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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
O poema - Canção do Exílio
Gonçalves Dias
- Minha terra tem palmeiras,
- Onde canta o Sabiá;
- As aves, que aqui gorjeiam,
- Não gorjeiam como lá.
- Nosso céu tem mais estrelas,
- Nossas várzeas têm mais flores,
- Nossos bosques têm mais vida,
- Nossa vida mais amores.
- Em cismar – sozinho – à noite –
- Mais prazer encontro eu lá;
- Minha terra tem palmeiras;
- Onde canta o Sabiá.
- Minha terra tem primores,
- Que tais não encontro eu cá;
- Em cismar – sozinho – à noite –
- Mais prazer encontro eu lá;
- Minha terra tem palmeiras,
- Onde canta o Sabiá.
- Não permita Deus que eu morra,
- Sem que eu volte para lá;
- Sem que eu desfrute os primores
- Que não encontro por cá;
- Sem qu'inda aviste as palmeiras,
- Onde canta o Sabiá.
- https://pt.wikipedia.org
Meditação Diária
19 fev
Ter, 19 – Semana VI do Tempo Comum
Gen 6, 5-8; 7, 1-5.10 / Slm 28 (29), 1.2-4.9.10 / Mc 8, 14-21
O Senhor arrependeu-Se de ter feito o homem sobre a Terra. (1ª Leit.)
Deus arrependeu-Se de ter criado o homem. Deus purificou a Terra com água, destruiu a obra da sua criação e só deixou uma família para dar continuidade à humanidade. É uma família pura, acompanhada de animais puros e impuros. Todos os animais da Terra. Pensemos na linhagem que vem desde Noé, desde a humanidade renovada. Agradeçamos a Deus essa família de que descendemos. Espiritualmente.
Deus arrependeu-Se de ter criado o homem. Deus purificou a Terra com água, destruiu a obra da sua criação e só deixou uma família para dar continuidade à humanidade. É uma família pura, acompanhada de animais puros e impuros. Todos os animais da Terra. Pensemos na linhagem que vem desde Noé, desde a humanidade renovada. Agradeçamos a Deus essa família de que descendemos. Espiritualmente.
Oferecimento das Obras do Dia
Ofereço-Vos, ó meu Deus,em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.
https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/458
OSÉIAS - 2
Salvação
futura -* 1
Os filhos de Israel serão tão numerosos como os grãos de
areia do mar, grãos que ninguém pode medir nem calcular. E, então, onde lhes
diziam: «Vocês não são o meu povo», nesse mesmo lugar serão chamados «Filhos do
Deus vivo». 2 Os filhos de Judá se reunirão com os
filhos de Israel, nomearão para si um só chefe e se levantarão da terra, porque
será grande o dia de Jezrael. 3 Comecem a chamar
seus irmãos de «Povo-Meu» e suas irmãs de «Compadecida».
O
amor ferido -* 4
Processem a mãe de vocês, processem! Pois ela não é mais
minha esposa e eu não sou mais o seu marido. Que ela tire do rosto as suas
prostituições e de entre os seios o seu adultério. 5 Senão,
eu a deixarei completamente nua, como no dia em que nasceu; farei dela um
deserto, a transformarei em terra seca, farei que ela morra de sede. 6
Não terei compaixão de seus filhos, pois são filhos da prostituição. 7
A mãe deles se prostituiu e se desonrou aquela que os gerou. Ela dizia:
«Eu vou com meus amantes; eles me dão o meu pão e a minha água, a minha lã e o
meu linho, o meu vinho e o meu azeite». 8 Por isso,
vou fechar com espinheiros o seu caminho, vou cercá-lo com uma barreira para
que ela não encontre suas veredas. 9 Ela correrá
atrás de seus amantes sem poder alcançá-los; vai procurá-los, mas não os
encontrará. Então dirá: «Quero voltar para o meu primeiro marido; naquele tempo
eu era bem mais feliz do que agora». 10 Ela não
reconheceu que era eu quem lhe dava o trigo, o vinho e o azeite; quem lhe
multiplicava a prata e o ouro, que eram usados para fazer um ídolo. 11
Por isso, retomarei o meu trigo e o meu vinho na época da safra;
retomarei a minha lã e o meu linho que cobriam a sua nudez. 12
Porei a nu a sua vergonha ante os olhares de seus amantes. Desta vez
ninguém vai arrancá-la de minhas mãos. 13 Acabarei
com a sua alegria, com as suas festas e seus dias santos, com os seus sábados e
com as celebrações solenes. 14 Arrasarei sua
videira e sua figueira, das quais ela dizia: «Esta é a paga que recebi dos meus
amantes». Vou transformá-las em matagal, e as feras darão fim a elas. 15
Pedirei contas de quando ela oferecia incenso aos ídolos, de quando se
enfeitava de anel e colar para correr atrás de seus amantes e se esquecia de
mim - oráculo de Javé.
