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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Ezequiel - Capítulo 47

1Conduziu-me então à entrada do templo. Eis que águas jorravam de sob o limiar do edifício, em direção ao oriente (porque a fachada do templo olhava para o oriente). Essa água escorria por baixo do lado direito do templo, ao sul do altar.2Fez-me sair pela porta do norte e contornar o templo do lado de fora até o pórtico exterior oriental; eu vi a água brotar do lado sul.3O homem foi para o oriente com uma corda na mão: mediu mil côvados; a seguir fez-me passar na água, que me chegou até os tornozelos. Mediu ainda mil côvados e me fez atravessar a água, que me subiu até os joelhos.4Mediu de novo mil côvados e fez-me atravessar a água, que me subiu até os quadris.5Mediu, enfim, mil côvados; e era uma torrente que eu não podia atravessar, de tal modo as águas tinham crescido! E era preciso nadar, era um curso de água que não se podia passar (a vau).6Viste, filho do homem? - falou-me, e me levou ao outro lado da torrente.7Ora, retornando, avistei nas duas margens da torrente uma grande quantidade de árvores.8Essas águas, disse-me ele, dirigem-se para a parte oriental, elas descem à planície do Jordão; elas se lançarão no mar, de sorte que suas águas se tornarão mais saudáveis.9Em toda parte aonde chegar a corrente, todo animal que se move na água poderá viver, e haverá lá grande quantidade de peixes. Tudo o que essa água atingir se tornará são e saudável e em toda parte aonde chegar a torrente haverá vida.10Na praia desse mar estarão pescadores; eles estenderão suas redes desde Engadi até Engalim, e haverá aí peixes de toda espécie em abundância, como no grande mar.11Mas seus mangues e charcos não serão saneados, abandonados que estão ao sal.12Ao longo da torrente, em cada uma de suas margens, crescerão árvores frutíferas de toda espécie, e sua folhagem não murchará, e não cessarão jamais de dar frutos: todos os meses frutos novos, porque essas águas vêm do santuário. Seus frutos serão comestíveis e suas folhas servirão de remédio.13Eis o que diz o Senhor Javé: eis os limites da terra que partilhareis entre as doze tribos de Israel. José terá duas partes.14Cada um dentre vós herdará uma parte igual, porque jurei com a mão erguida dar essa terra a vossos pais; por isso, essa terra deve tocar-vos em partilha.15Eis os seus limites: ao norte, desde o Grande Mar, o caminho de Hetalon até Sedad:16Hamat, Berota e Sabarim, entre a fronteira de Damasco e de Hamat, Hatzer-Tichon até a fronteira de Haurã.17A fronteira irá então do mar até Hatzer-Enon, tendo a fronteira de Damasco ao norte, e a de Hamat. Isto ao norte.18A leste, entre Haurã e Damasco e entre Galaad e a terra de Israel, o Jordão servirá de limite desde a fronteira norte até o mar oriental e para o lado de Tamar. Isto ao leste.19A costa sul irá, para o oriente, desde Tamar até as águas de Meriba de Gades e até a torrente para o Grande Mar. Isto para o lado lado meridional.20A oeste, o Grande Mar, desde a fronteira até a frente da entrada de Hamat. Isto ao oeste.21Partilhareis esta terra entre vós, segundo as tribos de Israel.22Vós as distribuireis por sorte a vós e aos estrangeiros residentes entre vós e que têm lançado raiz entre vós. Vós os considerareis como indígenas entre os israelitas: receberão convosco seu lote entre as tribos de Israel.23É na tribo onde ele estiver instalado que lhe assinalareis o seu lote ao estrangeiro - oráculo do Senhor Javé.

