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quarta-feira, 27 de maio de 2026

 Leão XIV: respeito pelos textos e pelas normas da liturgia

Em sua catequese sobre a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, o Papa reiterou que "a liturgia foi, durante séculos, um motor de evangelização". "Hoje, é necessário renovar esta energia em continuidade com a autêntica e viva tradição católica, isto é, segundo uma dinâmica destinada a introduzir os fiéis na plenitude da verdade", disse ele.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

Na Audiência Geral desta quarta-feira (27/05), o Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium.

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O Santo Padre iniciou sua catequese, recordando um trecho da Encíclica Mediator Dei, do Papa Pio XII que escreve: «A Igreja é um organismo vivo e, por isso, ainda no que diz respeito à sagrada liturgia, firme a integridade de seu ensinamento, cresce e se desenvolve, adaptando-se e conformando-se às circunstâncias e às exigências que se verificam no correr dos tempos».

Tradição e progresso

"Em plena continuidade com este princípio, o Concílio Vaticano II, no Preâmbulo da Constituição Sacrosanctum Concilium, julga «dever também interessar-se de modo particular pela reforma e incremento da Liturgia»", disse o Papa, acrescentando:

“A assembleia conciliar tinha sido convocada, de fato, com o objetivo de «fomentar a vida cristã entre os fiéis, adaptar melhor às necessidades do nosso tempo as instituições suscetíveis de mudança, promover tudo o que pode ajudar à união de todos os fiéis em Cristo, e fortalecer o que pode contribuir para chamar a todos ao seio da Igreja».”

"Naquele momento histórico, sentia-se fortemente a necessidade de uma renovação das formas rituais, através das quais, há séculos, a Igreja realizava a glorificação de Deus e a santificação do povo cristão", sublinhou o Papa.

O Pontífice disse ainda que "para facilitar o acesso dos fiéis à riqueza dos dons da graça concedidos pela sagrada liturgia, a Constituição Sacrosanctum Concilium indica, assim, com uma fórmula muito eficaz, o caminho a seguir: «Conservar a sã tradição e abrir ao mesmo tempo o caminho a um progresso legítimo»".

A liturgia foi, durante séculos, um motor de evangelização

De acordo com Leão XIV, o Concílio Vaticano II "afirma a legitimidade desse progresso enraizado na autêntica Tradição, distinguindo, no seio da liturgia, «uma parte imutável, porque de instituição divina», das «partes suscetíveis de modificação, as quais podem e devem variar no decorrer do tempo, se porventura se tiverem introduzido nelas elementos que não correspondam tão bem à natureza íntima da Liturgia ou se tenham tornado menos apropriados»".

"Mudanças deste gênero ocorreram constantemente ao longo dos séculos, a fim de permitir aos fiéis uma participação frutuosa, por meio das ações rituais, no mistério pascal de Cristo, fundamento da fé cristã", disse ainda o Papa, acrescentando:

“O culto da Igreja “encarnou-se”, portanto, nas formas culturais de cada época e foi capaz de influenciá-las e até mesmo de as transformar. A liturgia foi assim, durante séculos, um motor de evangelização. Hoje, é necessário renovar esta energia em continuidade com a autêntica e viva tradição católica, isto é, segundo uma dinâmica destinada a introduzir os fiéis na plenitude da verdade.”

Disponibilidade e de confiança em Deus

De acordo com o Papa, "o Magistério conciliar convida a evitar a desorientação dos fiéis, dissuadindo qualquer pessoa de acrescentar, retirar ou modificar algo, em matéria litúrgica, por iniciativa própria. O progresso evocado pela Constituição conciliar não compromete de modo algum a comunhão eclesial: pretende, antes, confirmá-la e favorecê-la".

A seguir, Leão XIV concluiu, dizendo:

“Exorto, portanto, todos aqueles que são chamados a preparar a celebração dos divinos mistérios, em particular os sacerdotes que exercem o ministério da presidência litúrgica, a zelarem sempre por aquele respeito pelos textos e pelas normas da liturgia que brota de uma atitude interior de disponibilidade e de confiança em Deus, manifestando humildade perante a Sua grandeza e uma sincera fidelidade à comunhão eclesial.”