Um
amor renovado -* 16
Agora, sou eu que vou seduzi-la, vou levá-la ao deserto e
conquistar seu coração. 17 Aí eu lhe devolverei as
videiras, e o Vale da Desgraça se transformará em Porta da Esperança. Aí ela
vai me responder como nos dias de sua mocidade, como no dia em que saiu da
terra do Egito. 18 Nesse dia - oráculo de Javé -
você me chamará «Meu marido» e não mais «Meu ídolo». 19 Vou
tirar de seus lábios o nome dos ídolos, e esses nomes nunca mais serão
lembrados. 20 Nesse dia, farei em favor deles uma
aliança com as feras, com as aves do céu e com os répteis da terra. Eliminarei
da terra o arco, a espada e a guerra; e, então, vou fazê-los dormir em
segurança. 21 Eu me casarei com você para sempre,
me casarei com você na justiça e no direito, no amor e na ternura. 22
Eu me casarei com você na fidelidade e você conhecerá Javé. 23
Nesse dia - oráculo de Javé - eu responderei ao céu e o céu responderá à
terra; 24 a terra responderá ao trigo, ao vinho e
ao azeite e eles responderão a Jezrael. 25 Eu a
semearei na terra, terei compaixão da ‘Não-Compadecida’ e direi ao
‘Não-Meu-Povo’: «Você é o meu povo». E ele responderá: «Meu Deus».
-* 2,1-3:
Para neutralizar as maldições, os sacerdotes que compilaram os escritos
proféticos no pós-exílio mudaram o nome dos filhos, para mostrar que, após as
ameaças e castigos, vem a promessa da salvação e de vida. A Aliança é renovada
e os reinos de Judá e Israel, antes inimigos, agora se reúnem.
*
4-15:
Diante de um amor desprezado, a primeira atitude é relembrar os desmandos
cometidos pelo parceiro infiel. A infidelidade, aqui, se deve ao culto a Baal,
que era a divindade da natureza entre os cananeus; Javé é deixado de lado,
quando se trata de pedir a fertilidade da terra e reconhecer as grandes
colheitas. O profeta vê, então, na seca e nas más colheitas, o amor ferido de
Javé que castiga o povo infiel.
*
16-25:
A tentativa de esquecer a esposa é inútil: o amor é maior que a humilhação e
provoca a esperança de que ela mude de atitude. Quem sabe, tratando-a com
carinho, fazendo uma nova viagem de núpcias, ela reconheça seu erro e volte ao
verdadeiro amor, ao recordar os primeiros tempos de casamento. É o que Deus faz
com seu povo: relembra os tempos quando o libertou da escravidão do Egito,
fazendo com ele uma aliança no deserto; agora, mais uma vez, promete-lhe a paz
(v. 20) e a abundância (vv. 23-24) na terra da promessa (v. 25).
3
Um
amor posto à prova -* 1
Javé me disse: «Vá de novo e ame uma mulher que ama outro
homem e que é adúltera, da mesma forma como Javé ama os filhos de Israel,
apesar de irem eles atrás de outros deuses que apreciam bolos de uvas passas». 2
Então eu a comprei por quinze moedas de prata e uma carga e meia de
cevada, 3 e lhe disse: «Por um bom tempo você
ficará em sua casa para mim, sem se prostituir, sem relação com homem nenhum, e
eu farei a mesma coisa por você». 4 Porque os
filhos de Israel ficarão por muito tempo sem rei e sem chefe, sem sacrifícios e
sem monumentos sagrados, sem adivinhação e sem imagens de ídolos. 5
Depois, eles voltarão para procurar a Javé, o seu Deus, e Davi, o seu
rei. Tremendo, voltarão, nos dias futuros, a Javé e a seus bens.
