Meditação Diária
Dom, 13 – Domingo III do Advento – Ano B

Is 61, 1-2a.10-11 / Lc 1, 46-50.53-54 / 1 Tes 5, 16-24 / Jo 1, 6-8.19-28
O profeta Isaías não tem o poder das armas nem dos grandes da política. A sua força vem da missão que Deus lhe dá para «anunciar a boa nova aos pobres... a liberdade aos prisioneiros, e promulgar o ano da graça do Senhor». E assim aconteceu que o rei Ciro, em 538 a.C., entrou triunfante na Babilónia e deu a ordem de libertação aos deportados de Israel. Somos desafiados a alegrarmo-nos com o profeta pela libertação do seu povo: «Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus, que me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu num manto de justiça». Este é o meu Deus, o Deus de todos nós, no tempo presente que nos cabe viver.
No final da carta aos cristãos de Tessalónica, São Paulo faz diversas exortações para vivermos com qualidade: «Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias... Avaliai tudo, conservando o que for bom». Recorda que o nosso Senhor é «o Deus da Paz», sempre «fiel», aconteça o que acontecer, mesmo que nós não o consigamos ser.
No Evangelho encontramos João Batista, um modelo de viver em advento, esperando o Messias Salvador. Não aceita lisonjas e títulos de honra, negando claramente ser o Messias, Elias ou um outro profeta. Define-se a si mesmo, não pelas suas qualidades e virtudes, mas pela sua missão de «endireitar o caminho do Senhor», a fim de Ele poder vir ao seu povo.
Preparando a celebração da vinda de Jesus Cristo no Natal, é ocasião oportuna para cumprirmos o que nos pede João Batista: que caminho da minha vida devo endireitar para que Jesus possa nascer no meu coração?
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SALMO 68 (67) *
História da luta do povo de Deus
1 Do mestre de canto. De Davi. Salmo. Cântico.
2* Deus se levanta: seus inimigos debandam, seus adversários fogem de sua frente.
3 Tu os dissipas como a fumaça se dissipa; como a cera se derrete diante do fogo, assim perecem os injustos diante de Deus.
4 Os justos ao contrário se alegram, exultam na presença de Deus e dançam de alegria.
5* Cantem a Deus, toquem ao seu nome, atapetem o caminho daquele que avança pelo deserto. O nome dele é Javé: alegrem-se na presença dele.
6 Pai dos órfãos, protetor das viúvas, assim é Deus em sua morada santa.
7 Deus dá aos marginalizados uma casa, liberta os cativos e os enriquece. Somente os rebeldes permanecem na terra seca.
8* Ó Deus, quando saías à frente do teu povo, e avançavas pelo deserto,
9 a terra tremeu, o céu se dissolveu diante de Deus, o Deus do Sinai; diante de Deus, o Deus de Israel.
10 Derramaste sobre tua herança, ó Deus, uma chuva copiosa, aliviando a terra esgotada,
11 e o teu rebanho habitou na terra que tua bondade, ó Deus, preparou para o pobre.
12* O Senhor deu uma ordem, o anúncio de um exército numeroso:
13 «Reis e exércitos fogem correndo, e as mulheres repartem os despojos.
14 Enquanto vocês repousavam nos apriscos, as pombas batiam suas asas prateadas destilando ouro de suas plumas.
15 Enquanto o Todo-poderoso dispersava os reis, a neve caía sobre o monte Sombrio».
16* As montanhas de Basã são altíssimas, as montanhas de Basã são escarpadas.
17 Ó montanhas escarpadas, por que vocês invejam a montanha que Deus escolheu para habitar, a moradia perpétua de Javé?
18 Milhares e milhares são os carros de Deus. O Senhor marcha do Sinai para o santuário.
19 Subiste ao topo, levando cativos, e a ti deram homens como tributo,
até mesmo os que resistiam, para que Javé Deus tivesse a sua casa.
20* Bendito seja o Senhor a cada dia! Deus leva nossas cargas: ele é o nosso salvador!
