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SALMO 82
(81) *
Deus
adverte as autoridades
* Sl 82: Oração coletiva de súplica, denunciando a corrupção dos juízes e governantes.
* 1-5: As autoridades são chamadas de «deuses», porque exercem uma função que, por natureza, pertence unicamente a Deus: realizar a justiça. E justiça consiste em proteger e defender os indefesos, libertando os pobres e fracos, que são a maioria do povo, frente a quem os explora e oprime. Porém, quando as autoridades pervertem a sua função, usando do poder para legitimar e promover a injustiça, então a sociedade se transforma em caos, falsamente apresentado como ordem.
* 6-7: Advertência: Deus lembra a esses poderosos que eles participam da mesma condição humana, embora exerçam função que por natureza pertence a Deus. Também eles devem estar submetidos à vontade de Deus e não acima ou contra ela. Deus é implacável com aqueles que lhe pervertem o projeto.
* 8: Em meio ao caos produzido pelos injustos, o povo suplica a Deus que entre em ação, pois o Senhor da história, e só ele, poderá fazer que a justiça triunfe.
SALMO 83
(82) *
Ó
Deus, não te cales!
* Sl 83: Oração coletiva de súplica, diante da ameaça militar de povos vizinhos.
* 2-9: Súplica veemente, motivando Deus a agir frente ao perigo de nações inimigas que ameaçam o seu povo. São inimigas do próprio Deus, pois é plano delas aniquilar o projeto dele, do qual Israel é guardião e portador.
* 10-13: Recorda-se o tempo difícil das lutas contra as cidades-estado cananéias, relatadas no livro dos Juízes. A terra de Israel é herança de Deus para seu povo.
* 14-19: A súplica não pede a destruição pura e simples do opressor, mas visa à libertação e a uma chance para que os opressores reconheçam que Deus é o Senhor da história.
SALMO 84
(83) *
A casa de
Deus é casa do povo
11* Sim,
mais vale um dia em teus átrios, do que milhares em minha casa. Prefiro o
umbral da casa de Deus do que habitar na tenda dos injustos.
12 Porque
Javé é sol e escudo, Deus concede graça e glória. Javé não recusa nenhum bem
aos que andam na integridade.
* Sl 84: Hino a Jerusalém, centro das romarias.
* 2-4: A importância de Jerusalém está no fato de que o Templo, casa do Deus da Aliança, é também a casa de todo o povo. Ao entrar nela, o peregrino se sente livre e à vontade, como os pássaros que aí revoam e fazem seus ninhos.
* 5-8: O encontro com o Deus da Aliança torna feliz quem exerce alguma função no Templo e também aqueles que se dirigem a Jerusalém, fazendo longas romarias. Esse buscar a Deus fertiliza a terra para produzir vida nova.
* 9-10: Súplica pelo rei (ungido). Este, como governante do povo, deve tornar presente a ação do próprio Deus, ou seja, libertar o povo e fazê-lo viver a justiça.
* 11-13: Em Jerusalém o povo redescobre o sentido da própria vida, refaz seu compromisso com o projeto de Deus e reconhece que este abençoa quem vive aquilo que celebrou em Jerusalém.
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