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sábado, 3 de julho de 2021

 

Meditação Diária
Dom, 4 – Domingo XIV do Tempo Comum – Ano B

Ez 2, 2-5 / Slm 122 (123), 1-4 / 2 Cor 12, 7-10 / Mc 6, 1-6

O profeta Ezequiel é enviado a Babilónia, onde estavam os deportados de Israel, para proclamar a palavra de Deus. Perante a revolta dos exilados e as seduções que lhes eram propostas, intervém quem fala em nome de Deus. A missão não é fácil, pois encontra quem tem «cabeça dura e coração obstinado». Mas a todo o profeta é pedida fidelidade, assumindo as dificuldades da missão, sem fazer descontos nem promover saldos à integridade da verdade. De algum modo, todos temos vocação de profeta. A nossa vida, o que fazemos e dizemos, o cumprimento dos nossos deveres quotidianos deve ser o procurar pôr em prática a vontade de Deus. Caio na conta deste meu excelente estatuto de profeta, sempre pondo em prática o que Deus quer de mim? 

O apóstolo Paulo era um homem cheio de qualidades, pessoa culta como poucas do seu tempo, com grande sabedoria e coragem. Mas prefere apresentar-se aos cristãos de Corinto sem exaltar o seu currículo e virtudes, antes dando valor à força de Deus que entra em si pela porta da sua humilde pequenez: «Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte». Sei aproveitar as minhas fragilidades e insucessos para deixar entrar em mim o poder de Deus, rentabilizando a minha pequenez?

Jesus, Filho de Deus omnipotente, também conheceu experiências de insucesso. Os seus conterrâneos de Nazaré ficaram maravilhados com a sua sabedoria, ao comentar a Palavra da Escritura na sinagoga. Mas, tendo em conta as suas raízes humildes de carpinteiro, muitos o desprezaram. Os nossos preconceitos são como rótulos que colamos às pessoas, desqualificando-as. Deixamos de as ver e julgar com imparcialidade e olhar puro. Não é verdade que devemos pedir ao Senhor a graça de saber ver o que há de bom em cada pessoa, sem a definir por algum seu defeito? 

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1363

 

Com Jesus à Tarde

“A Palavra de Deus é luz para a inteligência, fogo para a vontade, para que o homem possa conhecer e amar a Deus” (São Lourenço de Bríndisi). Luz para a inteligência, pois sempre tem resposta para as dúvidas, inseguranças e medos que trazemos em nossos corações. Se quisermos praticar o que é bom, justo e santo, na Palavra encontramos o caminho certo. Fogo para a vontade porque não tem como ler a Palavra e não se sentir tocado por ela! O Senhor nos exorta a agir e a transformar a nossa realidade para melhor. E pela sua Palavra somos impelidos a partilhar com os irmãos a riqueza que nela encontramos.

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