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segunda-feira, 21 de março de 2022

“Gastar em armas suja a alma”


O Papa Francisco recebeu em audiência esta segunda-feira na Sala Clementina, no Vaticano, sessenta membros da organização italiana de voluntariado "Eu tive sede", que completa este ano dez anos de fundação.


Fundada em 2012, em Modena, a organização realiza projetos humanitários em várias áreas do mundo e eventos culturais e sociais de conscientização no território italiano.

“O acesso à água, especialmente água potável e limpa, é agora um ponto crítico para o presente e o futuro próximo da família humana. É uma questão prioritária para a vida do planeta e para a paz entre os povos. Isso diz respeito a todos”, disse o Papa.

No entanto, no mundo, especialmente na África, constatou Francisco, existem populações que sofrem mais do que outras com a falta de acesso a esse bem primário.

"Por que entrar em guerra por causa de conflitos que devemos resolver conversando como homens? Por que não unir nossas forças e nossos recursos para combater juntos as verdadeiras batalhas da civilização: a luta contra a fome e a sede; a luta contra doenças e epidemias; a luta contra a pobreza e a escravidão de hoje. Por quê?", questionou o Pontífice, afirmando que gastar com armas significa tirar de quem precisa.


Isso é um escândalo: os gastos com armas. Quanto se gasta em armas: é terrível! Não sei qual porcentagem do PIB, não sei, não tenho o valor exato, mas é uma porcentagem alta. Gasta-se com armas para fazer guerras, não só esta que é gravíssima e estamos vivendo agora, e a sentimos mais porque está mais perto, mas na África, no Oriente Médio, na Ásia, as guerras, continuam. Isso é grave. É grave. Criar a consciência de que gastar em armas suja a alma, suja o coração, suja a humanidade.


"Para que serve comprometermo-nos todos juntos, solenemente, a nível internacional, nas campanhas contra a pobreza, contra a fome, contra a degradação do planeta, se voltamos então ao velho vício da guerra, à velha estratégia do poder dos armamentos, que leva tudo e todos para trás?", perguntou ainda Francisco. "A guerra é um retrocesso.”


Amanhã, 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água.
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 "O Papa Francisco convidou os bispos de todo o mundo e seus sacerdotes a se unirem a ele na oração pela paz e na consagração e entrega da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria." Foi o que confirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

O Papa pronunciará a oração na tarde de sexta-feira, 25 de março, festa da Anunciação, na Basílica de São Pedro, durante a celebração da Penitência às 17h locais (13h no. O mesmo ato, no mesmo dia, será, portanto, realizado por todos os bispos do mundo. O cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro pontifício, irá realizá-lo em Fátima como enviado do Papa.

Na aparição de 13 de julho de 1917 em Fátima, Nossa Senhora havia pedido a consagração da Rússia a seu Imaculado Coração, afirmando que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia "seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja". Os bons, acrescentou, "serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas".

Após as aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII consagrou o mundo inteiro em 31 de outubro de 1942 e em 7 de julho de 1952 consagrou especificamente a Rússia ao Imaculado Coração de Maria com a Carta Apostólica Sacro vergente anno, diante da difícil situação dos cristãos forçados a viver em um regime ateu.

Paulo VI em 1964 e João Paulo II em 1981, 1982 e 1984 renovaram esta consagração para toda a humanidade. O Papa Wojtyla, referindo-se ao pedido de Nossa Senhora em Fátima, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, confiou ao Imaculado Coração de Maria todos os povos e "de maneira especial... aqueles homens e nações que necessitam, particularmente, desta entrega e desta consagração".

Em junho de 2000, quando a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima, o então secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, arcebispo Tarcisio Bertone, salientou que a Irmã Lúcia havia pessoalmente confirmado que o ato de consagração realizado por João Paulo II em 1984 correspondia ao que Nossa Senhora havia pedido.
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