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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

 SANTOS DO DIA 13 DE AGOSTO

S. João Berchmans 
  S. João Berchmans 

“Faça bem o que deve fazer e, ao máximo, as mínimas coisas”!

João, primogênito de cinco filhos, nasceu em uma humilde família de curtidores de couro flamengo. Com apenas 10 anos, sua mãe ficou gravemente doente: primeiro, foi confiada aos cuidados dos tios e, depois, internada em um asilo.
No entanto, João tinha ideias claras: queria ser sacerdote. Começou a estudar latim na escola Diest, mas o dinheiro era pouco e teve deixar para aprender uma profissão. Na verdade, o autor desta escolha foi seu pai, que não queria que seguisse a sua vocação. Todavia, em contato direto com um filho Santo, seu pai mudou de ideia e aceitou que se tornasse sacerdote, logo após a morte da sua esposa, em 1616.
Aqui, a Providência divina entrou em ação: o rapaz começou a prestar serviço na casa do Cônego Froymont, em Malines, onde, como tutor, assistia às jovens crianças da nobreza, ganhando o suficiente para continuar seus estudos.

Nas pegadas de São Luís Gonzaga

Em 1615, os Jesuítas inauguraram um Colégio em Malines, precisamente no período de indecisão de João de como viver a sua vocação. Por curiosidade, começou a ler a biografia de São Luís Gonzaga, falecido poucos anos antes, conseguindo entender que o Senhor queria: abraçar o carisma da Companhia de Jesus, onde foi um aluno excepcional, observava à perfeição as regras que lhe foram impostas, que eram diferentes segundo as várias Comunidades. Tanto que, após apenas um ano, foi nomeado prefeito dos Noviços, que eram mais de cem.
Após emitir os votos Perpétuos, em 1618, o jovem João foi enviado a Roma para continuar seus estudos. Ali, adoeceu gravemente vindo a falecer, em 1621, com apenas 22 anos de idade. Foi sepultado na igreja da Companhia de Santo Inácio de Loyola, mas uma relíquia do seu coração foi levada para Louvain, na igreja Jesuíta de Saint-Michel.

Frei hílare: a espiritualidade de João

Partindo do apelido que João havia recebido na sua breve vida comunitária - Frei hílare - podemos dizer que era o Santo do sorriso, que indicava um caminho rumo à santidade, mediante a sua alegria na vida de cada dia.
Seu realismo espiritual saudável e sincero provinha, certamente, das suas origens pobres e da escola ascética belga, que depois, porém, se abriu completamente aos ensinamentos inacianos. João era um exemplo de como viver alegremente no Senhor; ele teve experiências místicas e foi tocado pela graça, mas, o que mais o caracterizava era a sua profunda compaixão com o próximo e sua ardente devoção à Eucaristia e à Virgem Maria.
São João Berchmans foi canonizado pelo Papa Leão XIII, em 1888. Ele foi proclamado Padroeiro da juventude estudantil junto com Santo Estanislau Kotska e São Luís Gonzaga. 

SS. Ponciano, papa e Hipólito, presbítero, mártires

s. Ponciano, Basílica Papal de São Paulo fora da Muralha

Ponciano foi Papa no ano 230, mas teve que abdicar quando foi deportado para as minas da Sardenha, junto Hipólito, sacerdote cismático, durante a perseguição anticristã de Maximiano Trácio. Mortos de fome, em 235, são venerados como mártires em Roma: um em São Calisto e o outro na Via Tiburtina.  

S. Cassiano, mártir

Cristão e educador de jovens, aos quais transmitia a fé, Cassiano de Imola foi descoberto e condenado à morte como mártir, por recusar-se a oferecer sacrifícios aos ídolos. Faleceu por volta do ano 305, durante a perseguição de Diocleciano. Sobre a sua sepultura foi construída a catedral de Imola.   

 https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html

 Santa Dulce Lopes Pontes

"Santa Dulce dos pobres (*1914 - †1992)

Irmã Dulce dos Pobres, mística brasileira, também conhecida como “Anjo bom da Bahia”, tinha como lema “Amar e Servir”: fez da sua existência um instrumento vivo de fé, amor e serviço aos indigentes e enfermos.

