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quinta-feira, 30 de maio de 2024

 

Isaías - Capítulo 34

1Aproximai-vos, nações, para ouvir, e vós, povos, estai atentos! Que ouça a terra e tudo o que ela contém, o mundo e tudo o que ele produz,2porque o Senhor está indignado contra todas as nações e enfurecido contra todas as suas tropas. Ele as devotou ao massacre e as destinou ao morticínio.3Os que forem mortos serão atirados sem sepultura, e o mau cheiro exalará de seus cadáveres; os montes serão banhados de sangue,4que escorrerá de todas as colinas; os céus se enrolarão como um livro, e todo o seu exército tombará, como cai da vinha a folha morta, como deixa a figueira o verdor emurchecido,*5porque, nos céus, está inebriada de cólera a espada do Senhor. Ela vai precipitar-se sobre Edom, sobre o povo que ele destinou ao castigo.*6A espada do Senhor está coberta de sangue, está impregnada de gordura, do sangue dos cordeiros e dos bodes, da gordura dos rins dos carneiros. Porque há um sacrifício ao Senhor em Bosra, uma grande carnificina na terra de Edom;7em vez de búfalos, os povos aí tombarão, uma multidão de robustos guerreiros, em lugar de touros. Sua terra se embeberá de sangue, o chão se impregnará de gordura.8Porque é para o Senhor um dia de vingança, um ano de desforra para o defensor de Sião.9As torrentes da terra se mudarão em pez, e sua terra em enxofre; o chão se tornará pez que arderá*10dia e noite; jamais se extinguirá, e sua fumaça subirá de geração em geração; (ela) será transformada em deserto por toda a eternidade, e jamais alguém passará por ali.11Será domínio do mocho e da garça, a coruja e o corvo a habitarão. O Senhor estenderá sobre ela o cordel da destruição, e o fio de prumo da desolação.12Os sátiros farão aí sua morada..., seus covis. Nela não mais se falará em rei, e todos os seus príncipes terão desaparecido.*13Os espinhos crescerão em seus palácios, as urtigas e os cardos, em suas fortalezas; será o covil dos chacais e o parque das avestruzes.*14Nela se encontrarão cães e gatos selvagens, e os sátiros chamarão uns pelos outros; o espectro noturno frequentará esses lugares e neles encontrará o seu repouso.*15A serpente lá fará seu ninho e porá ovos, os chocará e fará sair da casca os filhotes; lá também se ajuntarão os abutres, nenhum estará ausente.16Procurai no livro do Senhor e lede: nem um só deles faltará, porque é a boca do Senhor que os mandou, e seu espírito que os ajuntou.*17Foi ele que lhes designou seu quinhão, foi sua mão que lhes repartiu a terra com o cordel. Eles a possuirão para sempre, a habitarão de geração em geração.
 

Isaías - Capítulo 35

1O deserto e a terra árida se regozijarão. A estepe vai alegrar-se e florir. Como o lírio*2ela florirá, exultará de júbilo e gritará de alegria. A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron; será vista a glória do Senhor e a magnificência do nosso Deus.3Fortificai as mãos desfalecidas, robustecei os joelhos vacilantes.4Dizei àqueles que têm o coração perturbado: “Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! Ele vem executar a vingança. Eis que chega a retribuição de Deus: ele mesmo vem salvar-vos”.5Então, se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos;6então, o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes, na estepe.*7A terra queimada se converterá num lago, e a região da sede, em fontes. No covil dos chacais crescerão caniços e papiros.*8E haverá uma vereda pura, que se chamará o caminho santo; nenhum ser impuro passará por ele, e os insensatos não rondarão por ali.*9Nele não se encontrará leão, nenhum animal feroz transitará por ele; mas por ali caminharão os remidos,10por ali voltarão aqueles que o Senhor tiver libertado. Eles chegarão a Sião com cânticos de triunfo, e uma alegria eterna coroará sua cabeça; a alegria e o gozo os possuirão; a tristeza e os queixumes fugirão.
 
 Meditação Diária
30 mai
Dia 30 | Quinta-Feira – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Solenidade) – Ano B


Ex 24, 3-8 / Slm 115 (116), 12-13.15.16bc.17-18 / Hebr 9, 11-15 / Mc 14, 12-16.22-26

Quando nos comparamos às primeiras comunidades, facilmente questionamos a nossa vivência da fé. Onde está toda aquela vida, sentido de missão, entrega mútua? Onde está o carisma e aquele fervor próprio dos cristãos? Quando nos comparamos com as descrições que chegaram até nós do Cristianismo primitivo, sentimo-nos pobres.

Contudo, aquilo que Jesus nos pediu mais insistentemente que fizéssemos continua a marcar as comunidades: a Eucaristia. O pedido de Jesus «fazei isto em memória de mim» não ficou esquecido. E isso deveria maravilhar-nos! Durante dois mil anos, nós nunca deixámos de celebrar este mistério da presença do Senhor no seu Corpo e Sangue.

Posso antever várias reservas: será que temos consciência do que fazemos? Desvirtuamos o que então se celebrava? Enchemos de solenidades e gestos vazios o que era simples? Despimos de símbolo o sacramento da Eucaristia que a Tradição se encarregou de nos entregar? Todas estas perguntas são válidas e pertinentes e, contudo, neste dia, gostava que concentrássemos o coração numa só oração de ação de graças: obrigado, Senhor, por mantermos vivo o teu pedido.

Na pluralidade de ritos católicos, nas mais diversas línguas, continuamos a celebrar o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor até que Ele venha. Reconhecemo-nos pobres de Deus, sedentos de amor, entregando os nossos bens – e a nossa vida com eles –, frutos do dom de Deus e do nosso trabalho, para que sejam consagrados, alimentando-nos do mesmo pão partido, agora Corpo de Cristo, e bebendo do vinho da alegria do encontro, agora Sangue que dá vida, meras migalhas que contêm dentro de si, todo inteiro, aquele que é demasiado grande para caber no Universo.

Aproximemo-nos da mesa onde o Senhor se dá com comoção e devoção interior. Acompanhemo-lo neste sentimento, pois, nestas migalhas que são o nosso alimento, está o Senhor todo inteiro, que se oferece para que sejamos como Ele. Este é o seu pedido mais pungente e daqui brota todo o nosso viver cristão.

A Eucaristia é fazedora de santos. Entremos nela de coração aberto, para que a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo nos guie até aos irmãos.

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