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quarta-feira, 18 de setembro de 2024

 ANTIGO TESTAMENTO

LIVROS HISTÓRICOS

JUÍZES

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16




A porta de Gaza - 1 Sansão foi a Gaza, viu aí uma prostituta e dormiu com ela. 2 E a notícia espalhou-se em Gaza: «Sansão está aqui». Fizeram rondas e todos passaram a noite vigiando junto à porta da cidade. Passaram tranqüilamente toda a noite, porque diziam: «De manhã nós o mataremos». 3 Sansão, porém, ficou deitado até a meia-noite. À meia-noite levantou-se, pegou as folhas da porta com os batentes, arrancou-as com tranca e tudo, colocou-as no ombro e as carregou até o alto da montanha que está diante de Hebron.


Sansão e Dalila - 4 Depois disso tudo, Sansão se apaixonou por Dalila, mulher do vale de Sorec. 5 Os chefes dos filisteus procuraram Dalila e lhe propuseram: «Seduza Sansão e descubra onde está a grande força dele e de que modo o poderemos dominar, amarrar e prender. E cada um de nós dará mil e cem moedas de prata para você».


6 Dalila disse a Sansão: «Vamos, me conte o segredo de sua grande força e como é que você deveria ser amarrado para ficar dominado». 7 Sansão lhe disse: «Se me amarrarem com sete cordas de arco novas, que ainda não foram postas para secar, eu perderei a minha força e ficarei como qualquer outro homem». 8 Os chefes dos filisteus levaram a Dalila sete cordas de arco novas que ainda não tinham sido postas para secar, e Dalila usou as cordas para amarrar Sansão. 9 Ela havia escondido no quarto alguns homens. Depois gritou: «Sansão, os filisteus vão pegar você!» Mas Sansão arrebentou as cordas como se fossem um cordão de estopa meio queimado. E ninguém ficou sabendo o segredo de sua força.


10 Dalila se queixou com Sansão: «Você caçoou de mim e mentiu. Vamos, me diga como seria possível dominar você». 11 Sansão respondeu: «Se me amarrarem com cordas novas, que ainda não tenham sido usadas, eu perderei a minha força e ficarei como qualquer outro homem». 12 Então Dalila pegou cordas novas, amarrou Sansão e gritou: «Sansão, os filisteus vão pegar você!» Ela havia escondido no quarto alguns homens, mas Sansão arrebentou como se fosse uma linha as cordas que lhe amarravam os braços.


13 Dalila se queixou de novo: «Até agora você só caçoou de mim e me disse mentiras. Vamos, me diga como você pode ser dominado». Sansão respondeu: «Se você tecer as sete tranças do meu cabelo com a urdidura de um tear, e as fixar com um pino, perderei a minha força e ficarei como qualquer outro homem». 14 Dalila fez Sansão dormir, teceu as sete tranças de seu cabelo com a urdidura, prendeu-as com um pino, e gritou: «Sansão, os filisteus vão pegar você!» Sansão acordou e arrancou o pino do tear junto com a urdidura.


15 Então Dalila lhe disse: «Como você pode dizer que me ama se não confia em mim? Você já me enganou três vezes e não me contou o segredo de sua grande força». 16 Como Dalila o importunasse e insistisse todos os dias com suas queixas, Sansão caiu num desespero mortal, 17 e lhe contou todo o segredo: «A navalha nunca passou sobre a minha cabeça, pois eu sou consagrado a Deus desde o seio de minha mãe. Se cortarem meu cabelo, eu perderei a minha força. Ficarei fraco e seria como qualquer outro homem».


18 Dalila sentiu que Sansão tinha contado todo o segredo, e mandou chamar os chefes dos filisteus, dizendo: «Venham, porque Sansão me contou todo o segredo». Os chefes dos filisteus foram logo, levando o dinheiro. 19 Dalila fez Sansão dormir no seu colo, chamou um homem, e este cortou as sete tranças do cabelo de Sansão. Sansão começou a ficar fraco e sua força desapareceu. 20 Então Dalila gritou: «Sansão, os filisteus vão pegar você!» Ele acordou e pensou: «Vou me safar como das outras vezes». Mas ele não percebeu que Javé o tinha abandonado. 21 Os filisteus o agarraram, lhe furaram os olhos e o levaram para Gaza. Aí o prenderam com duas correntes de bronze, e Sansão ficou na prisão girando a pedra do moinho.