Ezequiel - Capítulo 48

1Eis os nomes das tribos. Na extremidade norte da terra, para o caminho de Hatalon até Hamat, Hatzer-Enon, na fronteira de Damasco ao norte, ao longo de Hamat, um território que irá desde a fronteira oriental até a fronteira ocidental, será atribuído a Dã; esta constitui uma parte.2Do lado do limite de Dã, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Aser.3Ao lado da fronteira de Aser, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Neftali.4Ao lado da fronteira de Neftali, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Manassés.5Do lado do limite de Manassés, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Efraim.6Do lado do limite de Efraim, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Rubem.7Do lado do limite de Rubem, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Judá.8Do lado do limite de Judá, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, encontrar-se-á a parte que tirareis antecipadamente, de uma largura de vinte e cinco mil côvados e um comprimento igual ao das outras partes de leste a oeste. No centro dessa parte, encontrar-se-á o santuário.9A parte que tirareis com antecipação para o Senhor terá vinte e cinco mil côvados de comprimento por dez mil de largura.10Esta santa porção será para os sacerdotes: suas dimensões serão: ao norte, vinte e cinco mil côvados; a oeste, dez mil côvados de largura; a leste, dez mil de largura; ao sul, vinte e cinco mil côvados de comprimento. O santuário do Senhor elevar-se-á ao centro.11Ele é para os sacerdotes consagrados, descendentes de Sadoc, que têm feito o meu serviço sem se desviarem como os levitas, quando os israelitas se transviaram.12É para eles uma porção sagrada a parte reservada daquela que tiraram antecipadamente do território, ao lado do limite dos levitas.13Os levitas ocuparão, na extensão dos limites dos sacerdotes, um espaço de vinte e cinco mil côvados de comprimento e dez mil côvados de largura. Comprimento total: vinte e cinco mil côvados; extensão: dez mil.14Não se poderá vender nada nem trocar: o melhor dessa terra não poderá ser alienado, porque é propriedade sagrada do Senhor.15Os cinco mil côvados que restarem em largura, por vinte e cinco mil de comprimento, constituirão um espaço profano destinado à cidade, a suas habitações e a seus terrenos. A cidade estará no centro.16Eis as suas dimensões: ao norte, quatro mil e quinhentos côvados; ao sul, quatro mil e quinhentos côvados; a leste, quatro mil e quinhentos côvados; a oeste, quatro mil e quinhentos côvados.17Os limites da cidade terão ao norte duzentos e cinqüenta côvados; ao sul, duzentos e cinqüenta côvados; a leste, duzentos e cinqüenta côvados e a oeste, duzentos e cinqüenta côvados.18Restará, ao longo da parte consagrada, uma extensão de dez mil côvados; dez mil côvados a leste e a oeste, paralelamente à parte consagrada, cujos produtos servirão para o sustento dos trabalhadores da cidade.19Os trabalhadores da cidade, recrutados em todas as tribos de Israel, cultivarão essa porção.20O total da parte reservada com vinte e cinco mil côvados por vinte e cinco mil, tereis reservado para domínio da cidade, uma parte igual ao quarto da porção santa.21O resto será para o príncipe, dos dois lados da porção sagrada e do domínio da cidade, ao longo dos vinte e cinco mil côvados da porção reservada até a fronteira oriental, e a oeste, ao longo dos vinte e cinco mil côvados até a fronteira ocidental, paralelamente às (outras) partes. Será, pois, para o príncipe; a porção sagrada e o santuário do templo estarão no meio.22Assim, a parte do príncipe ocupará o espaço compreendido entre os limites de Judá e de Benjamim, salvo o domínio dos levitas e o da cidade, situados no meio da porção que lhe tocar.23Para o resto das tribos: da fronteira oriental à fronteira ocidental, a parte de Benjamim.24Do lado do limite de Benjamim, da fronteira oriental à fronteira ocidental, a parte de Simeão.25Do lado limite de Simeão, da fronteira oriental à fronteira ocidental, a parte de Issacar.26Do lado do limite de Issacar, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Zabulon.27Do lado da parte de Zabulon, da fronteira oriental até a fronteira ocidental, a parte de Gad.28Sobre o limite de Gad, ao sul, a fronteira irá de Tamar para o oriente, às águas de Meriba de Gades, e à torrente que vai para o Grande Mar.29Tal é a terra cujos patrimônios repartireis por sorte entre as tribos de Israel; tais serão as suas partes respectivas - oráculo do Senhor Javé.30Eis as saídas da cidade.31(As portas da cidade receberão os nomes das tribos de Israel.) Ao norte - do comprimento de quatro mil e quinhentos côvados -, haverá três portas: a porta de Rubem, a porta de Judá e a porta de Levi.32O lado leste - do comprimento de quatro mil e quinhentos côvados - terá três portas: a porta de José, a porta de Benjamim e a porta de Dã.33O lado sul - extensão de quatro mil e quinhentos côvados - terá três portas: a porta de Simeão, a porta de Issacar e a porta de Zabulon.34O lado oeste - da extensão de quatro mil e quinhentos côvados - terá três portas: a porta de Gad, a porta de Aser e a porta de Neftali.35Perímetro: dezoito mil côvados. Doravante o nome da cidade será Javé-Chammá.
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Salmo 30(31),2-6

