Vatican News
É um dia muito bonito que nos faz recordar a proximidade de Maria, nossa mãe, que sempre nos acompanha e nos ensina tanto: o significado do sofrimento, o amor, o entregar a vida nas mãos do Senhor.
Com estas palavras o Papa Leão XIV se dirigiu ao grupo de enfermos que o aguardavam na manhã desta quarta-feira na Gruta de Lourdes, nos Jardins do Vaticano - como havia anunciado na Audiência Geral - após deixar a Sala Paulo VI. Diante da imagem de Nossa Senhora de Lourdes, o Santo Padre acendeu uma vela como sinal de sua oração "por todos os doentes, dos quais hoje, Dia Mundial do Doente, nos lembramos com particular carinho", disse ele durante a audiência. E assim dirigiu-se aos presentes na Gruta:
Hoje, neste Dia Mundial do Doente, queremos rezar em comunhão com todos aqueles que sofrem no mundo. Rezamos por vocês. Agradeço sinceramente o esforço de vir e nos acompanhar neste momento de oração, aqui diante de nossa mãe, Maria, em sua memória litúrgica, Nossa Senhora de Lourdes.
Uma bênção também para médicos, enfermeiros e auxiliares
Antes da oração da Ave Maria e da bênção dos participantes, o Pontífice concluiu:
Pedimos também a bênção do Senhor para vocês, para todos os doentes neste dia e sempre, e para todos aqueles que acompanham as ciências médicas, os doutores, os enfermeiros e as muitas pessoas que estão perto de nós, especialmente nos momentos mais difíceis.
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MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV
PARA O 12º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO E REFLEXÃO
CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS
[8 de fevereiro de 2026]
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A paz começa com a dignidade: um apelo global para acabar com o tráfico de pessoas
Queridos irmãos e irmãs
Por ocasião do 12º Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, renovo com firmeza o apelo urgente da Igreja para enfrentar e pôr fim a este grave crime contra a humanidade.
Este ano, em particular, desejo recordar a saudação do Senhor Ressuscitado: «A paz esteja convosco» (Jo 20, 19). Estas palavras são mais do que uma saudação; elas oferecem um caminho para uma humanidade renovada. A verdadeira paz começa com o reconhecimento e a proteção da dignidade dada por Deus a cada pessoa. No entanto, numa época marcada pela escalada da violência, muitos são tentados a buscar a paz «através das armas, como condição para afirmar o próprio domínio» (Discurso aos Membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, 9 de janeiro de 2026). Além disso, em situações de conflito, a perda de vidas humanas é muitas vezes descartada pelos instigadores da guerra como “dano colateral”, sacrificada em nome de interesses políticos ou económicos.
Infelizmente, a mesma lógica de domínio e desrespeito pela vida humana também alimenta o flagelo do tráfico de seres humanos. A instabilidade geopolítica e os conflitos armados criam um terreno fértil para os traficantes explorarem os mais vulneráveis, especialmente as pessoas deslocadas, os migrantes e os refugiados. Dentro deste paradigma falido, as mulheres e as crianças são as mais afetadas por este comércio hediondo. Além disso, o crescente abismo entre ricos e pobres força muitos a viver em circunstâncias precárias, deixando-os suscetíveis às promessas enganosas dos recrutadores.
Este fenómeno é particularmente perturbador no aumento da chamada “escravidão cibernética”, na qual os indivíduos são atraídos para esquemas fraudulentos e atividades criminosas, como fraude online e contrabando de drogas. Nesses casos, a vítima é coagida a assumir o papel de perpetrador, exacerbando as suas feridas espirituais. Estas formas de violência não são incidentes isolados, mas sintomas de uma cultura que se esqueceu de amar como Cristo ama.
Perante estes graves desafios, recorremos à oração e à reflexão. A oração é a “pequena chama” que devemos proteger no meio da tempestade, pois dá-nos força para resistir à indiferença perante a injustiça. A reflexão sobre o tema permite-nos identificar os mecanismos ocultos de exploração nos nossos bairros e nos espaços digitais. Em última análise, a violência do tráfico de seres humanos só pode ser superada através de uma visão renovada que considere cada indivíduo como um filho amado de Deus.
Desejo expressar a minha sincera gratidão a todos aqueles que servem como se fossem as mãos de Cristo, indo ao encontro das vítimas do tráfico, incluindo as redes e organizações internacionais. Gostaria também de agradecer aos sobreviventes que se tornaram advogados em defesa de outras vítimas. Que o Senhor os abençoe pela sua coragem, fidelidade e compromisso incansável.
Com estes sentimentos, confio quantos comemoram este dia à intercessão de Santa Josefina Bakhita, cuja vida é um poderoso testemunho de esperança no Senhor que a amou até ao fim (cf. Jo 13, 1). Juntemo-nos todos na caminhada rumo a um mundo onde a paz não seja apenas a ausência de guerra, mas seja “desarmada e desarmante”, enraizada no pleno respeito pela dignidade de todos.
Vaticano, 29 de janeiro de 2026
Leão PP. XIV
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