Domingo VII do Tempo Comum – Ano C
O rei Saul, invejoso do jovem David, devido às vitórias deste na guerra e à fama que daí lhe advinha, odiava-o e perseguia-o de morte. Num dado momento, David tem a oportunidade propícia para ser ele a vingar-se e dar a morte ao rei de quem virá a ser sucessor. Não aproveita essa ocasião, dá mostras de um coração magnânimo e misericordioso, e perdoa (1.ª Leitura). Uma vez batizados, os cristãos são e devem comportar-se como novas criaturas revestidas de Cristo (2.ª Leitura). Uma das mensagens centrais do Evangelho de São Lucas é a misericórdia de Deus para com os humanos pecadores. Jesus convida-nos a imitar a Deus, aprendendo d’Ele a praticar, sem limites, essa virtude divina (Evangelho).
Na continuação da proclamação das Bem-aventuranças, Jesus exorta os seus discípulos e a multidão dos que escutam a mensagem dirigida a todos a que assumam atitudes e pratiquem uma série de gestos exigentes muito concretos: amar os inimigos, fazer bem a quem nos faz mal, dar de graça sem esperar retribuição, não julgar, não condenar, perdoar. Refere, na sua formulação positiva, a chamada «Regra de ouro», que diz: «o que quereis que vos façam os homens, fazei-o vós também a eles». No Antigo Testamento, no Livro de Tobias, a Regra de ouro é aconselhada na fórmula negativa: «aquilo que não queres para ti, não o faças aos outros» (Tb 4, 15).
Como tudo mudaria, em cada um e na sociedade, se esta Regra, nas duas formulações, fosse praticada!
Mas Jesus pede ainda mais: o amor aos inimigos. Quer que sejamos «misericordiosos como o nosso Pai celeste é misericordioso». É pedir demasiado? Trata-se de, como filhos e filhas de Deus, imitarmos o nosso Pai, que ama de igual forma a todos os homens sem exceção. Isso sim, nos distinguiria dos ateus e de todos os que não se comportam segundo os ensinamentos e critérios de Jesus Cristo. Trata-se de um ideal a ter em conta e pelo qual devemos lutar. Para Deus tudo é possível, e a nós, com Ele, nada nos é impossível. Se não conseguirmos corresponder a este radicalismo divino, não deixemos de, pelo menos, rezar pelos que nos caluniam ou nos prejudicam de qualquer modo.
1 Sam 26, 2.7-9.12-13.22-23 / Slm 102 (103), 1-2.3-4.8.10.12-13 / 1 Cor 15, 45-49 / Lc 6, 27-38
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Hora Sexta – Segunda-feira da 7ª Semana do Tempo Comum
Fev 24, 2025 por Kétsia Araújo em Horas Canônicas
Oração das Doze Horas
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Hino
Ó Deus, verdade e força
que o mundo governais,
da aurora ao meio-dia,
a terra iluminais.
De nós se afaste a ira,
discórdia e divisão.
Ao corpo dai saúde,
e paz ao coração.
Ouvi-nos, Pai bondoso,
por Cristo Salvador,
que vive com o Espírito
convosco pelo Amor.
Ou:
O louvor de Deus cantemos
com fervor no coração,
pois agora a hora sexta
nos convida à oração.
Nesta hora foi-nos dada
gloriosa salvação
pela morte do Cordeiro,
que na cruz trouxe o perdão.
Ante o brilho de tal luz
se faz sombra o meio-dia.
Tanta graça e tanto brilho
vinde haurir, com alegria.
Seja dada a glória ao Pai
e ao Unigênito também,
com o Espírito Paráclito,
pelos séculos. Amém.
Salmodia
Ant. 1 Procurei vossa vontade, ó Senhor; por meio dela conservais a minha vida.
Salmo 118(119),89-96
XII (Lamed)
Meditação sobre a Palavra de Deus na Lei
Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei (cf. Jo 13,34).
–89 É eterna, ó Senhor, vossa palavra, *
ela é tão firme e estável como o céu.
–90 De geração em geração, vossa verdade *
permanece como a terra que firmastes.
–91 Porque mandastes, tudo existe até agora; *
todas as coisas, ó Senhor, vos obedecem!
–92 Se não fosse a vossa lei minhas delícias, *
eu já teria perecido na aflição!
