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segunda-feira, 27 de julho de 2026

 Rezemos para que, nas grandes cidades, muitas vezes marcadas pelo anonimato e pela solidão, encontremos novas formas de anunciar o Evangelho, descobrindo caminhos criativos para construir comunidade.

ORAÇÃO

Senhor da Vida,
Tu nos deste o dom da água,
fonte de fecundidade, frescura e esperança.
Ela sacia a sede, fecunda a terra e cura as feridas.

Agradecemos-te,
porque também é símbolo da tua graça
e do teu amor
que nos renovam através do Batismo.

Hoje pedimos-te que nos ensines a protegê-la
com gratidão, justiça e responsabilidade.

Pedimos-te perdão
porque fizemos dela mercadoria,
esquecendo que é um presente universal,
um direito sem fronteiras,
destinado a todos os teus filhos.
Com dor vemos tantos irmãos e irmãs
sem acesso a água potável,
que caminham quilómetros para a encontrar,
e que adoecem por causa da sua escassez.

Que o teu Espírito nos transforme
em peregrinos do essencial,
capazes de viver com sobriedade,
denunciando o desperdício e a contaminação,
defendendo o direito de cada irmão e irmã
a beber sem medo, sem desigualdade.

Que o nosso cuidado com a água
seja sinal de amor ao Criador
e compromisso com a vida dos mais pobres,
educando novas gerações
que valorizem e protejam os recursos da Terra.

Ámen.

Durante este mês de agosto, o Papa Leão XIV pede que rezemos para que, nas grandes cidades, muitas vezes marcadas pelo anonimato e pela solidão, possamos encontrar novas formas de anunciar o Evangelho, discernindo caminhos criativos para construir comunidade.

A vida nas cidades proporciona grandes oportunidades de encontro. Atualmente, mais de metade da população mundial vive em áreas urbanas. No entanto, muitas vezes, os nossos bairros, edifícios e zonas comerciais, bem como as periferias, tornam-se para muitas pessoas lugares anónimos, tristes e até de exclusão social.

O crescimento populacional, a migração e a falta de planeamento urbano conduziram a um elevado nível de concentração de população nas cidades, originando desafios de natureza social e comunitária. Anunciar o Evangelho neste contexto desperta a nossa criatividade.

Assim, rezemos e mobilizemo-nos para que a Igreja seja um lugar aberto a todos, acolhedor e capaz de se reformar com ousadia para encontrar aqueles que se sentem mais sozinhos e oferecer o verdadeiro testemunho da Boa Nova que Jesus nos traz.

Como cristãos, somos desafiados a tornar o Evangelho e a fé visíveis, sobretudo nos lugares e realidades onde estão escondidos. Na cidade, muitos irmãos e irmãs passam despercebidos e até são ignorados. No entanto, é precisamente no oculto do quotidiano que podemos «semear» presença solidária, vínculos afetivos e a compaixão.

Tornar o Evangelho visível é encarná-lo na vida urbana, onde tudo parece apressado, mas onde o coração continua à procura do Senhor (cfr. 'O Caminho do Coração' – Passos 8 e 9 «Missão. Uma Rede Mundial de Oração e Serviço»).

ATITUDES

Descobrir Deus na vida urbana
Para um momento e olha com fé: em cada rosto, em cada história, em cada canto há uma semente de Deus.

Construir comunidade no meio do anonimato
Onde há isolamento, cria laços. Onde há solidão, oferece escuta.

Evangelizar com gestos quotidianos
Nem sempre é necessário pregar; basta viver com coerência e proximidade.

Ser Igreja em saída, de forma concreta
A cidade precisa de comunidades que saiam, escutem e acolham.

Rezar pela cidade e seus desafios
A intercessão também faz parte da missão evangelizadora.

https://redemundialdeoracaodopapa.pt/intencoes_mensais/agosto-2026-intencao-do-papa/ 

 

sexta-feira, 24 de julho de 2026

 

Hoje a Igreja Católica celebra Santa Cristina e São Charbel Makhluf. [1]
Santa Cristina
  • Quem foi: Virgem e mártir que nasceu na Itália no século III.
  • Detalhes: É lembrada por sua coragem na fé e por ser protetora contra os males da depressão. [1, 2, 3]
São Charbel Makhluf
  • Quem foi: Sacerdote e monge libanês da Ordem Maronita.
  • Detalhes: Ficou conhecido por sua vida de grande oração, silêncio e pobreza em uma ermida. [1]
 Visão geral criada por IA

S. Charbel Makhluf, persbítero

S. Charbel Makhluf S. Charbel Makhluf 

“Todo homem é uma chama, criada por nosso Senhor, para iluminar o mundo. Todo homem é uma lâmpada, que Deus fez para brilhar e irradiar luz”.

Youssef Antoun, filho de camponeses, viveu com seus quatro irmãos em uma aldeia no Líbano. Sua infância foi breve: com três anos de idade, seu pai faleceu; no entanto, sua mãe se casou de novo com um homem piedoso, que, por fim, segundo o costume oriental, se tornou sacerdote. Para Youssef era uma alegria ouvi-lo, como também era uma alegria falar dos seus dois tios eremitas no Valle dei Santi. Para ele, eram super-heróis e queria seguir seu exemplo, “mas não era possível”, diziam, porque devia ajudar a família. Assim, aos dez anos, começou a pastorear, mas passava todo o tempo livre a rezar em uma gruta, chamada "gruta do Santo", hoje meta de peregrinações. Até certa noite.

