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sábado, 9 de maio de 2026

 

Voltados para o Quadro da Virgem do Rosário de Pompeia, o momento da Súplica

A Súplica à Santíssima Virgem do Rosário de Pompeia

A Súplica foi composta por São Bartolo Longo em 1883, em resposta ao convite do Papa Leão XIII que, na sua primeira Encíclica sobre o Rosário, Supremi Apostolatus Officio, convidava os católicos a um empenho espiritual voltado a enfrentar os males da sociedade.

Vatican News

“Exatamente um ano atrás, quando me foi confiado o ministério de Sucessor de Pedro, era precisamente o dia da Súplica à Virgem do Santo Rosário de Pompeia. Eu deveria, portanto, vir aqui, para colocar meu serviço sob a proteção da Santíssima Virgem. (Leão XIV, homilia em Pompeia)”

Com o coração agradecido, no dia em que completa um ano de Pontificado e no contexto dos 150 anos do lançamento da pedra fundamental do Santuário, o Papa Leão XIV foi a Pompeia, onde na Piazza Bartolo Longo, presidiu a Santa Missa na presença de 20 mil fiéis.

Antes das palavras de agradecimento do arcebispo-prelado de Pompeia e delegado Pontifício para o Santuário, dom Tommaso Caputo, bem como da Bênção Final, foi rezada a Súplica diante da venerada imagem de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, escrita em 1883 e recitada solenemente duas vezes ao ano: ao meio-dia de 8 de maio e do primeiro domingo de outubro.

A Súplica foi composta por Bartolo Longo - beatificado por São João Paulo II em 26 de outubro de 1980 e canonizado por Leão XIV em  19 de outubro de 2025 - como adesão ao convite que, em sua primeira Encíclica sobre o Rosário, o Papa Leão XIII havia feito aos católicos para um empenho espiritual voltado a enfrentar os males da sociedade. De fato, em 1º de setembro de 1883, havia sido publicada a Encíclica Supremi Apostolatus Officio, com a qual o Pontífice indicava na oração do Rosário um instrumento seguro para a obtenção do bem espiritual para a sociedade e a Igreja, abaladas por “graves calamidades”.

Graças à Súplica, a difusão do culto mariano atingiu seu ápice naqueles anos. E em 8 de maio de 1915, a oração fez seu ingresso no Vaticano. De fato, ao meio dia, Bento XV, que muito estimava Bartolo Longo, bem como a Obra em Pompeia, recitou a oração na Capela Paulina juntamente com seus colaboradores, tradição que continuou com os Pontífices sucessivos.

Durante a I Guerra Mundial, ademais, de Pompeia se elevava uma invocação incessante pela paz, coerentemente com a própria missão universal, mas também em conformidade ao magistério e à política internacional de Bento XV.

Traduzida para diversas línguas – do inglês ao russo, do armênio ao chinês, do urdu aos tâmil, tornou-se uma oração universal, sendo recitada sempre ao meio dia em diversos locais do planeta, de Nova Iorque a Buenos Aires, de Toronto a Sidney, de Johannesburg a Caracas, reunindo milhares de fiéis:

Ó Augusta Rainha das Vitórias, ó Soberana do Céu e da terra, com cujo nome alegram-se os céus e tremem os abismos, ó Rainha gloriosa do Rosário, nós teus filhos devotos, reunidos no teu Templo de Pompeia neste dia solene, derramamos os afetos do nosso coração e com confiança de filhos te exprimimos as nossas misérias.

Do trono de clemência, onde estás sentada, Rainha, debruça, ó Maria, teu olhar piedoso sobre nós, sobre as nossas famílias, sobre a Itália, sobre a Europa, sobre o mundo.

Tenha compaixão das angústias e aflições que amarguram a nossa vida.

Vê, ó Mãe, quantos perigos para alma e para o corpo, quantas calamidades e aflições nos oprimem.

Ó Mãe, implora para nós a misericórdia do teu Filho divino e vence com clemência o coração dos pecadores. São nossos irmãos e filhos teus que custam sangue ao doce Jesus e entristecem o teu sensível coração.

Mostra-te a todos como és, Rainha da paz e do perdão.

Ave Maria.....

É verdade que nós, em primeiro lugar, apesar de sermos teus filhos, com os nossos pecados tornamos a crucificar Jesus em nossos corações e trespassamos outra vez o teu coração.

Confessamos que somos merecedores dos mais duros castigos, lembra-te que, sobre o Gólgota, recebeste com o Sangue divino, o testamento do Redentor moribundo que te declarava Mãe nossa, Mãe dos pecadores.

Tu então, como nossa Mãe, és a nossa Advogada, a nossa esperança.

E nós, gemendo, estendemos a ti as mãos suplicantes, gritando: Misericórdia!

Ó boa Mãe, tem piedade de nós, das nossas almas, das nossas famílias, dos nossos parentes, dos nossos amigos, dos nossos mortos, sobretudo dos nossos inimigos e de tantos que se dizem cristãos e depois ofendem o Coração amável do teu Filho.