–93 Eu jamais esquecerei vossos preceitos, *
por meio deles conservais a minha vida.
–94 Vinde salvar-me, ó Senhor, eu vos pertenço! *
Porque sempre procurei vossa vontade.
–95 Espreitam-me os maus para perder-me, *
mas continuo sempre atento à vossa lei.
–96 Vi que toda a perfeição tem seu limite, *
e só a vossa Aliança é infinita.
Ant. Procurei vossa vontade, ó Senhor; por meio dela conservais a minha vida.
Ant. 2 Em vós confio, ó Senhor, desde a minha juventude.
Salmo 70(71)
Senhor, minha esperança desde a minha juventude!
Sede alegres por causa da esperança, fortes nas tribulações (Rm12,12).
I
–1 Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: *
que eu não seja envergonhado para sempre!
–2 Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! *
Escutai a minha voz, vinde salvar-me!
–3 Sede uma rocha protetora para mim, *
um abrigo bem seguro que me salve!
– Porque sois a minha força e meu amparo, *
o meu refúgio, proteção e segurança!
–4 Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio, *
das garras do opressor e do malvado!
–5 Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, *
em vós confio desde a minha juventude!
=6 Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, †
desde o seio maternal, o meu amparo: *
para vós o meu louvor eternamente!
–7 Muita gente considera-me um prodígio, *
mas sois vós o meu auxílio poderoso!
–8 Vosso louvor é transbordante de meus lábios, *
cantam eles vossa glória o dia inteiro.
–9 Não me deixeis quando chegar minha velhice, *
não me falteis quando faltarem minhas forças!
–10 Porque falam contra mim os inimigos, *
fazem planos os que tramam minha morte
–11 e dizem: “Deus o abandonou, vamos matá-lo; *
agarrai-o, pois não há quem o defenda!”
–12 Não fiqueis longe de mim, ó Senhor Deus! *
Apressai-vos, ó meu Deus, em socorrer-me!
–13 Que sejam humilhados e pereçam *
os que procuram destruir a minha vida!
– Sejam cobertos de infâmia e de vergonha *
os que desejam a desgraça para mim!
Ant. Em vós confio, ó Senhor, desde a minha juventude.
Ant. 3 Na velhice, com os meus cabelos brancos, eu vos suplico, ó Senhor, não me deixeis!
II
–14 Eu, porém, sempre em vós confiarei, *
sempre mais aumentarei vosso louvor!
–15 Minha boca anunciará todos os dias *
vossa justiça e vossas graças incontáveis.
–16 Cantarei vossos portentos, ó Senhor, *
lembrarei vossa justiça sem igual!
–17 Vós me ensinastes desde a minha juventude, *
e até hoje canto as vossas maravilhas.
–18 E na velhice, com os meus cabelos brancos, *
eu vos suplico, ó Senhor, não me deixeis!
–19 Ó meu Deus, vossa justiça e vossa força *
são tão grandes, vão além dos altos céus!
– Vós fizestes realmente maravilhas. *
Quem, Senhor, pode convosco comparar-se?
=20 Vós permitistes que eu sofresse grandes males, †
mas vireis restituir a minha vida *
e tirar-me dos abismos mais profundos.
–21 Confortareis a minha idade avançada, *
e de novo me havereis de consolar.
–22 Então, vos cantarei ao som da harpa, *
celebrando vosso amor sempre fiel;
– para louvar-vos tocarei a minha cítara, *
glorificando-vos, ó Santo de Israel!
–23 A alegria cantará sobre meus lábios, *
e a minha alma libertada exultará!
–24 Igualmente a minha língua todo o dia, *
cantando, exaltará vossa justiça!
– Pois ficaram confundidos e humilhados *
todos aqueles que tramavam contra mim.
Ant. Na velhice, com os meus cabelos brancos, eu vos suplico, ó Senhor, não me deixeis!
Leitura breve Rm 6,22
Agora libertados do pecado, e como escravos de Deus, frutificais para a santidade até a vida eterna, que é a meta final.
V. Vireis, ó Deus, restituir a minha vida,
R. Para que, em vós, se rejubile o vosso povo.
Oração
Ó Deus, senhor e guarda da vinha e da colheita, que repartis as tarefas e dais a justa recompensa, fazei-nos carregar o peso do dia, sem jamais murmurar contra a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.
Conclusão da Hora
V.Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.
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