminho os pecadores.

–9 Ele dirige os humildes na justiça, *

e aos pobres ele ensina o seu caminho.


–10 Verdade e amor são os caminhos do Senhor *

para quem guarda sua Aliança e seus preceitos.

–11 Ó Senhor, por vosso nome e vossa honra, *

perdoai os meus pecados que são tantos!

Ant. Vossa verdade, ó Senhor, me oriente e me conduza.

Ant. 3 Voltai-vos para mim, tende piedade,

porque sou pobre, estou sozinho e infeliz!

II

–12 Qual é o homem que respeita o Senhor? *

Deus lhe ensina os caminhos a seguir.


–13 Será feliz e viverá na abundância, *

e os seus filhos herdarão a nova terra.

–14 O Senhor se torna íntimo aos que o temem *

e lhes dá a conhecer sua Aliança.


–15 Tenho os olhos sempre fitos no Senhor, *

pois ele tira os meus pés das armadilhas.

–16 Voltai-vos para mim, tende piedade, *

porque sou pobre, estou sozinho e infeliz!


–17 Aliviai meu coração de tanta angústia, *

e libertai-me das minhas aflições!

–18 Considerai minha miséria e sofrimento *

e concedei vosso perdão aos meus pecados!


–19 Olhai meus inimigos que são muitos, *

e com que ódio violento eles me odeiam!

–20 Defendei a minha vida e libertai-me; *

em vós confio, que eu não seja envergonhado!


–21 Que a retidão e a inocência me protejam, *

pois em vós eu coloquei minha esperança!

–22 Libertai, ó Senhor Deus, a Israel *

de toda sua angústia e aflição!


Ant. Voltai-vos para mim, tende piedade,

porque sou pobre, estou sozinho e infeliz!


Leitura breve             Am 5,8


Aquele que fez as estrelas das Plêiades e o Órion e transforma as trevas em manhã e, de noite, escurece o dia, aquele que reúne as águas do mar e as derrama pela face da terra, seu nome é Senhor.

V. Diante dele vão a glória e a majestade,

R. E o seu templo, que beleza e esplendor!

Oração

Deus onipotente, em vós não há trevas nem escuridão; fazei que vossa luz resplandeça sobre nós e, acolhendo Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por Cristo, nosso Senhor.

Conclusão da Hora

V.Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.

https://liturgiadashoras.online/hora-sexta-de-quinta-feira-da-1a-semana-do-tempo-comum/

ANTIGO TESTAMENTO

PENTATEUCO

DEUTERONÔMIO

Precedente - Sucessivo

5

Princípios básicos da Aliança -* 1 Moisés convocou todo o Israel e disse: «Ouça, Israel, os estatutos e normas que hoje eu proclamo aos seus ouvidos, para que os aprendam e cuidem de praticar:

2 Javé nosso Deus fez uma aliança conosco no Horeb. 3 Javé não fez essa aliança com nossos antepassados, mas conosco, que hoje aqui estamos, todos vivos. 4 Javé falou com vocês, face a face, sobre a montanha, do meio do fogo. 5 Eu estava entre Javé e vocês, para lhes anunciar a palavra de Javé, pois vocês ficaram com medo do fogo e não subiram à montanha. Javé então me falou:

6 ‘Eu sou Javé seu Deus, que o tirou da terra do Egito, da casa da escravidão.

7 Não tenha outros deuses diante de mim. 8 Não faça ídolos para você, nenhuma representação do que existe no céu, na terra ou nas águas que estão debaixo da terra. 9 Não se prostre diante desses deuses, nem os sirva, porque eu, Javé seu Deus, sou um Deus ciumento: quando me odeiam, eu castigo a culpa dos pais em seus filhos, netos e bisnetos; 10 e trato com amor, por mil gerações, quando me amam e guardam os meus mandamentos.

11 Não pronuncie em vão o nome de Javé seu Deus, porque Javé não deixará sem punição aquele que pronunciar o seu nome em vão.