*
3,1-5:
Este capítulo retoma a história do casamento de Oséias. Indica um tempo de
prova, para que a mulher demonstre seu amor e fidelidade. No nível simbólico, é
Javé submetendo à prova a fidelidade de seu povo: a monarquia desaparecerá
juntamente com os lugares de culto.
4
II.
PROCESSO CONTRA
UM POVO ADÚLTERO
Corrupção
geral -* 1
Ouçam a palavra de Javé, filhos de Israel! Javé abre um
processo contra os moradores do país, pois não há mais fidelidade, nem amor,
nem conhecimento de Deus no país. 2 Há juramento
falso e mentira, assassínio e roubo, adultério e violência; e sangue derramado
se ajunta a sangue derramado. 3 Por isso, a terra
geme e seus moradores desfalecem; as feras, aves do céu e até peixes do mar
estão desaparecendo.
Os
sacerdotes são os maiores culpados -* 4
Embora ninguém acuse, ninguém conteste, eu levanto
acusação contra você, sacerdote! 5 Você tropeça de
dia, o profeta tropeça com você de noite e você faz perecer a sua própria mãe. 6
O meu povo está morrendo por falta de conhecimento. Porque você rejeita o
conhecimento, eu também o rejeitarei como meu sacerdote; você esqueceu a lei do
seu Deus; eu também esquecerei os filhos de você. 7 Quanto
mais se multiplicaram, tanto mais pecaram contra mim; trocarei a boa fama deles
pela desonra. 8 Esses sacerdotes vivem do pecado do
meu povo e querem que o povo continue pecando. 9 Acontecerá
a mesma coisa ao povo e ao sacerdote: vou castigar a cada um por seu mau
procedimento, vou fazer cada um pagar por todos os seus atos; 10
comerão sem ficar satisfeitos, vão se dar à prostituição sem tirar nenhum
proveito, pois eles abandonaram Javé para entregar-se à prostituição.
O
povo se extravia -* 11
O vinho e o licor tiram a razão. 12 O
meu povo consulta um pedaço de madeira, e seu bastão lhe dá uma resposta,
porque um espírito de prostituição os extravia e eles se prostituem,
afastando-se do seu Deus. 13 Vivem oferecendo
sacrifícios no alto dos montes, queimando incenso sobre as colinas ou debaixo
de um carvalho, de um salgueiro ou de um terebinto, cuja sombra lhes agrade.
Por isso, as filhas de vocês se prostituem e as suas noras cometem adultério. 14
Eu não vou castigar suas filhas por se prostituírem, nem suas noras por
cometerem adultério, pois vocês mesmos andam com prostitutas e sacrificam com
as prostitutas sagradas. Um povo sem entendimento caminha para a perdição.
15
Se você se faz de prostituta, ó Israel, que não caia Judá
no mesmo pecado! Deixem de fazer romarias a Guilgal, não subam a Bet-Áven, não
jurem pela vida de Javé. 16 Se Israel é arisco como
uma novilha brava, como é que Javé irá guiá-lo como a um cordeiro em campo
aberto? 17 Efraim se aliou aos ídolos, 18
e se fez acompanhar de beberrões; entregaram-se à prostituição,
preferiram a desonra à dignidade. 19 Um furacão
levará tudo em suas asas e eles se envergonharão de seus sacrifícios.
* 4,1-9,9: Temos aqui uma série de oráculos de ameaça e denúncia, mostrando os crimes que comprovam a infidelidade de Israel à Aliança. O alvo principal são os responsáveis por essa infidelidade: sacerdotes, profetas e reis.
4,1-3:
Agora o profeta passa a denunciar as infidelidades de Israel. Tanto a terra
como seus habitantes sofrem as causas dessa «prostituição». E a base para a
denúncia do profeta é a violação do decálogo: matam, roubam, levantam falso
testemunho, cometem adultério, tomam o nome de Deus em vão.
*
4-10:
Em Israel, os sacerdotes têm dupla função: presidir ao culto e instruir o povo
segundo as normas da Aliança. Oséias os acusa de não instruir o povo, para que
este multiplique suas faltas e ofereça mais sacrifícios para se livrar de seus
pecados. Desse modo os sacerdotes acabam lucrando às custas da ignorância do
povo.
