23 de julho: Santa Brígida de Suécia: a nobre sueca que escolheu mendigar
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https://youtu.be/JT0l0zrrIRY?si=nSzB3T4oh9tu_mJL
S. Brígida, religiosa, Padroeira da Europa
Brígida, quando criança, tinha, certamente, um caráter forte e
decisivo. Pertencia a uma família aristocrática. Embora sentisse a
vocação religiosa, aceitou casar-se com Ulf, o governador de um
importante distrito do Reino da Suécia, a pedido do seu pai.
A
primeira parte da sua vida, marcada por uma grande fé, foi dedicada a um
casamento feliz, do qual nasceram oito filhos. Uma dentre eles,
Catarina - que a seguiu até Roma - também foi canonizada. Junto com seu
marido, adotou a Regra das Terciárias Franciscanas e fundou um pequeno
hospital.
Guiada por um erudito religioso, estudou a Bíblia, a ponto
de ser apreciada por sua pedagogia; por isso, foi convocada pelo rei da
Suécia para encaminhar a jovem rainha à cultura sueca. Após mais de
vinte anos de casamento, seu marido faleceu. Assim, começa a segunda
parte da sua vida.
Brígida e Catarina: Papa, volte para Roma!
Brígida fez uma escolha decisiva: despojou-se dos seus bens e foi
viver no mosteiro cisterciense de Alvastra. Naquela época, destacavam-se
muitas experiências místicas, depois relatadas nos oito livros das
Revelações. Aqui, também teve início a sua nova missão.
Em 1349,
Brígida foi a Roma para obter o reconhecimento da sua Ordem, dedicada ao
Santíssimo Salvador, que deveria ser composta, segundo seu desejo, de
monjas e religiosas. Então, decidiu estabelecer-se na Cidade Eterna, em
uma casa na Praça Farnese, que ainda hoje é sede da Cúria Geral das
Brigidinas. Porém, sofria por causa dos maus costumes e da degradação
generalizada da cidade, que ressentia muito pela ausência do Papa, que,
na época, vivia em Avinhão. O ponto alto da sua missão - como o de Santa
Catarina da Sena, sua contemporânea – era pedir ao Papa para voltar ao
túmulo de Pedro.
Mulher pela paz na Europa
Outro "aspecto" do forte compromisso de Brígida era a paz na Europa.
Naquele tempo, as suas obras de caridade foram decisivas. Ela, que era
nobre, vivia na pobreza, a ponto de pedir esmolas nas portas das
igrejas.
Aquele também era um período de peregrinações a vários
lugares da Itália, de Assis a Gargano. Enfim, a peregrinação das
peregrinações à Terra Santa.
Brígida tinha quase 70 anos, mas isto
não influenciou seu desejo. O ponto central da sua experiência de fé foi
a Paixão de Cristo, como também a Virgem Maria. Testemunhas disso foram
o "Rosário Brigidino" e as orações, ligadas às graças particulares
prometidas, por Jesus a ela, para quem os praticasse.
Santa Brígida
faleceu em Roma, em 23 de julho de 1373. Confiou a Ordem à sua filha
Catarina que, ao se tornar viúva, se juntou a ela, quando vivia em
Farfa.
Seu único remorso foi o de o Papa não ter ficado
definitivamente em Roma. Na verdade, em 1367, o Papa Urbano V tinha
voltado, mas foi apenas por um breve período. Gregório XI
estabeleceu-se, definitivamente, em Roma, mas alguns anos depois da
morte de Santa Brígida.
Co-padroeira da Europa
Canonizada em 1391, por Bonifácio IX, Santa Brígida é a padroeira da
Suécia. Em 1999, foi declarada também co-padroeira da Europa, por São
João Paulo II. Na ocasião, o Papa destacou: “A Igreja, sem se pronunciar
sobre cada uma das revelações, aceitou a autenticidade do conjunto das
suas experiências interiores”.
A figura de Santa Brígida foi muito
querida pelos últimos Papas. Bento XVI, por exemplo, dedicou uma
catequese durante a Audiência Geral. O Papa Francisco queria canonizar
aquela que, no século XX, tinha renovado a Ordem do Santíssimo Salvador,
Maria Elizabeth Hesselblad, dando-lhe um forte impulso ecumênico, tendo
sempre em vista a busca de paz e unidade, tão queridas por Brígida.
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/07/23/s--brigida--religiosa--padroeira-da-europa.html
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