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sábado, 9 de março de 2019

Isaías 61
Libertação integral -
* 1 O Espírito do Senhor Javé está sobre mim, porque Javé me ungiu. Ele me enviou para dar a boa notícia aos pobres, para curar os corações feridos, para proclamar a libertação dos escravos e pôr em liberdade os prisioneiros, 2 para promulgar o ano da graça de Javé, o dia da vingança do nosso Deus, e para consolar todos os aflitos, os aflitos de Sião, 3 para transformar sua cinza em coroa, seu luto em perfume de festa, seu abatimento em roupa de gala.
10 Transbordo de alegria em Javé, e me regozijo com meu Deus, porque ele me vestiu com a salvação, cobriu-me com o manto da justiça, como o noivo que se enfeita com turbante, e a noiva que se adorna com jóias. 11 Assim como a terra faz brotar uma nova planta, e o jardim faz germinar suas sementes, assim também o Senhor Javé faz brotar a justiça e o louvor na presença de todas as nações.


* 61,1-11: O profeta é enviado para proclamar a Boa Notícia da libertação (vv. 1-3a), e os destinatários são os pobres (v. 1), porque estão abertos à fraternidade e à partilha. Para que a libertação se torne realidade, deverá acontecer no país uma restauração, que se abre para o futuro. Dentro do país, terá que triunfar a justiça nas relações entre os cidadãos; fora, terão que cessar as injustiças e opressões contra o país. A condição para acabar com as opressões externas é abolir as explorações que existem dentro do país; para isso, é preciso reconstruir a cidade e reestruturar o campo, através de uma nova política agrícola e pastoril. Não basta estar na terra; é preciso possuí-la. Após sair da escravidão, é preciso caminhar para a libertação e dar-lhe consistência, restaurando o país dilapidado. Os estrangeiros já não irão explorar, mas participarão da partilha, através do trabalho (vv. 4-5). Dessa maneira, o povo será sacerdote ou ministro de Deus (v. 6), isto é, será oficiante de um culto que agrada a Javé (cf. cap. 58). Se há injustiça no país, exige-se conversão; se a injustiça vem de fora por mão de outros, deverão ser enfrentados. Direito e justiça são o fiel da balança (v. 8a); através deles haverá alegria (v. 7), fidelidade a Deus (Aliança, v. 8b), bênção e reconhecimento das nações (v. 9): é o ano da graça de Javé.
 
Isaías 62
O presente de Javé -
6 Sobre as suas muralhas, ó Jerusalém, eu coloquei guardas para vigiá-la e, dia e noite, eles jamais se calarão.



* 62,1-12: A libertação do país (Jerusalém e terra), como se requer no capítulo anterior para a construção da justiça, é dom de Javé, o parceiro (noivo) da Aliança (vv. 1-5). As sentinelas da cidade relembram essa fidelidade e gritam continuamente para que o noivo (Javé) venha logo desposar a noiva (Jerusalém) e traga consigo o dote (vv. 6-7): o grande presente de Deus para um país abençoado é usufruir dos frutos do trabalho através da partilha (v. 8). A espoliação não deve ser substituída por outro tipo de opressão. Para que isso não aconteça, é necessário reconhecer que o dono da terra é Deus; esse reconhecimento explode em louvor. A economia sai do seu círculo vicioso e não se torna «camisa de força», mas gratuidade. É o presente do noivo para a noiva. Todos os povos são convidados a participar desse tipo de economia que exprime a gratuidade de Deus. Para um país viver na abundância, da qual todos possam participar, não é preciso espoliar outros países; ao contrário, os outros são convidados a fazer a mesma coisa: o banquete universal das núpcias de Deus com o seu povo (vv. 10-12).




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