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domingo, 27 de dezembro de 2020

Meditação Diária
Dom, 27–Sagrada Família de Jesus, Maria e José (Festa)–Ano B

Sir 3, 3-7.14-17a / Slm 127 (128), 1-5 / Col 3, 12-21 / Lc 2, 22-40

No domingo a seguir ao Natal, celebramos a melhor família de sempre, tão maravilhosamente divina quanto perfeitamente humana: a sagrada Família de Jesus, Maria e José. Perante este admirável modelo, celebramos o tesouro da nossa família que, apesar dos seus defeitos e limitações, é um «porto seguro» e, segundo palavras do Papa Francisco, é «o hospital mais próximo».

Uma boa parte do livro da autoria de Ben Sira, um sábio mestre que viveu cerca de 200 anos antes de Cristo, é dedicada à vida familiar. Honrar o pai e a mãe é muito mais do que uma gentileza, pois tem o mérito de perdoar pecados e de fazer que a nossa oração seja atendida por Deus. Contra a «cultura do descarte» dos doentes e idosos – a expressão é do Papa Francisco – Ben Sira recorda que tratá-los com caridade é algo de que Deus sempre se lembrará e reverterá em desconto dos próprios pecados.

São Paulo, escrevendo aos cristãos de Colossos, dá-nos indicações de grande atualidade para uma vida familiar sã e feliz. Precisamos de cultivar cada dia: «sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência». Pede-nos para usarmos um hábito especial, extremamente belo e útil: «Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição». Mais do que indagarmos os aspetos em que a nossa família nos deverá ajudar, vejamos quais são as dimensões em que a família necessita da nossa ajuda.

O Evangelho descreve-nos a família de Jesus como cumpridora dos seus deveres religiosos, consagrando ao Senhor o seu filho primogénito e fazendo a oferta correspondente. É um dever de cada família cristã fazer crescer os filhos na fé, inculcando neles convicções profundas, que se manifestem em atitudes de culto a Deus e de caridade para com o próximo.

Simeão dá-nos uma lição de como envelhecer, sendo um «homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele». Igualmente Ana, que «não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações». A nossa ligação a Deus dá qualidade ao nosso viver humano. Dando tempo e espaço à vida cristã, as nossas famílias serão beneficiadas.

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1164

 Angelus com o Papa na Biblioteca Apostólica

 No Angelus, Papa anuncia Ano “Família Amoris laetitia”

A intenção do Pontífice ao anunciar este Ano especial é “prosseguir o percurso sinodal” que levou à publicação do documento. Com efeito, Amoris laetitia é fruto da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada de 4-25 de outubro de 2015 sobre o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.

Jackson Erpen e Bianca Fraccalvieri - Vatican News

  No Angelus deste domingo, 27, dia em que a Igreja celebra a Sagrada Família, o Papa Francisco anunciou a convocação de um “Ano especial dedicado à Família Amoris laetitia”, que será inaugurado em 19 de março de 2021, dia de São José e quinto aniversário de publicação da Exortação Apostólica. O encerramento está marcado para junho de 2022. Será "um ano de reflexão" e uma oportunidade para "aprofundar os conteúdos do documento":

“Essas reflexões serão colocados à disposição das comunidades eclesiais e das famílias para acompanhá-las em seu caminho. Desde agora, convido todos a aderir às iniciativas que serão promovidas ao longo do ano e que serão coordenadas pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Confiemos à Sagrada Família de Nazaré, em particular à São José, esposo e pai solícito, este caminho com as famílias de todo o mundo.”

 Família de Nazaré, modelo para todas as família do mundo

 O Angelus deste domingo, também foi rezado na Biblioteca do Palácio Apostólico, pois como Francisco havia explicado no Angelus na festa de Santo Estêvão, “devemos fazer assim, para evitar que as pessoas venham para a Praça” e assim colaborar com as disposições dadas pelas Autoridades, “para ajudar a todos nós a escapar desta pandemia.”

