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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

 3. ANO LITÚRGICO


“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último”. (Ap 22,13).

24. Toda festa celebra algum momento especial da vida. Na Liturgia, celebramos a vida inteira de Jesus Cristo, pois toda ela foi um sacrifício de louvor ao Pai, em favor da salvação humana. Assim, o Ano Litúrgico não é uma mera divisão de celebrações em um calendário religioso, mas expressão integral do Mistério Pascal de Cristo, desde o anúncio de sua vinda à feliz expectativa de sua volta14.


25. As celebrações distribuídas ao longo do Ano Litúrgico não apenas evocam os fatos da vida do Senhor, do discipulado de sua Mãe e do seguimento exemplar de seus santos e santas, mas nos inserem neles, fazendo-nos testemunhar e alcançar a graça divina que cada celebração nos reapresenta. Desse modo é que se entende a Liturgia como momento histórico da salvação, pois nela o “ontem” do tempo cronológico atualiza-se no “hoje” do tempo oportuno da graça de Deus (kairós). 


26. A comunidade deve celebrar à luz de Jesus Cristo ressuscitado, vivo, presente e atuante em seu meio, e não à luz de um tema ou de uma ideia15. Devem prevalecer os aspectos do Mistério de Cristo, celebrados conforme estão dispostos no decorrer do Ano Litúrgico. Esses aspectos são percebidos pelo tempo litúrgico, pela especificidade da solenidade, festa ou memória, pelos textos bíblicos e

14 Cf. SC 2.
15 Cf. CNBB. Guia Litúrgico-Pastoral, p.27.
Diretório pastoral litúrgico sacramental
[recurso eletrônico] (Documento ; 7).

eucológicos previstos. Os dias e meses temáticos, do calendário civil ou do costume da Igreja no Brasil, têm lugar na Liturgia, mas jamais podem se sobrepor a ela. 

3.1. O Domingo

27. Desde os tempos apostólicos, o domingo é chamado “Dia do Senhor”, pois faz memória da ressurreição de Cristo. É a festa por excelência da Igreja que, a cada domingo, se reúne para dar graças a Deus pelo dom da salvação, assimilado nos ritos e orações da Liturgia. É também “o dia da alegria e do repouso”16 onde, após as labutas da semana que se encerrou, os fiéis descansam no Senhor e esperam por Ele17.

28. Para a valorização do domingo e a redescoberta de seu sentido fundamental para a comunidade cristã, bem como para sua adequada preparação, promovam-se encontros de reflexão em torno das Cartas Apostólicas Dies Domini, do Papa S. João Paulo II, e Desiderio Desideravi, do Papa Francisco, que nos ensina que, “de domingo em domingo, a força do Pão partido nos sustenta no anúncio do Evangelho”18.

29. Para vivenciar o domingo como dia reservado à celebração pascal e ao descanso em família, evite-se, o quanto possível, outras atividades comunitárias além das celebrações da Eucaristia ou da Palavra de Deus. A comunidade deve ser a primeira a incentivar o encontro e a convivência familiares.

16 SC 2.
17 Cf. Sl 37,7.
18 DD 65.

Diretório pastoral litúrgico sacramental [recurso eletrônico] (Documento ; 7)| 25


30. “Sendo o domingo a Páscoa semanal”19, é possível que,dominicalmente, o Círio Pascal seja aceso (com exceção dos domingos da Quaresma e do Advento).

3.2. Tríduo Pascal

31. A celebração anual da Páscoa é vivenciada no Tríduo Pascal, “ápice de todo o ano litúrgico”20. Tem início com a Missa da Ceia do Senhor, seu centro na Vigília Pascal e término no Domingo da Ressurreição21.

32. Quanto à Quinta-feira da Ceia do Senhor:

a. Deve ser celebrada à noite22.
b. Antes do início da celebração, o sacrário deve estar “totalmente vazio”23, com as portas abertas e a lâmpada apagada.
c. Durante o “Glória”, tocam-se sinos24.
d. Por não se tratar de uma encenação teatral, mas de um rito, as pessoas escolhidas para o lava-pés não  se vestem como apóstolos.
e. Não é conveniente que haja, como decoração do espaço, outra mesa com pães, uvas, vinho etc., pois a Mesa do Senhor é uma só: o altar.

19 DD 75.
20 NUAL 18.
21 Cf. NUAL 19.
22 Cf. MR, p. 246, nº 1.
23 MR, p. 246, nº 5.
24 Cf. MR, p. 246, nº 7.

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f. Ao menos nesse dia, todo o esforço seja feito para que também a assembleia receba a Comunhão no
pão e no vinho eucarísticos.
g. A transladação com o Santíssimo para o local da reposição é feita com a âmbula/cibório25, não com o ostensório.

h. Para a adoração dos fiéis no local da reposição, é louvável que haja momentos de silêncio,leituras bíblicas, canto de salmos e orações. Após a meia-noite, “esta adoração seja feita sem nenhuma solenidade”26, se chegar a esta hora.

i. Com exceção da Missa do Crisma, que pode ser celebrada pela manhã, e da celebração das horas do
Ofício Divino, não é possível nenhuma outra celebração neste dia, como, por exemplo, as missas votivas.