12 Observe o dia de sábado, para santificá-lo, como ordenou Javé seu Deus. 13 Trabalhe durante seis dias e faça todas as suas tarefas. 14 O sétimo dia, porém, é o sábado de Javé seu Deus. Não faça trabalho nenhum, nem você, nem seu filho, nem sua filha, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem qualquer um de seus animais, nem o imigrante que vive em suas cidades. Desse modo, seu escravo e sua escrava poderão repousar como você. 15 Lembre-se: você foi escravo na terra do Egito, e Javé seu Deus o tirou de lá com mão forte e braço estendido. É por isso que Javé seu Deus ordenou que você guardasse o dia de sábado.

16 Honre seu pai e sua mãe, como Javé seu Deus lhe ordenou, para que sua vida se prolongue e tudo corra bem para você na terra que Javé seu Deus agora lhe dá.

17 Não mate.

18 Não cometa adultério.

19 Não roube.

20 Não dê falso testemunho contra seu próximo.

21 Não cobice a mulher do seu próximo, nem deseje para você a casa do seu próximo, nem o campo, nem o escravo, nem a escrava, nem o boi, nem o jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo’.

22 Foram essas as palavras que Javé dirigiu em alta voz a toda a assembléia de vocês reunida no monte, do meio do fogo, em meio a trevas, nuvens e escuridão. Sem nada acrescentar, Javé as gravou sobre duas tábuas de pedra e as entregou a mim.

Renovação da Aliança -* 23 Quando vocês ouviram a voz que vinha do meio das trevas, enquanto a montanha ardia em fogo, vocês todos, chefes das tribos e anciãos, se aproximaram de mim 24 e disseram: ‘Javé nosso Deus mostrou-nos a sua glória e grandeza, e nós ouvimos a sua voz do meio do fogo. Hoje vimos que Deus pode falar ao homem, sem que este morra. 25 E agora, por que iríamos morrer? Esse fogo pode nos devorar! Se continuarmos a ouvir a voz de Javé nosso Deus nós vamos morrer. 26 De fato, qual é o mortal capaz de ouvir como nós a voz do Deus vivo falando do meio do fogo, e ainda continuar vivo? 27 Aproxime-se você, e ouça tudo o que Javé nosso Deus vai dizer. Depois você nos comunicará tudo o que Javé nosso Deus falar a você: nós ouviremos e colocaremos em prática’.

28 Javé ouviu o que vocês me falaram e me disse: ‘Escutei o que esse povo falou a você. Ele tem razão. 29 Tomara que conserve sempre essa atitude, para me temer e observar continuamente todos os meus mandamentos, de modo que tudo corra bem para ele e seus filhos para sempre. 30 Vá e diga-lhes: Voltem para suas tendas. 31 Quanto a você, fique aqui comigo, para que eu lhe comunique todos os mandamentos, estatutos e normas que você ensinará a eles a fim de que os pratiquem na terra cuja posse eu lhes darei’.

A obediência que leva à vida -* 32 Portanto, procurem agir de acordo com todas as coisas que Javé seu Deus lhes manda. Não se desviem nem para a direita nem para a esquerda. 33 Sigam o caminho que Javé seu Deus lhes ordenou, para que vivam, sejam felizes e prolonguem a vida na terra que irão ocupar.

* 5,1-22: Cf. nota em Ex 20,1-21. Note-se que o texto do Deuteronômio frisa uma atualização contínua da Aliança (v. 2). O 3º mandamento (vv. 12-15) tem motivação social: Israel já experimentou a escravidão; por isso, o repouso do sábado torna-se uma comemoração semanal da libertação. Além do mais, esse mandamento impulsiona para uma relação social igualitária: «Desse modo, seu escravo e sua escrava poderão repousar como você». O 9º e o 10º mandamentos aparecem bem distintos, pois o Deuteronômio usa dois verbos diferentes (cobiçar e desejar) para distinguir entre a mulher e as coisas pertencentes ao próximo. Acrescentando o campo como objeto de desejo, o texto condena um sistema econômico no qual o camponês pobre, e talvez endividado, acaba perdendo seu meio de subsistência.