Vatican News

A Igreja Católica recorda hoje Santa Dulce Lopes Pontes, também chamada de "Anjo bom da Bahia", a "Irmã Dulce dos pobres".

Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, Bahia, segunda filha do cirurgião dentista Augusto Lopes Pontes, professor de Odontologia, e Dona Dulce Maria de Souza. Foi batizada com o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes.

A menina era muito alegre, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol. De fato, era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time da classe operária e excluídos da sociedade.

Em 1921, aos sete anos, ficou órfã de sua mãe, falecida com apenas 26 anos de idade. No ano seguinte, junto com seus irmãos, Augusto e Dulcinha, fez a Primeira Comunhão na igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

Aos 13 anos, graças à influência da sua família e ao seu senso de justiça, a jovenzinha passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando-a em um pequeno “centro de atendimento”, que ficou conhecido como “Portaria de São Francisco”. Na época, ao visitar com sua tia, a periferia da cidade, bairros onde moravam os pobres e excluídos, Maria Rita começou a manifestar, pela primeira vez, o desejo de dedicar-se à vida religiosa.

Irmã Dulce e suas numerosas atividades

Em 8 de fevereiro de 1933, após sua formatura em Magistério, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão, Sergipe, onde recebeu o hábito religioso, mudando seu nome para Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

A primeira missão de Irmã Dulce como religiosa foi ensinar em um colégio, mantido pela sua Congregação, no bairro da Massaranduba, Cidade Baixa de Salvador. Mas, seu pensamento estava sempre voltado para o trabalho com os pobres.

Em 1935, começou a dar assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas no bairro de Itapagipe, onde moravam numerosos trabalhadores. Ali, deu início a um posto médico, que, em 1936, se tornou “União Operária São Francisco”, a primeira organização católica do estado, que, depois, se transformou em “Círculo Operário da Bahia”, fundado em 1937, com Frei Hildebrando Kruthaup. Dois anos depois, Irmã Dulce inaugurou o “Colégio Santo Antônio”, uma escola pública para operários e seus filhos, no bairro da Massaranduba.

Relíquias da “Madre Teresa do Brasil”

A causa da Canonização de Irmã Dulce teve início em janeiro de 2000. Seus restos mortais, que, desde 1992 - ano de seu falecimento – jaziam na igreja da Conceição da Praia, foram transladados para a Capela do Convento Santo Antônio, sede das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador.

A Congregação das Causa dos Santos, após a Positio, documento canônico sobre os dados biográficos, virtudes e testemunhos do processo de canonização, definiu a santa “Madre Teresa do Brasil” como a “Madre Teresa de Calcutá”, “conforto para os pobres e exame de consciência para os ricos”.

No dia 9 de junho de 2010, deu-se a exumação e translado das relíquias da Irmã Dulce para a Capela definitiva, na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, hoje, Santuário Santa Dulce dos Pobres, situado ao lado da sede da OSID (Obras Sociais Irmã Dulce), lugar onde a santa havia fundado o Círculo Operário da Bahia, na década de 40. Ali, se encontra o túmulo da Mãe dos Pobres, lugar de devoção e fé.

Em setembro de 2019, por ocasião da sua Canonização, presidida pelo Papa Francisco, o local foi reformado, ganhando um túmulo de vidro com uma efígie, em tamanho real, da Santa Dulce dos Pobres.

Obras sociais “Irmã Dulce”.

Maria Rita Pontes, sobrinha da Irmã Dulce, escreveu uma biografia sobre sua tia, na qual destaca os exemplos de bondade, caridade e amor ao próximo da “Mãe dos Pobres”.