33. Quanto à Sexta-feira da Paixão do Senhor: 

a. Neste dia, “a Igreja não celebra os sacramentos,com exceção da Penitência e da Unção dos Enfermos”27.
b. Incentiva-se o canto ou o diálogo da narrativa da Paixão.

25 Cf. MR, p. 255, nº 37.
26 MR, p. 256, nº 43.
27 MR, p. 257, nº 1.
Diretório pastoral litúrgico sacramental
[recurso eletrônico] (Documento ; 7)| 27

c. Não se deve colocar mais de uma Cruz para a adoração28.
d. Não se faça encenação/teatro ou o “Sermão das 7 palavras”, durante a Celebração da Paixão do Senhor.


34. Quanto à Vigília Pascal:


a. Promova-se a necessária conscientização sobre a centralidade desta celebração, “que é a mais sublime e nobre de todas as solenidades”29.
b. Deve ser celebrada durante a noite, “de modo que não comece antes do anoitecer e sempre termine antes da aurora do domingo”30.
c. Somente “por graves razões de ordem pastoral pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento”31. Que haja empenho e paciência para que a Vigília seja celebrada em sua integralidade.
d. Dada a sua riqueza simbólica própria, não sejam acrescentados à Vigília Pascal outros elementos,como, por exemplo, a procissão com o Santíssimo Sacramento.
e. É louvável que, após a celebração, a comunidade prolongue o clima festivo pela ressurreição do Senhor com um lanche partilhado, um jantar ou  outra forma de confraternização. 

28 Cf. MR, p. 267, nº 19.
29 Cf. MR, p. 274, nº 2.
30 Cf. MR, p. 274, nº 3.
31 Cf. MR, p. 294, nº 21

Diretório pastoral litúrgico sacramental [recurso eletrônico] (Documento ; 7).28 |

 https://arquidiocesebh.org.br/noticias/vicariato-para-acao-pastoral-apresenta-versao-digital-do-diretorio-liturgico-sacramental/

 Para a Arquidiocese de Belo Horizonte, a distribuição da Eucaristia segue as normas da Igreja Católica, as quais foram reafirmadas no Novo Diretório Pastoral Litúrgico Sacramental, disponível desde janeiro de 2025. As diretrizes da Arquidiocese de BH especificam que, para receber a sagrada Comunhão, é necessário estar em estado de graça, ou seja, sem consciência de pecado mortal. Quem tem consciência de ter cometido um pecado grave deve receber o Sacramento da Reconciliação antes de comungar. 

A Arquidiocese de Belo Horizonte, por meio de seu Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental, também orienta as práticas litúrgicas nas diversas etapas, como a Assembleia Litúrgica, a Pastoral Litúrgica, o Ano Litúrgico e a Liturgia das Horas. 
Vale ressaltar que a Arquidiocese de BH já divulgou uma nota de esclarecimento em 2019 sobre informações equivocadas acerca da Comunhão Eucarística, alertando os fiéis a não confiarem em publicações que desqualifiquem a presença dos Ministros Extraordinários da Comunhão. 
Para mais informações e detalhes específicos sobre a Eucaristia e a sua distribuição, o Novo Diretório Pastoral Litúrgico Sacramental da Arquidiocese de Belo Horizonte pode ser consultado. 
 
Fonte de pesquisa: Resposta gerada por IA DO GOOGLE 
 
 O Diretório Litúrgico-Pastoral da Arquidiocese de BH fornece princípios para a celebração da Eucaristia, visando a participação ativa e consciente dos fiéis, sem a intenção de criar regras que limitem a liberdade litúrgica. A distribuição da Santa Eucaristia não deve ter "distinções" baseadas em julgamentos pessoais, pois o foco é o acolhimento de todos, especialmente os pecadores, como Jesus veio para todos, não para os que se consideram justos. 

 Pontos-chave: 

 Propósito do Diretório: O diretório tem como objetivo orientar e inspirar as celebrações litúrgicas, tornando-as memórias vivas da Páscoa de Cristo e fonte de vida para os fiéis.

 Unidade e Comunhão: O diretório promove a unidade e a comunhão na liturgia, com um "rosto" diocesano, buscando um aprofundamento da espiritualidade cristã. 

 Participação Ativa: A intenção é que os fiéis participem da liturgia de forma ativa, consciente e frutuosa, como pede a Constituição sobre a Liturgia, Sacrosanctum Concilium.

 Acolhimento dos Pecadores: As orientações litúrgicas e pastorais não são para julgar, mas para lembrar que Jesus veio para todos, inclusive para os que se consideram pecadores. O foco é na misericórdia e no perdão, que são centrais na fé católica.

 Formação: O diretório é um meio para promover encontros de formação litúrgica nas comunidades, aprofundando o conhecimento e a espiritualidade da liturgia.

Em resumo: A distribuição da Eucaristia deve refletir o acolhimento incondicional de Jesus a todos os fiéis, sem fazer distinções ou julgamentos, e o Diretório Litúrgico-Pastoral oferece os princípios para essa prática pastoral. Para informações mais detalhadas, procure o Diretório Litúrgico-Pastoral oficial da Arquidiocese de Belo Horizonte. Ele pode ser consultado ou adquirido na própria Arquidiocese.
  
 Fonte de pesquisa: Resposta gerada por IA DO GOOGLE 
 

 https://arquidiocesebh.org.br/wp-content/uploads/2025/02/diretorio-pastoral-liturgico-sacramental.pdf

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