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quinta-feira, 25 de agosto de 2022

 

Meditação Diária
Qui, 25 – Semana XXI do Tempo Comum

1 Cor 1, 1-9 / Slm 144 (145), 2-7 / Mt 24, 42-51

Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. (Evangelho)

Enquanto até à década de 60 se considerava que todos corríamos perigo de ir para o inferno, hoje em dia há uma presunção generalizada de que «a minha salvação está assegurada». Em muitos não há um desejo de combater «o bom combate» (2 Tim 4, 7), de lutar pela «coroa da justiça» (2 Tim 4, 8). Muitos não manifestam desejo de lutar; a vida passa numa rotina morna, sem grandes vitórias, sem grandes alegrias, mas também sem grandes tristezas. Caro leitor, o verdadeiro cristão ama com paixão.


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13

Destino do povo infiel -* 1 Javé me ordenou: « comprar para você um cinto de linho e coloque-o logo na cintura, sem molhá-lo». 2 Comprei o cinto como Javé havia ordenado, e o coloquei na cintura. 3 Javé me ordenou de novo: 4 «Pegue o cinto que você comprou e que está na cintura, até o rio Eufrates e esconda-o na fenda de uma pedra». 5 Eu fui e escondi o cinto na beira do Eufrates, conforme Javé me havia ordenado. 6 Depois de muito tempo, Javé me disse: « até o Eufrates e pegue o cinto que eu mandei você esconder lá». 7 Fui ao rio Eufrates, procurei e peguei o cinto no lugar onde eu o tinha escondido. Mas o cinto estava podre, não servia mais para nada. 8 Veio-me, então, a palavra de Javé, dizendo: 9 Assim fala Javé: É dessa forma que vou acabar com o orgulho de Judá e com a vaidade desmedida de Jerusalém. 10 Este povo é mau, não quer obedecer-me, tem o coração obstinado e anda atrás dos deuses estrangeiros para prestar-lhes culto e adorá-los. Esse povo ficará imprestável como esse cinto. 11 Da mesma forma como o cinto fica preso na cintura de uma pessoa, assim também eu quis prender a mim a casa de Israel e a casa de Judá, para que eles fossem meu povo, minha fama, minha glória e minha honra - oráculo de Javé. Mas eles não me obedeceram.

Confusão e desordem -* 12 Você deverá dizer o seguinte a esse povo: Assim fala Javé, o Deus de Israel: «As vasilhas se enchem de vinho». Eles responderão: «Como se nós não soubéssemos que as vasilhas se enchem de vinho13 Então, você lhes dirá: Assim fala Javé: «Eu mesmo encherei de embriaguez todos os moradores deste país: os reis que sentam no trono de Davi, os sacerdotes, os profetas e todos os habitantes de Jerusalém. 14 Assim eu vou quebrá-los, uns contra os outros: os pais contra os filhos - oráculo de Javé. Nem a piedade, nem o perdão, nem a compaixão me impedirão de destruí-los».

Dia de trevas -* 15 Escutem, prestem atenção! Não sejam orgulhosos, pois é Javé quem fala. 16 Dêem glória a Javé, o Deus de vocês, antes que escureça, antes que os pés de vocês tropecem pelos montes, quando cair a noite. Vocês esperam a luz, mas ele a transformará em trevas e a mudará numa densa escuridão. 17 Se vocês não ouvirem, eu chorarei em segredo diante da soberba de vocês. Meus olhos se derreterão em lágrimas, porque o rebanho de Javé será exilado.

O rei deposto -* 18 Diga ao rei e à rainha mãe: «Sentem-se no chão, pois a coroa real caiu de suas cabeças. 19 As cidades do Negueb estão cercadas e não ninguém capaz de romper o cerco. Judá inteiro foi levado para o exílio, numa deportação total».

Por que me acontece tudo isso? -* 20 Levantem os olhos para ver os que estão vindo do Norte. Onde foi parar o rebanho que lhe foi dado e as ovelhas maravilhosas que você possuía? 21 O que vai dizer você, quando sobre você forem colocados como chefes aqueles que você mesma se acostumou a ter como seus amigos? E agora, não é que vai tomando conta de você uma dor como da mulher que está para dar à luz? 22 Talvez você pense: «Por que me acontece tudo isso?» Por causa do grande número dos pecados que você cometeu é que eles levantaram a sua saia para violentá-la. 23 Pode o negro mudar a cor da sua pele? Pode o leopardo mudar as suas pintas? E podem vocês, viciados no mal, vir um dia a praticar o bem? 24 Pois eu vou espalhar vocês como palha soprada pelo vento do deserto. 25 É essa a parte que eu lhe dou, na sua exata medida - oráculo de Javé - porque você se esqueceu de mim para confiar na mentira. 26 Agora sou eu que lhe levanto a saia até a altura do seu rosto, para que os outros possam ver as suas partes vergonhosas. 27 Os adultérios que você comete, os seus gemidos de prazer, a vergonha da sua prostituição: eu vi os seus horrores sobre as colinas e campos. Ai de você, Jerusalém, que não se purifica! Até quando, afinal?