21 Nosso Deus é um Deus que liberta, ao Senhor Javé pertencem as portas da morte.
22 Sim, Deus esmaga a cabeça de seus inimigos, e o crânio cabeludo do criminoso contumaz.
23 O Senhor disse: «Eu os farei voltar de Basã, eu os farei voltar do fundo do mar.
24 Você banhará seus pés no sangue do inimigo, sangue que os cães lamberão com suas línguas».
25* O teu cortejo aparece, ó Deus, o cortejo do meu Deus, do meu rei, a caminho do santuário.
26 Na frente marcham os cantores, atrás os tocadores de harpa, no meio as jovens, tocando pandeiros.
27 «Bendigam a Deus nas assembléias, bendigam a Javé na comunidade de Israel».
28 Na frente vai Benjamim, o mais novo; os príncipes de Judá, com seu tropel; os príncipes de Zabulon, os príncipes de Neftali.
29* Desfralda, ó Deus, o teu poder, o teu poder, ó Deus, que age em nosso favor.
30 Que os reis tragam o seu tributo ao teu Templo, em Jerusalém.
31 Reprime a Fera dos caniços, a tropa dos Touros e os Novilhos dos povos.
Que se rendam a ti com barras de prata. Dispersa os povos que gostam de guerras!
32 Do Egito venham os grandes, e a Etiópia estenda as mãos para Deus.
33* Cantem a Deus, reis da terra, toquem para o Senhor,
34 que avança pelos céus, os céus antigos.
Ele ergue sua voz, sua voz poderosa:
35 «Reconheçam a força de Deus!»
Sua majestade resplandece sobre Israel, e por sobre as nuvens o seu poder.
36 Desde o santuário Deus impõe reverência: ele é o Deus de Israel, que dá força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus!
* Sl 68: Oração de agradecimento coletivo, talvez cantado numa procissão que recorda passos da história de Israel.
* 2-4: A intervenção de Deus na história provoca uma divisão fundamental, porque Deus toma partido: ele se alia aos justos para derrotar os injustos.
* 5-7: Deus caminha à frente do seu povo, formado pelos marginalizados da sociedade e da história: órfãos, viúvas, marginalizados e cativos.
* 8-11: Como líder e pastor do seu povo, Javé vai à frente em todas as lutas, abalando a realidade inteira (terra e céu). Para quê? Para dar uma terra fértil aos pobres, que viviam numa terra esgotada pela exploração e opressão.
* 12-15: A história do povo é feita de muitas lutas para vencer os poderosos e seus grandes exércitos. Graças a isso, o povo pode recuperar e repartir as riquezas que, por direito, lhe pertencem (despojos, ouro e prata).
* 16-19: A procissão chega ao Templo no monte Sião. É o momento de uma grande transformação histórica: com a monarquia de Davi e Salomão, Israel torna-se império, correndo o perigo de se tornar um novo opressor.
* 20-24: A certeza de que Deus habita em seu meio traz ao povo a confiança permanente de que Deus o ajudará a levar todas as cargas. Ele o libertará da morte produzida pelos inimigos estrangeiros e pelos injustos que pervertem as relações sociais.
* 25-28: Nova descrição, mais detalhada, da procissão que se dirige para o Templo.
* 29-32: Súplica para que Deus manifeste seu governo poderoso, realizando a justiça. Todas as nações trarão seus tributos, porque o Deus justo saberá repartir a riqueza entre todos.
* 33-36: Convite a que todos os reis reconheçam que Deus é o rei soberano. A história do seu povo e todo o universo são testemunhas de que esse Deus vivo reparte sua força e poder com o seu povo.
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December 13 2020
With Jesus in the morning
On this Sunday of Advent renew the meaning of this time of preparation and waiting. Take time to pray and be with the Lord. John the Baptist helps us encounter the Lord: “What do you say about yourself? He answered: I am the voice of him who cries out in the desert, make straight the way of the Lord” (John 1:23). Let this question resonate in your heart, and let the Spirit of the Lord give you light. What do you feel called to do or what is the Lord trying to say to you? Offer your day for the intention of the month. Our Father…
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