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domingo, 9 de junho de 2019

Meditação Diária
Dom, 9 – Pentecostes (Solenidade) – Ano C
At 2, 1-11 / Slm 103 (104), 1ab.24ac.29bc-31.34 / 1 Cor 12, 3b-7.12-13 / Jo 20, 19-23
Celebramos neste domingo a efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos de Cristo e sobre Maria, Mãe de Cristo.
O Pentecostes era uma festa dos judeus, que se celebrava 50 dias depois da Páscoa, recordando a chegada do povo de Israel ao Monte Sinai, onde Moisés recebeu de Deus a sua Lei que devia orientar a vida do povo eleito.
S. Lucas, autor do livro dos Atos dos Apóstolos, ao referir que a vinda do Espírito Santo se deu neste dia do Pentecostes, quer dizer-nos que a antiga lei vem substituída pela lei do Espírito de Deus.
A efusão do Espírito Santo dá-se sob a figura do fogo, que é uma imagem frequente na Bíblia para indicar a presença transformadora de Deus. Assim, o medo dos apóstolos converteu-se em coragem. Contrariamente ao que aconteceu na torre de Babel, em que a diversidade de línguas terminou na confusão geral, no Pentecostes, o Espírito como que foi o tradutor simultâneo do que pregavam os apóstolos, pois caíam na conta de que, sendo todos galileus, «cada um de nós os ouve falar na sua própria língua». Se nos deixarmos conduzir pelo Espírito de Deus, as nossas diversidades não serão obstáculo para vivermos na unidade e colaborarmos pacificamente uns com os outros.
Na comunidade cristã da cidade de Corinto havia divisões por causa dos carismas e dons que, em vez de serem considerados instrumentos de serviço para o bem comum, eram usados como um trunfo pessoal de vanglória. Assim se compreende que S. Paulo exorte à unidade entre todos, pois a diversidade de dons é fruto do mesmo Espírito, que nunca pode inspirar divisões e discórdias. Todas as nossas diferenças de ser e de agir procederão do Espírito de Deus se conduzirem à unidade. É que, como recorda o apóstolo Paulo, «fomos batizados num só Espírito, para constituirmos um só corpo».
S. João relata-nos uma das aparições de Cristo ressuscitado. A sua presença é fonte de alegria para eles ontem e para nós hoje e a todos oferece o dom da paz. Quando na Eucaristia o presidente da celebração nos saúda dizendo: «A paz esteja convosco», deveríamos cair na conta de que é o próprio Cristo, vencedor da morte, que nos deseja a paz e nos envia em missão de paz: «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».

Oferecimento das Obras do Dia
Ofereço-Vos, ó meu Deus,
em união com o santíssimo Coração de Jesus
e por meio do Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia,
em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções
pelas quais o mesmo divino Coração está continuamente intercedendo
e sacrificando-se nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço, de modo particular,
pelas intenções do Apostolado da Oração neste mês e neste dia.

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/568

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