 Angelus de 27 de dezembro de 2020

 Dirigindo-se a quem o acompanhava pelos meios de comunicação, o Papa chamou a atenção para o fato de que “o Filho de Deus quis ter necessidade, como todas as crianças, do calor de uma família”, e precisamente por isso, “porque é a família de Jesus, a de Nazaré é a família modelo, em que todas as famílias do mundo podem encontrar o seu ponto de referência seguro e uma inspiração segura. Em Nazaré brotou a primavera da vida humana do Filho de Deus, no momento em que Ele foi concebido pela ação do Espírito Santo no seio virginal de Maria.”

Família evangeliza com exemplo de vida

 Jesus transcorreu sua infância com alegria na Casa de Nazaré, envolvido “pela solicitude maternal de Maria e pela solicitude de José, em quem Jesus pôde ver a ternura de Deus”. 

Ao imitar a Sagrada Família, somos chamados a redescobrir o valor educativo do núcleo familiar: isso requer que seja fundado no amor que sempre regenera as relações, abrindo horizontes de esperança. Em família se poderá experimentar uma comunhão sincera quando ela é casa de oração, quando os afetos são sérios, profundos, puros, quando o perdão prevalece sobre a discórdia, quando a dureza cotidiana do viver é amenizada pela ternura recíproca e pela serena adesão à vontade de Deus. Desta forma, a família se abre à alegria que Deus dá a todos aqueles que sabem dar com alegria. Ao mesmo tempo, encontra energia espiritual para se abrir ao exterior, aos outros, ao serviço dos irmãos, à colaboração para a construção de um mundo sempre novo e melhor; capaz, por isso, de ser portadora de estímulos positivos; a família evangeliza com o exemplo de vida.

“Em família se poderá experimentar uma comunhão sincera quando ela é casa de oração, quando os afetos são profundos e puros, quando o perdão prevalece sobre a discórdia, quando a dureza cotidiana do viver é amenizada pela ternura recíproca e pela serena adesão à vontade de Deus.”

 Com licença, perdão, obrigado

 O Papa recordou que nas famílias existem problemas, que às vezes se briga, “mas somos humanos, somos fracos, e todos temos às vezes este fato que brigamos em família”. Mas a recomendação, já feita em outras oportunidades, é que não se acabe o dia sem fazer as pazes, pois “a guerra fria no dia seguinte é muito perigosa”. E lembrou as três palavras fundamentais para que o ambiente em família seja bom: "com licença", "perdão", "obrigado". “Não ser invasivos”, agradecer sempre, pois “a gratidão é o sangue da alma nobre”, e depois pedir perdão, das três, a palavra mais difícil de dizer.

Famílias, fermento de uma nova humanidade

 E o exemplo de evangelizar com a família, continuou então Francisco, é o chamado que nos é feito pela festa de hoje, que nos repropõe o ideal de amor conjugal e familiar, assim como foi enfatizado na Exortação Apostólica Amoris laetitia

Ao concluir, o Papa pediu à Virgem Maria, que” faça com que as famílias de todo o mundo fiquem cada vez mais fascinadas pelo ideal evangélico da Sagrada Família, para assim se tornar fermento de nova humanidade e de uma nova solidariedade concreta e universal.”

A oração de Francisco pelas famílias marcadas pelas feridas da incompreensão e da divisão

 Após rezar o Angelus, ao saudar as famílias, grupos e fiéis que acompanham pelos meios de comunicação, o Santo Padre dirigiu seu pensamento em particular “às famílias que nos últimos meses perderam um familiar ou foram provadas pelas consequências da pandemia. Penso também nos médicos, enfermeiras e todo o pessoal de saúde cujo grande empenho na linha de frente do combate à propagação do vírus teve repercussões significativas na vida familiar”.

O Papa também confiou ao Senhor “todas as famílias, especialmente as mais provadas pelas dificuldades da vida e pelas feridas da incompreensão e da divisão. O Senhor, nascido em Belém, conceda a todas a serenidade e a força para caminharem unidos no caminho do bem”.

A solidariedade do Papa a quem perdeu familiares na pandemia

27 dezembro 2020, 12:17

  https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-12/papa-francisco-angelus-convoca-ano-familia-amoris-laetitica.html

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