"Vem e segue-me!"

Não era a primeira vez que Youssef ouvia a voz do Senhor, que o chamava para segui-lo, mas não podia desobedecer às ordens da sua família.

Naquela noite, porém, a voz do Senhor se tornou particularmente clara, insistente... Ele não podia resistir mais. Então, levantou-se e, sem se despedir de ninguém, antes de amanhecer, pôs-se a caminho para o mosteiro de Nossa Senhora de Mayfouq.

Transcorria o ano de 1851. Youssef tinha 23 anos. Em poucos meses, tornou-se monge da Ordem Libanesa Maronita, onde recebeu o nome de Charbel, que, em siríaco, significa "narração de Deus".

Foi transferido, duas vezes, mas continuava a estudar Teologia, com assiduidade; cuidava dos pobres e enfermos, obediente aos encargos que lhe eram gradualmente confiados, inclusive o trabalho na lavoura. Contudo, as atividades   que ele mais preferia eram a oração e a contemplação.

Da gruta da infância ao eremitério da velhice

Em 1875, o frade Charbel sentia-se pronto para viver segundo a Regra dos eremitas da Ordem Maronita, que previa que os monges vivessem em pequenas comunidades, no máximo três. Para ele, foi como um segundo nascimento: podia trabalhar, rezar, fazer penitência, jejuar e permanecer em silêncio.

Segundo as testemunhas oculares, Charbel era um monge zeloso, visto, muitas vezes, rezando de braços abertos, em uma cela paupérrima, que a deixava apenas para celebrar Missa ou quando era expressamente obrigado. Tudo isso até o dia de Natal. Naquele dia, durante a santa Missa, Charbel começou a passar mal, precisamente na hora da elevação. Após uma agonia de oito dias, enquanto os monges rezavam, ele continuava a observar a Regra – recusando até mesmo a comer o necessário. Assim, em 1898, Charbel faleceu.

Sua morte: uma semente que produziu muitos frutos

No entanto, sabemos que a morte não é o fim de tudo. Após alguns meses, começam a ocorrer prodígios. Muitos monges juram ter visto o túmulo do frade Charbel, à noite, iluminada por luzes não naturais. Certo dia, foi aberto e seu corpo estava intacto, com a temperatura corporal de um ser vivo. A abertura realizou-se por mais duas vezes, porque seu corpo segregava uma espécie de sangue e água. Em 1950, durante o último reconhecimento, seu rosto permaneceu impresso em um pano e se verificaram muitas curas instantâneas entre os presentes.

Assim, difundiu-se a fama de santidade deste pequeno monge silencioso, que começou a ser invocado. Por meio da sua intercessão, aumentaram as curas milagrosas.

A Igreja não tinha mais dúvida: Paulo VI, que o beatificou e canonizou, recorda a sua figura com estas palavras: “Ele nos fez entender, em um mundo fascinado pelo conforto e a riqueza, o grande valor da pobreza, da penitência e da ascese, que liberta a alma para a sua ascensão a Deus”.

Depois da sua beatificação, o corpo de São Charbel Makhluf não transudou mais.

 https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/07/24/s--charbel-makhluf--persbitero.html 

 Visão geral criada por IA

 https://www.youtube.com/live/F0WFSiLd7to?si=IoB_FqGLrxA7dV1H 

Meditação Diária

Dia 24 | Sexta-Feira

Semana XVI do Tempo Comum

Escutai o que significa a parábola do semeador. (Evangelho)

Jesus não deixa os discípulos sozinhos diante da parábola. Explica, conduz e ajuda a entrar no sentido daquilo que ouviram. A fé não cresce apenas por receber palavras, mas por aprender a compreendê-las. Também na nossa vida há coisas que só o tempo ilumina e experiências cujo significado amadurece devagar. O Senhor não desiste diante da nossa lentidão nem exige respostas imediatas. Caminha connosco, iluminando devagar aquilo que ainda não compreendemos plenamente.

Jer 3, 14-17 / Jer 31, 10-12ab.13 / Mt 13, 18-23

 


quinta-feira, 23 de julho de 2026

 23 de julho: Santa Brígida de Suécia: a nobre sueca que escolheu mendigar

  IA

 https://youtu.be/JT0l0zrrIRY?si=nSzB3T4oh9tu_mJL 

S. Brígida, religiosa, Padroeira da Europa

S. Brígida, século XV S. Brígida, século XV 

Brígida, quando criança, tinha, certamente, um caráter forte e decisivo. Pertencia a uma família aristocrática. Embora sentisse a vocação religiosa, aceitou casar-se com Ulf, o governador de um importante distrito do Reino da Suécia, a pedido do seu pai.
A primeira parte da sua vida, marcada por uma grande fé, foi dedicada a um casamento feliz, do qual nasceram oito filhos. Uma dentre eles, Catarina - que a seguiu até Roma - também foi canonizada. Junto com seu marido, adotou a Regra das Terciárias Franciscanas e fundou um pequeno hospital.
Guiada por um erudito religioso, estudou a Bíblia, a ponto de ser apreciada por sua pedagogia; por isso, foi convocada pelo rei da Suécia para encaminhar a jovem rainha à cultura sueca. Após mais de vinte anos de casamento, seu marido faleceu. Assim, começa a segunda parte da sua vida.