* 23-31: O livro do Deuteronômio («estatutos e normas»), escrito basicamente no séc. VIII a.C., é idealizado como o texto de uma renovação da aliança, feita em Moab, antes de Israel entrar na terra de Canaã. O texto se apresenta com autoridade porque provém de Deus, através de Moisés. Desse modo, todas as leis do Deuteronômio são apresentadas com o mesmo valor do Decálogo.

* 5,32-6,3: As leis a seguir (Dt 12-26) são apresentadas como vontade de Javé; é ele quem dirige o povo. Este, levando-as à prática, poderá organizar uma sociedade justa e prolongar sua vida na terra que Deus lhe dá.

https://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_P4P.HTM

ANTIGO TESTAMENTO

PENTATEUCO

DEUTERONÔMIO

Precedente - Sucessivo

6

1 São estes os mandamentos, estatutos e normas que Javé seu Deus mandou ensinar a vocês, para que os coloquem em prática ali na terra onde vão entrar a fim de tomarem posse. 2 Tema a Javé seu Deus, e observe todos os seus estatutos e mandamentos que hoje eu ordeno a você, a seu filho e a seu neto, durante todos os dias de sua vida, para que sua vida se prolongue. 3 Portanto, Israel, ouça e procure colocar em prática o que será bom para você e que o multiplicará muito, como Javé, o Deus de seus antepassados, lhe disse ao entregar a você uma terra onde corre leite e mel.

O amor é a tarefa da vida -* 4 Ouça, Israel! Javé nosso Deus é o único Javé. 5 Portanto, ame a Javé seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua força. 6 Que estas palavras, que hoje eu lhe ordeno, estejam em seu coração. 7 Você as inculcará em seus filhos, e delas falará sentado em sua casa e andando em seu caminho, estando deitado e de pé. 8 Você também as amarrará em sua mão como sinal, e elas serão como faixa entre seus olhos. 9 Você as escreverá nos batentes de sua casa e nas portas da cidade.

Não se esqueça de Javé -* 10 Quando Javé seu Deus o introduzir na terra que jurou a seus antepassados Abraão, Isaac e Jacó, que daria a você, com cidades grandes e ricas que você não construiu, 11 casas cheias de riquezas que você não encheu, poços abertos que você não cavou, vinhas e olivais que você não plantou; quando você comer e ficar satisfeito, 12 preste atenção a si mesmo: não se esqueça de Javé, que tirou você do Egito, da casa da escravidão. 13 É a Javé seu Deus que você temerá; sirva a ele e jure pelo seu nome.

14 Não sigam deuses estrangeiros, deuses de povos vizinhos, 15 porque Javé seu Deus é um Deus ciumento que mora no meio de você. A cólera de Javé seu Deus se inflamaria contra você, e ele o exterminaria da face da terra. 16 Não tentem a Javé seu Deus, como vocês o tentaram em Massa. 17 Observem cuidadosamente os mandamentos de Javé seu Deus, e também os testemunhos e estatutos que ele ordenou a você. 18 Faça o que é correto e bom aos olhos de Javé, para que tudo corra bem, e você chegue a tomar posse da terra boa que Javé prometeu a seus antepassados, 19 expulsando de sua frente todos os seus inimigos. Foi isso que Javé prometeu.

Educar para a justiça -* 20 Amanhã seu filho vai lhe perguntar: ‘O que significam esses testemunhos, estatutos e normas que Javé nosso Deus ordenou a vocês?’ 21‘ Então você responderá a seu filho: ‘Nós éramos escravos do Faraó no Egito, mas Javé nos tirou do Egito com mão forte. 22 Diante dos nossos olhos Javé realizou sinais e prodígios grandes e terríveis contra o Egito, contra o Faraó e toda a sua corte. 23 Quanto a nós, porém, ele nos tirou de lá para nos introduzir aqui e nos dar a terra que havia prometido a nossos antepassados. 24 Javé, então, nos ordenou cumprir todos esses estatutos, temendo a Javé nosso Deus, para que sempre tudo nos corra bem e para nos dar a vida, como hoje se vê. 25 Esta será a nossa justiça: cuidarmos de colocar em prática todos esses mandamentos diante de Javé nosso Deus, conforme ele nos ordenou’.

