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O Perdão de Assis, sinal da paz desarmada e desarmante
Silvia Giovanrosa – Vatican News
A Solenidade do Perdão de Assis entra em pleno andamento. Nestes próximos dois dias, será possível obter a indulgência plenária, concedida às igrejas paroquiais e franciscanas em todo o mundo. O coração da solenidade é a Porciúncula, local onde Francisco escolheu morrer e onde, segundo a tradição, em 1216, obteve do Papa Honório III a remissão total de toda a pena temporal devida pelos pecados já perdoados na confissão.
O Perdão de Assis no Ano Jubilar franciscano
A Porciúncula, explica padre Massimo Fusarelli, Ministro Geral dos Frades Menores, em entrevista concedida à mídia vaticana, é o local onde São Francisco escolheu morrer. “Sabemos”, conta Fusarelli, “que, no último mês de sua vida terrena, Francisco se encontrava no Episcopio de Assis para receber cuidados médicos, mas ele mesmo, antes de partir para o Céu, pediu para descer à Porciúncula, o lugar onde sua vida espiritual havia começado. No oitavo centenário de sua morte, cruzar o limiar deste lugar de Misericórdia e Perdão assume um valor único; aqui, o Santo ainda canta o encontro com a Irmã Morte e morre como um homem reconciliado”, conclui o religioso sobre esse ponto.
O Perdão e a Paz
O pedido de que todos os homens obtenham a remissão dos pecados, segundo a vontade do Pobrezinho de Assis, é uma promessa do Paraíso. A reconciliação que vem do Perdão está ligada ao apelo do Papa Leão por uma paz “desarmada” e “desarmante”, a partir do coração humano. “Partindo das palavras do Pontífice — explica ainda Fusarelli —, eu introduziria uma categoria mais propriamente franciscana: Francisco pediu para ser sepultado nu sobre a terra nua; estar nu é muito mais do que estar desarmado”, esclarece o Ministro Geral. “Francisco atravessa a linha de batalha entre cruzados e sarracenos nu e desarmado, sem defesas, sem garantias. Isso o expõe ao inimigo, mas permite que ele encontre um companheiro de humanidade, o Sultão. Ao caminhar nu em direção à morte, ele dá continuidade ao caminho de despojamento e simplificação que durou toda a sua vida”. Para concluir, pergunta-se Fusarelli: “como é possível buscar a paz se estamos armados com armas e com todas as ideias, incompreensões e violências que habitam em nós? Francisco nos mostra o caminho”.
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Santos do dia
S. Lídia, discípula de S. Paulo
Sua casa foi a primeira igreja fundada na Europa por São Paulo. Quando o Apóstolo pôs os pés em Filipos, Macedônia, encontrou hospitalidade na casa de Lídia, comerciante de púrpura, recém-convertida ao Evangelho com toda a família. Os Atos dos Apóstolos narram a sua história no capítulo 16.
Apesar de comerciar tecidos, praticava a caridade, pois sabia acolher os missionários. Além disso, foi missionária ao seu modo, já que sua conversão levou também seus familiares à conversão.
São Gamaliel
Hoje é dia de São Gamaliel, doutor da Lei e mestre de São Paulo de Tarso. Nos Atos dos Apóstolos, São Gamaliel aparece usando de prudência no momento em que os judeus querem dar cabo dos cristãos. Depois disso, também se converteu. O santo de hoje é também um dos filhos de São Gamaliel: Santo Abibas.
São Nicodemos
Uma personagem do Evangelho de São João, comemorada igualmente hoje, é São Nicodemos, também doutor da Lei.
Foi ele quem visitou Jesus à noite, a fim de saber como poderia nascer de novo para entrar no Reino de Deus (Jo 3,1-21). Também foi São Nicodemos quem retirou Jesus da cruz. São Nicodemos sofreu o martírio, assim como a maioria dos cristãos do primeiro século.
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