Postagens populares

sábado, 16 de maio de 2020


  • ANTIGO TESTAMENTO
    • LIVROS PROFÉTICOS
      • ISAÍAS
Precedente - Sucessivo


1
I. CORRUPÇÃO DE UM POVO
Quase tudo perdido! -* 2 Escutem, céus; ouça, ó terra! Javé é quem fala: Eu criei e eduquei filhos, mas eles se revoltaram contra mim. 3 O boi conhece o seu proprietário, e o burro a cocheira do seu dono, mas Israel não conhece nada, o meu povo não entende.
O retorno da justiça -* 21 Como se transformou em prostituta a cidade fiel! Antes era cheia de direito, e nela morava a justiça; agora, está cheia de criminosos! 22 A sua prata se tornou lixo, o seu vinho ficou aguado. 23 Os seus chefes são bandidos, cúmplices de ladrões: todos eles gostam de suborno, correm atrás de presentes; não fazem justiça ao órfão, e a causa da viúva nem chega até eles.
24 Pois bem! Ai de vocês! - oráculo do Senhor Javé dos exércitos, o Poderoso de Israel. Eu me vingarei dos meus inimigos e pedirei satisfação aos meus adversários. 25 Voltarei a minha mão contra você, para limpá-la da sujeira com soda e tirar a impureza. 26 Darei a você juízes como os de antes e conselheiros como os de antigamente. Então você se chamará cidade da justiça, cidade fiel.


* 1-5: Para compreender estes cinco capítulos, é importante ter presente o contexto histórico (cf., na Introdução ao Primeiro Isaías, a parte referente ao primeiro período da atividade do profeta). Isaías reage de forma enérgica à disparidade social que ele constata dentro do seu país, e critica violentamente a falsa piedade e as práticas religiosas que escondem opressão. Mostra como a prosperidade não baseada na fraternidade é falsa e provoca um orgulho idólatra, que leva ao esquecimento de Javé, o único Absoluto, o único Santo.
1,1: Estas referências valem apenas para Is 1-39. O nome Isaías significa Javé salva.


* 2-9: É, provavelmente, um dos últimos oráculos de Isaías. Foi colocado aqui pelo redator do livro como uma espécie de texto programático de toda a mensagem do profeta: a corrupção do país provocou a invasão do inimigo; salva-se apenas um resto.

* 10-20: Isaías condena a hipocrisia de uma sociedade que se contenta com exterioridades cultuais, sem conseqüência para a vida prática. Deus detesta o culto realizado por uma sociedade que se estrutura sobre a injustiça. O que Deus quer, em primeiro lugar, é uma vida social que defenda os fracos (órfão e viúva) e liberte os oprimidos. E Deus não obriga; ele convida o homem a se decidir: a conversão e a vida ou a teimosia e a morte.

* 21-31: Na cidade de Jerusalém impera a injustiça porque os chefes se corromperam, tornando-se inimigos dos oprimidos e, portanto, do próprio Deus. O profeta vê que a justiça voltará à cidade somente quando os chefes corruptos forem substituídos por governantes e juízes como os de antigamente. Os vv. 27-31 provavelmente são um acréscimo que não se enquadra bem no estilo e pensamento global da primeira parte do livro.
http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PNI.HTM

  •  
  • ANTIGO TESTAMENTO
    • LIVROS PROFÉTICOS
      • EZEQUIEL
Precedente - Sucessivo