22 Entretanto, o cabelo que tinha sido cortado começou a crescer de novo.


23 Os chefes dos filisteus se reuniram para oferecer um grande sacrifício ao deus Dagon e para festejar. Diziam: «Nosso deus nos entregou o nosso inimigo Sansão!» 24 Ao ver Sansão, o povo começou a louvar seu deus e a dizer: «Nosso deus nos entregou o nosso inimigo Sansão, aquele que devastou nossas terras e multiplicou nossos mortos». 25 Quando já estavam bem alegres, disseram: «Mandem vir Sansão para nos divertir». Mandaram Sansão vir da prisão, para que dançasse diante deles. Quando o colocaram entre duas colunas, 26 Sansão disse ao moço que o levava pela mão: «Deixe-me num lugar onde eu possa tocar as colunas que sustentam o templo, para que eu possa me apoiar nelas». 27 O templo estava cheio de homens e mulheres, e aí se encontravam também todos os chefes dos filisteus. Havia gente até no terraço, ao todo cerca de três mil homens e mulheres, que assistiam a Sansão a dançar. 28 Sansão invocou a Javé: «Por favor, Senhor Javé, lembra-te de mim. Dá-me forças mais uma vez, para que eu me vingue dos filisteus com um só golpe por causa dos meus olhos». 29 Sansão tocou as duas colunas centrais que sustentavam o templo, apoiou-se numa com a direita e noutra com a esquerda, 30 e gritou: «Que eu morra junto com os filisteus». Empurrou as colunas com toda a força, e o templo desabou sobre os chefes e todo o povo que aí se encontrava. Desse modo, ao morrer, Sansão matou muito mais gente do que tinha matado durante toda a sua vida. 31 Seus parentes e toda a sua família foram e o levaram embora, enterrando-o entre Saraá e Estaol, no túmulo do seu pai Manué.

Sansão foi juiz em Israel durante vinte anos.

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2024

24ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)

Leituras:

1Cor 12,31-13,13

Sl 32(33),2-3.4-5.12 e 22 (R. 12b)

Lc 7,31-35


PRIMEIRA LEITURA

Permanecem estas três: a fé, esperança e caridade. Mas a maior delas é a caridade.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 12,31-13,13

Irmãos,

31Aspirai aos dons mais elevados.

Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior.

13,1Se eu falasse todas as línguas,

as dos homens e as dos anjos,

mas não tivesse caridade,

eu seria como um bronze que soa

ou um címbalo que retine.

2Se eu tivesse o dom da profecia,

se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,

se tivesse toda a fé, 

a ponto de transportar montanhas,

mas se não tivesse caridade,

eu não seria nada.

3Se eu gastasse todos os meus bens

para sustento dos pobres,

se entregasse o meu corpo às chamas,

mas não tivesse caridade,

isso de nada me serviria.

4A caridade é paciente, é benigna;

não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece;

5não faz nada de inconveniente, não é interesseira,

não se encoleriza, não guarda rancor;

6não se alegra com a iniquidade,

mas regozija-se com a verdade.

7Suporta tudo, crê tudo,

espera tudo, desculpa tudo.

8A caridade não acabará nunca.

As profecias desaparecerão,

as línguas cessarão,

a ciência desaparecerá.

9Com efeito, o nosso conhecimento é limitado

e a nossa profecia é imperfeita.

10Mas, quando vier o que é perfeito,

desaparecerá o que é imperfeito.

11Quando eu era criança, falava como criança,

pensava como criança, raciocinava como criança.

Quando me tornei adulto,

rejeitei o que era próprio de criança.

12Agora nós vemos num espelho, confusamente,

mas, então, veremos face a face.

Agora, conheço apenas de modo imperfeito,

mas, então, conhecerei como sou conhecido.

13Atualmente permanecem estas três coisas:

fé, esperança, caridade.

Mas a maior delas é a caridade.

Palavra do Senhor.

Salmo responsorial  Sl 32(33),2-3.4-5.12.22 (12b)

R. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

 

2Dai graças ao Senhor ao som da harpa, *

na lira de dez cordas celebrai-o!

3Cantai para o Senhor um canto novo, *

com arte sustentai a louvação! R.


4Pois reta é a palavra do Senhor, *

e tudo o que ele faz merece fé.

5Deus ama o direito e a justiça, *

transborda em toda a terra a sua graça. R.


12Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, *

e a nação que escolheu por sua herança!

22Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,

da mesma forma que em vós nós esperamos! R.

Aclamação ao Evangelho  Cf. Jo 6,63c.68c


R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

V. Senhor, tuas palavras são espírito, são vida;

    só tu tens palavras de vida eterna.


EVANGELHO

Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 7,31-35

Naquele tempo, disse Jesus:

31"Com quem hei de comparar os homens desta geração?

Com quem eles se parecem?

32São como crianças que se sentam nas praças,

e se dirigem aos colegas, dizendo:

'Tocamos flauta para vós e não dançastes;

fizemos lamentações e não chorastes!'

33Pois veio João Batista, 

que não comia pão nem bebia vinho,

e vós dissestes:

'Ele está com um demônio!'

34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis:

'Ele é um comilão e beberrão,

amigo dos publicanos e dos pecadores!'

35Mas a sabedoria foi justificada

por todos os seus filhos".

Palavra da Salvação.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

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