* 4-9: Estes versículos são o núcleo fundamental da teologia do Deuteronômio. Javé é o único Deus. Portanto, a vida do homem também deve ser única, expressando uma resposta de adoração ao único Deus. Tal resposta é um amor total, que penetra e informa a consciência (coração), o ser (alma) e a ação (força). Esse amor total deve ser interiorizado, tornando-se a base da consciência (coração). Deve constituir o objeto primeiro e contínuo de toda a educação (inculcar nos filhos), em todas as situações (sentado, andando, deitado, de pé). O amor é que dirige a ação (mãos) e as intenções (faixa entre os olhos). Deve ser vivido na família (batentes da casa) e na sociedade (portas da cidade). Mais do que leis, o Deuteronômio procura mostrar como deve ser a vida: uma resposta de amor a Deus, que se expressa em todas as relações humanas.

* 10-19: O grande risco da prosperidade é o fato de que ela pode vir acompanhada de um espírito de auto-suficiência que leva a esquecer Javé, o único Deus que liberta da escravidão. Essa auto-suficiência produz a idolatria, mãe de novas escravidões. Javé é o Deus que suscita liberdade e vida. Por isso, só a ele o povo deve reconhecer como Deus (temor), adorando-o com sua própria vida (servir) e tomando-o como garantia de relações humanas autênticas (jurar pelo nome de Javé). Tentar a Deus é ter a ousadia de pedir a ele provas e sinais contrários ao seu projeto de liberdade e vida para todos.

* 20-25: O texto nos mostra que a família é o lugar privilegiado da catequese, e que educação humana e educação na fé são inseparáveis. O centro dessa educação é transmitir uma consciência histórica: a experiência do Deus que liberta e dá a vida. O povo concretiza tal experiência numa legislação (testemunhos, estatutos e normas - Dt 12-26). Essa legislação visa a sustentar a prática da justiça, a fim de manter uma vida social na liberdade e na dignidade.


Índice | Ajuda | Palavras: Alfabética - Freqüência - Invertidas - Tamanho - Estatísticas | Biblioteca IntraText | Èulogos

IntraText® (V7n) © 1996-2002 Èulogos

Copyright Èulogos / Paulus © 2002

https://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_P4Q.HTM


ANTIGO TESTAMENTO

LIVROS SAPIENCIAIS

SALMOS

Precedente - Sucessivo

SALMO 149 *

Celebração da grande vitória

1*       Aleluia!

Cantem para Javé um cântico novo! Cantem seu louvor na assembléia dos fiéis!

2         Alegre-se Israel com o seu Criador, os filhos de Sião festejem o seu Rei!

3*       Louvem o seu nome com danças, toquem para ele cítara e tambor!

4         Sim! Porque Javé ama o seu povo, e enfeita os pobres com vitória!

5*       Que os fiéis festejem a glória dele, e, em filas, cantem jubilosos.

6         Com exaltações para Deus na garganta, e nas mãos espadas de dois gumes,

7         para tomar vingança dos povos, e aplicar o castigo às nações,

8         para prender seus reis com algemas, e seus nobres com grilhões de ferro.

9         Cumprir neles a sentença prescrita é uma honra para todos os seus fiéis!

Aleluia!

* Sl 149: Hino de louvor celebrando a vitória de Deus e do seu povo.

* 1-2: O cântico novo é a proclamação da libertação definitiva, que se vai construindo pouco a pouco na história.

* 3-4: O motivo central é amor de Deus por seu povo, dando a vitória aos pobres.

* 5-9: Acompanhando o canto, uma encenação com dança e espadas celebra o grande julgamento. A suprema função do povo é proclamar a vitória do seu Deus sobre todos os poderosos deste mundo.

Precedente - Sucessivo

Índice | Ajuda | Palavras: Alfabética - Freqüência - Invertidas - Tamanho - Estatísticas | Biblioteca IntraText | Èulogos

IntraText® (V7n) © 1996-2002 Èulogos

Copyright Èulogos / Paulus © 2002

https://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PJW.HTM


quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Vésperas de Quinta-feira após a Solenidade da Epifania do Senhor

jan 9, 2025 - Kétsia Araújo em Horas Canônicas


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Socorrei-me sem demora.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino

Por que, Herodes, temes

chegar o Rei que é Deus?

