Postagens populares

sexta-feira, 21 de junho de 2019


  • ANTIGO TESTAMENTO
    • LIVROS PROFÉTICOS
      • ISAÍAS
Precedente - Sucessivo


2

Uma cidade para todos -* 1 Visão de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém: 2 No final dos tempos, o monte do Templo de Javé estará firmemente plantado no mais alto dos montes, e será mais alto que as colinas. Para lá correrão todas as nações. 3 Para lá irão muitos povos, dizendo: «Venham! Vamos subir à montanha de Javé, vamos ao Templo do Deus de Jacó, para que ele nos mostre seus caminhos, e possamos caminhar em suas veredas». Pois de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra de Javé. 4 Então ele julgará as nações e será o árbitro de povos numerosos. De suas espadas eles fabricarão enxadas, e de suas lanças farão foices. Nenhuma nação pegará em armas contra outra, e ninguém mais vai se treinar para a guerra. 5 Venha, casa de Jacó: vamos caminhar à luz de Javé.
12 Pois haverá um dia de Javé dos exércitos contra todo orgulhoso e arrogante, contra todo aquele que se eleva e se engrandece; 13 contra todos os altos cedros do Líbano, contra todos os carvalhos de Basã, 14 contra todos os altos montes, contra todas as colinas elevadas; 15 contra todas as torres altas, contra todas as muralhas invencíveis, 16 contra todos os navios de Társis, contra todos os barcos de luxo. 17 O orgulho do homem será abatido, a arrogância humana será humilhada. Nesse dia, somente Javé será exaltado.
22 Deixem de confiar no homem, que tem o fôlego no seu nariz: o que é que ele pode valer?

* 2,1-5: Este oráculo é um acréscimo posterior e relembra os temas do Terceiro Isaías (Is 56-66): no futuro, os povos pagãos se dirigirão a Jerusalém para participar da Aliança, e então haverá paz definitiva. O Novo Testamento retoma o tema em Ap 21,1-22,5. A paz é imaginada pelo profeta como transformação total em Israel e no relacionamento entre as nações. Os instrumentos de destruição serão transformados em instrumentos que produzem vida.

* 6-22: Isaías denuncia a auto-suficiência humana como raiz da idolatria. Para sustentar-se como absoluto, o homem vai criando falsos deuses: absolutiza uma economia de abundância, fundada na riqueza; absolutiza uma política de opressão, fundada no poder militar; absolutiza um sistema de idéias (magia) que cimenta e dá coesão à exploração econômica e à opressão política. Desse modo, o homem se aliena, tornando-se caricatura da divindade. No confronto com Deus, o único Absoluto, toda a auto-suficiência humana é desmascarada e cai por terra, porque é uma falsidade.

3

Preparam o mal para si mesmos -* 1 Vejam! O Senhor Javé dos exércitos tira de Jerusalém e de Judá toda e qualquer sustentação: toda reserva de pão e provisão de água, 2 tira o valente e o guerreiro, tira o juiz e o profeta, o adivinho e o ancião, 3 o comandante e o notável, o conselheiro, o mago e o perito nos encantamentos.
4 Colocarei adolescentes como chefes de vocês e meninos para governá-los. 5 O povo usará violência: um contra outro, indivíduo contra indivíduo; o jovem se revoltará contra o ancião e o plebeu contra o nobre. 6 Um indivíduo pegará o seu irmão na casa do próprio pai, e dirá: «Pelo menos um manto você tem. Seja nosso chefe, tome conta dessa ruína». 7 Nesse dia, ele se levantará para dizer: «Não sou médico. Na minha casa falta pão e roupa. Não me ponham como chefe do povo».
13 Javé levanta-se para julgar, fica em para dar a sentença ao seu povo. 14 Javé está vindo para fazer um julgamento contra os anciãos e contra os chefes do seu povo: «Vocês devoraram a vinha e tudo o que foi roubado dos pobres está na casa de vocês. 15 Que direito têm vocês de oprimir o meu povo e de esmagar a face dos pobres?» - oráculo do Senhor Javé dos exércitos.



* 3,1-15: Na passagem do reinado de Joatão para o de Acaz, o reino de Judá vive um período de anarquia: Acaz sobe jovem ao trono e quem governa é sua mãe. O Estado se enfraquece e o povo sofre as conseqüências: aproveitando-se da situação, os poderosos e chefes se corrompem, semeando a violação do direito, a injustiça e a exploração dos pobres. * 3,16-4,1: O profeta mostra que a situação futura será tão terrível que as mulheres da aristocracia de Jerusalém perderão seus enfeites e privilégios, e até serão marcadas como escravas e terão de suplicar que um homem qualquer lhes dê descendência. Cf. nota em Am 4,1-3.

Precedente - Sucessivo


Índice | Ajuda | Palavras: Alfabética - Freqüência - Invertidas - Tamanho - Estatísticas | Biblioteca IntraText | Èulogos

IntraText® (V7n) © 1996-2002 Èulogos
Copyright Èulogos / Paulus © 2002



Nenhum comentário:

Postar um comentário