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domingo, 25 de julho de 2021

Meditação Diária
25 jul
Dom, 25 – Domingo XVII do Tempo Comum – Ano B / 1.º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

2 Reis 4, 42-44 / Slm 144 (145), 10-11.15-18 / Ef 4, 1-6 / Jo 6, 1-15

A leitura do livro dos Reis fala de uma situação de grande carestia. As terras do Médio Oriente, onde a chuva era escassa, conheciam ciclicamente tempos de fome. Aliás, a palavra «fome» aparece 134 vezes no Antigo Testamento.

Um agricultor pobre renuncia aos poucos pães que tinha para si, pondo-os ao dispor do profeta Eliseu. E a sua generosidade foi abençoada, podendo saciar a fome a cem pessoas, sobrando ainda pão. Não é verdade que quanto mais generosos somos, mais somos recompensados? Cristo recordou: «Dai e vos será dado».

No Evangelho de João encontramos a descrição do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Os milagres de Jesus acontecem como um serviço às pessoas necessitadas e não como exaltação do seu poder divino. Por isso, perante a iminência de o aclamarem como rei, «retirou-se novamente, sozinho, para o monte».

Jesus, a partir do pouco que tinha um jovem: cinco pães e dois peixes, dá de comer a uma multidão de umas cinco mil pessoas. O milagre da multiplicação deu-se a partir de outro «milagre»: a generosa partilha de quem renunciou a ficar com os poucos pães e peixes só para si. Quantos problemas se resolveriam, de fome e de outras carências fundamentais, se houvesse mais generosidade e partilha? Jesus está na nossa vida para fazer o milagre de abrirmos o coração às necessidades do nosso próximo, para multiplicar a nossa capacidade de partilhar e de ser solidários.

São Paulo, escrevendo aos cristãos de Éfeso, recorda o que nos une a todos como cristãos: «Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e pai de todos, que está acima de todos, atua em todos e em todos se encontra». Como é importante sublinhar o que nos une! Por vezes, ficamos apenas a notar o que separa um bispo de um padre, ou uma religiosa de um leigo. Não há cristãos de primeira, segunda ou terceira categoria. Todos somos estruturalmente iguais, com a mesma dignidade, apenas com missões diferentes na Igreja.

O Papa Francisco anunciou, a 31 de janeiro do presente ano, a instituição do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, tendo afirmado: «O Espírito Santo ainda hoje suscita pensamentos e palavras de sabedoria nos idosos: a sua voz é preciosa porque canta os louvores de Deus e conserva as raízes dos povos. Eles recordam-nos que a velhice é um dom e que os avós são a ligação entre as gerações, para transmitir aos jovens a experiência da vida e da fé. Os avós são muitas vezes esquecidos e nós esquecemos esta riqueza de preservar as raízes e de as transmitir. Por esta razão, decidi instituir o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que terá lugar na Igreja inteira todos os anos no quarto domingo de julho, na proximidade da festa dos Santos Joaquim e Ana, os “avós” de Jesus. É importante que os avós se encontrem com os netos e que os netos se encontrem com os avós, porque – como diz o profeta Joel – os avós diante dos netos sonharão, terão grandes desejos, e os jovens, haurindo força dos avós, seguirão em frente, profetizarão».

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1384

 

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