Não rouba aos reis da terra

quem reinos dá nos céus.


Os Magos, ei-los vindo,

buscar na Luz a luz;

a estrela vão seguindo

que ao Rei dos reis conduz.


Nas águas é lavado

o celestial Cordeiro;

O que não tem pecado

nos lava em si primeiro.


As águas, ó prodígio,

já ficam cor d’aurora,

não deixam mais vestígio,

pois jorram vinho agora.


Louvor ao que aparece

aos povos em Belém,

unido ao Pai e ao Espírito

eternamente. Amém.


Salmodia

Ant. 1 Fiz de ti uma luz para as nações:levarás a salvação a toda a terra.

Salmo 71(72)

O poder régio do Messias

Abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mira (Mt 2,11).

I

–1 Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, *

vossa justiça ao descendente da realeza!

–2 Com justiça ele governe o vosso povo, *

com eqüidade ele julgue os vossos pobres.


–3 Das montanhas venha a paz a todo o povo, *

e desça das colinas a justiça!

=4 Este Rei defenderá os que são pobres, †

os filhos dos humildes salvará, *

e por terra abaterá os opressores!


–5 Tanto tempo quanto o sol há de viver, *

quanto a lua através das gerações!

–6 Virá do alto, como o orvalho sobre a relva, *

como a chuva que irriga toda a terra.


–7 Nos seus dias a justiça florirá *

e grande paz, até que a lua perca o brilho!

–8 De mar a mar estenderá o seu domínio, *

e desde o rio até os confins de toda a terra!


–9 Seus inimigos vão curvar-se diante dele, *

vão lamber o pó da terra os seus rivais.

–10 Os reis de Társis e das ilhas hão de vir *

e oferecer-lhes seus presentes e seus dons;


– e também os reis de Seba e de Sabá *

hão de trazer-lhe oferendas e tributos.

–11 Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, *

e todas as nações hão de servi-lo.


– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.


Ant. Fiz de ti uma luz para as nações:

levarás a salvação a toda a terra.


Ant. 2 O Senhor fará justiça para os pobres

e os salvará da violência e opressão.

II

–12 Libertará o indigente que suplica, *

e o pobre ao qual ninguém quer ajudar.

–13 Terá pena do indigente e do infeliz, *

e a vida dos humildes salvará.


–14 Há de livrá-los da violência e opressão, *

pois vale muito o sangue deles a seus olhos!

=15 Que ele viva e tenha o ouro de Sabá! †

Hão de rezar também por ele sem cessar, *

bendizê-lo e honrá-lo cada dia.


–16 Haverá grande fartura sobre a terra, *

até mesmo no mais alto das montanhas;

– as colheitas florirão como no Líbano, *

tão abundantes como a erva pelos campos!


–17 Seja bendito o seu nome para sempre! *

E que dure como o sol sua memória!

– Todos os povos serão nele abençoados, *

todas as gentes cantarão o seu louvor!


–18 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *

porque só ele realiza maravilhas!

–19 Bendito seja o seu nome glorioso! *

Bendito seja eternamente! Amém, amém!


Ant. O Senhor fará justiça para os pobres

e os salvará da violência e opressão.


Ant. 3 Chegou agora a salvação e o reino do Senhor.


Cântico Ap 11,17-18; 12,10b-12a


O julgamento de Deus


–11,17 Graças vos damos, Senhor Deus onipotente, *

a Vós que sois, a Vós que éreis e sereis,

– porque assumistes o poder que vos pertence, *

e enfim tomastes posse como rei!


(R. Nós vos damos graças, nosso Deus!)


= 18As nações se enfureceram revoltadas, †

mas chegou a vossa ira contra elas *

e o tempo de julgar vivos e mortos,

= e de dar a recompensa aos vossos servos, †

aos profetas e aos que temem vosso nome, *

aos santos, aos pequenos e aos grandes. (R.)


=12,10 Chegou agora a salvação e o poder †

a realeza do Senhor e nosso Deus, *

e o domínio de seu Cristo, seu Ungido.

