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quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

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5

1 O justo, porém, ficará de , sem temor, diante dos que o oprimiram e desprezaram seus sofrimentos. 2 Ao ver o justo, esses ficarão tomados de terrível pavor, espantados diante da salvação inesperada. 3 Arrependidos, dirão entre si, entre soluços e gemidos de angústia: 4 «Esse é aquele de quem antes nós ríamos. Nós o tomávamos como objeto de zombaria. Insensatos que fomos! Consideramos uma loucura a vida dele e a sua morte para nós era uma vergonha! 5 Por que ele agora é considerado entre os filhos de Deus e participa da herança dos santos? 6 Nós portanto nos desviamos do caminho da verdade. A luz da justiça não brilhou para nós, nem o sol para nós se levantou. 7 Nós nos fartamos nos caminhos da injustiça e da perdição. Percorremos desertos intransitáveis, e não conhecemos o caminho do Senhor. 8 De que adiantou o nosso orgulho? Que vantagem tiramos de nossa riqueza arrogante? 9 Tudo passou como sombra e como notícia fugaz. 10 Passou como navio que corta as águas agitadas, sem que se possa encontrar vestígios de sua passagem, nem o sulco de seu casco nas ondas. 11 Foi embora como pássaro que voa pelos ares, sem deixar qualquer sinal de sua rota: o ar leve, ferido pelo toque das penas e dividido pelo ímpeto vigoroso, é atravessado pelas asas em movimento, mas depois não fica sinal nenhum de sua passagem. 12 Tudo passou como flecha disparada para o alvo: o ar cortado volta imediatamente sobre si mesmo, e não se sabe mais a trajetória dela. 13 O mesmo acontece conosco: mal nascemos e desaparecemos, sem mostrar nenhum sinal de virtude, porque nós nos consumimos em nossa maldade14 Sim, a esperança do injusto é como palha arrebatada pelo vento, como leve espuma que a tempestade levanta. Esperança que se desfaz como fumaça espalhada pelo vento, e é fugaz como a lembrança do hóspede que fica um dia só.

15 Os justos, porém, vivem para sempre, recebem do Senhor a recompensa, e o Altíssimo cuida deles. 16 Por isso, receberão das mãos do Senhor a gloriosa coroa real e o diadema do esplendor, porque ele os protegerá com a mão direita e os cobrirá com seu braço, como escudo. 17 Tomará seu próprio zelo como armadura e armará a criação para castigar os inimigos. 18 Vestirá a couraça da justiça e colocará o capacete do julgamento que não admite suborno. 19 Tomará como escudo a santidade invencível, 20 afiará a espada de sua ira implacável, e o universo combaterá a seu lado contra os insensatos. 21 Os raios partirão das nuvens como flechas bem apontadas e voarão sobre o alvo como de um arco bem retesado. 22 Sua funda lançará furiosa saraivada, a água do mar se enfurecerá contra eles, e os rios sem piedade os afogarão. 23 O sopro do poder divino se levantará contra eles e os dispersará como furacão. É assim que a injustiça devastará a terra toda, e a maldade derrubará o trono dos poderosos.




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Meditação Diária
24 jan
Dia 24 | Quarta-Feira – São Francisco de Sales (Memória)

2 Sam 7, 4-17 / Slm 88 (89), 4-5.27-30 / Mc 4, 1-20

Vós [Deus] sois meu pai (…). (Salmo) 

No Antigo Testamento, Deus já era (considerado) Pai. Um pai que esmagava os inimigos na guerra e a quem os salmos pedem que esmague os que fazem mal ao próximo. Jesus virá confirmar que Deus é pai, mas um pai que, ao invés de esmagar os inimigos, nos manda amá- -los. Pai terrível este, pai pedagogo dos pais humanos. Enquanto os pais de carne e osso não ensinarem aos filhos como é que se ama quem lhes faz mal, ainda não lhes estão a dar uma educação cristã.

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/2331

 

Ant. 3 O Senhor não julga pela aparência,
mas com toda a justiça e eqüidade.

Salmo 74(75)

O Senhor, Juiz supremo

Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes (Lc 1,52).

=2 Nós vos louvamos, dando graças, ó Senhor, †
dando graças, invocamos vosso nome *
e publicamos os prodígios que fizestes!

3 “No momento que eu tiver determinado, *
vou julgar segundo as normas da justiça;
4 mesmo que a terra habitada desmorone, *
fui eu mesmo que firmei suas colunas!”

5 “Ó orgulhosos, não sejais tão arrogantes! *
não levanteis vossa cabeça, ó insolentes!
6 Não levanteis a vossa fronte contra os céus, *
não faleis esses insultos contra Deus!”

7 Porque não vem do oriente o julgamento, *
nem do ocidente, do deserto ou das montanhas;
8 mas é Deus quem vai fazer o julgamento: *
o Senhor exalta a um, e humilha a outro.

9 Em sua mão o Senhor Deus tem uma taça *
com um vinho de mistura inebriante;
– Deus lhes impõe que até o fim eles o bebam; *
todos os ímpios sobre a terra hão de sorvê-lo.

10 Eu, porém, exultarei eternamente, *
cantarei salmos ao Senhor Deus de Jacó.
11 “A força dos iníquos quebrarei, *
mas a fronte do homem justo exaltarei!”

Ant. O Senhor não julga pela aparência,
mas com toda a justiça e eqüidade.

Leitura breve 1Cor 13,8-9.13

A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade.

V. Sobre nós, venha, Senhor, a vossa graça.
R. Da mesma forma que em vós nós esperamos.

Oração

Deus onipotente e misericordioso, que nos dais novo alento no meio deste dia, olhai com bondade os trabalhos começados e, perdoando nossas faltas, fazei que eles atinjam os fins que vos agradam. Por Cristo, nosso Senhor.

Conclusão da Hora

V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

 https://liturgiadashoras.online/hora-sexta-quarta-feira-da-3a-semana-do-tempo-comum/

 

 

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