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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

 

 Odiar o próximo como a ti mesmo...

Ódio é uma palavra que vem do latim (odium, -ii), que se traduz por aversão, ressentimento, vontade, animosidade, irritação, desagrado, insolência. É um substantivo masculino, um sentimento geralmente motivado por antipatia, ofensa ou raiva (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa).

Este sentimento é tão antigo quanto o mundo. Sempre esteve presente na humanidade e serviu para direcionar grandes momentos da história. Contribuiu para guerras, invasões, colonizações, impôs violentamente a soberania nos povos e continua sendo alimentado em todos os departamentos públicos. Onde as pessoas estão, sempre haverá em maior ou menor grau a linha do ódio.

É notório que essa “cultura” vem se espalhando, graças ao poder dos meios de comunicação que trazem à tona as mais horríveis e escandalosas formas de aversão e antipatia. O chamado “discurso do ódio” se difunde rapidamente e é acolhido com naturalidade pelos simpatizantes dessa forma descabida de relacionamento social. Neste caso os iguais se atraem e formam seus núcleos de destruição, impulsionados pelo medo e pelo autoritarismo que não dialoga porque não possui argumentos palpáveis para iniciar uma mudança de mentalidade.

O ódio provém de uma baixa estima que tenta reforçar a superioridade manipulando o outro e agredindo sua integridade. É sábio o dito: “a boca fala daquilo que o coração está cheio” ou “cada um o que possui”. O que se nas mídias sociais e em qualquer espaço, é que as pessoas estão realmente desorientadas em seus sentimentos e pensam que podem destilar seu fel ao próximo. O veneno do ódio é mortal e uma vez lançado causa total estrago trazendo sofrimento e vingança.

A máxima cristã do amor ao próximo tem se transformado em ódio ao próximo. E neste chão pisam aqueles que deveriam ser os primeiros a se policiar sem deixar que seus ressentimentos comandassem essa onda de desequilíbrio fruto da total negação de si. Quem foge de seus sentimentos e alimenta seus monstros torna-se diabólico. O ódio tem poder de atração e alienação. Basta olhar para nossa sociedade atual e verificar o que ele tem edificado. Garanto que nada de bom pode vir de um coração amargurado, ressentido, raivoso. Neste meio não vencedores, somente destruidores fanáticos que pensam que o discurso de ódio traz algum benefício. Na verdade, são seres errantes, desprezados por si mesmos que projetam sua podridão em vidas indefesas. São a comida dos porcos da qual fala a narrativa evangélica do Filho Pródigo.

Contra essa cultura vigente, nós cristãos e toda a sociedade que acredita na vida, devemos combater com aquele sentimento que nos exalta, o amor que gera autoestima e nos move para o bem. É incoerente defender e aplaudir pessoas movidas pelo ódio. E aqui, faço um apelo para que os cristãos católicos, tenham consciência crítica em relação ao que ouvem, veem e falam para não serem cumplices daqueles que se escondem atrás de ideologias macabras. Eu creio na lei do retorno, faça o bem e terá o bem, odeie e terá em dobro o ódio do mundo. É urgente lapidar os sentimentos.

Paz e bênçãos!

Pe. Nilton Cesar Boni cmf

 https://www.ekflori.com.br/post/odiar-o-pr%C3%B3ximo-como-a-ti-mesmo



terça-feira, 12 de outubro de 2021



Intercede por mim, Mãe!

Mãe, preciso de ti, intercede por mim!
Estou sentindo que minhas forças estão se acabando.
Meus dias estão pesados, meu ânimo se esvai.
Mãe, intercede por mim!
Tantos clamores, tantos pedidos de ajuda.
Teus estão filhos doentes, descrentes, carentes.
Vejo pessoas perambulando sem rumo.
Mãe, intercede por mim!
Parece que a festa da existência está em crise.
Aquela voz de esperança está longe.
Muitos pedem para que eu os socorra nas aflições.
Querem respostas e me vem apenas o silêncio.
Mãe, intercede por mim!
Intercede para que eu também suplique por eles.
Como nas bodas de Caná, mostrai-me a luz.
Sei que Ele está bem perto, enchendo os vasos.
É o sinal da graça que continuará a alegria.
É desta certeza que eu preciso.
Intercede por mim, Mãe!
Que a hora da incerteza seja uma estrela de fé.
Que a melancolia encontre o Cristo passante.
E a água transformada em vinho alimente minha eternidade.
Mãe, intercede, suplica, ore por mim!
Que eu tire das talhas enriquecidas pelo Evangelho
um novo sentido para seguir o Mestre e “fazer o que Ele disser”.
Mais uma vez, Mãe, hoje e sempre intercede por mim! 


Pe. Nilton Cesar Boni cmf