– Pois foi expulso o delator que acusava *

nossos irmãos, dia e noite, junto a Deus. (R.)


= 11 Mas o venceram pelo sangue do Cordeiro †

e o testemunho que eles deram da Palavra, *

pois desprezaram sua vida até à morte.

– 12 Por isso, ó céus, cantai alegres e exultai *

e vós todos os que neles habitais! (R.)


Ant. Chegou agora a salvação e o reino do Senhor.


Leitura breve             1Jo 1,5b.7

 Deus é luz e nele não há trevas. Se andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo o pecado.

Responsório breve


R. Todos os povos 

* Serão nele abençoados. R. Todos os povos.

V. Todas as gentes cantarão o seu louvor. * Serão nele.

Glória ao Pai. R. Todos os povos.


CÂNTICO EVANGÉLICO (MAGNIFICAT) Lc1,46-55

Ant. Virão todos de Sabá a trazer incenso e ouro e a cantar os seus louvores. Aleluia.

A alegria da alma no Senhor


–46 A minha alma engrandece ao Senhor *

47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,

–48 pois ele viu a pequenez de sua serva, *

desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.


–49 O Poderoso fez por mim maravilhas *

e Santo é o seu nome!

–50 Seu amor, de geração em geração, *

chega a todos que o respeitam.


–51 Demonstrou o poder de seu braço, *

dispersou os orgulhosos.

–52 Derrubou os poderosos de seus tronos *

e os humildes exaltou.


–53 De bens saciou os famintos, *

e despediu, sem nada, os ricos.

–54 Acolheu Israel, seu servidor, *

fiel ao seu amor,


–55 como havia prometido aos nossos pais, *

em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.


– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.


Ant. Virão todos de Sabá a trazer incenso e ouro e a cantar os seus louvores. Aleluia.


Preces

Unidos na oração com todos os nossos irmãos e irmãs, bendigamos a Deus; e peçamos:

 

R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia!

 

Pai santo, nós vos pedimos por aqueles que vos conhecem apenas pela luz da razão,

– para que sejam também enriquecidos com a luz do Evangelho. R.

 

Olhai com bondade para todos aqueles que, fora da Igreja, procuram libertar-se das angústias da condição humana,

– para que encontrem em Cristo o caminho, a verdade e a vida. R.

 

Vinde ajudar aqueles que praticam com sinceridade sua própria religião,

– e conduzi-os à admirável luz de Cristo, vosso Filho. R.

 

Purificai continuamente os corações de vossos fiéis,

– para que vos conheçam cada vez melhor. R.

 (intenções livres)

 

Manifestai a  vossa misericórdia para com nossos irmãos e irmãs falecidos,

– e recebei-os na glória de vossos eleitos. R.


Pai nosso…


Oração

Ó Deus, pelo nascimento do vosso Filho, a aurora do vosso dia eterno despontou sobre todas as nações. Concedei ao vosso povo conhecer a fulgurante glória do seu Redentor e por ele chegar à luz que não se extingue. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

O Senhor nos abençoe,

nos livre de todo o mal

e nos conduza à vida eterna. Amém.

https://liturgiadashoras.online/vesperas-de-quinta-feira-apos-a-solenidade-da-epifania-do-senhor/

Meditação diária

9 de Janeiro, 2025

Féria do Tempo do Natal

Ele me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres. (Evangelho)

E aos ricos? Há ricos muito boas pessoas. Li nos jornais sobre um que dá aos trabalhadores todo o lucro da sua empresa. Só que os pobres, normalmente, são menos considerados e não se conseguem proteger tanto. Um rico pode comprar cuidados médicos dos melhores, enquanto um pobre fica meses à espera de consultas, operações, etc. Daí que Jesus chame a nossa atenção para os pobres. Mas tinha amigos ricos e era ajudado economicamente por mulheres ricas. Hoje peçamos pelos ricos que conhecemos.

1 Jo 4, 19 – 5, 4 / Slm 71 (72), 2.14. 15bc.17 / Lc 4, 14-22

https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao_diaria/

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025