Hoje imploramos piedade pelas nações corrompidas, pela Europa, pelo mundo, para que arrependido retorne ao teu Coração. Misericórdia para todos, ó Mãe de Misericórdia!

Ave Maria....

Digna-te ouvir-nos, ó Maria, por tua benevolência! Jesus pôs em tuas mãos todos os tesouros das suas graças e das suas misericórdias.

Sentada à direita do teu Filho, coroada Rainha, esplendorosa de glória imortal sobre todos os Coros dos Anjos.

Estende o teu domínio pela extensão dos céus e a ti a terra e todas as suas criaturas te estão sujeitas. És omnipotente por graça, por isso, Tu, então, podes ajudar-nos.

Se, por sermos filhos ingratos e indignos da tua proteção, não quereis ajudar-nos, aonde iremos, então?

Não sabemos a quem recorrer.

O teu coração de Mãe não permitirá ver-nos, teu filhos, perdidos.

O Menino que vemos sobre teus joelhos e a mística coroa que vemos em tua mão inspiram-nos confiança de que seremos ouvidos. E nós confiamos plenamente em ti, nos abandonamos como filhos fracos entre os braços da mais terna entre as mães, e, hoje mesmo, de ti esperamos as suspiradas graças.

Ave Maria....

Uma última graça nós agora te pedimos, ó Rainha, que não nos pode negar neste dia soleníssimo.

Concede a todos nós o teu amor constante e em modo especial a bênção materna.

Não nos separaremos de ti enquanto não nos abençoares.

Abençoa, ó Maria, neste momento, o Sumo Pontífice.

Aos antigos esplendores da tua Coroa, aos triunfos do teu Rosário, onde és chamada de Rainha das Vitórias, acrescenta ainda isto, ó Mãe: concede o triunfo da Religião e a paz à sociedade humana.

Abençoa os nossos Bispos, os sacerdotes, e particularmente, todos aqueles que zelam pela honra do teu Santuário.

Abençoa, por fim, todos os associados que do teu Templo de Pompeia e aqueles que cultivam e promovem a devoção ao Santo Rosário.

Ó Rosário bendito de Maria, doce Corrente que nos liga a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro nos naufrágios, nós nunca te deixaremos. Serás o nosso conforto na hora da agonia, a ti o último beijo da vida que se apaga.

E o último alento dos nossos lábios será o teu nome suave, ó Rainha do Rosário de Pompeia, ó nossa querida Mãe, ó Refúgio dos pecadores, ó Soberana Consoladora dos aflitos. Sê bendita em todos os lugares, hoje e sempre, na terra e no céu. Amém.

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 https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-05/leao-xiv-santuario-suplica-santissima-virgem-rosario-pompeia.html

 

Nossa Senhora de Pompéia e Santa Catarina de Siena — Rosary ...

O que é a Súplica a Nossa Senhora de Pompéia

Na apresentação do novo Pontífice ao mundo na sacada da Basílica de São Pedro no Vaticano, o Papa Leão XIV, fez mencão à Suplica a Nossa Senhora de Pompéia, lembrada pela Igreja naquele dia 08 de maio de 2025, mas enfim, o que significa essa súplica? Vamos juntos descobrir.

A origem da devoção a Nossa Senhora de Pompeia

A devoção a Nossa Senhora de Pompeia nasceu no coração de uma terra marcada por antigas ruínas pagãs e uma população espiritualmente abandonada. Em meio a esse vale sombrio, renasceu uma luz por meio do Santo Rosário e da poderosa intercessão da Virgem Maria. A origem está ligada a um quadro simples, representando a Virgem do Rosário entregando o terço a São Domingos e a Santa Catarina de Sena. Este quadro foi levado para Pompeia por Bartolo Longo, um leigo convertido, e milagres começaram a acontecer logo após sua exposição pública.

Essa devoção não é apenas uma tradição, mas uma resposta divina às angústias do mundo. Nossa Senhora escolheu esse vale para restaurar a fé católica e convocar os fiéis a uma vida de oração, penitência e caridade. Assim nasceu a “Nova Pompeia”: não mais marcada pela destruição, mas redimida pela graça. 

A impressionante conversão de Bartolo Longo

Bartolo Longo é uma das figuras mais extraordinárias da história da Igreja. Nascido em uma família católica, ele se afastou da fé nos tempos universitários, mergulhando nas práticas do espiritismo e do ocultismo, chegando a ser consagrado como sacerdote satânico. Sua alma, entretanto, não encontrava paz. Angustiado, deprimido, e às portas da loucura, foi salvo por um encontro providencial com o frade dominicano Alberto Radente.

Foi por meio do Rosário que Bartolo reencontrou a luz. Ele mesmo dizia: “Aquele que propaga o Rosário, será salvo!” Abandonou para sempre o ocultismo e passou a se dedicar incansavelmente à devoção mariana. Inspirado pelo exemplo de São Domingos e pela certeza do amor da Virgem, iniciou a construção de um santuário em sua honra e consagrou toda sua vida à salvação das almas. Seu lema passou a ser: “Servir a Maria é reinar.” 