Súplica confiante do aflito
Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito! (Lc 23,46).
2 Senhor, eu ponho em vós minha esperança; *
que eu não fique envergonhado eternamente!
= Porque sois justo, defendei-me e libertai-me, †
3 inclinai o vosso ouvido para mim; *
apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!

– Sede uma rocha protetora para mim, *
um abrigo bem seguro que me salve!
4 Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; *
por vossa honra orientai-me e conduzi-me!
5 Retirai-me desta rede traiçoeira, *
porque sois o meu refúgio protetor!
6 Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, *
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

Ant. Ó Senhor, sede a minha proteção,
um abrigo bem seguro que me salva!

Ant. 2 Das profundezas eu clamo a vós, Senhor!

Salmo 129(130)

Das profundezas eu clamo
Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 1,21).
1 Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, *
2 escutai a minha voz!
– Vossos ouvidos estejam bem atentos *
ao clamor da minha prece!

3 Se levardes em conta nossas faltas, *
quem haverá de subsistir?
4 Mas em vós se encontra o perdão, *
eu vos temo e em vós espero.

5 No Senhor ponho a minha esperança, *
espero em sua palavra.
6 A minh’alma espera no Senhor *
mais que o vigia pela aurora.

7 Espere Israel pelo Senhor *
mais que o vigia pela aurora!
– Pois no Senhor se encontra toda graça *
e copiosa redenção.

8 Ele vem libertar a Israel *
de toda a sua culpa.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Das profundezas eu clamo a vós, Senhor!

Leitura breve Ef 4, 26-27
Não pequeis. Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento. Não vos exponhais ao diabo.
Responsório breve
R.
Senhor, em vossas mãos
* Eu entrego o meu espírito. R.Senhor.
V. Vós sois o Deus fiel, que salvastes vosso povo.
* Eu entrego. Glória ao Pai. R.Senhor.
Cântico evangélico, ant.

Salvai-nos, Senhor, quando velamos,
guardai-nos também quando dormimos!
Nossa mente vigie com o Cristo,
nosso corpo repouse em sua paz!
Cântico de Simeão Lc 2,29-32
Cristo, luz das nações e glória de seu povo
29 Deixai, agora, vosso servo ir em paz, *
conforme prometestes, ó Senhor.

30 Pois meus olhos viram vossa salvação *
31 que preparastes ante a face das nações:

32 uma Luz que brilhará para os gentios *
e para a glória de Israel, o vosso povo.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Salvai-nos, Senhor, quando velamos,
guardai-nos também quando dormimos!
Nossa mente vigie com o Cristo,
nosso corpo repouse em sua paz!
Oração
Senhor Jesus Cristo, manso e humilde de coração, que tornais leve o fardo e suave o jugo dos que vos seguem, acolhei os propósitos e trabalhos deste dia e concedei-nos um repouso tranquilo, para amanhã vos servirmos com maior generosidade. Vós, que viveis e reinais para sempre. Amém.
O Senhor todo-poderoso nos conceda uma noite tranquila
e, no fim da vida, uma morte santa.
R. Amém. 

Antífona final de Nossa Senhora
Ó Mãe do Redentor, do céu ó porta,
ao povo que caiu, socorre e exorta,
pois busca levantar-se, Virgem pura,
nascendo o Criador da criatura:
tem piedade de nós e ouve, suave,
o anjo te saudando com seu Ave!

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