5ª SEMANA COMUM
(verde – ofício do dia)
Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94,6s).
O mal não é obra de Deus, mas fruto da
escolha humana. O mal presente na sociedade, o qual impede o ouvir e o
falar, pode ser superado por palavras e gestos que transmitem a força do
bem.
Primeira Leitura: Gênesis 3,1-8
Leitura do livro do Gênesis – 1A
serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor
Deus tinha feito. Ela disse à mulher: “É verdade que Deus vos disse:
‘Não comereis de nenhuma das árvores do jardim’?” 2E a mulher respondeu à serpente: “Do fruto das árvores do jardim nós podemos comer. 3Mas
do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus nos disse: ‘Não
comais dele nem sequer o toqueis, do contrário morrereis’”. 4A serpente disse à mulher: “Não, vós não morrereis. 5Mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”. 6A
mulher viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os
olhos e desejável para obter conhecimento. E colheu um fruto, comeu e
deu também ao marido, que estava com ela, e ele comeu. 7Então, os olhos dos dois se abriram; e, vendo que estavam nus, teceram tangas para si com folhas de figueira. 8Quando
ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava pelo jardim à brisa da
tarde, Adão e sua mulher esconderam-se do Senhor Deus no meio das
árvores do jardim. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 31(32)
Feliz aquele cuja falta é perdoada!
- Feliz o homem que foi perdoado / e cuja falta já foi encoberta! / Feliz o homem a quem o Senhor † não olha mais como sendo culpado / e em cuja alma não há falsidade! – R.
- Eu confessei, afinal, meu pecado / e minha falta vos fiz conhecer. / Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” / E perdoastes, Senhor, minha falta. – R.
- Todo fiel pode, assim, invocar-vos / durante o tempo da angústia e aflição, / porque, ainda que irrompam as águas, / não poderão atingi-lo jamais. – R.
- Sois para mim proteção e refúgio; / na minha angústia me haveis de salvar / e envolvereis a minha alma no gozo / da salvação que me vem só de vós. – R.
Evangelho: Marcos 7,31-37
Aleluia, aleluia, aleluia.
Abri-nos, ó Senhor, o coração / para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14) – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus
afastou-se com o homem para fora da multidão; em seguida, colocou os
dedos nos seus ouvidos, cuspiu e, com a saliva, tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer “abre-te!” 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito
impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos
faz ouvir e aos mudos falar”. – Palavra da salvação.
Reflexão:
Jesus cura um surdo que não fala
normalmente. Na tradição profética, a surdez e a cegueira são figuras da
resistência à mensagem de Deus. Com ritual carregado de simbologia,
Jesus prepara o enfermo para a cura: toca-lhe os ouvidos com os dedos e a
língua com a saliva, ergue os olhos para o céu, suspira profundamente e
ordena ao doente que se abra à cura. Pode-se interpretar o episódio em
chave batismal: o pagão torna-se, no batismo, uma nova criatura,
mediante a intervenção de Jesus que lhe abre os ouvidos e lhe solta a
língua para que escute, viva e faça ressoar para os outros a Palavra de
Deus. Pela Palavra criadora (referência a Gênesis 1), Jesus faz
resplandecer a glória de Deus: os que testemunharam o fato “estavam
muito maravilhados, e diziam: ‘ele fez bem todas as coisas’” .
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