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quarta-feira, 17 de abril de 2019


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9
Resistir até o fim
9 Com o Senhor nosso Deus está a misericórdia e o perdão, porque nos revoltamos contra ele. 10 Não obedecemos a Javé nosso Deus, para andarmos de acordo com as leis que ele nos deu por meio dos profetas, seus servos. 11 Todo o Israel desrespeitou a tua lei e se afastou para não te obedecer. Então caíram sobre nós as maldições e ameaças que estão escritas na lei de Moisés, servo de Deus, pois pecamos contra o Senhor. 12 Ele cumpriu as ameaças que tinha feito contra nós e nossos governantes, mandando sobre Jerusalém uma calamidade como jamais aconteceu debaixo do céu. 13 Toda essa desgraça nos veio tal qual está escrita na lei de Moisés, mas nós não procuramos agradar a Javé nosso Deus, arrependendo-nos de nossos pecados e levando a sério a sua fidelidade. 14 Javé se encarregou dessa desgraça e fez que ela chegasse até nós, pois Javé nosso Deus nos trata com justiça, porque não lhe obedecemos.
15 Agora, Senhor nosso Deus, tu que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão forte, criando para ti essa fama que dura até hoje, nós pecamos e praticamos a impiedade. 16 Senhor, conforme a tua justiça, afasta de Jerusalém, a tua cidade, e do teu santo monte, a ira e a cólera. Por causa dos nossos erros, por causa dos pecados de nossos antepassados, Jerusalém e o teu povo são desprezados pelos povos vizinhos. 17 Agora, Deus nosso, ouve a oração e as súplicas do teu servo e, por causa da tua honra, faze brilhar a tua face sobre o teu Templo destruído. 18 Meu Deus, inclina teu ouvido e escuta-me; abre os olhos e a desolação e olha para a cidade sobre a qual foi invocado o teu nome, porque não é confiando em nossa justiça que te pedimos misericórdia, mas sim na tua imensa compaixão. 19 Ouve, Senhor! Perdoa, Senhor! Atende, Senhor! E começa a agir sem demora, por causa da tua honra, meu Deus, pois o teu nome foi invocado sobre esta cidade e sobre o teu povo».
20 Eu ainda falava, fazendo a minha prece, confessando o meu pecado e do meu povo Israel; eu estava apresentando minha súplica a Javé meu Deus em favor do seu monte santo; 21 eu ainda estava fazendo a minha súplica, quando Gabriel, o homem que eu tinha visto no começo da visão, veio voando rápido para perto de mim. Era a hora em que se faz a oferta da tarde. 22 Ele chegou e falou comigo: «Daniel, eu vim dar-lhe uma explicação. 23 Quando você começou a sua súplica, foi pronunciada uma sentença e eu vim lhe contar, porque você é querido. Preste atenção na mensagem e compreenda a visão: 24 setenta semanas foram determinadas para o seu povo e sua cidade santa, para fazer cessar a transgressão, selar o pecado, expiar o crime, para trazer uma justiça perene, até se realizarem a visão e a profecia e ser ungido o lugar santíssimo. 25 Fique sabendo: desde que foi decretada a volta e a reconstrução de Jerusalém, até o príncipe ungido, sete semanas se passarão. Em sessenta e duas semanas, praças e muralhas serão reconstruídas, mas em tempos difíceis. 26 Depois das sessenta e duas semanas, o ungido inocente será eliminado, e a cidade e o Templo serão destruídos por um príncipe que virá. Seu fim será no cataclismo e, até o fim, estão decretadas guerra e destruição. 27 Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana e, durante meia semana, fará cessar ofertas e sacrifícios. Colocará sobre a nave do Templo o ídolo abominável, até que chegue para o destruidor o fim decretado».


* 9,1-27: A profecia das setenta semanas é um dos textos que mais deram margem a especulações. O autor, porém, não se mostra interessado em predizer a vinda do Messias ou o fim do mundo. Pelo contrário, quer sustentar a fé e encorajar a resistência dos judeus que estão sendo perseguidos por Antíoco IV; para tanto, mostra que a opressão e perseguição acabarão logo, e por isso ninguém deve desanimar. Os vv. 24-27 trazem pormenores que auxiliam os judeus perseguidos a identificar os acontecimentos que presenciam: em 170 a.C., o sumo sacerdote Onias III foi assassinado pelos seus rivais, embora fosse o único sumo sacerdote justo (ungido inocente, v. 26). A seguir, Antíoco IV invade Jerusalém e coloca no Templo uma estátua de Júpiter (ídolo abominável), fazendo com os sacerdotes do Templo um acordo (aliança durante uma semana).



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