* 13,1-11: Trata-se de uma parábola viva, que mostra o destino do povo infiel ao amor de Javé: escolhido para ser a glória de Deus, esse povo será exilado pelo próprio Javé para a Babilônia, às margens do rio Eufrates.

* 12-14: Através desta imagem direta e clara, Jeremias mostra que a confusão e a desordem tomarão conta do país, como se todos estivessem embriagados.

* 15-17: Se o povo não se converter, o Dia de Javé, esperado como dia de luz e alegria, se transformará em dia de trevas e julgamento.

* 18-19: É uma sátira ao rei Joaquin, deposto em 597 a.C. por Nabucodonosor e levado para o exílio juntamente com sua mãe e grande parte da elite de Jerusalém. Nessa época, o país de Edom se aproveitou para tomar cidades do sul (Negueb), que pertenciam ao território de Judá (cf. 2Rs 24,8).

* 20-27: Jerusalém caiu em poder dos inimigos. Então se pergunta: «Por quê?» Jeremias responde: Porque Jerusalém abandonou Javé e caiu na «prostituição», isto é, na idolatria que se arraigou na vida da cidade como as manchas na pele de um animal.



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19

Destino da nação rebelde -* 1 Assim disse Javé a Jeremias: comprar uma bilha de barro. Leve com você alguns anciãos do povo e alguns sacerdotes, 2 e siga em direção ao vale de Ben-Enom, que fica na entrada da porta dos Cacos. Aí você anunciará as palavras que eu vou lhe dizer. 3 Você dirá: Escutem a palavra de Javé, ó reis de Judá e habitantes de Jerusalém! Assim fala Javé dos exércitos, o Deus de Israel: Vou mandar contra este lugar uma calamidade tão grande, que zunirá nos ouvidos de quem a ouvir. 4 Porque eles me abandonaram e profanaram este lugar, queimando incenso a outros deuses, que vocês não conheciam, nem seus antepassados, nem os reis de Judá. Encheram este lugar com sangue de inocentes, 5 e construíram lugares altos para Baal, para queimar seus filhos no fogo em holocausto a Baal. Uma coisa dessas eu nunca mandei fazer, nem falei, nem me passou pelo pensamento. 6 Por isso - oráculo de Javé - virão dias em que este lugar não se chamará mais Tofet ou vale de Ben-Enom, mas vale da Matança. 7 Esvaziarei neste lugar os planos de Judá e de Jerusalém. Vou fazê-los cair ao fio da espada diante do inimigo e por meio daqueles que querem matá-los. Vou entregar seus cadáveres como alimento para as aves do céu e para as feras. 8 Transformarei esta cidade em lugar deserto e motivo de vaias, e todos os que por ela passarem ficarão assustados e começarão a assobiar por causa de todos os seus ferimentos. 9 Farei que eles devorem a carne dos próprios filhos e filhas. Eles se devorarão entre si por causa do cerco e da angústia que seus inimigos vão impor a eles.

10 Então você quebrará a bilha diante dos homens que o acompanharem. 11 Depois dirá a eles: Assim fala Javé dos exércitos: Vou quebrar este povo e esta cidade como objeto de barro que se quebra e não tem mais conserto. As pessoas serão enterradas no lugar chamado Tofet, pois não haverá outro lugar para sepultá-las. 12 É assim que vou fazer contra este lugar - oráculo de Javé - e contra os seus habitantes: tornarei esta cidade como Tofet. 13 Ficarão impuras como Tofet as casas de Jerusalém e as casas dos reis de Judá, todas as casas em cujos terraços queimaram incenso para os astros do céu e onde derramaram vinho em honra de deuses estrangeiros.

14 Jeremias foi-se embora de Tofet, onde Javé o tinha mandado para falar em seu nome, e colocou-se na entrada do Templo de Javé. Aí falou a todo o povo: 15 Assim diz Javé dos exércitos, o Deus de Israel: Vejam que eu vou mandar, contra esta cidade e contra todas as outras cidades do país, todos os males que anunciei, pois eles endureceram o pescoço e não me obedeceram.


* 19,1-15: Diante de autoridades civis e religiosas, Jeremias realiza um gesto simbólico, mostrando o que vai acontecer com o país. Tofet, palavra hebraica que quer dizer crematório, é o nome de uma colina perto de Jerusalém, no vale de Ben-Enom, onde havia um antigo altar de Moloc em que se ofereciam sacrifícios humanos. Esse lugar tornou-se depois depósito de lixo e ficou conhecido como vale da Geena, tomado a seguir como representação do inferno. Jeremias mostra que Jerusalém se transformará em lugar de sepultura.



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