19
Uma política temerária -* 1 «Entoe uma lamentação sobre os chefes de Israel: 2 A sua mãe, quem era ela? Era uma leoa no meio de leões, deitada com os leõezinhos à sua volta, amamentando seus filhotes. 3 Um de seus filhotes, ela o criou até que ele se tornou leão adulto. Ele aprendeu a estraçalhar a presa e começou a devorar gente. 4 As nações tramaram contra ele, que acabou caindo na armadilha delas. Preso por uma argola, elas o levaram para a terra do Egito. 5 A leoa sentiu-se decepcionada, e sua esperança se perdeu. Então ela pegou mais um de seus filhotes e fez dele um leão adulto. 6 Ele começou a andar no meio dos leões, e era um animal adulto de verdade. Aprendeu a estraçalhar a presa e começou a devorar gente, 7 a derrubar seus palácios e destruir suas cidades. O país e a população toda ficavam apavorados a um simples rugido seu. 8 Contra ele reuniram-se as nações, todas as regiões vizinhas. Armaram contra ele sua rede, e ele caiu na armadilha delas. 9 Depois o puseram na jaula, com uma argola no focinho. Assim o levaram para o rei da Babilônia e o conduziram à prisão, para que ninguém ouvisse o seu rugido nos montes de Israel.
Causa da ruína do povo -* 10 Sua mãe era como parreira plantada à beira dágua. Produzia bastante e ficava frondosa, porque havia boa umidade. 11 Seus ramos eram fortes, bons para se tornarem cetros reais. A sua altura sobressaía por cima das copas, a sua imponência se destacava pela quantidade de ramos. 12 Ela, porém, foi arrancada com raiva e jogada ao chão. O vento leste acabou de secá-la e os seus frutos despencaram. Os seus fortes ramos secaram e foram destruídos pelo fogo. 13 Agora ela está plantada no deserto, em chão duro e seco. 14 O fogo sai do seu tronco e queima seus ramos e frutos. Nela não mais ramo forte, um cetro para governar».
Essa é uma lamentação, e como lamentação se deve cantar.


* 19,1-9: Em forma de lamentação, o poema retrata os últimos tempos da realeza em Judá. A leoa representa o povo, os filhotes são os reis. O primeiro leãozinho (vv. 3-4) é o rei Joacaz, deposto pelo Faraó Necao e levado para o Egito (cf. 2Rs 20,3-34). O segundo (vv. 5-9) é o rei Jeconias que, depois de reinar três meses, foi levado para a Babilônia (cf. 2Rs 24,8-17). A política temerária desses dois, servindo ao jogo das grandes potências, acabou produzindo a ruína de todo o povo.

* 10-14: A videira é um símbolo clássico do povo de Israel. O motivo que levou esse povo a ter suas instituições arruinadas e a quase perder sua identidade foi a corrupção de seus dirigentes (cf. Is 5,1-7; Mc 12,1-12).

  • ANTIGO TESTAMENTO
    • PRIMEIRO E SEGUNDO REIS
      • PRIMEIRO LIVRO DOS REIS
Precedente - Sucessivo


18



* 18,1-46: Casando-se com a princesa fenícia Jezabel, o rei Acab adota os costumes e a religião dos fenícios, onde o deus Baal é considerado senhor da fertilidade e da vida. Em vez da vida, porém, vem a seca e, conseqüentemente, a morte para o povo. Elias mostra que a situação é castigo de Javé (cf. nota em 17,1-6). Por isso é perseguido pelo rei. O centro do texto é o confronto de Elias com a autoridade e os profetas de Baal (ideólogos a serviço da autoridade). Cabe ao profeta do Deus vivo desmascarar os deuses falsos e aqueles que o servem, dando ao povo possibilidade para descobrir a verdade e fazer a escolha entre o Deus que dá a vida e os ídolos que provocam a morte. Feito isso, termina o castigo e retorna a vida (chuva).
19
O profeta reorganiza a sociedade -* 1 Acab contou a Jezabel o que Elias tinha feito e como tinha matado a fio de espada todos os profetas. 2 Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, com este recado: «Que os deuses me castiguem se amanhã, a esta hora, eu não tiver feito com você o mesmo que você fez com os profetas». 3 Elias ficou com medo, levantou-se e partiu para se salvar. Chegou a Bersabéia, em Judá, e aí deixou o seu servo. 4 E continuou a caminhar mais um dia pelo deserto. Por fim, sentou-se debaixo de uma árvore e desejou a morte, dizendo: «Chega, Javé! Tira a minha vida, porque eu não sou melhor que meus pais». 5 Deitou-se debaixo da árvore e dormiu. Então um anjo o tocou e lhe disse: «Levante-se e coma». 6 Elias abriu os olhos e viu bem perto da cabeça um pão assado sobre pedras quentes, e uma jarra de água. Comeu, bebeu e deitou-se outra vez. 7 Mas o anjo de Javé o tocou de novo, e lhe disse: «Levante-se e coma, pois o caminho é superior às suas forças». 8 Elias se levantou, comeu, bebeu e, sustentado pela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até o Horeb, a montanha de Deus.