*
11-19:
Por falta de instrução (v. 14), o povo abandona o projeto de Javé para se
prostituir, isto é, para fazer aliança com ídolos, os falsos absolutos que
geram todo tipo de corrupção, levando o povo a perder a própria dignidade.
http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PT2.HTM
sábado, 16 de fevereiro de 2019
- NOVO TESTAMENTO
- ATOS DOS APÓSTOLOS
17
O
Evangelho ameaça o sistema
-* 1 Passando por Anfípolis e Apolônia,
Paulo e Silas chegaram a Tessalônica, onde os judeus tinham uma sinagoga. 2
Conforme seu costume, Paulo foi procurá-los e, por três sábados seguidos,
discutiu com eles. Partindo das Escrituras, 3 explicava
e demonstrava para eles que o Messias devia morrer e ressuscitar dos mortos. E
acrescentava: «O Messias é este Jesus que eu anuncio a vocês.» 4
Alguns judeus se convenceram disso e se uniram a Paulo e Silas, assim
como bom número de gregos que adoravam o Deus único, e não poucas mulheres da
alta sociedade. 5 Os judeus ficaram com inveja e
reuniram alguns indivíduos maus e vagabundos; e provocaram um tumulto, alvoroçando
a cidade. Alguns se apresentaram na casa de Jasão em busca de Paulo e Silas, a
fim de os levar à presença da assembléia do povo. 6 Não
encontrando Paulo e Silas, arrastaram Jasão e alguns irmãos diante das
autoridades; e gritavam: «Estes homens que estão transtornando o mundo inteiro,
chegaram agora aqui também, 7 e Jasão deu
hospedagem para eles. Todos eles vão contra a lei do Imperador, afirmando que
existe outro rei chamado Jesus.» 8 Ouvindo isso, a
multidão e as autoridades ficaram agitadas. 9 E
exigiram uma fiança por parte de Jasão e dos outros irmãos. Depois os soltaram.
10
Imediatamente, os irmãos fizeram Paulo e Silas partir de
noite para Beréia. Logo que aí chegaram, entraram na sinagoga dos judeus. 11
Estes eram mais abertos que os de Tessalônica, e acolheram a Palavra com
toda disponibilidade. Cada dia examinavam as Escrituras para ver se tudo era
mesmo assim. 12 Muitos deles abraçaram a fé e
também um número considerável de gregos, tanto mulheres de condição elevada
como muitos homens.
13
Mas, quando os judeus de Tessalônica ficaram sabendo que
Paulo anunciava a Palavra de Deus também em Beréia, foram lá para agitar e
confundir o povo. 14 Imediatamente os irmãos
fizeram Paulo partir para a costa, enquanto Silas e Timóteo permaneceram aí. 15
Os que acompanhavam Paulo o conduziram até Atenas. Depois, voltaram com
ordens para que Silas e Timóteo fossem encontrá-lo o mais depressa possível.
A
dinâmica da evangelização -* 16
Enquanto Paulo os esperava em Atenas, ficou revoltado ao
ver a cidade cheia de ídolos. 17 Por isso, discutia
na sinagoga com os judeus e pagãos que adoravam o Deus único. E todos os dias
discutia em praça pública com aqueles que ia encontrando. 18
Também alguns filósofos epicureus e estóicos começaram a conversar com
ele. Alguns diziam: «O que estará querendo dizer esse charlatão?» Outros
diziam: «Deve ser um pregador de divindades estrangeiras.» Porque Paulo
anunciava Jesus e a Ressurreição. 19 Tomando Paulo
consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: «Podemos saber qual é a nova doutrina
que você está expondo? 20 De fato, as coisas que
você diz soam estranhas para nós; queremos, portanto, saber do que se trata.» 21
Com efeito, todos os atenienses e os estrangeiros residentes passavam o tempo
a contar ou a ouvir as últimas novidades.