IRMÃ DULCE COMPARADA COM “MADRE TERESA”

(Congregação das Causas dos Santos)

 https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2026-08/santa-dulce-pobres.html 

 🔥 Santa Dulce dos Pobres: Deu Cama a Milhares e Dormiu Trinta Anos numa Cadeira 

 🪑 Existe uma cadeira de madeira guardada num quarto de Salvador, na Bahia. Irmã Dulce dormiu sentada nela durante trinta anos, por causa de uma promessa. E foi essa mesma mulher que conseguiu cama, lençol e teto para dezenas de milhares de doentes que ninguém queria dentro de casa. 

 https://youtu.be/Zq7U4NWGHOA?si=_e-OUU4b2iRoxCVz

Leão XIV no Angelus: em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona

O Evangelho de hoje ensina-nos algo importante: a não perdermos a esperança, nem mesmo nos momentos de escuridão, quando nos sentimos impotentes perante os problemas que, apesar dos nossos esforços, nos fazem pensar que estamos a recuar em vez de avançar. Em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona. 
Foi o que disse o Papa no Angelus ao meio-dia deste domingo, 9 de agosto, XIX Domingo do Tempo Comum, ao rezar a oração mariana com os fiéis peregrinos reunidos na Praça São Pedro
 
Ouça a reportagem com a voz do Papa Leão XIV e compartilhe 
 

Raimundo de Lima – Vatican News

Quando o Mestre entra no barco, a tempestade acalma, e então brota espontaneamente do coração dos discípulos a profissão de fé: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!» Foi o que ressaltou o Santo Padre aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro ao explicar o Evangelho deste XIX Domingo do Tempo Comum, no habitual encontro dominical do Angelus. Na alocução que precedeu a oração mariana, Leão XIV ateve-se ao Evangelho do dia (Mt 14, 22-33), em que Jesus, caminhando sobre as águas do mar da Galileia, vai ter com os discípulos no meio de uma tempestade.

Após o milagre dos pães e dos peixes, ressaltou o Papa, o Mestre obriga os seus discípulos a embarcar e ir adiante para a outra margem, enquanto Ele se retira num monte, sozinho, para rezar. Longe da costa, porém, encontram-se à mercê do vento e têm dificuldade em avançar. Depois de uma experiência bem-sucedida, na qual tinham sido protagonistas de um sinal prodigioso, encontram-se agora impotentes e assustados perante a ameaça das ondas e do vento contrário.

No final da noite, Jesus vai ao encontro deles sobre as águas agitadas, e, assustados, confundem-no com um fantasma. Mas Ele diz-lhes: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!»

A presença do Senhor muda tudo

“A presença do Senhor muda tudo: Pedro chega até mesmo a dar alguns passos sobre as ondas na direção d’Ele; depois assusta-se, começa a afundar e Jesus salva-o. Quando o Mestre entra no barco, a tempestade acalma, e então brota espontaneamente do coração dos discípulos a profissão de fé: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!»”

Para chegar a este ponto, prosseguiu o Pontífice, não lhes bastou assistir a um milagre, nem ter tido bom êxito diante das pessoas: tiveram de passar pela experiência da própria fraqueza, reconhecendo nela a presença de Deus. Só assim conseguiram verdadeiramente abrir os olhos e o coração à sua proximidade, reencontrando a paz mesmo no meio da tempestade.

Um dia, mais tarde, Jesus dir-lhes-á: «Se tiverdes fé e não duvidardes […], se disserdes a este monte: “Tira-te daí e lança-te ao mar”, assim acontecerá». E foi precisamente isso que eles experimentaram no lago: a paz de Cristo, que tinha estado na montanha a rezar, alcançou-os no meio da fúria das águas.

Não perder a esperança, nem mesmo nas horas de escuridão

Com efeito, observou Leão XIV, este milagre ensina-nos algo importante: em primeiro lugar, a não nos vangloriarmos pelo sucesso e a nunca nos considerarmos superiores aos outros; depois, a não perdermos a esperança, nem mesmo nos momentos de escuridão, quando nos sentimos impotentes perante os problemas que, apesar dos nossos esforços, nos fazem pensar que estamos a recuar em vez de avançar.

“Em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona e, se o acolhermos humildemente no barco da nossa vida – através da oração, dos Sacramentos e da escuta da Palavra –, n’Ele encontraremos a paz, a luz e a força para o nosso caminho.”

Que Maria nos ajude a viver assim, com confiante abandono em Deus, Ela que foi proclamada bem-aventurada pela sua fé, rezou por fim o Santo Padre.

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 https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-08/papa-leao-xiv-angelus-9-agosto-2026-jesus-nao-nos-abandona.html

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