* 19,1-18: O profeta é perseguido quando desmascara as aparências que encobrem uma política opressora. Ameaçado de morte, Elias foge. Sua fuga, porém, se transforma na busca da fonte original, que é a fé javista. O monte Horeb (Sinai), lugar da aliança com Deus, é o ponto de partida para se formar uma sociedade justa e fraterna. Nessa experiência do Deus libertador, o profeta descobre os próximos passos a dar: reunir as pessoas fiéis ao projeto de Javé, criar um novo quadro político, e providenciar um substituto para a sua missão. * 19-21: O manto simboliza a atividade profética: jogando-o sobre Eliseu, Elias o escolhe para acompanhá-lo. A missão profética é empenhativa e supõe que a pessoa a coloque, em primeiro lugar, acima dos próprios bens, família e trabalho.
  • ANTIGO TESTAMENTO
    • PRIMEIRO E SEGUNDO REIS
      • PRIMEIRO LIVRO DOS REIS
Precedente - Sucessivo


20
A autoridade não pode ser arbitrária -* 1 Ben-Adad, rei de Aram, reuniu todo o seu exército e, acompanhado de trinta e dois reis vassalos, subiu com cavalos e carros, cercou e atacou Samaria. 2 Mandou até a cidade emissários para Acab, rei de Israel, 3 com a seguinte mensagem: «Assim diz Ben-Adad: Entregue-me a prata e o ouro; fique com suas mulheres e filhos». 4 O rei de Israel mandou esta resposta: «Seja como vossa majestade ordena. Eu lhe pertenço com tudo o que possuo». 5 No entanto os mensageiros voltaram com outra mensagem: «Assim diz Ben-Adad: Eu lhe ordeno que me entregue a prata e o ouro, junto com suas mulheres e filhos. 6 Amanhã, a esta hora, enviarei até você meus oficiais, para revistar seu palácio e os palácios de seus ministros: eles pegarão o que quiserem e levarão embora».
28 O homem de Deus se aproximou do rei de Israel e lhe disse: «Assim diz Javé: Os arameus disseram que Javé é um Deus de montanha e não de planície. Por isso, eu vou entregar a você esse exército imenso, para que você reconheça que eu sou Javé». 29 Durante sete dias, os dois exércitos estiveram acampados um na frente do outro. No sétimo dia começou a batalha, e num só dia os israelitas mataram cem mil soldados da infantaria dos arameus. 30 Os sobreviventes fugiram para a cidade de Afec, porém as muralhas desabaram sobre os vinte e sete mil homens que tinham sobrado. Ben-Adad fugiu e, entrando na cidade, se escondia de casa em casa. 31 Seus ministros lhe disseram: «Olhe, ouvimos dizer que os reis de Israel são misericordiosos. Vamos vestir-nos com pano de saco, amarrar cordas no pescoço e ir ao encontro do rei de Israel. Talvez ele conserve a sua vida». 32 Vestiram-se, então, com pano de saco, amarraram cordas no pescoço e saíram ao encontro do rei de Israel, dizendo: «Assim diz o seu servo Ben-Adad: Deixe-me viver!» O rei respondeu: «Ben-Adad ainda está vivo? Ele é meu irmão33 Os mensageiros acolheram essas palavras como bom augúrio, e se apressaram a tomá-las ao da letra, dizendo: «Ben-Adad é irmão deleAcab respondeu: «Vão buscá-lo». Ben-Adad foi até Acab, e este o fez subir em seu carro. 34 Então Ben-Adad lhe propôs: «Vou devolver a você as cidades que meu pai tomou de seu pai, e você poderá ter mercados em Damasco como meu pai tinha na cidade de Samaria». Acab respondeu: «Vou fazer um pacto e deixá-lo em liberdade». E Acab fez um pacto com Ben-Adad e o deixou em liberdade.



* 20,1-43: O capítulo interrompe as narrativas sobre Elias. Neste episódio, o rei Acab, num primeiro momento, consulta o povo e sabe ouvir os profetas. Desse modo, a sua política é benéfica. A seguir, porém, começa a tomar decisões por própria conta, tentando conciliar projetos contrários. O profeta denuncia o fato e anuncia as conseqüências. http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_P94.HTM



Nenhum comentário:

Postar um comentário