22
De pé, no meio do Areópago, Paulo disse: «Senhores de
Atenas, em tudo eu vejo que vocês são extremamente religiosos. 23
De fato, passando e observando os monumentos sagrados de vocês, encontrei
também um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem, esse Deus
que vocês adoram sem conhecer, é exatamente aquele que eu lhes anuncio. 24
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe. Sendo Senhor do céu e da
terra, ele não habita em santuários feitos por mãos humanas. 25
Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma
coisa; pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o mais. 26
De um só homem, ele fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face
da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua
habitação. 27 Assim fez, para que buscassem a Deus
e para ver se o descobririam, ainda que fosse às apalpadelas. Ele não está
longe de cada um de nós, 28 pois nele vivemos, nos
movemos e existimos, como alguns dentre os poetas de vocês disseram: ‘Somos da
raça do próprio Deus’. 29 Sendo, portanto, da raça
de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à
pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30 Mas
Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância, agora anuncia aos homens que
todos e em todo lugar se arrependam, 31 pois ele
estabeleceu um dia em que irá julgar o mundo com justiça, por meio do homem que
designou e creditou diante de todos, ressuscitando-o dos mortos.»
32
Quando ouviram falar de ressurreição dos mortos, alguns caçoavam
e outros diziam: «Nós ouviremos você falar disso em outra ocasião.» 33
A essa altura, Paulo saiu do meio deles. 34 Alguns,
porém, se uniram a ele e abraçaram a fé. Entre esses estava também Dionísio, o
areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e outros com eles.
*
17,1-15: Além de exercer considerável influência sobre o
povo, os judeus gozavam de tolerância por parte do poder romano. Eles atacam
por inveja, pois sentem que estão perdendo o prestígio entre o povo. De outro
lado, querem a todo custo diferenciar-se do fenômeno
cristão, com medo de atrairem sobre si a antipatia do poder romano (cf. Jo
11,47-50). Até o momento, os cristãos não tinham
manifestado claramente as implicações políticas do anúncio do Evangelho e,
principalmente, a crítica contra o absolutismo romano. Os judeus, a fim de
reprimir os cristãos, mostram essa incompatibilidade radical entre a proposta
do Evangelho e o sistema político dominante (v. 7; cf. Lc 23,2). Enquanto isso,
a comunidade relê o Antigo Testamento à luz do anúncio de Jesus e se organiza
para defender seus líderes.
* 16-34: A permanência de Paulo em Atenas serve de ocasião para Lucas mostrar a dinâmica do anúncio evangélico dentro de uma sociedade idolátrica e intelectualista. Primeiro, o missionário observa o ambiente, entrando em contato com o povo simples (praças públicas) e com as pessoas mais influentes (filósofos), e fazendo uma provocação. Interpelado, o missionário começa a explicitar o seu anúncio. É importante partir da observação da realidade: Paulo menciona a inscrição de um altar que ele viu (v. 23) e mostra que o Deus desconhecido é o Deus verdadeiro que dá a vida (vv. 23-28); depois cita um poeta conhecido (v. 28) para criticar a idolatria que aliena o homem (v. 29). O ápice do anúncio é o julgamento, isto é, a manifestação da verdade. O Deus vivo se manifestou em Jesus Cristo. Para ser da raça do Deus verdadeiro o homem deve confrontar-se com Jesus Cristo, reconhecendo o Deus verdadeiro (libertação da idolatria) e, assim, tornando-se homem verdadeiro (libertação da auto-suficiência e da alienação). O julgamento então se realiza: alguns rejeitam e se enrijecem na própria auto-suficiência (v. 32); outros aceitam e se convertem (v. 34).
* 16-34: A permanência de Paulo em Atenas serve de ocasião para Lucas mostrar a dinâmica do anúncio evangélico dentro de uma sociedade idolátrica e intelectualista. Primeiro, o missionário observa o ambiente, entrando em contato com o povo simples (praças públicas) e com as pessoas mais influentes (filósofos), e fazendo uma provocação. Interpelado, o missionário começa a explicitar o seu anúncio. É importante partir da observação da realidade: Paulo menciona a inscrição de um altar que ele viu (v. 23) e mostra que o Deus desconhecido é o Deus verdadeiro que dá a vida (vv. 23-28); depois cita um poeta conhecido (v. 28) para criticar a idolatria que aliena o homem (v. 29). O ápice do anúncio é o julgamento, isto é, a manifestação da verdade. O Deus vivo se manifestou em Jesus Cristo. Para ser da raça do Deus verdadeiro o homem deve confrontar-se com Jesus Cristo, reconhecendo o Deus verdadeiro (libertação da idolatria) e, assim, tornando-se homem verdadeiro (libertação da auto-suficiência e da alienação). O julgamento então se realiza: alguns rejeitam e se enrijecem na própria auto-suficiência (v. 32); outros aceitam e se convertem (v. 34).
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