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S. Agostinho, arcebispo de Cantuária

S. Agostinho, arcebispo de Cantuária S. Agostinho, arcebispo de Cantuária  (Joachim Schäfer - Ökumenisches Heiligenlexikon)

Dar o próprio sim ao Senhor significa também aceitar ser enviado para onde a gente não gostaria de ir, ainda mais se fosse o Papa pedir, pessoalmente. Agostino sabia muito bem disso, tanto que deixou a sua vida tranquila de Prior do Mosteiro beneditino de Santo André no Célio, em Roma, para empreender uma longa viagem para terras desconhecidas, que, além do mais, eram hostis. Agostinho aceitou por ter feito, entre outros, o voto de obediência.

Realidade complexa no além-mar

O contexto da Grã-Bretanha, entre os séculos V e VI, não era dos melhores. O país havia sido cristianizado, antes, pelos missionários celtas peninsulares, que haviam feito um excelente trabalho entre os Bretões. No entanto, foram expulsos com a chegada dos Saxões, Anglos e Jutos, povos germânicos pagãos, que começaram a invadir o território, a partir de 596.

Os Bretões, que, por sua vez, se refugiaram entre as montanhas do Gales, recaíram na idolatria. Entretanto, o rei dos Jutos de Kent, Etelberto, que conseguiu alastrar sua influência até ao Essex, Sussex e Leste inglês - terras dominadas pelos Saxões - não demonstrou ser hostil ao cristianismo. Tanto que se casou com Berta, princesa cristã, filha do rei de Paris, concordando com seu pedido para a construção de uma igreja cristã em Kent.

Neste contexto, o santo Papa Gregório Magno, entendeu que os tempos eram propícios para uma nova Evangelização daquelas terras. Esta decisão foi tomada por ficar impressionado com a beleza e a gentileza de alguns escravos ingleses, levados para Roma. Chegando a compará-los aos anjos, o Papa teve a ideia de criar, na Inglaterra, uma nova Igreja, dependente de Roma, como aquela francesa, tomando precisamente o exemplo da França como trampolim.

Início da viagem: etapa na França

Para iniciar a sua missão, o Pontífice decidiu nomear o beneditino Agostinho, que na época era Prior do Célio, em Roma, superior de 40 monges. A sua principal característica não era, certamente, a coragem, mas, sem dúvida, a sua humildade e docilidade: de fato, disse sim, imediatamente.

A delegação partiu em 597, detendo-se, como primeira etapa, na França, na ilha de Lérins. Ali, os monges, acolhidos nos mosteiros da região, ouviram histórias assustadoras de todo tipo de perversidades, cometidas pelas populações britânicas, com as quais deveriam conviver, tanto que Agostinho, aterrorizado, voltou imediatamente para ter com o Papa, pedindo-lhe para mudar seu destino. Mas, São Gregório Magno não cedeu. Para animá-lo, nomeou-o Abade e, ao voltar para a Gália, o consagrou também como Arcebispo de Arles. Finalmente, ao retomarem a viagem, os monges chegaram à Inglaterra, na ilha de Thenet.

Evangelização da Grã-Bretanha

A comunidade de monges foi acolhida pelo rei de Kent, com sua consorte cristã, e os acompanharam a Cantuária, uma cidade entre Londres e o mar, escolhida como ponto de partida da nova missão: levar a Palavra de Deus aos Ingleses.

No começo, os monges se defrontaram com uma grande resistência do povo, tanto que Agostinho adotou um meio evangelização mais brando, disposto a acolher até algumas das tradições pagãs mais tradicionais. Foi um sucesso! Em apenas um ano, mais de dez mil anglo-saxões foram batizados, praticamente todo o reino de Kent, inclusive o rei (futuro Santo), que deu a Agostinho seu total apoio, abertamente. Como reconhecimento, em 601, o Papa enviou-lhe o pálio sagrado como qual o consagrava Metropolita da Inglaterra.

Antes do seu eterno descanso, Agostinho conseguiu consagrar mais duas sedes episcopais, além de Cantuária: Londres e Rochester, cujos presbíteros escolhidos foram, respectivamente, Melito e Justo.

Com o seu falecimento, em 604, seu corpo foi sepultado em Cantuária, na igreja a ele dedicada, onde é venerado por católicos e anglicanos.

 https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/05/27/s--agostinho--arcebispo-de-cantuaria.html

 #papaleãoxiv: tenhamos a coragem do essencial! #shorts

 https://youtube.com/shorts/86xkJsofWtQ?si=BXAB9BCREHOKrlej

 Madre Teresa dignidade até o último minuto - Pe Paulo Dalladea 

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 Pare de murmurar - Padre Arlindo

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 A Homily Moment with Father Michael Coutts SJ

15 de mai.2026
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