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domingo, 7 de maio de 2017

SALMO 78 (77) *
Sem memória não há fidelidade
1*       Poema. De Asaf.
Povo meu, escuta a minha instrução, ouvidos às palavras da minha boca.
2         Vou abrir minha boca em parábolas, vou expor enigmas do passado.
3*       O que nós ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais,
4         não o esconderemos aos filhos deles, nós o contaremos à geração futura:
5         Porque ele estabeleceu uma norma para Jacó e deu uma lei para Israel: ordenou aos nossos pais que as transmitissem a seus filhos,
6         para que a geração seguinte as conhecesse, os filhos que iriam nascer.
Que se levantem e as contem a seus filhos,
7*     para que ponham em Deus a sua confiança,
não se esqueçam dos feitos de Deus e observem os seus mandamentos.
8         Para que não sejam como seus pais, uma geração desobediente e rebelde,
9*       Os filhos de Efraim, arqueiros equipados, voltaram as costas no dia da batalha,
10        não guardaram a aliança de Deus, recusaram seguir a sua lei.
11        Esqueceram os grandes feitos dele e as maravilhas que lhes mostrara,
12        quando realizou a maravilha diante de seus pais, na terra do Egito, no campo de Tânis:
13        ele dividiu o mar e os fez atravessar, barrando as águas como num dique.
14        De dia os guiou com a nuvem, e de noite com a luz de um fogo.
15        Fendeu a rocha no deserto e lhes deu a beber águas abundantes.
16        Da pedra fez brotar torrentes, e as águas desceram como rios.
17        Mas continuaram pecando contra ele, rebelando-se contra o Altíssimo no deserto.
18        Tentaram a Deus em seus corações, pedindo comida conforme seu próprio gosto.
19        E falaram contra Deus: «Poderá Deus preparar uma mesa no deserto
20        Então ele feriu a rocha, a água brotou, e as torrentes transbordaram.
«Acaso poderá também nos dar pão ou fornecer carne ao seu povo
21        Ouvindo isso, Javé se enfureceu; um fogo acendeu-se contra Jacó e a ira se ergueu contra Israel.
22        Porque eles não tinham em Deus, nem confiavam no auxílio dele.
23        Entretanto, ele ordenou às altas nuvens e abriu as comportas do céu:
24        fez chover sobre eles o maná, deu-lhes um trigo do céu.
25        O homem comeu pão dos anjos, Deus mandou-lhes provisões em fartura.
26        Fez soprar no céu o vento leste, e com seu poder trouxe o vento sul:
27        sobre eles fez chover carne como , aves numerosas como areia do mar,
28        fazendo-as cair no meio do acampamento, ao redor de suas tendas.
29        Eles comeram e ficaram saciados, pois ele os atendeu conforme queriam.
30        Mas não haviam satisfeito o apetite, tinham ainda a comida na boca,
31        quando a ira de Deus contra eles se ergueu: ele massacrou os mais fortes, e prostrou a juventude de Israel.
33        Consumiu-lhes os dias num sopro e seus anos num momento.
34        Quando os matava, então o buscavam, madrugando para voltar-se para Deus.
35        Recordavam que Deus era sua rocha, que o Deus Altíssimo era o seu redentor.
36        Eles o adulavam com a boca, mas com a língua o enganavam.
37        O coração deles não era sincero com Deus, não eram fiéis à sua aliança.
38        Ele, porém, compassivo, perdoava as faltas e não os destruía.
39        Lembrava-se de que eles eram apenas carne, um vento que se vai, para nunca mais voltar.
41        Voltaram a tentar a Deus, a irritar o Santo de Israel.
42        Não se lembravam de sua mão, que um dia os resgatou da opressão:
43        quando operou seus sinais no Egito, e seus prodígios no campo de Tânis.
44        Quando transformou em sangue seus canais e suas torrentes, privando-os de beber.
45        Quando lhes mandou moscas que os devoravam, e rãs que os devastavam.
46        Quando entregou às larvas suas colheitas, e seu trabalho aos gafanhotos.
47        Quando destruiu sua vinha com granizo, e seus sicômoros com geada.
48        Quando abandonou seu gado à saraiva, e aos relâmpagos o seu rebanho.
49        Quando lançou contra eles o fogo de sua ira: cólera, furor e aflição, anjos portadores de desgraças;
50        ele deu livre curso à sua ira, não mais os preservou da morte, mas à peste entregou suas vidas.
51        Quando feriu todo primogênito no Egito, as primícias da raça nas tendas de Cam.
52        Fez seu povo partir como rebanho, e como ovelhas conduziu-os pelo deserto.
53        Guiou-os com segurança, sem alarme, enquanto o mar cobria seus inimigos.
54        Introduziu-os pelas fronteiras santas, até a montanha que sua direita conquistara.
55        Expulsou da frente deles as nações, e designou por sorte uma herança para eles, colocando em suas tendas as tribos de Israel.
57        Desviaram-se, traíam como seus pais, voltavam atrás como arco infiel.
58        Com seus lugares altos o indignavam, e o enciumavam com seus ídolos.
60        Abandonou sua moradia em Silo, a tenda onde habitava entre os homens.
61        Entregou seus valentes ao cativeiro, e seu esplendor à mão do opressor.
62        Abandonou seu povo à espada, e se enfureceu contra a sua herança.
63        Seus jovens foram devorados pelo fogo, e suas virgens não tiveram canto de núpcias.
64        Seus sacerdotes caíram sob a espada, e suas viúvas não entoaram lamentações.
65*     E o Senhor acordou como alguém que dormia, como valente embriagado pelo vinho.
66        Feriu seus opressores pelas costas e para sempre os entregou à vergonha.
67        Rejeitou a tenda de José, e não elegeu a tribo de Efraim.
68        Escolheu a tribo de Judá, e o monte Sião, seu preferido.
69        Construiu seu santuário como o céu, e o firmou para sempre, como a terra.
70        Escolheu Davi, seu servo, e o tirou do aprisco das ovelhas.
71        Da companhia das ovelhas o tirou para apascentar Jacó, seu povo, e Israel, sua herança.
72        Ele os apascentou de coração íntegro, e os conduziu com mão inteligente.

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