Brígida e Catarina: Papa, volte para Roma!

Brígida fez uma escolha decisiva: despojou-se dos seus bens e foi viver no mosteiro cisterciense de Alvastra. Naquela época, destacavam-se muitas experiências místicas, depois relatadas nos oito livros das Revelações. Aqui, também teve início a sua nova missão.
Em 1349, Brígida foi a Roma para obter o reconhecimento da sua Ordem, dedicada ao Santíssimo Salvador, que deveria ser composta, segundo seu desejo, de monjas e religiosas. Então, decidiu estabelecer-se na Cidade Eterna, em uma casa na Praça Farnese, que ainda hoje é sede da Cúria Geral das Brigidinas. Porém, sofria por causa dos maus costumes e da degradação generalizada da cidade, que ressentia muito pela ausência do Papa, que, na época, vivia em Avinhão. O ponto alto da sua missão - como o de Santa Catarina da Sena, sua contemporânea – era pedir ao Papa para voltar ao túmulo de Pedro.

Mulher pela paz na Europa

Outro "aspecto" do forte compromisso de Brígida era a paz na Europa.
Naquele tempo, as suas obras de caridade foram decisivas. Ela, que era nobre, vivia na pobreza, a ponto de pedir esmolas nas portas das igrejas.
Aquele também era um período de peregrinações a vários lugares da Itália, de Assis a Gargano. Enfim, a peregrinação das peregrinações à Terra Santa.
Brígida tinha quase 70 anos, mas isto não influenciou seu desejo. O ponto central da sua experiência de fé foi a Paixão de Cristo, como também a Virgem Maria. Testemunhas disso foram o "Rosário Brigidino" e as orações, ligadas às graças particulares prometidas, por Jesus a ela, para quem os praticasse.
Santa Brígida faleceu em Roma, em 23 de julho de 1373. Confiou a Ordem à sua filha Catarina que, ao se tornar viúva, se juntou a ela, quando vivia em Farfa.
Seu único remorso foi o de o Papa não ter ficado definitivamente em Roma. Na verdade, em 1367, o Papa Urbano V tinha voltado, mas foi apenas por um breve período. Gregório XI estabeleceu-se, definitivamente, em Roma, mas alguns anos depois da morte de Santa Brígida.

Co-padroeira da Europa

Canonizada em 1391, por Bonifácio IX, Santa Brígida é a padroeira da Suécia. Em 1999, foi declarada também co-padroeira da Europa, por São João Paulo II. Na ocasião, o Papa destacou: “A Igreja, sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, aceitou a autenticidade do conjunto das suas experiências interiores”.
A figura de Santa Brígida foi muito querida pelos últimos Papas. Bento XVI, por exemplo, dedicou uma catequese durante a Audiência Geral. O Papa Francisco queria canonizar aquela que, no século XX, tinha renovado a Ordem do Santíssimo Salvador, Maria Elizabeth Hesselblad, dando-lhe um forte impulso ecumênico, tendo sempre em vista a busca de paz e unidade, tão queridas por Brígida.

https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/07/23/s--brigida--religiosa--padroeira-da-europa.html 

terça-feira, 14 de julho de 2026

 Meditação Diária

Dia 14 | Terça-Feira

Semana XV do Tempo Comum

Se não tiverdes fé, não podereis sobreviver. (1.ª Leitura)

O rei escuta o profeta num tempo marcado pela ameaça e insegurança. A tentação é deixar que o medo determine as decisões e reduza o horizonte ao que conseguimos controlar. Também nós conhecemos momentos em que a inquietação ocupa o coração e enfraquece a confiança. Então tudo parece depender apenas da nossa capacidade de prever e defender o futuro. A palavra de Isaías abre outro caminho: reconhecer que não somos sustentados apenas pelas nossas forças. Guardemos viva a fé que nos permite permanecer firmes no meio da incerteza.

Is 1, 10-17 / Slm 49 (50), 8-9. 16bc-17.21.23 / Mt 10, 34 – 11, 1

 https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao_diaria/ 

typeAfternoon Prayer

With Jesus in the Afternoon

Grateful Remembrance

Halfway through this day, Lord, I reflect on and give thanks for your presence by my side. Pope Francis reminds us that “grateful remembrance illuminates the path” (Homily, February 14, 2015). Thank you for the people, the events, and the small signs of love that you give me.

Teach me to recognize You more clearly and to respond more generously to Your grace for the rest of my life. 

I pray the prayer of the month for respect for life in all its stages. 

 Team Chile

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https://youtu.be/2Eo0y4RX0ys?si=4lJ4eYLQVBNGC9zE 
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