A construção do Santuário de Pompeia e o poder da fé

O Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia foi erguido com a ajuda de fiéis de todo o mundo. Bartolo começou com praticamente nada: apenas o quadro, um terreno abandonado e uma fé inabalável. As graças e milagres operados pela Virgem atraíram doações e multidões. O templo cresceu e se tornou um dos maiores centros de peregrinação da Itália, abrigando obras de caridade como orfanatos, escolas e casas para viúvas e doentes.

A Basílica, consagrada em 1901, tornou-se símbolo da vitória do Rosário sobre o pecado e o abandono espiritual. Milhares de testemunhos de curas físicas e conversões espirituais estão registrados, sendo a Súplica uma das maiores expressões da confiança do povo em Maria. 

A origem da Súplica a Nossa Senhora de Pompeia

A Súplica a Nossa Senhora do Rosário de Pompeia foi escrita por Bartolo Longo em 1883, como uma oração pública e solene a ser recitada diante da imagem milagrosa da Virgem. Não se trata de uma simples oração, mas de um verdadeiro clamor coletivo à Rainha do Céu, pedindo sua intervenção materna em todas as necessidades da alma e do corpo.

A oração é composta por três partes:

  1. Ação de graças e louvor à Virgem Maria, exaltando sua bondade e poder.

  2. Confissão das misérias humanas, com profunda humildade, reconhecendo os pecados pessoais e coletivos.

  3. Petição fervorosa de graças, para a Igreja, o Papa, os pecadores, os enfermos, os oprimidos e o mundo inteiro.

O texto é recitado solenemente duas vezes por ano, nos dias 8 de maio e no primeiro domingo de outubro, mas muitos fiéis a rezam diariamente com devoção. Ela é considerada uma das mais potentes orações marianas da Igreja.

Trecho central da Súplica:

“Volvei, ó Maria, esses vossos olhos misericordiosos para nós, e vede a desolação e as angústias que nos oprimem. Tende compaixão das almas que estão em perigo de se perder. Tende compaixão dos pecadores, dos moribundos, dos pobres e dos aflitos…”

“Não desprezeis a nossa súplica, ó Rainha do Rosário de Pompeia! Pelo contrário, escutai-nos propícia, como sois poderosa!”

Por que a Súplica é tão poderosa?

  • Porque parte de um coração contrito, confiando na intercessão de Maria.

  • Porque une o povo de Deus numa prece comum, como em Pentecostes.

  • Porque é um eco das palavras da própria Mãe: “Nunca se ouviu dizer que alguém tenha recorrido a Vós e não tenha sido atendido.”

Milhares de fiéis testemunham curas, conversões e transformações familiares ao recorrerem a essa oração com fé. É uma súplica que transforma lares, cura corações e abre caminhos impossíveis.

 Citações dos Papas sobre a Súplica e a devoção à Pompeia

Os Papas sempre reconheceram a grandiosidade da devoção a Nossa Senhora de Pompeia e da Súplica como expressão da fé viva da Igreja:

  • Papa Leão XIII: “A voz de Maria em Pompeia ressoa como convite à oração do Rosário em todas as famílias.”

  • São João Paulo II: “O beato Bartolo Longo nos ensina que não há abismo do qual a graça de Maria não possa nos tirar.”

  • Papa Francisco: “Em Pompeia, Maria continua a derramar as graças do Céu. A Súplica é um grito de amor que o Coração Imaculado de Maria não resiste a escutar.”

Um chamado à confiança e à oração

Diante da história de Nossa Senhora de Pompeia e da impressionante conversão de Bartolo Longo, o Céu nos recorda que nunca é tarde para recomeçar. A misericórdia de Deus, por meio do Imaculado Coração de Maria, alcança até os abismos mais profundos e transforma pecadores em apóstolos. O Rosário é a chave deste milagre: uma oração simples, acessível, mas poderosíssima.

Maria Santíssima, sob o título de Rainha do Santo Rosário de Pompeia, continua a estender suas mãos maternas a todos os que a invocam com fé. Sua súplica não conhece limites. Quantos milagres, quantas curas, quantas conversões já se realizaram à sombra de sua Basílica! Quantas famílias reencontraram a paz pela recitação do Rosário!

Hoje, Ela te chama. Sim, chama a ti, que lês estas linhas: toma o Rosário, reza com o coração, consagra-te à Mãe do Céu. Faz da tua casa um pequeno santuário onde Maria reine e Jesus seja amado. E quando as lutas vierem, quando o desespero ameaçar, volta os olhos para a Rainha de Pompeia e reza a Súplica com confiança. Porque quem se confia a Maria, jamais será abandonado.

“Ó Mãe do Rosário de Pompeia, não desprezeis a nossa súplica. Mostrai que sois nossa Mãe!”

 https://salvemariaimaculada.com.br/o-que-e-a-suplica-nossa-senhora-de-pompeia/

 

 

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