“Gastar em armas suja a alma”
O
Papa Francisco recebeu em audiência esta segunda-feira na Sala
Clementina, no Vaticano, sessenta membros da organização italiana de
voluntariado "Eu tive sede", que completa este ano dez anos de fundação.
Fundada
em 2012, em Modena, a organização realiza projetos humanitários em
várias áreas do mundo e eventos culturais e sociais de conscientização
no território italiano.
“O acesso à água, especialmente água
potável e limpa, é agora um ponto crítico para o presente e o futuro
próximo da família humana. É uma questão prioritária para a vida do
planeta e para a paz entre os povos. Isso diz respeito a todos”, disse o
Papa.
No entanto, no mundo, especialmente na África, constatou
Francisco, existem populações que sofrem mais do que outras com a falta
de acesso a esse bem primário.
"Por que entrar em guerra por
causa de conflitos que devemos resolver conversando como homens? Por que
não unir nossas forças e nossos recursos para combater juntos as
verdadeiras batalhas da civilização: a luta contra a fome e a sede; a
luta contra doenças e epidemias; a luta contra a pobreza e a escravidão
de hoje. Por quê?", questionou o Pontífice, afirmando que gastar com
armas significa tirar de quem precisa.
Isso é um escândalo: os
gastos com armas. Quanto se gasta em armas: é terrível! Não sei qual
porcentagem do PIB, não sei, não tenho o valor exato, mas é uma
porcentagem alta. Gasta-se com armas para fazer guerras, não só esta que
é gravíssima e estamos vivendo agora, e a sentimos mais porque está
mais perto, mas na África, no Oriente Médio, na Ásia, as guerras,
continuam. Isso é grave. É grave. Criar a consciência de que gastar em
armas suja a alma, suja o coração, suja a humanidade.
"Para que
serve comprometermo-nos todos juntos, solenemente, a nível
internacional, nas campanhas contra a pobreza, contra a fome, contra a
degradação do planeta, se voltamos então ao velho vício da guerra, à
velha estratégia do poder dos armamentos, que leva tudo e todos para
trás?", perguntou ainda Francisco. "A guerra é um retrocesso.”
Amanhã, 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água.
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"O
Papa Francisco convidou os bispos de todo o mundo e seus sacerdotes a
se unirem a ele na oração pela paz e na consagração e entrega da Rússia e
da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria." Foi o que confirmou o
diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.
O Papa
pronunciará a oração na tarde de sexta-feira, 25 de março, festa da
Anunciação, na Basílica de São Pedro, durante a celebração da Penitência
às 17h locais (13h no. O mesmo ato, no mesmo dia, será, portanto,
realizado por todos os bispos do mundo. O cardeal Konrad Krajewski,
esmoleiro pontifício, irá realizá-lo em Fátima como enviado do Papa.
Na
aparição de 13 de julho de 1917 em Fátima, Nossa Senhora havia pedido a
consagração da Rússia a seu Imaculado Coração, afirmando que, se este
pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia "seus erros pelo mundo,
promovendo guerras e perseguições à Igreja". Os bons, acrescentou,
"serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão
destruídas".
Após as aparições de Fátima houve vários atos de
consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII consagrou o mundo
inteiro em 31 de outubro de 1942 e em 7 de julho de 1952 consagrou
especificamente a Rússia ao Imaculado Coração de Maria com a Carta
Apostólica Sacro vergente anno, diante da difícil situação dos cristãos
forçados a viver em um regime ateu.
Paulo VI em 1964 e João Paulo
II em 1981, 1982 e 1984 renovaram esta consagração para toda a
humanidade. O Papa Wojtyla, referindo-se ao pedido de Nossa Senhora em
Fátima, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual
com todos os bispos do mundo, confiou ao Imaculado Coração de Maria
todos os povos e "de maneira especial... aqueles homens e nações que
necessitam, particularmente, desta entrega e desta consagração".
Em
junho de 2000, quando a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de
Fátima, o então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé,
arcebispo Tarcisio Bertone, salientou que a Irmã Lúcia havia
pessoalmente confirmado que o ato de consagração realizado por João
Paulo II em 1984 correspondia ao que Nossa Senhora havia pedido.
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